quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

RyanAir interessada em voar para a Madeira


Rui Barreto (PP) estupefacto 
com a reacção de Eduardo Jesus

A secretaria regional da Economia,Turismo e Cultura reagiu ao interesse da Ryanair voar para a Madeira. O CDS-PP, através do seu líder parlamentar Rui Barreto, manifesta a sua maior preocupação e estupefacção pela forma como o secretário regional da Economia e Turismo reagiu, considerando "inexequível" a proposta da companhia de baixo custo, quando a Madeira precisa desta empresa como de "pão para a boa" para introduzir factores de concorrência e baixar o custo das viagens para os madeirense.

O CDS-PP não pode deixar de reagir veementemente a esta decisão, pois a questão da mobilidade, os transportes aéreos e marítimos são temas-bandeira do CDS, quer na República, quer na Madeira, há vários anos e independentemente de quem está a governar. Aliás, no verão deste ano, Rui Barreto já havia questionado directamente o secretário regional na ALM a este propósito, em particular a necessidade de trazer para a Madeira a Ryanair, tendo o governante respondendo de forma dúbia.

Estranha Rui Barreto que com este governo PSD "seja tudo muito complicado" mas quando é para adjudicar mais uma muralha de betão é "tudo muito fácil"

Rui Barreto achou de "mau gosto" que o secretário tivesse andado a publicitar viagens da Madeira para a Suiça ao preço de uma camisa Boss, e pergunta: "Quantas camisas tem de comprar uma família madeirense para que o seu filho estudante no continente passe o Natal na Madeira?".
Texto: CDS/PP

OPINIÃO


O poder dos “interesses” 
na partidocracia 
PS/PSD/CDS / “bloco”comunista / partido comunista



Perante a esclerose do sistema político-constitucional português que nos arrastou e definha na cauda da União Europeia (UE), transformados num Protectorado Internacional, porque é que a Nação não reagiu?
Primeiro, porque o poder financeiro, interno e sobretudo estrangeiro, estribado no crescimento da força das “sociedades secretas” e similares, tomou controlo dos Partidos políticos e da comunicação social, assim dominando a sociedade portuguesa e condicionando-lhe qualquer importante manifestação da vontade. Em vez da poliarquia, Portugal está dominado pela oligarquia.
Em segundo lugar, o controlo das vontades assim estabelecido pela força sobre a Opinião Pública de uma comunicação social dominada, permitiu progredir no apagamento doloso dos Valores característicos da identidade pátria portuguesa, desaparecendo com as Referências imprescindíveis ao Desenvolvimento Integral da Pessoa Humana. O Relativismo e o individualismo manipulador lhe inerente, serviram para, à mercê dos “interesses” dominantes, tudo tornar impreciso, subjectivo, meramente voluntarioso, dispensando a Moral, a Ética e a Sociologia, desta forma destruindo as lógicas ideológicas, mediocrizando a Política e retirando a dignidade prioritária à Pessoa Humana.
Como consequência, o egoísmo traduzido, até culturalmente, em emburguesamento subordinado ao “politicamente correcto” - forma de instalação de um “pensamento único” - que traz o danoso conformismo dos Cidadãos e das próprias grandes Instituições Fundadoras pátrias, a Igreja, as Forças Armadas e a Universidade.
Em terceiro lugar, as estruturas que hoje dominam Portugal e lesam os Portugueses, obviamente que também visaram e conseguiram o controlo dos Partidos, porque perceberam que Portugal não é uma Democracia, mas sim uma Partidocracia.
Repare-se que, para além de a Constituição de 1976 - hoje pretexto de festanças onerosas - não ter sido referendada pelos Portugueses, está anti-democraticamente impedida de qualquer das suas normas ser alterada por essa via referendária que é a expressão mais pura e directa da soberania do Povo.
Mas, por outro lado, para a sua alteração na Assembleia da República, por dois terços dos Deputados, basta os directórios dos dois maiores Partidos portugueses, somados uns cinquenta cidadãos, em tal acordar.
Isto é: o que a milhões de Portugueses está antidemocraticamente impedido, cinquenta tipos podem decidir sobre a Lei Fundamental do País!…
Estamos em Democracia?!…
Mais. Os Partidos - também antidemocraticamente os Partidos Regionais estão proibidos - só os Partidos podem apresentar candidatos ao Poder Legislativo, Assembleia da República e Assembleias Legislativas Regionais, estando qualquer indivíduo impedido de se candidatar fora das estruturas partidárias. E que ninguém se deixe enganar no tocante à eleição presidencial e às eleições autárquicas, pois sem dinheiros partidários e máquinas partidárias, ninguém consegue ser eleito, para além de não dispôr de iguais oportunidades democráticas na indispensável comunicação social.
Por exemplo, na Madeira, não viram PS e CDS - e não só!… - a pagar falsos “independentes” em São Vicente e Santa Cruz?
Esta Partidocracia substituiu a Democracia em Portugal. Vem conduzindo à eleição desresponzabilizante de medíocres “aparatchiks” das máquinas partidárias, afastando o Povo e consumando o descrédito do actual sistema político-constitucional, como noutros países perigando a Democracia.
O Leitor percebe que, perante esta apropriação monopolista do País pelos aparelhos dos cinco partidos da Situação - PS, PSD, CDS, “bloco” comunista e partido comunista - obviamente eles e quem os domina financeiramente não queiram que se mexa no sistema político-constitucional que, em uníssimo, andam a “celebrar” ridiculamente.
Enquanto esta Partidocracia vai afastando os Portugueses dos horizontes que temos capacidade para ganhar.
Volto a Guerra Junqueiro:
“Papagaio real, quem passa?”
“El-rei que vai à caça”
Até que alguém cace o caçador, como na referida poesia panfletária…

Funchal, 7 de Dezembro de 2016

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim


Postal solitário (e não solidário)



Natal socialista é sempre 
que Carlos Pereira quiser




Ao contrário do que se possa imaginar, a mensagem não tem alterações: o cartão de Natal deste ano enviado pelo Partido Socialista(?) aos seus militantes é mesmo este, tal e qual.
De quem?, perguntam os leitores mais atentos. Isso: do Partido Socialista!
Com Carlos Pereira, já sabíamos que o Partido não interessava, dado o trajecto de militância laranja e não militância socialista. Que os órgãos internos também não, porque não metia lá os pés antes e criou dois que só ele sabe quem são e vê reunir. Que as concelhias não interessavam, porque mandou fechar as sedes e fez de conta que elegeu 11 de uma vez, apesar de só ele ter visto acontecer. Agora o Homem-Só do Partido também já não quer saber do nome, do símbolo ou do resto.
Se ainda quiser saber dos Estatutos, já que vai ter de “ir a jogo” mais tarde ou mais cedo, será que no Congresso de 2017 vai sugerir mudar de nome para PCP - Partido do Carlos Pereira?!
“Contem comigo” - mas quem?

K-Socialista

A Praga dos Powerpoint


Apelo a Humberto Vasconcelos

Por Vitorino Seixas

No artigo “A praga do Powerpoint ameaça dizimar a agricultura madeirense” critiquei, de um modo extremamente suave, que os denominados Planos Estratégicos do Maracujá, da Anona e da Agricultura Biológica, disponíveis no sítio da SRAP, não podem ser denominados de planos estratégicos dada a fragilidade técnica do seu conteúdo.
Apesar de não ter lido qualquer desmentido oficial da sua parte à crítica que fiz, venho desafiá-lo a publicar, no sítio da SRAP, todos os “planos estratégicos” que apresentou no último ano, de modo a que os madeirenses interessados os possam avaliar numa ótica de cidadania participativa.
Caso este apelo não seja atendido, ficará claro que não acredita que os seus “planos estratégicos” têm qualidade suficiente para resistir ao escrutínio público.
“O que mais prejudica a nossa reputação é o que dizemos para a defender”, Nassim Taleb

Pré-campanha na rua



Rui Barreto, candidato do PP à Câmara do Funchal, já trabalha, pelo menos a imagem. Cartazes graficamente claros, a privilegiar o candidato, porque, a partir do momento em que se auto-anunciou (apoiado em Cristas), ele é - ou devia ser - o trunfo do partido na corrida contra Paulo Cafôfo e quem mais aparecer.
A propaganda está bem situada, onde há povo. A mensagem diz que 'O nosso Funchal merece o melhor'. E é verdade. Até merecia um slogan melhor, do ponto de vista da criatividade. Que pobrezinho! Que banalidade! Amuem, crânios do partido, mas encaixem. Ou acham mesmo, nessas conservadoras cabeças, que o Funchal merecer "o melhor" é descoberta da pólvora comercial?
A esperança vai para a competência de Rui Barreto. De viva voz, diante dos funchalenses e mesmo na TV, terá de mostrar capacidades mais inovadoras e mais consentâneas com os tempos que vivemos e com a sua juventude. Que faça tudo pelo melhor.  

À atenção do Mayor


PERGUNTA

Na sequência dos incêndios, o Governo de Gibraltar vai doar 8 mil euros à cidade do Funchal para a compra de kits de protecção civil. O senhor Calisto, como pessoa bem informada que é, sabe por acaso quando é que o presidente da Câmara do Funchal e a sua comitiva próxima vão realizar uma viagem no valor de 9 mil euros para ir receber este donativo a Gibraltar?



Fire Kit for Funchal

Published: 06 December 2016
Her Majesty’s Government of Gibraltar will donate €8,000.00 to our sister city of Funchal, Madeira, to assist in the city’s recovery and future protection capacities following the fires it suffered in August this year.

The money will provide one of the “Local Self Protection Kits” that Funchal will be installing in ten civil parishes around the capital. These kits aim to help fires to be fought locally, with quick and effective measures, before the arrival of the professional fire-fighting teams. The kits consist of different items, from protection gloves and masks to hoses and chainsaws.

In addition the Government’s donation, a separate fund opened by Mr Louis Pereira raised £2,426.00, which has already been transferred to Funchal. Mr Pereira lived in Funchal during the Evacuation and since his return to Gibraltar has been instrumental in maintaining the links between both cities.
(...)

Nota do Fénix - Respondendo à pergunta, há rumores segundo os quais foi pedido um estudo a uma conhecida consultora a ver se é possível realizar a excursão a Gibraltar por 8.500 euros, mesmo que a verba não chegue para a tradicional saltada  a The Rock Apes para ver os macacos. Aliás, de macacadas nada têm que aprender, passe a vulgaridade do pensamento.

IMPRENSA EM LIVRO


O jornalista Lourenço Freitas lança hoje o livro cuja capa vemos na imagem. Obra que faltava na estante de quem gosta do mundo mítico dos jornais. A Madeira é rica na matéria. Como se perceberá na leitura das 264 páginas escritas por Lourenço. A tiragem é de 500 exemplares.
A não perder.

Desmobilização no Laranjal


Número de votantes 
para as directas 
cai para menos de metade




O PSD-M não conseguiu segurar a militância em torno do partido reacendida graças à dinâmica das eleições internas directas em 2014. Pelo contrário: menos de metade dos cerca de 7 mil que votaram há dois anos, na corrida a seis, estão em condições de eleger Miguel Albuquerque esta sexta-feira, na votação da única lista concorrente à comissão política, secretariado e presidente.
A existência de apenas 3.400 militantes com direito a voto é reflexo obviamente da desmobilização geral latente na família laranja. O desencanto com a governação pesa negativamente no espírito de militância, o que é notório à vista desarmada. Tudo agravado por um centralismo partidário mais feroz do que na situação anterior. A marginalização friamente cirúrgica das forças adversárias internas de Albuquerque na fase competitiva de há dois anos é apenas um exemplo desse centralismo afinal desnecessário. 
O resultado do 'espalhanço' do Blue Establishment é uma divisão do PSD-M para já em dois subgrupos: os actuais situacionistas e os marginalizados.
Segundo os números, divulgados hoje pelo Secretariado social-democrata nas páginas do DN, não ultrapassavam os 2 mil os votantes no tempo de Jardim, quando de eleições internas. O que não admira, pelos 40 anos de desgaste e pelo conformismo subjacente à imprevisibilidade de qualquer mudança. Quando Miguel Albuquerque avançou em 2012 para disputar a liderança ao antigo chefe, os militantes regularizaram as quotas para votar, em número de 3.859, comparecendo nas urnas 3.473 - sempre segundo os referidos números.
Na fase seguinte, com 6 candidatos na corrida à sucessão, e apesar de apenas 3 deles (Albuquerque, Manuel António Correia e João Cunha e Silva) terem hipóteses de lá chegar, inscreveram-se nada menos de 7.164 militantes, consequência da dinâmica militante criada, a que não foram estranhos, reconheça-se porém, estratagemas de inscrição apressada movidos por alguns candidatos.
Em todo o caso, e depois da concentração de forças à volta do vencedor Albuquerque, também vencedor das regionais no ano passado por uma unha negra, nota-se agora uma queda para menos de metade de militantes em condições de votar. Justo numa altura em que o líder precisava de cobertura popular para comprometedoras e escandalosas fragilidades no partido e no governo. E quando está prestes a começar o decisivo 2017, ano de eleições autárquicas que prometem rupturas em várias frentes, no PSD e não apenas.
É sintomático fazerem comparações da dinâmica de eleições no antigamente, rotineiras e sem qualquer significado, dada a superioridade interna e no plano regional do então líder, com os tempos actuais, que deviam espelhar as promessas de mudança e salto em frente feitas pelos novos dirigentes. Tão sintomático como considerar favas contadas os aplausos no meio dos licores de Natal hoje à noite, na tradicional festa laranja. 
A verdade nua e crua surgirá nas disputas municipais de 2017, onde o PSD se verá desapoiado por metade do antigo eleitorado. Em quase todos os concelhos. Serão 8 dramas para Miguel Albuquerque, líder que só respirará tranquilidade na Calheta, na Ponta do Sol e em Câmara de Lobos. 
E é bom que comece, como começou ontem, a anunciar devolução de impostos ao longo do próximo ano.
Há partidos da oposição que esfregam as mãos de contentes com essa indesmentível realidade. Mas os eleitores dispostos a mudar a agulha não bafejarão os partidos e os políticos oposicionistas de nome. A menos que os aguardados independentes e os partidos pequenos durmam na forma daqui até lá, faltando à chamada dilacerante da insatisfação que por aí vai.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Elucubrações


Secretário da saúde vai ser substituído a curto prazo?

O estado do lamaçal: quantas mais comissões é necessário criar?


Expliquem por favor este ruído de última hora: porque é que o secretário da saúde vai ser substituído a curto prazo? Pela presumível condição de saúde? Do coração, da mente, da próstata, dos nervos? Ou.... espantem-se todos... pela sua incompetência?
Faria Nunes (a criança grande), a nova administração (quem é que é mesmo?), a direcção clínica (onde está?) fecham todos os ouvidos a ruídos.  Por ruídos entenda-se tudo o que não for conforme a política Albuquerquista de não ter política para nada.
Mas desenganem-se que isto não se passa só na saúde. Pelo que se vê neste blogue (bem haja) é o estado geral da politica regional. Vivemos na época da política do está tudo bem, desde que não venha no Diário de Noticias. Acontece que JÁ NADA vem no DNoticias, que apaparicado por suplementos por todos os lados, embrutece o povo e enche chouriços com pérolas deste calibre: idosa escorrega e cai no anadia; os alunos madeirenses afinal não estão tão mal a ciências, há uma palestra para ensinar a melhorar as palestras, há a inauguração de um super útil caminho de cabritos espertos, foi criada a comissão de estudo do tomate inglês para promover o maracujá banana.
Isto basta-nos?
Onde anda a DEMOCRACIA como o direito a informar, discordar, propor, denunciar?
Onde está a sensibilidade, a flexibilidade, a transparência, a preocupação social destes governantes e "gestores"? Onde está o diálogo apregoado a todos os ventos? onde está a concretização das promessas? Que andam a fazer?
Temos mesmo que viver com a arrogância,  a irresponsabilidade, a incompetência, a ganância e apego a cargos e benesses? (casalinho maravilha puppet master, esta é para vocês e também para ti da echarpe de seda que agora percebes de drogas e ficaste com o lugar de quem veste as calças no casalinho maravilha).
Zumba Caneca

PALMEIRA DA NOVA ZELÂNDIA
Nome científico: Rhopalostylis sapidaNome vulgar: Palmeira-da-nova-zelândia
Família: Arecaceae (Palmae)
Porte: Árvore
Origem: Nova Zelândia
Morada: Jardim Botânico José do Canto – Ponta Delgada – São Miguel - Açores
Observações: Esta é a única palmeira endémica da Nova Zelândia, sendo também a palmeira que  vive mais a sul na natureza; as suas sementes germinam facilmente e cresce muito bem neste jardim.
Texto e fotos: Raimundo Quintal

À atenção de Vitorino Seixas



Recebi um comentário dedicado à peça intitulada "A praga do powerpoint ameaça dizimar a agricultura madeirense" numa toada pedagógica e construtiva que enriquece o debate sobre o tema em apreço. À parte o lapso de se dirigir a mim como sendo autor do assertivo post original, quando os louros cabem ao nosso colaborador Vitorino Seixas - o seu a seu dono -, é de toda a pertinência deixar patentes os diversos pontos de vista sobre uma questão em voga nos últimos dias no decisivo sector da agricultura. Aí vai o abalizado comentário.

"Como curioso e minimamente dentro da matéria, procurei informar-me sobre as questões que colocas e eis o que concluo:

A citação final no artigo, “Nós temos um plano estratégico. Chama-se fazer as coisas” resume tudo o que é essencial e o que deveria ter sido dito no mesmo.
“Fazer as coisas”… necessárias para a melhoria da qualidade de vida dos agricultores Madeirenses, implica obrigatoriamente ter uma orientação estratégica que direcione os esforços operacionais para esse objetivo final. Logo a existência de uma estratégia faz todo o sentido e penso que ninguém nem você põe isso em causa.

Relativamente à vespa, o estudo apresentado pelos “muchachos” de Humberto, percorreu várias universidades do país que finalmente deram parecer favorável à introdução da vespa para controle da praga dos castanheiros. A praga foi detetada na Madeira numa fase muito inicial no Curral das Freiras, mas se a lei diz que é necessário um estudo porque havia dúvidas relativamente à introdução do “bicho” é natural que não se possa importar o “bicho” no dia seguinte, sem antes se comprovar que o mesmo não vai trazer mais malefícios que benefícios. Fauna prejudicial já basta a que temos cá.

No que se refere aos planos, a realidade é que anteriormente ao Humberto, não havia plano estratégico nem para as culturas importantes nem para coisa nenhuma, pelo menos conhecidos publicamente.
O que havia eram orientações operacionais umas vezes bem-intencionadas outras tendo em vista apenas dar ideia que se apostava nesta ou naquela cultura ou sector quando a realidade e a frieza dos números, muitas vezes mostrava exatamente o contrário.

Os Powerpoint foram utilizados na apresentação pública dos planos estratégicos e contém necessariamente apenas alguns extratos dos mesmos. A versão completa do plano da agricultura biológica, por exemplo, foi-me disponibilizada nos respetivos serviços e foi, ao que me informaram, realizada com o apoio de todos os técnicos dessa área, os mais e os menos veteranos. 

A propósito da agricultura biológica, importa salientar que este é provavelmente o maior desafio do setor agrícola deste século. No fundo incorpora num conceito relativo à produção de bens alimentares o ideal de um mundo melhor, um mundo mais fraterno e menos hipócrita, mais sustentável porque mais respeitador do ambiente e dos animais, um mundo onde o Homem se assume verdadeiramente na sua dimensão humanista e solidária. 

O conceito é sem dúvida revolucionário e como tal precisa participação de todos os que comungam deste ideal de um mundo melhor para nós e para os nossos filhos, sendo portanto responsabilidade de todos, dos técnicos, dos agricultores, dos bloggers, dos jornalistas, dos dirigentes políticos, de toda a sociedade promove-lo e acarinha-lo, até porque cada dia que passa nestes tempos conturbados, sentimos que o nosso futuro coletivo é cada vez mais incerto."  

OPINIÃO


A festa tonta do PS, PSD, CDS, 
“bloco” comunista e partido comunista




Reacionariamente, em termos bafientos como no tempo da ditadura, vejo os cinco partidos da Situação a comemorar… os quarenta anos da actual Constituição da República Portuguesa!
Até eu, claro adversário do sistema político-constitucional vigente, tenho sido convidado para as festas e nalgumas intervindo para desgosto dos corifeus do regime, mesmo protegidos estes pela censura selectiva que impõem - diferente do meu tempo em que havia confronto.
Não há qualquer dúvida que o 25 de Abril, que também permitiu as Autonomias Políticas insulares, fez um País muito melhor do que antes.
O problema é a Constituição do regime que se implantou - “implantou” porque não houve referendo constitucional.
Para além da anarquia ideológica que A caracteriza - mescla do marxismo, corporativismo e  liberalismo, para equilibrar pacificamente os interesses dominantes post-abrilismo - a Constituição da República Portuguesa não acompanhou a prodigiosa evolução do planeta nos últimos quarenta anos. Estruturou um País rígido, burocratizado, congelado nos dogmas aberrantes e ultrapassados dos séculos XIX e XX, não atrai investimento externo e interno sobretudo graças à Administração Pública e à Justiça que procriou, pactuou com a desregulação financeira que nos transformou num Protectorado internacional de Banca falida ou quase toda em mãos estrangeiras poderosas.
Em vez de crescimento e consolidação, a Economia é subsidiada, aumentando assim a precariedade das Empresas e do Emprego.
A classe média vem sendo destruída e a instabilidade fiscal, bem como dos Direitos Sociais, com os respectivos pesos agravados, tornam impossível a recuperação rápida e acentuada da Economia.
Os números oficiais do final de 2014, mostram que 20% da população portuguesa se encontra em risco de pobreza, mesmo após já se terem concretizado as transferências sociais existentes.
Vinte mil milhões as dívidas à Banca com pagamentos atrasados. Vinte e oito mil milhões as dívidas ao Fisco e à Segurança Social.
O PIB “per capita” português, apesar dos Fundos Europeus, encontrava-se ainda a 77,4% da média da União Europeia (UE). A dívida pública portuguesa é a terceira maior da UE - 133% do PIB - e ainda tinham a lata de falar da Madeira (à volta de 80%).
O mercado de Trabalho português é o menos qualificado de toda a União Europeia (UE). 44,5% dos Trabalhadores por conta de outrem não possuem ensino secundário, o mesmo sucedendo com 61,1% dos por conta própria.
22% dos Trabalhadores encontram-se na situação de trabalho precário. Piores na UE, só Espanha e Polónia.
Temos a electricidade mais cara da UE em paridade de poder de compra.
Só 45,1% dos Portugueses entre os 25 e os 64 anos possuem ensino secundário completo. Na UE, pior só Malta.
Este é o Portugal da Constituição de 1976 que se anda para aí a comemorar.
O Portugal chegado a este estado de coisas, que os cinco partidos da Situação - PS, PSD, CDS, “bloco” comunista e partido comunista - andam a comemorar embevecidamente.
Festividades que eu gozo com tristeza.
Quem quiser acabar com isto, conta comigo.

Funchal, 6 de Dezembro de 2016

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim


Dois Pontos



GERINGONÇANDO

João Barreto
joaobarreto2p@gmail .com

O melhor amigo de Costa é Marcelo e o melhor amigo de Marcelo é Costa. Enquanto esta bela amizade durar, temos governo. O que, diga-se, não é coisa pouca quando por essa Europa fora os governos vão tremelicando à conta de extremistas e radicais. Em Itália, por exemplo, está tudo pendente de um palhaço armado em político. Por cá, os políticos vão-se armando em palhaços e, com a resiliência de nove séculos, o povo português vai fingindo que não dá por nada.
Dizem as sondagens que o inefável Marcelo (não resisto ao adjetivo queirosiano) tem 97% de aprovação popular. Não tivesse empresa de estudos políticos e afins questionado as pessoas presentes na sede nacional do PSD, à Rua de São Caetano à Lapa, e o resultado seria “bokassiano”. Mérito da inesgotável energia do nosso presidente e da sua inegável vontade de desfazer todas as iniciativas que Passos Coelho tenta esboçar. A boca que metia ventoinhas e cataventos saiu muito caro. Se Costa mata, Marcelo esfola e a geringonça, mesmo sacolejando e arfando entre os apertos do PCP e as lombas do BE, lá vai “cantando e rindo” como se dizia noutros tempos.
Marcelo tem, como objetivo mal disfarçado, derrubar Passos Coelho. Cá estaremos, atentos, à espera do que se seguirá quando, finalmente, o PSD escolher uma nova liderança. Será que a geringonça vai “gripar”?

RECAUCHUTAGEM
O Sr. Dr. Cunha e Silva saiu, finalmente, do cantinho ignoto onde se tinha refugiado a lamber as feridas das últimas diretas do PSD. Usando as colunas gentilmente cedidas pelo DN veio até, imagine-se, elogiar as políticas de António Costa e do seu governo de esquerda.

Temos assim, em alternativa à renovação de Albuquerque, a recauchutagem. Aguardamos, ansiosamente, os próximos capítulos, certos de que as eleições autárquicas do próximo ano definirão, entre ganhos e perdas, a estratégia dos vencidos, mas não convencidos. Entretanto, como dizem os nossos conterrâneos oriundos da pátria de Bolívar: “apurate, Chamo!”

Orçamento da RAM 2017



PP mostra propostas às populações

O CDS-PP está a levar ao conhecimento das populações da Madeira e do Porto Santo as propostas que irá apresentar em sede de especialidade do Orçamento da Região para 2017, propostas que estão a ser divulgadas desde a passada sexta-feira e que irá prolongar-se até próximo fim-de-semana, vésperas do início da discussão. Foram já apresentadas iniciativas no âmbito da saúde, com a proposta de uma verba de 3 milhões de euros para o combate à lista de espera para cirurgias, educação, 25% de descontos no passe de todos os estudantes, de todos os graus de ensino, que não beneficiem de ação social; IRC 30% mais baixo para os três concelhos do Norte da Madeira - Santana, Porto Moniz e S. Vicente, como forma de dinamizar as economias locais, atrair novos investimentos, gerar postos de trabalho e fixar populações.

De hoje até domingo, novas propostas serão apresentadas publicamente. O CDS-PP fez contas ao custo das medidas que estão a propor e todas elas são perfeitamente acomodadas face ao aumento da receita fiscal cobradas, acima da que foi prevista pelo Governo Regional.

A proposta de hoje é a consagração de uma verba no valor de 350 mil euros para a elaboração de estudos independentes que certifiquem as artes de pesca tradicional da Madeira, pondo assim um ponto final nas sucessivas reduções da captura de pescado, equiparando da Região à pesca industrial de arrasto - o que é uma erro e penaliza os pescadores da Madeira . Com esta iniciativa, pretende-se que a Madeira, de foram fundamentada cientificamente, prove que a sua arte de pesca é artesanal. Esta proposta foi apresentada pelo vice-presidente do CDS e deputado na ALM, Roberto Rodrigues.
Texto: PP

Gabinete de Estudos do PSD


Madeira no contexto atlântico
 



Bernardo Pires de Lima considera que há matérias que não estão a ser abordadas na questão em torno do Atlântico.

O investigador em Assuntos Internacionais, do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI) foi o orador convidado de uma conferência organizada pelo Gabinete de Estudos e Relações Externas do PSD/Madeira, com o tema 'Madeira: Portugal e o Oceano Atlântico', tendo sublinhando que assuntos relacionados como as dinâmicas comerciais e energéticas não são trazidos ao debate.
"Nós temos permanentemente um olhar sobre o negativismo à volta dos assuntos europeus, dos assuntos americanos, até mais recentemente com a nova eleição, mas há coisas interessantes a acontecer e é preciso olhar também para a geografia para percebermos o potencial da Madeira, o potencial de Portugal, enquanto região e país atlântico", disse.
Para Bernardo Pires de Lima é importante aproveitar o que está a acontecer na geografia de proximidade. "Muitas vezes olhamos para o Pacífico, para o Índico, para regiões longíquas onde não temos tanta presença e valorizamos ou hipervalorizamos e desprezamos coisas que estão a acontecer mais próximas."
Segundo o investigador, há uma tendência para que as questões políticas abafem as económicas e vice-versa.Cabe, por isso, aos estrategas ver as coisas "para lá dessa espuma", tentando prever cenários em termos de oportunidade e desafios. "O Atlântico não tem só oportunidades, também tem problemáticas e é preciso enfrentá-las para depois não cairmos num certo espanto coletivo quado um determinado líder chega ao poder nos Estados Unidos ou acontece um terramoto político no centro da Europa ou o Reino Unido referenda negativamente contra todas as expetativas e ninguém tem planos B, ninguém prevê", afirmou, acrescentando que "esse estudo prévio é importante para o decisor político, para o decisor económico e para o investimento estrangeiro que é preciso captar para a Madeira e para Portugal.
Quanto ao papel da Madeira nesta dimensão atlântica, Bernardo Pires de Lima considera que terá de passar pela coordenação com Lisboa. "Há interesses comuns e há interesses que é preciso potenciar para lá das agendas partidárias ou dos círculos eleitorais que possam não privilegiar as boas relações até entre lideranças". Em suma, salientou, "há desafios estratégicos que é preciso perceber para os agarrar", o que se torna muito importante "num mundo muito competitivo e onde, por exemplo, a Madeira tem aspetos competitivos em relação a outras regiões dos países europeus e mesmo em termos de região atlântica muitíssimo interessantes".
Texto e foto: PSD

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016


Estrelas de Natal 
Jardim Botânico José do Canto

AS ESTRELAS DE NATAL ESTÃO À ENTRADA DO JARDIM BOTÂNICO JOSÉ DO CANTO, DANDO AS BOAS VINDAS AOS VISITANTES
Ponta Delgada, 05.12.2016

Deputada Raquel Coelho (PTP) em acção política na Cruz de Carvalho


Proposta de co-financiamento de 50% do novo hospital agrada "a gregos e a troianos"

"Governo da República e Governo Regional enganam os madeirenses e porto-santenses em relação à construção do novo hospital da Madeira"




O PTP esteve hoje junto ao hospital Nélio Mendonça, para denunciar as jogadas de bastidores dos Partidos do arco do poder em relação à construção do novo hospital da Madeira. 
Neste contexto, Raquel Coelho, referiu que "embora a construção do novo hospital na Madeira gira consenso entre todos os partidos da RAM, a verdade é que na prática os Madeirenses e Porto-santenses não irão ter um novo hospital tão cedo".

No âmbito do OE-2017, foi aprovada uma proposta por parte do PS, na qual a república se compromete a pagar 50% da construção do novo hospital. Mas Raquel Coelho diz que o que parecia uma "excelente notícia" depressa se tornou numa desilusão. A deputada trabalhista comparou a proposta do PS àqueles "contratos das seguradoras em que temos de ler as letras pequenas para vermos se não estamos a ser enganados".
Não foi inscrita qualquer verba no OE-2017 para o novo hospital e a proposta coloca de fora o apoio aos equipamentos, ao projeto em si e às expropriações. Ou seja, a Região, para ter acesso aos supostos 170 milhões de euros, teria de suportar os custos iniciais.
Raquel Coelho acusa o PS e o BE de "má fé" relativamente a esta matéria, pois só aprovaram a proposta sabendo de antemão que o Governo Regional não dispõe de meios para garantir o financiamento do novo hospital até ao lançamento do concurso público. 

O Partido Trabalhista também realçou que se o PSD assim o entendesse poderia trocar as voltas ao Governo da República, "cortando nas gorduras do Orçamento Regional", disponibilizando assim meios financeiros da região, para garantir a primeira fase do novo hospital. Mas como as prioridades são outras, a proposta do PS até "calha bem".
"Isto, ao fim ao cabo, agrada a gregos e a troianos, porque livra a face a todos os intervenientes com o poder de executar a construção do novo Hospital, coloca as culpas uns nos outros e assim tentam passar incólumes aos olhos da opinião pública", finalizou Raquel Coelho.

Representação Parlamentar do Partido Trabalhista Português
na Assembleia Legislativa Regional da Madeira

Combate à desertificação



Teófilo Cunha propõe 
redução de IRC para o Norte



O vice-presidente do CDS-PP Madeira e presidente da Câmara Municipal de Santa solicitou ao Grupo Parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira que seja apresentado em sede de especialidade do Orçamento da Região para 2017, uma proposta de redução de 30% do IRC para os três concelhos da costa norte da Madeira - Santana, S. Vicente e Porto Moniz.

Teófilo Cunha entende que esta medida é a única capaz de combater a profunda erosão social e a desertificação latentes nestes três concelhos, a precisarem de incentivos e estímulos fiscais para atrair investimentos, gerar postos de trabalhos e fixar populações.

Esta é já a terceira iniciativa do CDS-PP no âmbito do Orçamento da Região para 2017, depois da proposta para que o GR contemple uma verba de 3 milhões para combater a lista de espera para cirurgia, da redução de 25% em todos os passes dos estudante, de todos os graus de ensino, que não beneficiem de ação social e agora a redução do IRC para os três concelhos do norte da Madeira.

Teófilo Cunha, que se fazia acompanhar do líder parlamentar e presidente da Assembleia Municipal de Santana, Rui Barreto aproveito para lembrar que hoje mesmo, dia 5 de dezembro, o Orçamento da Câmara de Santana foi aprovado, documento que contempla cerca de 600 mil euros para a área social, depois de três anos a "arrumar a casa" e a pagar a dívida herdada da gestão do PSD.
Texto e foto: PP


Também venho à “festa”

Para não dizerem que eu não sou “politicamente correcto” e que sou reles por não encarreirar no “pensamento único” dominante, a partir de amanhã, associando-me ao arraial PS-PSD-CDS-“bloco” comunista - partido comunista, festeiros da Constituição da República que nos trouxe à presente Situação, publicarei uma serie de locais que testemunham a minha “alegria”.
Mas, como não gosto de me ficar em “paleio”, também proponho um modelo alternativo.
Até amanhã.

Funchal, 6 de Dezembro de 2016

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim