sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Opinião


Uma atitude louvável 
que merece correspondência


Ricardo Meneses Freitas


Há gestos e atitudes que definem as pessoas. Confesso-me surpreendido com a magnitude do gesto perante o crispado panorama político regional. Falo da Sr.ª Secretária do Ambiente e da ARM, que de uma assentada, dá uma bofetada de luva branca num dossier cuja politiquice há muito me irritava.
A Sr.ª Secretária, logo no princípio do mandato, anunciou a “tolerância zero” para a poluição no mar. Confesso que quando vi este anúncio, encarei-o com o ceticismo natural de quem tem uma noção da gigantesca tarefa a que Sr.ª Secretária se proponha e receei que pudéssemos estar perante mais uma caça à multa, onde invariavelmente se lixa o mexilhão e não o peixe graúdo.
Vim a saber recentemente que a nova ETAR, que está a ser construída em Câmara de Lobos, afinal também vai servir uma parte do Funchal. Sim, caro leitor! Um Governo laranja, está a efetivamente a ajudar uma Câmara rosa, cuja liderança abala os alicerces do próprio líder do Governo Regional. Não só isso, a Sr.ª Secretária, de uma assentada desfaz uma briga começada pelo atual presidente do Governo Regional, quando era chefe da autarquia funchalense, pondo os interesses de toda uma Região à frente de interesses partidários.
Para que se perceba, esta atitude vai permitir à nova ETAR do Funchal dispensar o oneroso tratamento secundário que seria obrigatório perante o enquadramento legislativo atual e perante a população abrangida pela mesma. Essa despesa iria recair totalmente sobre o Funchal, porque como é sabido, recusou aderir ao projeto da ARM e assim tem de assumir os custos do tratamento das águas residuais.
Talvez o Sr. Presidente do Funchal se sinta sensibilizado e reaja de acordo, enterrando o machado de guerra e permitindo que a ARM possa abranger a principal autarquia madeirense, fazendo justiça aos cânones técnicos que claramente indicam que uma Região com as características da Madeira precisa de uma solução que agregue sinergias e diminua a sobreposição de custos, ou seja a ARM. Se não por isto, que seja pelo comprometimento da Sr.ª Secretária em pagar a nova ETAR ao Funchal, mais uma atitude digna de um governante que assume os seus propósitos.
O histórico belicista (em relação ao Governo Regional) do atual autarca Funchalense não me deixa grande esperança…. Acho sinceramente que a atitude da Sr.ª Secretária foi a exceção à regra e como tal, não terá correspondência, principalmente num ano de eleições autárquicas. O mesmo cenário de eleições também pode ditar a mudança de executivo no Funchal (sinceramente não acredito que isto aconteça), pelo que fica também aberta a sugestão aos outros candidatos ao executivo da Capital Madeirense.
Se não encontrarem na atitude da Secretária a inspiração necessária para fazer o que é correto, lanço aqui um argumento de peso que poderá ter mais efeito. As águas que chegam ao Funchal, são maioritariamente oriundas de outros concelhos, e esses concelhos não são compensados pelo uso dos seus recursos. No mesmo diapasão, a maioria dos investimentos na distribuição de água, numa perspetiva histórica, foram feitos para beneficiar o Funchal, pelo que há uma dívida histórica da autarquia para com os outros concelhos, dívida essa que nunca fui assumida ou cumprida. Assim, se for apresentado o argumento que a gestão deste recurso dá lucro no Funchal, pode ser facilmente rebatido com a ausência das compensações devidas aos outros concelhos. A ARM e os concelhos abastecedores do Funchal, tem toda a legitimidade para taxar muito mais em alta a disponibilização de água ao Funchal e têm toda a legitimidade para exigir justiça nos investimentos em infraestruturas maioritariamente, numa perspetiva histórica, para servir o Funchal. Se isto for feito, o Funchal rapidamente se apercebe que vai ficar a perder, e muito! A Madeira, como um todo, não pode continuar a ser solidária com o Funchal quando o Funchal toma posições egoístas, olhando exclusivamente para a folha de balanços de pagamento que lhe é, artificialmente favorável.

P.S. Antes que venham os habituais caciques me acusar de bajulação, informo-vos que terminei a minha ligação ao Partido Social Democrata e que não ando a defender partido ou tachos. Trabalho atualmente numa empresa privada sem qualquer ligação política, e estou muito bem assim. Um bem-haja a um comentador anónimo que me desejou a emigração, espero que esta notícia o irrite muito.

FARINHA NEWS




O que será que anda a forjar o maroto do bem sucedido empresário calhetense?

O agora Blandy Madeirense
está na ribalta.

À primeira vista, as previsões falharam todas e o futuro JM não terá 'sabor venezolano'. À primeira vista. Porque, afinal, a única proposta entrada no dia 22 anunciou a investida do faroeste ilhéu sobre o Funchal. Aí vêm Avelino Farinha e Luís Sousa numa carga cerrada sobre a capital da Tabanca, apanhando todos de surpresa. Já vemos nos céus do Funchal aviões e drones da esquadra combinada Calheta-Ribeira Brava, nos modelos Saccharum e Valley, a dominar a situação oficialista. 
"Neste primeiro editorial do novo JM, queremos..." 
"Aqui na Rádio JM mudam-se os tempos e as vontades... Depois da publicidade institucional voltamos ao tema."
Mas tenho de fazer uma perguntazinha ao Amigo Avelino, com aquele à-vontade que vem dos nossos tempos das coboiadas de rapazes novos no irresistível Oeste. É simples: o que é que leva um empresário de sucesso, que só joga para ganhar, a tomar conta de um projecto que sorve mais dinheiro do que gastam os nosso políticos nas viagens de aproximação à diáspora?
Então: o caderno de encargos exige isto e mais aquilo, 70% de informação regional, edição em papel, manutenção dos postos de trabalho e por aí acima. Como vai ser para fazer receita?
Bem, há 300 mil do MediaRam que continuaremos a desembolsar para jornais. Mas reconheça o meu Amigo: o negócio só deve ter avançado com a certeza de publicidade institucional à fartazana. Mais suplementos e encartes à moda corrente. Além de uma convivência bem acertada e rendível com a 'concorrência'.
Avelino Farinha não dorme na forma. Já entrara no métier, com a Rádio Calheta. Tentou chegar à RJM. Em tempos, sentiu-se muito bem quando convidado (cirurgicamente escolhido) para o jantar mensal de jornalistas - tão bem que se propôs pagar a conta de todos.
Ultimamente, andávamos intrigados com umas aproximações de sargentos de certos exércitos que pareciam vir do nada. Ora bem que não vinham!
Pois, caro Avelino - um autêntico Blandy Madeirense na hotelaria e na comunicação social - está tudo muito bem feito. Mas nestas andanças continuo com um certo 'sabor venezolano', não sei porquê.
Finalmente: boa sorte no empreendimento. Um sucesso igual ao do vitorioso Grupo Blandy, onde trabalhei com gosto durante muitos anos. Que são precisos dois jornais, sem dúvida. Parabéns, Avelino, pelo arrojo e parabéns pela absolvição judicial naquilo dos lucros fictícios. Grandes dias! Merece um trago algures na Europa. O aviãozinho está disponível?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Esclarecimento







Gostaria de saber...


Milito no princípio de que nunca é tarde para aprender. 
Na sua habitual oposição ao Partido Social Democrata de antes do Achamento da Madeira em 2015, o Presidente do Governo Regional, para quem não existe outra Oposição - viva a união nacional vigente - declarou que era preciso evitar os erros dos anos noventa, no turismo. 
Esses, outros, os de agora, todos e os de todos os sectores.
Concordo.
Assim, venho mui respeitosamente solicitar que nos seja propiciada a descrição de tais pecados, para todos nos emendarmos. 
E para o João Carlos Abreu lá voltar a ensinar os ignorantes. 


Funchal, 23 de Fevereiro 2017


Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim


FACT CHECK IV - CAFÔFO E A CAUSA ANIMAL


2013 - A Passeata pela Causa Animal



A “Caminhada pela Causa Animal” de Cafôfo pelos jardins do Lido fez sucesso em 2013. Estávamos em época de campanha para as eleições autárquicas. Paulo Cafôfo CANDIDATO falou sobre a Causa e Defesa Animal, sublinhou os Direitos dos Animais, prometeu a requalificação do Canil Vasco Gil, a criação da figura do Animal Comunitário e projectos nas escolas para a sensibilização dos mais jovens para a Causa Animal.
Passados três anos, o defensor da causa animal, Paulo Cafôfo, deixou o Canil Vasco Gil degradar-se até o insustentável, com os veterinários a levarem as mãos à cabeça.
Passados três anos o defensor da causa animal que fez a caminhada nos jardins do Lido, ainda não resolveu o problema dos cães abandonados que continuam a vaguear pelas zonas altas da cidade, mais precisamente em São João Latrão. Uma matilha de 10 cães ao abandono, à chuva, ao frio e atacando animais domésticos.
Passados três anos o defensor da Causa Animal esqueceu-se dos Animais e dos Direitos dos Animais

Veja as imagens aqui:




Miguel Costa

'Ceroulas Brancas' voltam a atacar




Iniciativas imperdíveis





Sofia Canha (PS) ao ataque




Instrumentalização do CECS


O plenário do Conselho Económico e de Concertação Social da RAM reuniu ontem para apreciar uma proposta de retribuição mínima mensal garantida para 2017, sendo que será apreciada, discutida e aprovada na Assembleia Legislativa da Madeira.
O Governo tem legitimidade para auscultar o CECS, mas não pode afirmar e anunciar que houve concertação social, pois para isso teria, e deve fazê-lo, de convocar a Comissão Permanente de Concertação Social, onde têm assento os parceiros sociais sindicais e empresariais e o governo regional e apenas esses.
Na reunião que decorreu ontem estavam elementos da administração pública, que não constituem um parceiro social nem representam o governo, o que enviesa qualquer decisão que sirva de justificação para se cumprir um suposto procedimento de concertação social. Uma discussão sobre a matéria não se compadece com os atropelos ao diálogo social. É condenável mesmo que o governo instrumentalize o CECS para validar uma proposta sua.
O PS exorta, assim, que o Governo Regional convoque uma reunião com a Comissão Permanente de Concertação Social onde se promova o diálogo e a concertação entre parceiros, sobre a matéria em apreço.

Funchal, 23 fevereiro de 2017

A Deputada do Grupo Parlamentar do PS-M

Sofia Canha

Em Câmara de Lobos




Um debate que fazia falta



 O Movimento Erradicar a Pobreza, através do seu núcleo na Região Autónoma da Madeira, promove um debate amanhã, dia 24 de Fevereiro, às 19h45, no Auditório da Casa da Cultura de Câmara de Lobos.
O debate tem como tema  "Os caminhos para a Erradicação da Pobreza" e terá como participantes convidados a Drª Sílvia Ferreira da Associação CASA e o Padre José Luís Rodrigues, Pároco de S. José e S. Roque. 
A iniciativa marca na Madeira o Dia Internacional da Justiça Social. 

Os especialistas do juízo estão de baixa?



Neste momento não há um único psiquiatra a dar consultas do Departamento de Saúde Mental da Região




No debate mensal com o Presidente do Governo Regional, realizado esta manhã, no Parlamento da Madeira, os deputados do BE denunciaram que neste momento, dos dois únicos médicos psiquiatras que prestam serviço no setor público, um está de licença de paternidade e o outro suspendeu as consultas para fazer serviço nas urgências.
Por isso, denunciou o deputado Roberto Almada, os mais de mil utentes que eram atendidos no Departamento de Saúde Mental não têm acesso a qualquer consulta no setor público da saúde na Madeira. Por outro lado, o parlamentar bloquista recordou que quase um milhar de pessoas que eram atendidas no Departamento de Saúde Mental não têm qualquer consulta há mais de um ano "o que faz com que as pessoas estejam desesperadas e, muitas delas, tenham descompensado". O Deputado Rodrigo Trancoso confrontou Albuquerque com o facto de alguns governantes regionais defenderem que o custo com a construção do novo Hospital da Madeira deve ser suportado a 100% pelo estado o que, para o BE, é inaceitável pelo facto do governo regional não poder desresponsabilizar-se de tal obra.
Texto BE

Os nossos depauperados bolsos


Recusada Proposta do Mayor 
para esfrangalhar milhares 
em propaganda


Por estes dias, houve travão na CMF.
Pretendia Cafôfo esfrangalhar mais uns milhares de euros dos munícipes em vídeos propagandísticos.
O autarca não deve ter ficado contente, mas precisa compreender que o dinheiro de todos não deve estar ao serviço da promoção pessoal e eleitoral.

(JM, 17 Fevereiro, p. 11)


ASH

Enigma



Emprego, apoio financeiro, 
carro e gasolina

Todo o trabalho em benefício da comunidade é meritório e é bem-vindo.
E é descomprometido?
O leitor seria capaz de desenvolver projeto para a comunidade, sem submeter a sua ação ao jugo de interesses pessoais?
O leitor seria capaz de desenvolver projeto para a comunidade sem o sujeitar a agendas partidárias?
O leitor seria capaz de desenvolver projeto para a comunidade, contendo investidas estranhas aos objetivos da associação?
E se o leitor fosse simultaneamente funcionário de uma empresa municipal e responsável por um projeto para a comunidade, com apoio financeiro do município que o emprega e com carro e combustível pagos pelo município que o emprega?
O leitor seria dominado pela agenda e interesses de quem o emprega, apoia financeiramente o seu projeto, cede automóvel e paga combustível?
Convido-o a olhar a foto. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.


Miguel Correia

Ivo Ferreira, artista madeirense anti-fascista




Exposição e Conferência 
sobre o legado político e cultural



No espaço da Galeria Anjo Teixeira, à Rua João de Deus n.º 12, no Funchal, o PCP promoveu esta quarta-feira, 22 de Fevereiro, a abertura da exposição de desenhos do cartonista madeirense Ivo Ferreira. Seguiu-se uma Conferência sobre o legado político e cultural de Ivo Ferreira, a cargo de Domingos Abrantes, que foi preso político no tempo do fascismo, deputado à Assembleia da República e hoje membro do Conselho de Estado.
Ivo Ferreira foi um destacado artista, natural da Madeira. Lutador antifascista, foi preso político nas masmorras da Pide.
Participou em diversas publicações da imprensa regional.
Texto e foto: PCP

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017





Engana-se quem está a dizer que esta é uma imagem retirada das reportagens trazidas todas as noites pela televisão da Síria e de teatros de guerra afins. Parece, mas estes quadros de terror são ali mesmo, onde o Leitor agora já percebeu. 
Já se sabe que aquilo deu para o torto e agora há é que fazer tábua rasa no local e despejar os escombros para Argel. O ideal seria reactivar o calhauzinho que havia ali, onde o nosso Amigo Fernando Barros da Ribeira Brava organizava caldeiradas de arrancar castanheiros - para intercalar com a espetadinha no Veloso, lá em cima nos Canhas.
Mas é pedir muito. 
O projecto no Lugar de Baixo não resultou e agora nem marina nem calhau para bronzear e patuscar. 
Quem passa por ali é que volta para casa deprimido e angustiado. Aquilo foi muito azar junto. E aselhice. Quando poderemos acordar do horroroso pesadelo? Só Hitchcock o saberá.












Fotos ALEXANDRE FERNANDES

REVIRAVOLTA


Virgílio Pereira 
candidato do PSD 
à Câmara da Ponta do Sol


Estava dado como certo o nome de Gualberto Fernandes para encabeçar a lista social-democrata concorrente às eleições autárquicas. Nada disso. As cúpulas regionais surpreendem o próprio laranjal e mandam avançar Virgílio Pereira, um advogado que também foi falado para entrar na corrida de Outubro.
Virgílio Pereira é membro da comissão política regional do PSD e tentará, depois de Rui Marques, conservar a autarquia ponta-solense em poder do partido da Rua dos Netos. Aliás, nunca deu outra coisa naquele concelho. 
O anúncio do nome está para 'rebentar' hoje. Mantenhamos sigilo até lá, para não estragar as trocas e baldrocas. Isto são quase 5 da tarde, já não faltará muito.

Candidato à Câmara do Funchal



Rui Barreto reuniu-se com a Caritas


O candidato do CDS-PP à Câmara Municipal do Funchal, Rui Barreto, no âmbito do ciclo que está a dedicar às políticas sociais e instituições particulares de solidariedade social, reuniu-se esta quarta-feira com a direcção da Cáritas Diocesana.
O candidato ficou a conhecer o trabalho "meritório" da Instituição, as dificuldades e projectos que são desenvolvidos no âmbito da ajuda social às populações mais carenciadas, com alimentos, peças de vestuário, mobílias e utensílios e cuidados primários à população idosa.

José Manuel Barbeito acolheu com simpatia a proposta do candidato para a criação no Funchal do Comissariado de combate ao desperdício alimentar, proposta que Rui Barreto quer supra-partidária e por isso a envolver todas as forças políticas e instituições já existentes. A ideia é fazer do Funchal uma cidade sem desperdício alimentar, com uma entidade que coordene, em rede, as ofertas das instituições, hotelaria e restauração para melhor articulação a distribuição por quem precisa.

Deste encontro saiu a ideia de o Comissariado para o Combate ao Desperdício Alimentar poder vir a ser o motor da criação de uma plataforma onde todas as instituições existentes podem trocar informações para melhor articular o trabalho de todos. 

Texto e fotos: PP 

Já esta quinta-feira




Socialistas de Santa Cruz vão propor 
medidas contra sinistralidade


Os representantes do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Santa Cruz irão propor na próxima sessão, a realizar-se esta quinta-feira, 23 de Fevereiro, o reforço de medidas de segurança rodoviária face ao crescimento significativo de 77% da sinistralidade nos últimos 5 anos.
          
Considerandos:
1.       É da percepção geral da população que a sinistralidade rodoviária tem vindo a aumentar no concelho de Santa Cruz. Esta percepção, infelizmente, está justificada e tem correspondência factual, isto, de acordo com os dados oficiais mais recentes (fonte: PSP Madeira).
2.       Nos últimos 5 anos, a sinistralidade aumentou significativamente ano após ano. Em 2012, 2013, 2014 e 2015 foram registados, respectivamente, 246, 302, 384 e 412 acidentes (incluindo atropelamentos). O ano 2016, e de acordo com os dados definitivos até 31 de Dezembro, é mais um ano negro, registando-se 435 acidentes rodoviários. De 2012 a 2016 o número de acidentes rodoviários aumentou 77%.
3.       São números preocupantes e deverão merecer por parte dos agentes políticos reflexão, mas, essencialmente, capacidade de intervenção. Urge um conjunto de tomadas de decisões no sentido de estancar este vertiginoso crescimento.
4.       O mau estado de conservação da rede viária municipal e regional, consequência do desinvestimento da Câmara Municipal e do Governo Regional, aliado à maior intensidade de tráfego automóvel, não são factores alheios ao crescente número de acidentes, comprometendo claramente a segurança de peões e automobilistas.
5.       De uma forma geral, verifica-se o avançado estado de degradação dos pavimentos, asfaltos irregulares (aumenta perigosamente as distâncias de travagem e potenciam os sinistros); sinalização inadequada, ausente ou mal colocada (vertical e horizontal); falta de manutenção; estacionamento abusivo e falta de fiscalização; má configuração das vias, etc..
6.       De acordo com os dados oficiais, a via expresso Cancela-Camacha constitui, só atrás da VR1 (via rápida) – que percorre todo o concelho -, a segunda extensão com maior incidência de sinistros em Santa Cruz, apresentando, assim, um elevado índice de sinistralidade automóvel.
7.       Atendendo à receita extraordinária desbloqueada pelo Governo da República no início de 2017 (aumentou em 50% a capacidade de investimento municipal) e em que o executivo do JPP sempre justificou a falta de intervenção ‘’por falta de dinheiro’’, este, agora, possui folga orçamental para proceder às necessárias medidas de reforço de segurança na rede viária da sua responsabilidade.
Assim, e face aos considerandos e urgência de intervenção, é proposto que a Câmara Municipal:
a)       proceda ao levantamento dos locais com registo de maior número de acidentes e necessidade de intervenção, visando:
a1) adequação de passadeiras em número e localização, em particular nas áreas próximas à escolas, paragens de autocarros e locais de maior fluxo de peões;
a2) re-configuração, asfaltagem, reforço da manutenção e sinalização nas vias municipais;

b)       efectue as devidas diligências junto do Governo Regional e entidades competentes, visando:
b1) reparação e melhoramento da rede viária regional existente no território;
b2) reforço das medidas de segurança em toda a extensão da via expresso Cancela-Camacha, atendendo às melhores práticas e técnicas existentes;
b3) promoção de acções de fiscalização de estacionamento abusivos.

‘’

Santa Cruz, 22 de Fevereiro de 2017

Pelo Presidente da Comissão Política de Concelhia do Partido Socialista

Cláudio Torres

Deserto como o Saara





Não é hoje que termina o prazo de entrega de propostas para compra do JM? 
É.
As últimas dizem que o concurso continua mais deserto do que o Saara. E que, quando muito, haverá uma tentativa dos venezuelanos, isto é, dos luso-britânicos "con sabor venezolano".
O problema é esse: só sabor.
Se a ideia vai mesmo em frente, muito teremos que rir.


ÁRVORES DO MUNDO, MALASSADAS
E CHÁ DE SÃO MIGUEL, 
MEL DE CANA DA MADEIRA
 Hoje o Jardim Botânico José do Canto recebeu um grupo de norte americanos, que integram o programa "Azores Food Tour" dinamizado pela Chef Guida Ponte, radicada em Boston há mais de trinta anos.
Depois de apreciarem árvores monumentais dos quatro cantos do mundo, os visitantes foram presenteados com um lanche macaronésico. Malassadas de São Miguel com mel de cana da Madeira e um chá verde.
Neste Jardim Romântico de Ponta Delgada há sempre uma iguaria para o corpo e uma infinidade de alimentos para o espírito.






Ponta Delgada, 21-02-2017
       Raimundo Quintal

NOTA DE IMPRENSA



Junta de Freguesia de São Roque reúne com empresários com vista ao recrutamento de pessoas em situação de desemprego




A Junta de Freguesia de São Roque reuniu esta terça-feira os empresários locais para divulgar os serviços do Polo de Emprego e as medidas de emprego de incentivo à contratação do Instituto de Emprego da Madeira. A iniciativa “Recursos para a Promoção do Emprego” contou com empresas de peso e instituições da freguesia.
Na reunião com os empresários, o presidente da junta, Pedro Gomes sublinhou as acções de formação destinadas aos desempregados da freguesia de São Roque que têm sido levadas a cabo, o que permite a esta população estar mais bem preparada para integrar o mercado de trabalho.
“As nossas preocupações são os desempregados e os desempregados de longa-duração. Por isso as pessoas têm feito formações para estarem mais qualificadas num mundo de trabalho que é cada vez mais exigente e competitivo”, explicou Pedro Gomes, sublinhando a mais-valia para os empresários que contratam pessoas com formação, nomeadamente a Serlima , as Irmãs Hospitaleiras ou o Super São Roque, que são alguns dos grandes empregadores da freguesia.
Para além de contratarem pessoas com formação, Pedro Gomes falou aos empresários e às instituições sobre os apoios à contratação por parte do Instituto de Emprego. “As empresas podem concorrer a vários programas de emprego obtendo majorações em casos específicos como os dos desempregados de longa duração, explicou Pedro Gomes.
O responsável pelo recrutamento da empresa Serlima, Cláudio Teixeira, enalteceu a existência dos polos de emprego. “Os polos de emprego têm sido extremamente importante para nós ao nível da seleção e recrutamento de candidatos, pois muitas vezes esgotávamos todas as hipóteses que tínhamos para encontrar pessoas. Sendo que muitas pessoas de São Roque nos procuram, o Polo de Emprego veio reforçar a ideia de que estamos perto desta comunidade”, disse Cláudio Teixeira.
“Esta parceria entre a empresa Serlima e o Polo de Emprego de São Roque tem demonstrado uma ferramenta muito útil não só para as empresas como para a comunidade”, concluiu o responsável da Serlima.
Para o Diretor da Instituição das Irmãs Hospitaleiras, esta é uma excelente iniciativa não só para a instituição mas também para a comunidade com a qual mantém uma especial proximidade. “Somos parceiros de algum tempo. Não é o primeiro ano que participamos nas ofertas de emprego para a comunidade de São Roque e a ideia é continuar a oferecer novas oportunidades de emprego à população local”, garantiu Bruno Freitas.

Pedro Gomes concluiu garantindo que a Junta de Freguesia de São Roque irá trabalhar sempre em prol da inserção e inclusão dos desempregados da freguesia no mercado de trabalho.
Texto e foto: PSD

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017



FACT CHECK III

A BANDEIRA DA MOBILIDADE


A propósito da cerimónia de hoje na CMF com o hastear de três bandeiras, uma delas representando a mobilidade, recordo-me que em 2013 em plena campanha, Paulo Cafôfo CANDIDATO foi até as zonas altas, meteu-se num autocarro para ver o estado dos transportes públicos – leia-se da Horários do Funchal.
 A conclusão de Paulo Cafôfo CANDIDATO foi “a CMF não pode ficar à margem da gestão dos transportes públicos e da mobilidade da cidade. Queremos assegurar um serviço público que seja de qualidade e no interesse das pessoas.”
Passados três anos Paulo Cafofo PRESIDENTE teve uma postura contrária àquilo que defendeu em campanha. Com a entrada em vigor do Regime do Serviço Público de Transporte de Passageiros, as portas estavam abertas para a CMF assumir as competências e atribuições que lhe estavam atribuídas por lei.
Mas Paulo Cafofo PRESIDENTE, aquele mesmo que 3 anos andou de autocarro pelas zonas altas, demonstrou uma falta de sensibilidade humana e política, em pleno Natal, deixando os funcionários da Horários do Funchal sem resposta, sem saberem se teriam ou não emprego dali a um mês. O Sindicato Nacional dos Motoristas deslocou-se propositadamente do Continente até a Madeira para pedir explicações ao autarca, sempre sem resposta, e até ameaçaram com manifestações à frente da Câmara e greve.
Depois de todo o transtorno, Paulo Cafofo PRESIDENTE quebrou o silêncio (tarde e mal). Paulo Cafofo PRESIDENTE disse que a CMF não iria assumir quaisquer competências em matéria de serviço público de transporte de passageiros, delegando as competências no Governo Regional.
FACT
Veja aqui a viagem na HF, as declarações e outras notícias de Paulo Cafôfo CANDIDATO:
http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/547457-cmf-assume-competencias-nos-transportes-publicos-BLDN547457
CHECK
Veja aqui o que aconteceu à HF e aos trabalhadores da HF com Paulo Cafôfo PRESIDENTE:
P.S. É muito estranha esta política de mobilidade feita por Paulo Cafôfo à revelia dos interesses dos comerciantes e da população. Estamos todos ‘agradecidos’ por mais esta machada na mobilidade onde o que conta são os ‘Kick’ & Ride e os estacionamentos para as motas. Parabéns pela bandeira da mobilidade Sr. Presidente!


Miguel Costa 

Delito de opinião



Supremo indefere 'habeas corpus'
para Maria de Lourdes Rodrigues


A providência requerida por Raquel Coelho, José Manuel Coelho, Gil Canha e Quintino Costa foi de encontro à intransigência do Supremo Tribunal de Justiça. A ré, condenada a 3 anos de prisão por crimes de difamação e injúria contra juízes e magistrados, encontra-se a cumprir a pena no Estabelecimento Prisional de Tires. Pelos vistos sem mais apelo nem agravo.
O resultado é claro:




O caso, porém, não fica por aqui. Vejamos o que custa tentar aprofundar um processo tratado pela Justiça. E atente-se no que são taxas de justiça no patamar das módicas 3 unidades de conta!




ESCRAVATURA REVOLTA POPULARES DO CANIÇO



O homem trabalha de madrugada a madrugada, na Mãe de Deus. Pagamento: entregar a sua própria reforma aos algozes, para não ser mais espancado


Moradores ao sítio da Mãe de Deus, Caniço, não contêm a sua indignação com uma situação que consideram da mais desumana escravidão.
Um homenzinho sem a totalidade das faculdades mentais é usado como trabalhador noite e dia ao serviço de um casal que vem diariamente de uma freguesia limítrofe para os terrenos de que dispõe na Mãe de Deus. Obrigam o homenzinho, com pouco mais de 55 anos, a 'dar o litro', não de sol a sol, mas de madrugada a madrugada. 
Não lhe pagam nada. O pagamento é fazerem o homem tomar banho no dia de ir aos correios levantar a sua parca reforma. Para a entregar compulsivamente à mulher do casal, que lhe faz marcação cerrada sem lhe conceder um palmo de terreno para respirar.
Há vizinhos dos terrenos que abordam o homenzinho: "Por que não sais do pé deles e te governas com o dinheiro da reforma?" Resposta: "Não posso, se não eles batem-me mais."
A última que contam é que, já tarde, o homem é obrigado a ir para a freguesia limítrofe a pé, enquanto a 'patroa' vai de carro... não vá ele ficar por ali a contar a sua situação a eventuais metediços. Ele tem uma casita que partilha com o irmão, algures perto do Campo do Canicense. Mas é "conveniente" não andar em demasiada liberdade... 
Às quatro ou cinco da manhã, toca a levantar e a voltar dessa freguesia 'dormitório' à Mãe de Deus - a pé - para continuar o trabalho que não acaba mais.
Os moradores estão revoltados e denunciam a situação. Haverá alguma instituição com o dever de intervir num caso do tempo da escravatura, como este?

Declarações do deputado Luís Vilhena



PS diz que está aberta a porta 
para aplicação do PER na Madeira



O deputado do PS eleito pela Madeira na Assembleia da República, Luís Vilhena, diz que está aberta a porta para o alargamento do Programa Especial de Realojamento (PER) à Madeira.
Em causa está a aprovação recente no parlamento nacional, por unanimidade, de um projeto de resolução conjunto, com a coordenação da deputada socialista Helena Roseta no grupo de trabalho sobre a habitação, que recomenda ao Governo uma reavaliação do PER, a sua conclusão e a criação de um novo programa de apoio social à habitação.
Luís Vilhena, que faz parte deste grupo de trabalho, quer que este novo programa dê resposta não só a situações em bairros de barracas no continente, mas também em bairros sem condições de habitabilidade, como existem sobretudo nas zonas altas na Madeira. “O programa é estendido a todo o território nacional, incluindo as regiões autónomas”, recorda. “Isto tem um significado especial para a Madeira, numa altura em que se assinalam sete anos do aluvião de 20 de Fevereiro na Região Autónoma da Madeira”, afirma.
Luís Vilhena relembra que o PER foi criado em 1993 com o objetivo de realojar as famílias que viviam em bairros de construções precárias de génese ilegal. Estes bairros existiam sobretudo nos arredores de Lisboa e Porto e foram desaparecendo ao longo dos últimos 20 anos, tendo as famílias sido realojadas em habitações construídas para o efeito.
Este programa deixou de ter um orçamento significativo há cinco anos e, neste momento, existem cerca de duas mil famílias a viver naquelas condições. No entanto, algumas autarquias continuam com a demolição destes bairros sem a garantia de alojamento para as pessoas que lá habitam.
O projeto de resolução propõe, assim, a criação de um novo programa de apoio social à habitação, alertando para que não se despeje as pessoas sem arranjar uma solução alternativa.
O deputado insular sublinha ainda a unanimidade em torno desta matéria. “É muito bom quando os interesses das populações ultrapassam os interesses partidários”, defende.
Texto: PS-M