terça-feira, 30 de agosto de 2016



FOLHADO DA MADEIRA

O Folhado (Clethra arborea), pequena árvore da família Clethraceae, é endémica da Madeira.
Entre julho e setembro as suas flores aromáticas são as que mais brilham na Laurissilva.


       Texto e fotografias: Raimundo Quintal

A NOSSA ALDEIA






Logo de manhã, senti uma volta no estômago de susto, ao dar com a foto de fundo na 1.ª do DN. Olha, os fuzileiros portugueses resgataram mais náufragos migrantes, oriundos da Mauritânia ou da Argélia, e parece que os trouxeram para as Desertas. Uf, nada disso. A imagem mostrava Marcelo a saltar nas rochas do Bugio, da Deserta Grande ou onde raio foi, para dar alguns dos seus célebres afectos também às cabras e aos coelhos que, coitados, andam a monte nos carreiros escabrosos lá dos penedos. Com o País pendente de mais esta digressão presidencial, que termina com a já tradicional afirmação de soberania verde-encarnada nas Selvagens, pudemos ainda perceber que Miguel Albuquerque, depois de um dia ter mandado Cafôfo borda fora de um pesqueiro no Caniçal só porque o Mayor funchalense estava de sapatos azuis, aparece como aparece nesta foto tirada nas Desertas. Ora repare o Leitor, para não me chamarem mentiroso.





(Foto JM)


Muito contestado foi o mesmo Mayor do Funchal por ter trazido técnicos do Porto com a missão de estudar à lupa as ruínas dos incêndios, deixando os especialistas madeirenses de braços cruzados. Ora adeus, o homem sabe o que está a fazer. Com esta jogada de intercâmbio mediático, foram fotografias do Mayor em jornais e entrevistas nas TVs, à chegada dos ditos técnicos. Mais um basqueiro de microfones e câmaras durante os delicados trabalhos. E na despedida do grupo, uma cerimónia de todo o tamanho para o edil dizer simplesmente 'obrigado' aos rapazes do Rui Moreira - obviamente com repórteres de ponta a ponta da sala, em harmonia com a importância do solene acontecimento. Dizer 'obrigado' às vezes é muito importante, principalmente quando há holofotes. 
Pergunto: se tivesse posto os técnicos de cá a fazer o seviço, quantas fotografias isso daria ao Paulo?


(Foto DN)


Por falar em perspicácia política. Podem dizer que Carlos Pereira se impinge diante das câmaras que cobrem as agendas diárias para mostrar que existe. Que se uma pessoa não ler o Diário uma semana julgará que o homem emigrou. Que o líder do PS-M não consegue acertar com uma iniciativa que marque a agenda política da aldeia, nem que seja por umas horas. Que perante uma situação em que há dois protagonistas perfilados no topo da actualidade insular, Albuquerque e Cafôfo, mestres no jogo do 'jornalismo', o chefe socialista devia ignorar este quotidiano bacoco de Marcelos e lutas de galos ilhéus, impondo-se com uma política para as autárquicas de fazer calar a assistência, com nomes e projectos capazes de interessar eleitores e povo em geral, sem receio de queimar seja quem for. Podem dizer ainda que o líder do PS-M caiu na ratoeira de imitar os mestres das revistas de cabeleireiro, onde ele perde por 100-0 quer com Albuquerque quer com Cafôfo. Podem até lembrar que o bom general escolhe o terreno da batalha, e que se Carlos Pereira atraísse a soldadesca ao terreno da competência económico-financeira, era ele a dar 100-0 aos tais actores de cabeleireiro. Podem dizer tudo isso. Mas esquecem-se de um pormenor: Carlos Pereira está a construir um álbum de fotografias que faz favor! Não sei se já tem selfie com Marcelo, mas poses bem enquadradas, embora forçadas, com secretárias e secretários de Estado, chegando a ministros e até ao Costa, ui, é uma colecção a potes, para passar à D. Posteridade. Mesmo que digam que o PS-M não pode continuar a pautar a sua actividade de oposição em função das fotografias do líder.
Que quero dizer com este arrazoado? Esperem pelas eleições, quando num debate de campanha o nosso Amigo Carlos puxar do álbum de fotografias e lançá-lo em rosto aos desarmados adversários. E o povo: ah ele até tem uma fotografia com a ministra Constança? É fatal: as sondagens mandam logo o PS-M para os píncaros.
'Apareço, logo existo'.
Mais nada.

DIÁRIO DOS MILHÕES


O Mercado Regional dos Milhões começa o dia hesitante e com tendência para retracção devido aos spreads punitivos na praça nervosa. 
Depois do início, ontem, das injecções que o Gasparzinho programou para picar os colegas de governo, começando pelo Faria Nunes da Saúde, com 3 Milhões no tubo de ensaio para dar o exemplo, e avisando que nenhum secretário ou secretária fugirá com o rabo à seringa, hoje é a Câmara do Mayor a queixar-se de asfixia. O DN cita um vereador segundo o qual a edilidade propôs contratos-programa no valor de 4 Milhões, ouvindo do governo: vai gamar ou vai à cata de linhas de crédito, que também 'oferecem' Milhões.
O JM traz hoje, também na capa, o astronómico número de 48 milhões, adocicando o bico dos investidores falidos. Isso à primeira vista, porque ali mesmo se explica que se trata de 48 Milhões de árvores necessárias à reflorestação pós-incêndios. Ora, mesmo que sejam árvores das patacas, daqui até darem fruto não nos doam os bolsos. 
Esta continua a ser a terra onde mais se fala de Milhões sem que se veja a cor de uma nota de 50 euros.

"Podemos fazer muitas promessas, porque não cumpriremos nenhuma"




O HUMORISTA QUE GANHOU AS ELEIÇÕES 
PARA A CÂMARA DA CAPITAL ISLANDESA 



Os partidos e políticos tradicionais estão cada vez mais demodés


A propósito de uns artigalhos que produzimos pr'aqui de vez em quando, invocando a moda que por esse mundo vai de ignorar partidos e políticos tradicionais nas eleições em benefício de candidaturas as mais aberrantes, o 'Courrier' traz a história daquele humorista que surpreendeu a Europa ao vencer a Câmara da capital islandesa em 2010.
Jón Gnarr fazia sketches para a TV, muitos deles sobre política. De repente, com amigos geralmente músicos ex-punk, todos uns anarco-surrealistas levados da breca, decidiu fundar o 'Melhor Partido'. Com recurso às redes sociais, surgiu a provocação: "Para quê votar nos menos bons quando se pode votar no melhor?"
O crash norte-americano respingara terrivelmente a Islândia, cujas finanças desapareceram do mapa. No meio da crise, a ideia de Gnarr se candidatar à Câmara de Reiquejavique foi lançada em força na net.  
Os partidos tradicionais sorriram. E as primeiras sondagens para essas eleições davam ao 'Melhor Partido' 0,7% das intenções de voto.
A mensagem de retirar o poder aos políticos carreiristas não foi abandonada, pelo contrário. E os doidos colaboradores de Gnarr sempre estribados no humor. Diziam eles que, depois de terem trabalhado no duro, chegara a hora de serem bem pagos para não fazer nada.
Quanto a promessas, uma foi dar aos munícipes transportes gratuitos. Outras, distribuição de toalhas de banho gratuitas nas piscinas e a importação de judeus para haver quem percebesse de economia na Islândia. "Podemos fazer mais promessas do que os outros, porque não cumpriremos nenhuma", disse Gnarr, citado pelo Courrier.
Em pouco tempo, as sondagens davam 10% ao Melhor Partido. Mas continuou a subir notoriamente a popularidade do candidato, que fora auxiliar de psiquiatria, motorista de táxi e baixista de um grupo punk até descobrir que detestava música, preferindo falar, e daí tornar-se humorista.
A campanha eleitoral do Melhor Partido não meteu donativos, dinheiro nem cartazes. Gnarr comparecia aos debates televisivos e, na sua vez de discutir, contava anedotas. Numa entrevista televisiva, deu bronca, por desconhecer os dossiês. "Não tenho opinião", chegou a responder numa das perguntas. 
Segundo o autor da reportagem, Gnarr "saiu do estúdio desmotivado e humilhado, sentindo-se um pateta". Mas logo a seguir a sua popularidade disparava para 20%. 
O xeque-mate deu-se com a inspiração de um vídeo com as estrelas de rock do partido a cantar uma adaptação da música de Tina Turner "Simply the Best". 
A duas semanas das eleições, as sondagens davam 38% ao Melhor Partido. Que ganharia mesmo as eleições, em Maio de 2010. 
Comentário de Gnarr: "Esta campanha decorreu como dizia Gandhi - primeiro ignoram-nos, depois gozam connosco, a seguir combatem-nos e, no final, ganhamos."
É claro que depois de ganhar é preciso gerir a cidade, fazer orçamentos, arrancar com obras, negociar dívidas. Coisas fora do alcance de um humorista ou de ex-cantores punk. Mas Gnarr não deixou de continuar a fazer as loucuras da vida 'civil', dentro e fora do gabinete de presidente da câmara que lida com dois terços da população da Islândia.
Em 2017 e em 2019 há eleições na Madeira. Atenção que deve haver por aí muito potencial Gnarr. Muitos sósias do Tiririca.
Pois, ainda está na fase de os ignorar. 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Iniciativa do PTP




Construção de tanques de armazenamento de águas pluviais em zonas de risco de incêndios


Na ilha da Madeira, nas últimas décadas, assistiu-se a um grande crescimento urbano concentrado, sobretudo, na cidade do Funchal. A população empregada no sector primário foi diminuindo em favor de outros sectores de atividade. O trabalho passou a concentrar-se no Funchal o que fez com que houvesse deslocações de um avultado número de pessoas para a capital do distrito.

PCP exige pressa à recuperação


O Funchal e os Funchalenses não podem esperar mais!

1- A experiência que temos das respostas dadas ao longo dos anos, face às sucessivas intempéries, calamidades e desastres que atingiram o Concelho do Funchal, revelam que passado o período imediato as respostas vão-se atrasando, os desalojados sucedem-se por períodos inaceitáveis, os problemas estruturais continuam e acumulam-se.

2- É preciso impedir a todo o custo que, desta feita, após os incêndios que flagelaram o Funchal, com os danos e prejuízos já identificados, se repitam, de novo e mais uma vez, comportamentos deste tipo.

Opinião




 TEREMOS RESPONSÁVEIS?



Numa sociedade politicamente organizada, segundo os padrões ocidentais, impõe-se o respeito pela LEI. Ninguém deverá eximir-se ao seu cumprimento. Cidadão que não a cumpra justificar-se-á, em Tribunal, ou perante um superior hierárquico. 

Duas notícias prenderam-me a atenção por desafiarem este pilar do Estado de Direito. Uma, ocorrida no Continente, refere-se ao caso de um militar da GNR que, numa perseguição a eventuais criminosos, disparou contra eles matando uma criança. O caso arrasta-se com decisões contraditórias nas várias instâncias Judiciais. Há poucos dias, em S. Vicente, um elemento PSP, cumprindo a lei, foi ferido por populares. A vida profissional do militar da GNR está muito próxima da destruição. Espero que no caso de S. Vicente, até pela dimensão do sucedido, as coisas se resolvam com a punição rápida dos agressores do agente. Não quero, nem posso, julgar os Tribunais pelas suas decisões. Porém, preocupa-me a destruição destes profissionais. Perante o laxismo instalado os GNR’s dirão para com os seus botões, disparar para ter chatices? Deixo seguir os facínoras. Os agentes da PSP, passarão ao largo de futuras rixas, caso os agressores do colega não sofram pena. 

Cabe-nos julgar os legisladores, eles, com o Poder legitimado pelo nosso voto, respondem perante nós. Quando lhes damos o voto é para garantirmos a segurança das pessoas e bens das famílias. Os agentes da autoridade, querem-se briosos, respeitadores da Lei e das suas hierarquias, elas, também, legalmente enquadradas. Saindo-se do rigoroso cumprimento da LEI, Tribunais e Forças de Segurança, transformam-se em instituições ao serviço de interesses estranhos ao Bem Comum. 

Em momentos de catástrofe, estas debilidades agudizam-se. Foi o caso dos recentes fogos. Às Forças de Segurança, juntaram-se os BOMBEIROS. Como se de uma guerra se tratasse, sob a responsabilidade política dos eleitos, combateu-se o fogo. As debilidades inerentes ao nosso fraco respeito pela lei, sentiram-se. A descoordenação foi grande. O velho hábito da defesa do Poder através da comunicação social, funcionou a todo gás, para esconder o desrespeito pela Lei e pela cadeia comando. Os fogos foram rapidamente atribuídos aos incendiários. A coisa foi de tal maneira que, a casa onde vivia um incendiário foi vandalizada. Houve assaltos a casas abandonadas, e de novo surgiu o incitamento à justiça popular nas redes sociais. 

Um caso gritante de abuso de poder foi silenciado. O comandante dos bombeiros de Câmara de Lobos não resistiu ao hábito de dar foguetes numa Festa, ainda que proibido. O atavismo que devia servir de base à informação, numa comunicação social isenta, ao serviço das pessoas, cedendo o lugar à propaganda, escondeu o abuso. Em Machico, pede-se o cumprimento da Lei quando se sabe que o atavismo dos fachos está na alma daquele POVO. Quererão aumentar as labaredas aqueles que produziram esta (des)informação, só aparentemente isenta? O atavismo foi esquecido quando chamuscou internamente, mas não houve pejo em tirá-lo do armário quando deu jeito. 

Ficaríamos gratos à comunicação social – redes sociais incluídas – se divulgassem duas ideias essenciais para salvaguarda do Estado de Direito. Primeira, o fogo atingiu todos, independentemente do partido do coração. Segunda, Forças de Segurança e/ou Militarizadas desmotivadas fazem perigar pessoas e bens. Assim imporíamos aos eleitos a resolução dos nossos verdadeiros problemas que estão muito para além das disputas eleitorais. 

Gaudêncio Figueira

Diário dos Milhões


O Mercado Regional dos Milhões amanheceu esta segunda-feira em baixa e não se esperam subidas abruptas ao longo do dia.
Ao contrário das tendências dos mercados normais, verifica-se que o anunciado negócio de milhões com alavancagem constou de uma injecção aplicada pelo secretário das Finanças no da Saúde - e não ao contrário. O que revela a perda de alguma confiança nos índices de venda das seringas utilizadas no Sesaram.
A injecção levava dentro a quantia de 3,1 milhões, segundo dados do DN em 1.ª página, e mesmo assim essa ínfima transferência osmótica fica a dever-se única e exclusivamente à "disciplina orçamental" do governo. Olha lá!...
No ramo da restauração, os mestres especialistas do governo mostraram resultados do seu cozinhado ao nascer do dia, no Mercado dos Milhões, situação plasmada na 1.ª página do JM - onde, provavelmente devido à palavrinha de uma agência de rating tolerante, haverá lugar a uma operação creditícia que permita leiloar o 'Golden Gate'. Esta e outras duas hastas públicas, assegura o Jornal, deverão atingir os 2 Milhões. 
Atendendo às oscilações do Mercado Regional de Milhões, onde os ditos Milhões aparecem nos títulos em letra de forma e nunca na conta que interessa, as operações do Golden e quejandos terão de decorrer durante o actual calor anormalmente elevado. É evidente aos olhos do BCE que só com esta canícula aparecerá algum investidor louco da moleirinha disposto a negociar com os louquinhos do desgoverno. 

Afinal eles estão a trabalhar no PS-M...




CURSO DE PREPARAÇÃO
PARA 'NOVAS LIDERANÇAS'




Carlos Pereira proporciona mais um palpitante e rigoroso exclusivo ao DN, cacha que aliás serve para ocupar e despachar a única página que hoje em dia as edições do nosso decano, para acabar com o chinfrim maldizente anti-governo e anti-Cafôfo das oposições, dedicam à secção 'Política'.





O que há de repetitivo nesta nova história é a referência a secretários e secretárias de Estado e a quadros do PS alfacinha, figuras de trato bidiário e tridiário em Lisboa com o líder socialista madeirense. A ponto de já ouvirmos falar pelos cafés de 'Carlos Pereira, o secretário de Estado'. 
Ao acontecimento prenunciado pelo chefe ilhéu, que é a realização de uma escola de Verão, vêm de facto marcar presença - caia para o lado, Leitor - o Cabrita e a Fernanda Rollo. Não sabe quem são? Fácil descobrir, lendo a notícia ou recorrendo ao site da Geringonça: um é ministro-adjunto e outra, que mais poderia ser, secretária de Estado.
Mas o mentor da escola de Verão não brinca em serviço e não permitirá gazeta estival a uma representação "ao mais alto nível" da direcção nacional do PS - diz a 'notícia-bomba'. Para comprometer esses de "mais alto nível", Carlos Pereira escaparracha ali os nomes de Ana Catarina Mendes, de quem aliás nunca ouvi falar, e de Elza (com z) Pais, que nunca vi mais gorda.  
Não ler atentamente o noticiário faz-nos cair nestes ridículos de ignorância.
Abreviando: o assunto do exclusivo, a tal escola de Verão do PS-M, seria a maior das banalidades da silly season cá na Região, não fora o tema central das aulas, que será 'novas lideranças'.  
Julgávamos que os estrategos do PS-M andavam a dormir na forma. Que primeiro iam confirmar a vitória de Cafôfo nas autárquicas de 2017 e o desastre do PS nas ditas, para então aprofundar o tema que abordarão já daqui a dias. Afinal, trabalha-se arduamente na Praça Amarela, com olhos no futuro. A temática deste curso de Verão é mais do que premonitória, é fatalidade.
Para os interessados - colaboramos na propaganda -, o 'curso' sobre 'novas lideranças' decorrerá de 8 a 10 de Setembro. No Hotel Buganvília, um dos muitos lançados no mercado turístico por famílias socialistas com reconhecido know how em matérias de resorts, overbookings e revpars e ainda em tratar de lideranças para o PS-Madeira - embora ainda não tenham conseguido instalar no partido a liderança sonhada.   
Resta fazer uma breve referência... Perdão, já falámos dos secretários de Estado.

Interesse Público



PARA BOM ENTENDEDOR...


O nosso colaborador Ricardo Vares acha que convém dar atenção ao seguinte extracto do recente programa da RTP-M:




Governo Regional vs. Câmara Municipal do Funchal
A ação planeada e o Impulso
Programa Interesse Público – RTP Madeira – 25 de agosto 2016 | minuto 11 ao minuto 15.

Gil Rosa/RTP
Relativamente às habitações. Qual foi o papel da autarquia? Foi só fazer uma inventariação ou houve aqui uma relação estreita com o Governo? Porque ficou a ideia que a responsabilidade de arranjar casa para as pessoas ficou exclusivamente nas mãos do Governo. Também teve aqui algum trabalho?

Presidente CMF
Não. A câmara aqui não teve qualquer trabalho nessa matéria…

Gil Rosa/RTP
Mas a câmara também tem uma empresa de habitação…

Presidente CMF
Com certeza. Com certeza. Mas… enfim. Vamos lá ver. Estamos a falar das mesmas pessoas. Tem que haver uma articulação entre o Governo Regional e autarquia para não haver uma sobreposição de competências ou de ações concretas, porque temos que canalizar aquilo que o Governo deverá fazer e aquilo que a câmara deverá fazer.

Gil Rosa/RTP
No terreno ficou um pouco a ideia que a câmara estava para um lado e o Governo estava para o outro?

Presidente CMF
Logo na reunião que tivemos com o Sr. Primeiro-Ministro ficou decidido que o realojamento seria realizado pelo Governo Regional. E foi assim que foi. Aliás, inclusive, no Dia da Cidade elogiei a ação do Governo no realojamento das pessoas que foram afetadas.

Secretária Regional da Inclusão e Assuntos Sociais
Mas, antes disso, existe um Plano Regional de Emergência, o qual estabelece, precisamente, os critérios e onde está definido, por exemplo, e é importante que as pessoas percebam, o porquê de serem encaminhadas para o RG3. A partir do momento, em que tivemos a noção exata, de que teríamos pessoas a sair de suas casas devido à dimensão dos incêndios e devido ao fumo, foi criado um espaço de acolhimento no Clube Desportivo de S. Roque, onde me encontrava desde as 18 horas.

Gil Rosa/RTP
Espécie de Centro de Comando ali da operação…

Secretária Regional da Inclusão e Assuntos Sociais
Não. O Centro de Comando estava no chamado Encontro, em S. Roque, onde estava a nossa carrinha de Comando, onde se encontravam elementos do Serviço Regional de Proteção Civil, o comandante dos bombeiros de Santa Cruz – que se manteve sempre presente – e, depois, criamos o Centro de Acolhimento. O Plano regional de Emergência está definido. E é por isso que, logo, naquele momento, estavam os bombeiros, a Cruz Vermelha e a PSP. Estava lá tudo preparado. Foi criado o Centro de Acolhimento no Clube Desportivo de S. Roque, assim como, quando os fogos começaram a transitar para a zona de Sto. António eu ativei a Casa de Saúde São João de Deus e quando os fogos começaram na zona do Monte foi ativado o Colégio Missionário que também acolheu pessoas.
E o RG3 está definido no nosso Plano Regional de Emergência, que foi aprovado ainda este ano, e que já não era atualizado desde os anos 90, quais são os passos. As pessoas vão para o RG3. Tanto que nós, Segurança Social, depois pagamos uma diária ao RG3 daquilo que lá se passou.
E está definido quem atua na parte da emergência e quem atua na parte da recuperação, que é onde entra, precisamente, o Instituto da Habitação ou com a questão dos realojamentos que é uma fase pós-acolhimento, tratamento, encaminhamento.

Ricardo Vares

domingo, 28 de agosto de 2016

A entrevista ia passando em claro






A JUSTIÇA NÃO É CEGA
QUANDO EM CAUSA
ESTÃO OS PODEROSOS 


Usamos este título não porque seja coisa nova, mas porque há mais uma entidade influente a denunciar quão escabroso vai o 'Estado de Direito'. O pilha-galinhas que rouba 10 euros vai dentro. O corrupto de milhões paga aos advogados do sistema para tratarem da prescrição. Bastonária dixit 







Li a entrevista com algum atraso, já que foi publicada no penúltimo número do Expresso. Sem ser uma bomba desconhecida, as ideias constantes preocupam por isto: são os quadros que assumem cargos vitais do País a denunciar quão injusta é a nossa Justiça. Justiça exercida a duas velocidades consoante o 'freguês' apanhado nas couves tem muito ou pouco dinheiro. 
A Justiça é cega? Ora, a Justiça só não enxerga quando não lhe interessa. 
Só que os quadros apontam a situação arbitrária e nada acontece, ninguém faz nada! 
A Bastonária da Ordem dos Advogados Elina Fraga, sucessora de Màrinho e Pinto, perante a pergunta do Expresso "os meios actuais são suficientes para investigar os poderosos?", responde só isto:
"Não são, claramente, suficientes. Não há vontade política de perseguir os poderosos, de que haja investigações que resultem no final na aplicação de uma pena de prisão. E, se reparar, todas as contra-ordenações que são aplicadas a pessoas poderosas acabam sempre por prescrever. As coimas milionárias que são aplicadas dão títulos de jornal, mas depois essas coimas não são cobradas pelo Estado porque existem advogados especializados em fazer correr prazos que estão previstos na lei, utilizando-se expedientes dilatórios para conseguir a prescrição."

Ahn?! Que País! Que justiça! É a própria Bastonária quem reconhece e enfatiza esta pouca-vergonha. Que se pronuncie o cidadão que já teve o azar de o Estado lhe pôr a pata em cima. Um simples atraso no pagamento do selo do carro. Veja lá se tem dinheiro para que um advogado faça prescrever a linda multa! 
Quer-se dizer que expedientes como o recurso para 'tribunais arbitrais' são dilatórios? - perguntará o Leitor, acrescentando que o jornalista devia ter posto a questão à Bastonária. Mas foi exactamente com isso que o jornalista confrontou Elina Fraga, que respondeu novamente sem papas na língua:
"Claro. São os tribunais judiciais que têm garantias de isenção e imparcialidade absolutamente reforçadas. Por que é que os contratos públicos, quando há um litígio, são resolvidos por 'tribunais arbitrais', quase sempre com o Estado a ter condenações graves?"
Estamos a ver os esquemas montados, que somos sempre nós a suportar, quando há 'poderosos' no baralho. Porque este não é um caso em que a Bastonária esteja gratuitamente a puxar a brasa à sardinha. São declarações graves. 
Que apetecia perguntar logo a seguir? O jornalista soube-o fazer bem, pondo a questão à Bastonária: "Está a levantar suspeitas sobre quem?"
Resposta: "O que lhe posso dizer é que a anterior ministra da Justiça é uma das fundadoras da associação portuguesa de arbitragem. A dra. Paula Teixeira da Cruz, enquanto advogada, contribuiu para a afirmação da arbitragem em Portugal. E enquanto ministra da Justiça colocou um enfoque muito grande na arbitragem, tornando-a obrigatória em relação a determinadas matérias. Em simultâneo, desqualificou os tribunais que são órgãos de soberania. Isso são factos. Não é a minha interpretação."
Dizemos o mesmo: isto não somos nós pr'aqui a mostrar maus fígados. São declarações da Bastonária da Ordem dos Advogados. Paula Teixeira da Cruz fez tudo isso. E quem pode pôr termos a essas patifarias? O Semeador?
Claro. O sistema! 'Eles' é que legislam...

Falta referir o caso dos advogados-deputados. Como é possível uma acumulação tão propícia a tentações à custa da combinação das duas actividades?
"Alguém pode atender um cliente de manhã e fazer uma lei à tarde capaz de abstractamente beneficiar esse cliente. O reforço da transparência exige que haja uma incompatibilidade do exercício da advocacia com a função de deputado." Mais palavras da Bastonária, sobre muitos colegas advogados.
Mais estas: "Há um número muito significativo de deputados que têm as suas consciências hipotecadas e que se demitiram da defesa da cidadania."
Então na Madeira!...
Pois, mas isto é a Bastonária a dizer. 
E teimam eles em que a Justiça é cega!

sábado, 27 de agosto de 2016

COELHO ACUSA CAFÔFO

                   


                     





Bombeiros Municipais do Funchal não recebem horas extraordinárias

José Manuel Coelho, diz que não basta dar palmadinhas nas costas e tecer elogios aos homens e mulheres que arriscaram a sua vida no combate aos incêndios, há que compensá-los monetariamente, com o devido pagamento das horas extraordinários. 
Os Bombeiros Municipais trabalharam 24 horas sob 24 horas para defender as populações e seu respectivo património nos últimos incêndios e agora não têm direito a receber horas extraordinárias, consideramos isso uma ingratidão. O Presidente da Câmara arranja dinheiro para contratar bandas de músicas com cachês milionários e não arranja verbas para compensar estes nobres homens e mulheres?! Há aqui uma clara má vontade política de Paulo Cafôfo.
Texto PTP

Com jeito vai... de catamaran



SERÁ VERDADE?





Leitor repórter



Praça do Povo, uma vergonha de jardim à beira mar plantado







Anexo estas belas fotos, da nossa grande sala de visitas, localizada na cidade do Funchal e denominada Praça do Povo.

O que me leva a tomar esta posição, é devido a muitos comentários negativos, feitos por estrangeiros na esplanada "O Verdinho" que não abona em nada a nossa cidade. 

Como: "miserable garden.... ", "it's garbage", etc.etc. etc.

Perante esta vergonha de jardim, resta-me solicitar a quem de direito na manutenção do mesmo que tenho o brio de o pôr como deve ser.

Neste momento, não sei se ainda é "A Túlipa" a fazer manutenção naquele jardim e se o é, já é tempo de "A Túlipa" ter brio naquilo que faz. Se não tem profissionais à altura que trate de os arranjar e não se esqueça que é o erário público que está injetado naquele espaço.

Sei que muitos condomínios já colocaram aquela empresa fora, devido aos senhores jardineiros nada fazerem.

Ao Governo Regional da Madeira e Frente Mar que tenham também brio na sua "sala de visitas" , porque é aquela "sala" que recebe todos os que chegam à ilha, através de mar e todos nós que desembarcamos ao chegar à cidade por transportes terrestres.

O que me choca mais é não haver nenhum dos cérebros que governam esta Ilha ter OLHOS para ver toda aquela vergonha.

Não se esqueçam que vem a Festa do Vinho a caminho.

Afonso Taboeira 




sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Apupos em fase de ensaio




MIGUEL ALBUQUERQUE RODEADO DE INCÊNDIOS
POR TODOS OS LADOS




Fogos

Autárquicas

Banif



A semana louca dos incêndios não acabou. Pelo contrário, foi só um começo dos fogos a que Albuquerque terá de acorrer doravante, queira ou não queira






Quase diríamos que também um fogo nunca vem só. Desta vez, os incêndios que há duas semanas chamuscaram visivelmente a imagem de Miguel Albuquerque deixaram no ar faúlhas que estão a pegar mais lume ao caso dos lesados do Banif e aos primeiros 'ameaços' de eleições autárquicas. Isso a par de alguns reacendimentos preocupantes. E sempre com as chamas a queimar os pés ao líder do PSD e presidente do executivo.
Quando tentou, com sucesso, subir ao topo da carreira política, Miguel não deve ter pensado que um dia lá teria de ser, um dia seria preciso governar. Convenceu-se de que poderia ficar todo o mandato a imitar aquele futebolista que apresenta o melhor estilo no equipar e no correr, porém revela falta de jeito quando chamado a intervir na jogada. O chamado jogador sem bola. Não. Miguel Albuquerque está finalmente convocado para governar com bola. Uma bola escaldante.
Nas últimas horas, o chefe do GR e do PSD passou por duras provações. É questão de lermos a excelente e concludente reportagem do DN sobre a manif dos lesados do Banif, ontem. À saída do Palácio de São Lourenço, onde se 'refugiara', o chefe do governo passou as passas do Algarve. Era dia de vaia. E Albuquerque foi apupado à mistura com os chefões do Santander. Perante o cerco montado, Albuquerque tentou fugir à inflamada questão Banif com a pueril desculpa de que já fizera o que lhe era possível: enviar cartas a Marcelo e a Costa. Coisa que qualquer cidadão podia fazer, já que o presidente do governo da Madeira tem hoje tanto peso em Lisboa como tenho eu ou o Amigo Leitor. Depois, lá foi arengando que não quer enganar ninguém prometendo soluções... 
Cuidado! O incêndio Banif avança em várias frentes no Funchal e a Quinta das Angústias será uma delas, quando os espoliados resolverem chamar a contas os que andaram pelas comunidades de braço dado com o Banif aconselhando quem guardara dinheiro de trabalho árduo a comprar produtos tóxicos que acabariam na lixeira da banca falida.

O PSD-M debate-se com várias frentes de incêndio. Por mais que Albuquerque e Rui Abreu queiram adiar, fingindo não perceber a coisa, o problema é que por todo o lado há gente a soprar as brasas das autárquicas. Isto agora em São Vicente foi apenas um lamiré. Apertado à margem da sessão solene concelhia, chefe Albuquerque teve de pronunciar uns elogios ao presidente da Câmara, José António Garcês, que nas eleições anteriores correu com o PSD-M do poder lá no concelho. Parece que Albuquerque afirmou mesmo que Garcês é autarca exemplar. Pelo pouco que percebemos da conversa gaga do presidente Miguel, nada está decidido ainda quanto às próximas eleições em São Vicente. Não? Seria o chefe laranja capaz de mandar os militantes nortenhos apoiarem agora quem, cavalgando um processo de dissidência interna, derrotou o seu ex-partido nas últimas eleições, aliás num ambiente de cortar à faca? O PSD cometerá a inédita gaffe de não ir a jogo? E o desastre que se adivinha outra vez em Machico? E em Santana? Como será Santa Cruz? E o Porto Santo, onde a oposição ao presidente socialista só é feita dentro do próprio PS, já que o laranjal desapareceu? 
Dou aqui um jeitinho ao meu Amigo Albuquerque: não falo do Funchal. Não falo do Funchal que é melhor. Ou será que, à semelhança de São Vicente, os crânios do PSD estarão a pensar em apoiar Paulo Cafôfo? Já dizia o livrinho maoista de instruções: se não podes com ele, junta-te a ele. 
Mas tenho de perguntar: as cúpulas do PSD têm a consciência de que o partido está dividido em dois? Admitem que em certos concelhos muitos social-democratas votarão ao contrário? Já pensaram que, fatalmente, qualquer candidato em qualquer concelho será bom para metade dos eleitores PSD e mau para a outra metade? Não se questionam ao verem que, nos concelhos ganhos por forças adversárias, praticamente não há oposição social-democrata?
Então? Que fazer para superar estes berbicachos? As eleições são já depois da Festa. Vem o Carnaval, a Páscoa, e eis uma briga sem quartel.


Ora! Albuquerque estará certamente fiado na vantagem que julga ser a inexistência da oposição. Acha que lhe serve às mil maravilhas a bagunça em que se tornou a política regional - e não apenas regional. O próprio Albuquerque vai ao parlamento e, sem dizer nada nem nada ouvir de incómodo, salvo em raríssimas ocasiões para variar, volta para os jardins do Blue Establishment convicto de que tem a situação na mão. 
Como diz o brasileiro, anda tudo 'numa boa'.
Cafôfo põe o braço por cima do Presidente da República, para 'roubar' Marcelo a Miguel Albuquerque, e vão ambos, Paulo e Marcelo, por aí pr'a lá como quem vai de uma tasca a caminho da próxima. 
Qualquer bicho careta do governo lisboeta que visita a Madeira leva logo, ninguém percebe a que propósito, com Carlos Pereira do PS ao lado, na hora das fotografias; e este esquisito protocolo repete-se ante a passividade do governo regional, que tem o papel de interlocutor do visitante. 
Cafôfo e Miguel, seja onde for, correm atrás dos media - o contrário do que acontecia outrora. Viva o boneco na TV e no jornal.
Tudo 'numa boa'. 
O PSD tem ao serviço um alto quadro que, à uma, é secretário-geral do partido e braço direito de Albuquerque nas Angústias! 
Os pequenos partidos, com cada vez menos espaço na TV e nos jornais porque não interessa dar voz a quem diz mal do governo e da Câmara do Funchal, desapareceram da actualidade oficial. 
Carlos Pereira, ao menor espirro no Funchal, anuncia que vai pedir uma reunião em Lisboa com um secretário de Estado qualquer... e depois marca conferência de imprensa para anunciar uma linha de crédito de alguns milhões, sem o menor efeito, claro está. A propósito, ando 'à rasca' com um torcicolo de tanto olhar o céu na esperança de ver os testes de avião no combate aos incêndios, que Pereira anunciou em 'antecipação' ao governo, merecendo a correspondente manchete no DN.

Albuquerque perscruta o panorama e diz: está no papo, vão ser mais uns anos a caçar e a passear. Pelo que toca à oposição, é capaz de ter razão. O PS é Carlos Pereira. Logo, há pouco PS. O PP tem líder que não é bem líder, por não ser líder definitivo, e tem um que devia ser líder e deitou tudo a perder. Um partido oposicionista que não é carne nem peixe. No tocante aos meus conterrâneos e Amigos do JPP, o 'assunto' era para estar mais risonho nesta altura do campeonato. Em todo o caso, um desgaste que se veja virá muito longe ainda e não é inevitável. Os restantes partidos, mais pequenos, estão com vida difícil.
Albuquerque diverte-se com esta oposição. O diabo é que são cada vez mais os movimentos populares bem sucedidos, que põem paulatinamente os políticos carreiristas na rua. Em todo o lado, em todas as latitudes. E a Madeira não tem sido excepção, conforme documentos juntos. 

Albuquerque não deixou passar a cena dos apupos, ontem, sem acusar o toque e vociferar: esses que andam nas redes sociais não sabem do que estão a falar. Possivelmente tenha razão. Mas precisa de se convencer de que também já ninguém acredita nas lamentáveis dissertações do 'cronista' Miguel semanalmente (ou quinzenalmente?) num jornal diário. Gastar aquele espaço com agradecimentos de cima a baixo a quem trabalhou nos incêndios e a descrever o que o governo fez, como se não fosse obrigação do governo trabalhar - isso seria artigo aceitával se assinado por um presidente de junta de freguesia. De um presidente de governo esperava-se que dissesse coisas novas e grandiosas, que deixassem o povo confiante. 
Se V. Ex.ª reparar, o governo tem visitado bombeiros, tropas, polícias, GNR, voluntários, desalojados - a todos agradecendo a postura nos incêndios. E dessa gente toda não vimos uma alma tomar a iniciativa de agradecer o que quer que fosse ao governo.
Voltando à vaca fria, seria útil a Miguel Albuquerque se ele, mesmo durante o jazz ou o chá no palácio, desse um pouco de atenção às redes sociais. Usando o iPhone, por exemplo. É que as coisas estão a mudar. Velozmente. Esconder fragilidades partidárias e governativas na 'comunicação' oficial, ainda por cima com a gente a pagar, já não é suficiente, nem pouco mais ou menos.

Acordem os oposicionistas tradicionais ou avancem independentes à luta, o PSD-M não tem grande futuro. Este PSD-M. Na verdade, não foi o PSD de Albuquerque a ganhar o partido, foi o PSD de Jardim a perdê-lo.
O próprio partido laranja arde em lume brando. Dali sairá incêndio de proporções consideráveis. Depois dos próximos pequenos fogos de percurso, tipo Hospital, ferry, reflorestação, banana, gado na serra, prevenção perante as possíveis derrocadas do Outono, desemprego, pobreza - a grande fogueira, alimentada por esses lumes, vai manifestar-se nas autárquias do ano que vem, podendo atingir proporções descomunais no congresso laranja que se seguir. 
Fica já lavrado aqui: se Miguel Albuquerque conseguir apagar os incêndios que lhe cercam o mandato e, saindo 'vivo' desta calamidade governativa-partidária, levar o seu partido à vitória, então ele é um grande político e a gente é que não percebe nada disto. Não teremos pejo em o reconhecer na altura. Serei o primeiro a reconhecer publicamente que Albuquerque não é só estilo, também sabe jogar com a bola nos pés. 
Mas, se querem que antecipe uma opinião empírica, arrisco sim senhor: não acredito nada na recuperação do PSD-M.

JARDIM BOTÂNICO JOSÉ DO CANTO


REFÚGIO DE ÁRVORES NOTÁVEIS
Dos quatro cantos do Mundo
Figueira-folha-de-nespereira (Ficus saussureana)
da família das Moráceas, originária de África desde a Guiné até o noroeste da Tanzânia
Figueira-do-mar (Ficus superba) da família das Moráceas,
originária do sudeste e do leste da Ásia



UM JARDIM ROMÂNTICO NO CORAÇÃO DE PONTA DELGADA, Aguardando sua visita




Texto e fotografias: Raimundo Quintal

"CONTRATOS INTERESSANTES"




Recebemos de um Leitor o texto que publicamos aqui:


Seria interessante perguntar à APCA, na pessoa do Sr. Maurício Marques, questões como as seguintes:

Relativamente aos processos de contratação de serviços abaixo indicados realizados pela APCA agradecíamos indicação das entidades que foram convidadas a apresentar propostas em cada um desses processos de aquisição de serviços, e dessas empresas convidadas, as que apresentaram propostas indicando os respectivos valores propostos.

Serviços de Gestão Global do Projecto Aprender a Madeira – adjudicado a  7 de Janeiro de 2014 à BrainCounts Lda.

Serviços de Comunicação e Divulgação do projecto Aprender a Madeira – adjudicado à FepDesign Lda, em Janeiro de 2014

Assessoria de Coordenação Científica do Projecto "APRENDER A MADEIRA", adjudicado a 7 de Janeiro de 2014 a José Eduardo Franco

Contrato de Prestação de Serviços de Inventariação, Recolha, Classificação e Digitalização do Conteúdos do Património Imaterial para o Projecto PATRISIG – adjudicado a Joint Culture, Lda em Fevereiro de 2011

Contrato de Prestação de Serviços de Aquisição de Conteúdos Audiovisuais, Musicais e Banco de Imagens PATRISIG adjudicado a Almasud Records em Fevereiro de 2011

Das respostas, que aliás são passíveis de verificação no portal da contratação pública, ver-se-ia que o senhor em causa na prática não cumpre a lei e recebe dinheiros que depois redistribui entre as várias empresas de que é sócio ou da mulher ou de amigos sempre num circuito bem fechado. recebe dinheiros comunitários e depois faz subcontratos e adjudicações sem cumprir a lei. Mas investigando ainda mais e juntando as muitas empresas novas que entretanto foi criando já na era da Mudança então a história fica mesmo em grande. Basta ver um dos contratos que a Associação de Municípios fez com uma empresa que recebe milhares de euros por mês só para ver se há fundos para se concorrer.

PS - Fénix terá todo o gosto em divulgar qualquer esclarecimento que o nosso Amigo Maurício deseje divulgar.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

SEM PALAVRAS


PROGRAMA SOBRE A CALHETA
...GRAVADO ANTES DOS INCÊNDIOS



O incrível volta a atacar na Levada do Cavalo.


A RTP-Madeira tem no ar, agora mesmo, um programa daqueles que vem anunciando para dedicar a todos os concelhos. Mas... nem sei como abordar o assunto sem passar a ideia errada de perseguição. Não é que...
...Não é que o programa de hoje começa mostrando uma legenda com um ponto de ordem abstruso, avisando que o mesmo programa, sobre o concelho dos mais fustigados pelos recentes incêndios, foi gravado... antes da ocorrência dos recentes incêndios?!
Mas pode-se ficar a ouvir falar da martirizada Calheta sem que a tónica do programa seja precisamente o ponto da situação e as formas diversas de os participantes apontarem as soluções - e os tipos de prevenção - no domínio do doloroso caso dos incêndios?
Imagine-se a audiência à frente de um televisor quando se lê semelhante aviso: foi gravado antes dos incêndios! 
Como é que se pode relevar os méritos - justíssimos - desta série de programas descentralizados quando eles enfermam da ausência de uma das pedras basilares da informação, a ACTUALIDADE? 
Era só. 
Satura insistir nos mesmos temas, é verdade. Mas ficar calado num flagrante deste jaez soaria mal. 
Sério! Por que diabo não se limpa simplesmente a gravação e se convida outra vez as pessoas, de preferência num directo em estúdio, para vermos um debate actual, urgente? A RTP iria à falência? A Calheta tem os problemas do seu quotidiano, extra-incêndios, que é preciso debater. Sem discussão. Mas fazer um debate nesta altura do campeonato sem colocar os incêndios à frente de tudo o resto, faz favor, não, obrigado. Fiquem com o desperdício, que a gente paga. E quando puderam deixem-se de brincar com coisas sérias.
Finalmente, se o programa teve o cuidado de plasmar a legenda sobre a "gravação antes dos incêndios", a gente aqui diz apenas: "sem palavras". Ou, quando muito: "o incrível volta a atacar na RTP-M".
PS - Quanto a temas sobre a RTP-M, vou de férias uns tempos largos. A não ser que apareça algum flagrante muito, muito ACTUAL.