quarta-feira, 29 de março de 2017

PSD-M visa Paulo Cafôfo



Sobre as “conquistas” recordadas 
e as “novas metas”


1-      Em dois momentos distintos ocorridos ao longo do dia de ontem, o presidente da CMF utilizou o espaço público e usou a presença do primeiro-ministro para tentar abafar os falhanços do seu executivo e acrescentar promessas às promessas que já não vai cumprir.
2-      É lamentável que tenha tentado utilizar pessoas e cerimónias públicas como artimanha para preencher a sua agenda eleitoral e, ao mesmo tempo, tentar ludibriar a população com conquistas que não existem e novas metas que não serão atingidas.
3-      É lamentável que o presidente da CMF persista na manipulação quando as suas promessas continuam por cumprir, nomeadamente no “Amianto Zero”, nos programas sociais ou na “gestão rigorosa e transparente” da autarquia.
4-      O programa ‘Amianto Zero’ é apenas uma pedra colocada no chão e uma lona impressa com a imagem daquilo que está por fazer. As moradias e os apartamentos municipais mantém-se, afinal, com coberturas de amianto porque ZERO não é o amianto. ZERO é o número de casos até hoje resolvidos pela CMF.
5-      Os programas de apoios sociais são um reconhecido desastre. Também iam abranger milhares de funchalenses, mas a verdade é que chegaram apenas a 8 habitações (no âmbito do programa ‘PRESERVA’) e a 6 pessoas (no âmbito do Programa ‘Porta a Porta’).  
6-      De lastimar também a promessa de uma “gestão rigorosa e transparente da autarquia”, quando no Índice de Transparência Municipal, o Funchal teve uma queda vertiginosa de 125 lugares, passando de 66º (em 2013) para o lugar 191º (em 2016). A questão que se coloca é: o que tem o presidente da CMF a esconder para tamanho trambolhão?
7-      A estas “conquistas” acrescem a situação caótica em que estão os Bombeiros Municipais do Funchal, o PDM que voltou à estaca zero, a mobilidade que tornou a cidade intransitável, a recolha de lixo que ameaça tornar-se caso de saúde pública, a falta de limpeza que degrada o cartaz turístico da cidade ou as estradas que continuam cheias de buracos e remendos.
8-      Se isto são as “conquistas” propaladas pelo presidente da CMF, as “novas metas” serão mais do mesmo: discursos ardilosos, demagógicos e irresponsáveis, de uma câmara com uma gestão duvidosa.

Funchal, 29 de Março de 2017

O Secretário-Geral do PSD/Madeira

Rui Abreu


Última foto do AEROPORTO DA MADEIRA 
(sem penduricalhos)
Esta madrugada...





Luís Oliveira


Na realidade, o Aeroporto da Madeira (na altura chamado do Funchal, como ainda é na nomenclatura aeronáutica) não foi uma obra de Alberto João Jardim mas de António de Oliveira Salazar! 
Os estudos para o mesmo, iniciaram-se em 1957, quando já era previsível que as ligações por hidroavião não teriam futuro (terminaram na Madeira em 1958). 
O mesmo foi inaugurado em 1964! 
A primeira ampliação (margem de segurança de 200 metros), iniciou-se em 1982 e foi inaugurada em 1986! 
Finalmente, a ampliação definitiva actual, cujos estudos se iniciaram em 1972 (ainda durante o Governo de Marcello Caetano) pelo Engº Edgar Cardoso e com posteriores alterações introduzidas pelo Engº Segadães Tavares, foram iniciadas em 1995 e concluídas em 2000. 
Alberto João Jardim foi de primordial importância para que as duas ampliações se efectuassem, obviamente. 
No ano 2000, já me havia afastado há 7 anos do PSD, ainda defendia que se atribuísse o seu nome a esta grande obra, se o mesmo se retirasse voluntariamente da cena política, como sinal de apogeu da sua governação. 
Por ganância e alucinação do próprio, dos que o rodeavam e de um povo atrasado, o mesmo manteve-se alapado ao poder até ser escorraçado pelos seus correligionários e depois de 15 anos de megalomanias e desbarates de dinheiro públicos em mais algumas obras úteis e imensas inúteis! 
Quanto a mim, destruiu a reputação que, apesar dos defeitos de carácter, mantinha se saísse a tempo, tornando-se assim menos merecedor de tal homenagem! 
O mau carácter de quem o substituiu revelou-se também nesta iniciativa: dar o nome de um futebolista para que caísse por terra a hipótese de outro nome. 
"Um povo que elege canalhas, não é vítima, é cúmplice."

Santos armou a Selecção para uma 'peladinha' e depois sacudiu a água do banco




Até o Engenheiro faz engenharia
para 'enrolar' os aborígenes


"Não gostei da atitude dos jogadores na segunda parte", diz ele. "Não gostei da atitude do treinador antes e durante todo o jogo", digo eu.

Cá para nós, jogar William Carvalho ou Danilo vem a dar no mesmo. No posto de defesa direito, não vejo diferenças de vulto entre os concorrentes. Bernardo Silva está de momento alguns furos acima de João Mário. Renato Sanches é para ser titular, mais dia menos dia, até já. Gelson é o melhor extremo de raiz que Portugal possui na actualidade. Ou seja, passaram ontem pelo belo e bem recheado Estádio do Marítimo jogadores que cabem no 'onze' principal da Selecção. 
Há porém uma observação a fazer: o seleccionador não tem esta visão. No seu legítimo direito de escolha, usa critério diferente. No critério dele, Fernando Santos, ontem apenas colocou de início um titular, Cristiano Ronaldo. Fernando Santos, que foi bem tratado na sua passagem como atleta pelo Marítimo e que tem contado com um notável apoio da Madeira à Selecção Nacional que ele orienta, fez a sua engenharia para tratar os adeptos de futebol e os madeirenses em geral como os habituais botas-de-elástico a quem se engana com meia treta. No critério dele, foi a reserva que nos deu. 
Este desabafo não resulta de qualquer complexo de inferioridade, mania da perseguição ou obsessão pelo maldizer. É assim mesmo. 
Agora que a poeira assentou e não nos podem acusar de tentar desestabilizar o que está estável - o jogo passou e a malta até engoliu a derrota -, é preciso lembrar o histórico. 
A primeira vez que os crânios federativos nos honraram com a presença da Selecção Nacional foi em 1977, quando no Continente ainda se respiravam vestígios de PREC e ninguém dava um tostão furado pelo preparatório e particularíssimo Portugal-Suiça, que nem feijões valia. Uma vitória por 1-0 sem direito a festa nenhuma e caso arrumado.
Na sequência da grande 'barracada' de Saltillo (1986) e com as vedetas que se amotinaram bem emprateleiradas, os senhores da Federação resolveram exilar o que restava do grupelho das Quinas: mandaram os mal-amados para a Madeira, como é costume noutros patamares da vida pública. Viajou para cá o que havia de melhor nas circunstâncias. Vimos Álvaro Magalhães, Veloso, Frasco, Eduardo Luís, Rui Barros, Manuel Fernandes, Jorge Plácido. Mas do outro lado puseram os desajeitados de Malta para os aborígenes verem. No exílio madeirense, a Selecção de certeza não seria assobiada. E não foi. Nem por Saltillo nem pelo vergonhoso empate (2-2) com os rapazes malteses. 
Em 2001, lá nos proporcionaram ver Figo, Fernando Couto, Rui Costa, Nuno Gomes. Mas do outro lado do campo tivemos de apanhar com Andorra! 
Agora veio a Suécia, uma Selecção com quem se deve contar, por ser adversário normalmente de bom nível. Só que o engenheiro inovou e apresentou um plano ao contrário dos anteriores. Antes davam-nos uma Selecção verde-rubra razoável e um adversário frouxo. Agora deram-nos um adversário competentes e uma equipa nossa que no critério do engenheiro é a B da Selecção Nacional. Conforme documentos juntos. Linda desconsideração para quem viveu intensamente os prelúdios de espectáculo. 
Aqui o que conta é o gesto indelicado e burlão de Santos. Com ele, Bernardo, Sanches, Nelson e alguns outros de valor costumam ficar fora dos melhores. Dos outros que actuaram ontem (fora Ronaldo) nem se fala: suplentes 'indiscutíveis'.
O Engenheiro tinha avisado. Era preciso rodar jogadores. Mas não foi franco, não disse que retiraria nada menos de 10 titulares do último jogo, escapando Ronaldo sabe-se porquê. Fernando Santos enganou os madeirenses - e até os milhões que seguiram o jogo pela TV. Mas aos madeirenses cabe sempre uma rifa destas. Ver ao vivo - pela Selecção - elementos como Rui Patrício, Pepe, André Silva e mais alguns consagrados, vê-los todos no 'onze' nacional, ao vivo, com um adversário digno desse nome pela frente, não é bife para o nosso dente. Será que este jogo, disputado no Rectângulo, teria mais de 10 mil assistentes? E mesmo que tivesse?!
O que nos vale é estarmos acostumados às engenharias deles. Tão acostumados que os adeptos entrevistados ontem à saída do Estádio, depois de uma segunda parte miserável, depois de uma derrota desnecessária e com um Seleccionador irritado atirando culpas para os jogadores que achou ideais para a 'pelada' - os entrevistados foram unânimes a dizer da sua grande satisfação e a pedir à Selecção que volte sempre.
Quanto a Fernando Santos, cuide-se bem no Europeu. Jogar à sueca ou brincar às peladas não vai chegar.

terça-feira, 28 de março de 2017


A DEMOCRACIA NÃO MORA AQUI





Já há muito tempo que não ligo a partidos e muito menos a políticos. Tem sido um chinfrim este vai e vem de António Costa a inaugurar, a colocar pedras, com manifestações pelo caminho, a vinda de Marcelo Rebelo de Sousa.
Pelo meio aparece uma guerra entre Miguel Albuquerque e Paulo Cafôfo. O convite que não foi. Que não foi nem para o presidente do Governo, nem para o presidente da Assembleia, e muito menos para o presidente do PS, Carlos Pereira, que apoia a ‘Coligação’ de Cafôfo. O protocolo não foi cumprido, foi reduzido a pó, por má criação ou outra coisa qualquer.
Mas, o que realmente me choca é o desprezo total e absoluto de Paulo Cafôfo pela AUTONOMIA e pela DEMOCRACIA. Foi a vergonha da placa de inauguração do Lido, foi o pedido de demissão do director do Jornal da Madeira e hoje foi inauguração da Loja do Munícipe, numa cerimónia em que os convites não foram enviados para as pessoas que representam as instituições autonómicas da Madeira.
Costa chega à Madeira como se fosse um feitor colonial e aceita ir a cerimónias a convite de um capo colonial, sem a presença do presidente da Assembleia Legislativa da Madeira ou do presidente do Governo.
Se o autoritário Jardim já saiu de cena agora temos Paulo Cafôfo, para o qual a palavra DEMOCRACIA não existe no dicionário.
A atitude desta autarca aquando a inauguração do Lido foi lamentável. Na placa de inauguração constava o nome do primeiro-ministro “António Costa” e logo abaixo o nome completo do presidente da CMF “Paulo Alexandre Nascimento Cafôfo”. Só isso já é mau de mais – um presidente de câmara se sobrepor a um primeiro-ministro ao estender o seu fabuloso nome – pior foi o ‘esquecimento’ da colocação do nome do presidente do Governo Regional nessa plaquinha.



Tempos depois veio a lume uma notícia no JM que não agradou o presidente da autarquia funchalense. A reacção não se fez esperar. O autoritário Paulo Cafôfo exigiu a demissão do director do JM, Marsílio Aguiar.




Onde anda a democracia e a liberdade de expressão? No DN não será de certeza porque este matutino está comprado pela publicidade que a Câmara Municipal do Funchal faz dia sim, dia sim senhor.





É caso para dizer que A DEMOCRACIA NÃO MORA AQUI. 


Mariana Velosa

Aperitivos para o Portugal-Suécia






DOIS REGISTOS DE MANUEL NICOLAU 
PARA RECORDAR JÁ E SEMPRE

O Portugal-Suécia está a um par de horas de começar no fantástico Estádio do Marítimo. Nada como espevitar ainda mais o apetite para o esperado desafio apreciando dois momentos registados há muito pelo nosso oportuno e intrépido repórter fotográfico Manuel Nicolau. 

No primeiro caso, temos o instante crucial do Portugal-Malta disputado no 'Caldeirão' em Março de 1987, na qualificação (falhada) para o Europeu: é o 2.º golo de Jorge Plácido e do 'onze das Quinas', o tento que valeria o empate, aliás surpreendente pela negativa, contra a modesta Selecção visitante. O golo também foi inesperado, pelo desenho da jogada, e daí apenas Manuel Nicolau, num momento de inspiração que não bafejou o batalhão de fotógrafos em pista nem o guarda-redes maltês, ter conseguido captar o registo em exclusivo. Foi assim que a imagem quase encheu, de fora a fora, a página do jornal continental ao qual se destinava o trabalho do repórter machiquense.


O segundo momento é registado muitos anos depois, Abril de 2003, quando Cristiano Ronaldo chegou ao Aeroporto de Santa Catarina integrado na equipa do Sporting que vinha defrontar o Marítimo. Mal sabia o nosso número 1 do Mundo que voltaria já em 2017 com a braçadeira de capitão da Selecção Nacional à sua terra, desembarcando no mesmo Aeroporto, que dentro de horas levará o seu nome.
Mais um certeiro registo de imagem do nosso companheiro de sempre Manuel Nicolau, a quem felicitamos por estes preciosos instantâneos e por toda a sua brilhante carreira.

Acção junto à HF


PCP não perde de vista 
os direitos dos trabalhadores




Na iniciativa que hoje teve lugar no Funchal, junto às instalações dos "Horários do Funchal", foram apresentadas as seguintes declarações políticas pelo dirigente do PCP, Ricardo Lume.
"O PCP está a contactar com os trabalhadores do sector empresarial público do Estado e da Região, neste caso concreto com os trabalhadores do Grupo Horários do Funchal, para valorizar o fim dos cortes nos direitos da Contratação Colectiva, realidade que só foi possível com a luta dos trabalhadores e a acção do PCP.
Ao longo dos últimos anos aos trabalhadores das Empresas Públicas, foram negados direitos consagrados nos seus Contractos Colectivos de Trabalho (CCT). A estes trabalhadores aplicavam-se os cortes como se fossem trabalhadores da administração pública, mas não lhes eram garantidos os mesmos direitos, ou seja a estes trabalhadores, a nível laboral, era aplicado o pior do sector público e o pior do sector privado. Com a intervenção do PCP nesta nova fase da vida política nacional foi possível finalmente, no Orçamento de Estado para 2017, eliminar os cortes na contratação colectiva das empresas do Sector Empresarial do Estado, Regional e Local que vinham dos PECs e do Orçamento de Estado para 2010, agravados pelo Governo PSD/CDS-PP no seguimento do Pacto de Agressão.
Foi possível repor o subsídio de refeição, ajudas de custo, trabalho complementar e nocturno, de acordo com o CCT.
A luta dos trabalhadores e a intervenção decisiva do PCP na defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores permitiu eliminar estes roubos, e será decisiva para conquistar para 2018 a valorização salarial que se impõe, num sector com salários congelados desde 2010, concretizando uma avanços na defesa, reposição e conquista de direitos. É necessário lembrar que aos trabalhadores nunca nada foi dado, todos os direitos que temos foram conquistados com a luta organizada."
Texto e foto: PCP

Manifes estragam inauguração




Dissidentes da 'Mudança' acusam Cafôfo
de 'eleitoralismo vergonhoso'








O PTP esteve hoje presente na inauguração da Loja do Munícipe para protestar contra o carácter eleitoralista desta iniciativa.
Paulo Cafofo usa e abusa do cargo de Presidente da Câmara Municipal do Funchal, para se auto-promover. Não respeita os deveres de imparcialidade e neutralidade a que está sujeito, enquanto candidato às Eleições Autárquicas de 2017.
Tal como Alberto João Jardim, faz propaganda, com fins eleitoralistas através das inaugurações. Uma vergonha!!! 
Falou dos outros e agora faz igual. Mudou-se para ficar tudo na mesma.
Gil Canha e Dionísio Andrade estiverem presentes nos arredores da Câmara, onde decorreu o protesto.



Vídeo da contestação



Texto, fotos e vídeo: PTP


O alarido preparado para chamar as atenções contra o eleitoralismo cafofiano foi complementado pelo protesto dos lesados da banca. Uma manhã ruidosa para o presidente da Câmara e para o primeiro-ministro António Costa.

(Foto JM)

Comunicado

                                               
        Dia Nacional da Juventude
Em defesa de um problema em concreto:
passes sub-23



A JCP/Madeira vem por este meio informar a toda imprensa, que hoje, dia 28 de Março, dia Nacional da Juventude , e tendo em conta a falta de medidas sobre a questão dos transportes de estudantes e a falta de um passe sub23 (decreto-lei n.º 2/2012, de 16 de Janeiro), como existe em território continental, sendo a Ilha da Madeira uma região ultraperiférica insular, a Juventude Comunista Portuguesa através do grupo Parlamentar do PCP vem apresentar uma resolução politica na Assembleia Regional da Região Autónoma da Madeira, no sentido de colmatar a evidente problemática dos custos elevadíssimos dos passes escolares ao estudantes com idade igual ou inferior a 23 anos.
A JCP/Madeira, acha uma tremenda injustiça que um aluno para se deslocar dentro da própria ilha tenha que pagar mais, que o valor de uma viagem de avião para outro país, um aluno que provenha de um concelho mais distante do que o concelho do Funchal tenha que pagar custos elevados para um passe, na maior parte das vezes paga um valor superior ao valor mensal das propinas, é inconcebível e impensável...
Sabemos, que no encontro nacional de federações e associações de estudantes que decorreu no Porto dia 11 e 12 de Março a Associação de Estudantes da Universidade da Madeira (AAUMa), apresentou uma moção contra a falta de existência de um passe sub23, e nesse âmbito a JCP/Madeira através do grupo parlamentar do PCP/Madeira apresenta esta proposta para que na assembleia, em votação saia uma vitória para todos os estudantes da Madeira.


Direção JCP/Madeira
             Duarte Martins

Metendo o bedelho


Desculpem meter-me na conversa, mas, a respeito da desconsideração de Cafôfo ao Presidente do Governo Regional, descortesia 'foleira' que o JM destapou hoje, pergunto: 
- que partidos da coligação 'Mudança', a tal que meteu Cafôfo na Câmara, estão convidados para a inauguração da tal loja do munícipe? 

À atenção de Paulo Cafôfo



O protocolo ficava-lhe bem
- a cortesia e a educação também




A elegância do senhor presidente da Câmara do Funchal resume-se a um fato, a uma gravata e a um par de sapatos.
É claro que, no caso de Paulo Cafôfo, a ‘elegância’ também se pode ser comprada com o dinheiro dos funchalenses. Basta pagar uma capa falsa do DN, fazer muita publicidade e apostar no marketing, para passar uma imagem que não corresponde à realidade.
A educação vem de casa. O bom senso vem do carácter. Já o protocolo pode ser ignorado porque a ‘elegância’ é tanta que até a cartilha protocolar lhe passa ao lado.
Hoje o Primeiro Ministro, António Costa, aterrou na ilha da Madeira, onde vai vai inaugurar a Loja do Munícipe da Câmara do Funchal. Paulo Cafôfo ignorou o protocolo e nem convidou o presidente do Governo Regional a estar presente na inauguração.
Independentemente de a Loja do Munícipe, ter sido ou não um projecto apoiado pelo Governo Regional, através de verbas comunitárias, o que está aqui em causa é a falta de elegância de um presidente de Câmara.
Um presidente de Câmara que insiste em ser grosseiro. Um presidente de Câmara que teima em ignorar o protocolo. Um presidente de Câmara leviano, sem o mínimo de educação e de cortesia. Um presidente de Câmara que, sem qualquer pudor, desrespeita as instituições.
É mais uma cena lamentável, à Paulo Cafôfo. Muito semelhança àquela que aconteceu na inauguração do complexo balnear do Lido, na qual o presidente de uma Câmara se ‘esqueceu’ de colocar o nome do presidente do Governo Regional da Madeira.
Um pouco de educação não lhe ficava mal. Seguir o protocolo ficava-lhe bem, nem que seja para justificar o cargo que ocupa.
Deve ser por tudo isto, que cada vez menos madeirenses e funchalenses se revêm menos neste autarca prepotente, autoritário e descortês. 

Miguel Costa

Organizem-se!


A casamento e a baptizado...

Caro Calisto,
No decorrer da manhã de hoje deparei-me com a noticia de que o presidente do Governo Regional não tinha sido convidado para a inauguração da Loja do Munícipe, a mesma que gastou quase 500 mil Euros em Software e computadores. 
Achei ainda mais estranho a ausência deste convite visto que é o Governo Regional o principal apoiante nesta e noutras 13 iniciativas. No Facebook deparo-me com este Post do  Iglésias: 


Ele fala afirma que  o convite foi feito ao Secretario das Finanças e a Presidente do Instituto de desenvolvimento, mas será que ele sabe ler? A Dúvida aqui era o tentar saber porque não convidaram o Miguel Albuquerque. Será que  têm medo de ajuntamentos junto do Costa?
Que medo têm esta gente em juntar o Primeiro Ministro e o Presidente do Governo na mesma sala. 
Isto parece uma atitude Totalitarismo e até faz lembrar alguns "velhos hábitos" Jardinistas. 
O Gil não terá mesmo razão sobre estas pessoas?
É esta a MUDANÇA????
Viva à Propaganda enganosa. 

Madeirense Justo



Campanha “Tabaco vs Tu”

A campanha “Tabaco vs Tu” é mais uma das iniciativas da Liga Portuguesa Contra o Cancro para mudar drasticamente este cenário. Como sabemos que os jovens não são movidos por mensagens paternais ou institucionais em suportes tradicionais de comunicação, “Tabaco vs Tu” é mais do que uma mera campanha, é um movimento que fala como eles, onde eles estão e que acima de tudo, os ouve e lhes dá voz.

Inspirados pelo fenómeno cultural das batalhas de “rap”, vamos despoletar o debate sobre os malefícios do tabaco, com os argumentos possíveis de fumadores e argumentos imbatíveis de não-fumadores, numa estética artística que só por si, diz muito a muitos jovens.

Vimos por este meio convidar a assistir às batalhas “Tabaco vs Tu” no próximo dia 30 de Março de 2017 na Escola Jaime Moniz, pelas 10h:30min e pelas 15h:30min, no âmbito do evento “Um Liceu Radical numa Escola Saudável”, com a inspiradora ajuda da Liga Knock Out, a mais conhecida liga de batalhas de “rap” do país. O “host” Malabá e dois MC´s da Liga Knock Out serão as caras e vozes conhecidas dos jovens, para despoletar o debate, sob a forma de rimas e dicas.

Texto: Liga


ALUNOS DE BIOLOGIA DA UNIVERSIDADE DOS AÇORES COOPERAM COM O JARDIM BOTÂNICO JOSÉ DO CANTO
O processo de recuperação e revitalização do Jardim Botânico José do Canto entrou numa nova fase. Começámos a trabalhar na reintrodução de espécies, que comprovadamente existiram no jardim no século XIX e que se encontram espalhadas pela Ilha de São Miguel, e na multiplicação das árvores monumentais representadas por um ou poucos indivíduos, que não conseguem reproduzir-se. 
Hoje, os alunos da disciplina de Fisiologia Vegetal, do Curso de Biologia da Universidade dos Açores, sob a orientação da Professora Doutora Maria João Pereira, estiveram a trabalhar na multiplicação por estacaria das seguintes árvores:
Phyllarthron bernerianum, da família Bignoniaceae, indígena de Madagáscar (estacas oferecidas pelo Parque Terra Nostra);
Afrocarpus falcatus, da família Podocarpaceae, indígena da África Austral;
Podocarpus totara, da família Podocarpaceae, indígena da Nova Zelândia;
Syncarpia glomulifera, da família Myrtaceae, indígena da Austrália;
Melaleuca styphelioides, da família Myrtaceae, indígena da Austrália;
Melaleuca linariifolia, da família Myrtaceae, indígena da Austrália.
Foram utilizados dois tipos de substrato e testadas sete condições de enraizamento.
Os alunos contaram com o apoio do Eng. Manuel Moniz da Ponte e do técnico-profissional Arnaldo Silva, do Serviço de Desenvolvimento Agrário de São Miguel.

Avariou, aluga-se outra!



Máquinas há muitas… pá!


A Estação dos Viveiros, da Câmara Municipal do Funchal anda ao Deus-dará, sem rei nem roque, e ao sabor dos ventos e da vontade das chefias que não se entendem entre si. E para piorar as coisas, não aparece ali um Vereador há anos, que até os trabalhadores dizem a brincar que os Viveiros “estão em insolvência”.
Na sexta-feira passada, uma máquina pesada que costuma compactar o lixo dentro dos contentores na zona da triagem, teimou em não pegar. O manobrador deu ao motor de arranque várias vezes, e nada! Depois de muitas voltas, descobriram que a máquina não tinha um pingo de gasóleo. Atestaram o tanque, e toca a dar a “mise” mas o motor não arrancava. E foram dando e dando… até gripar o motor de arranque e queimarem as baterias. (Era preciso purgar o sistema, para o gasóleo chegar à bomba injectora!)
Como a segunda máquina também está avariada, a Câmara resolveu esta segunda-feira alugar uma máquina para fazer o trabalho. E são máquinas e camiões pesados a avariarem constantemente, quando não lhes falta os travões ou ficam enrascadas na via pública, e a Câmara a alugar… alugar… que até já existem pessoas a desconfiar que há negócio por detrás de tanta avaria…
Entretanto, o melhor mecânico dos Viveiros em máquinas e camiões pesados foi metido fora da oficina, e neste momento, está noutra secção, a reparar, não se espantem! A reparar… máquinas de cortar relva e roçadeiras! E o mais engraçado, é que o tal mecânico, nas suas horas livres, repara e faz a manutenção a camiões pesados de outras autarquias da região. 
É a tão badalada administração cafofiana no seu melhor!

Kapa-Viveiros

segunda-feira, 27 de março de 2017


PSD reconhece ato voluntário e solidário 
dos dadores de sangue



O Grupo Parlamentar do PSD/Madeira reuniu-se hoje com a Direção do Banco de Sangue e com a Associação de Dadores de Sangue da Região, no âmbito do Dia Nacional do Dador de Sangue.
Vânia Jesus começou por manifestar o reconhecimento público aos dadores de sangue, por esse ato voluntário e solidário, e que, muitas vezes, "faz a diferença entre a vida e a morte". A deputada lembrou que esse reconhecimento é concretizado através do quadro legal de benefícios e regalias, que foi complementado, em 2015, com o regime jurídico do dador de sangue, apresentado pelo PSD e aprovado na Assembleia Legislativa da Madeira, trazendo algumas inovações.
Nesta reunião, os deputados do PSD puderam constatar o que já foi consolidado do que ficou previsto no novo regime. Uma das situações previstas era a criação de uma Associação de Dadores de Sangue, a qual está constituída há já um ano. 
Neste momento, segundo o que foi transmitido aos deputados, a Associação está a formar grupos de trabalho, tendo estabelecido protocolos com escolas da Região, com vista à realização de campanhas de promoção para a dádiva de sangue, procurando também rejuvenescer a lista de dadores.
Por outro lado, uma das missões desta nova associação é também assegurar a continuidade da dádiva, para que o serviço de sangue se mantenha autosuficiente.
Já o registo de dadores da Madeira no Cartão nacional não é ainda uma realidade, mas, segundo Vânia Jesus, os contactos estão a ser efetuados para tal, existindo, neste momento, uma incompatibilidade dos serviços de informação.
Ainda a ser trabalhada está também a questão do seguro de responsabilidade civil do dador de sangue.
Neste momento, a Madeira é autosuficiente em termos de sangue, existindo à volta de 3.000 dadores.
Texto e foto: PSD

600 ANOS: INACEITÁVEL LEVIANDADE 
DO GOVERNO




Aproximam-se os dias da comemoração dos 600 Anos do Povoamento do Arquipélago da Madeira, acontecimento que importa invocar e celebrar com grande dignidade e solenidade, e que marca, de forma especial, a fase inicial dos chamados Descobrimentos.
Na comemoração dos 600 Anos, importa valorizar a forma de ocupação e o povoamento, o processo de valorização económica desta região insular, no contexto da expansão europeia, como o primeiro ensaio de processos, técnicas e produtos que serviram de base à afirmação expansionista para além da Europa e através do Atlântico. Na condigna comemoração dos 600 Anos do Povoamento do Arquipélago da Madeira, constitui dever desta Região Autónoma, e é do seu interesse específico, afirmar o desenvolvimento da informação e a valorização, no plano interno e nas mais variadas , amplas e diversificadas plataformas internacionais, de quanto representa a Madeira para o Mundo, uma vez que "aqui foram lançadas as bases sociais e económicas do mundo atlântico" (Alberto VIEIRA, Abel FERNANDES, Emanuel JANES, Gabriel PITA, História da Madeira, pág. 20).


Nova rede de água potável
em João Ferino


A Câmara Municipal de Santa Cruz e a Junta de Freguesia de Santo António da Serra levaram a cabo a colocação de uma rede de água potável no Caminho Novo de João Ferino, numa zona em que os habitantes não tinham ainda acesso à água da rede pública.
A obra envolveu a colocação de 700 metros de tubo, que agora serve cerca de 14 famílias.
Este tipo de obras têm sido realizadas em várias localidades do concelho de Santa Cruz. Está para breve a conclusão de uma de maior dimensão nas Eiras da Cruz.
Texto e foto: CMSC 

Reflexão



Os perseguidores de cenouras


Vitorino Seixas

A propósito da suspensão da avaliação de desempenho dos dirigentes intermédios num organismo regional comecei a refletir sobre a aplicação do SIADAP-RAM ¹, o sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na administração regional autónoma da Madeira, tendo em consideração dois dos seus elementos chave.

O primeiro elemento tem a ver com o respeito dos princípios a que se subordina o SIADAP-RAM. Tendo em consideração que o sistema de avaliação de desempenho é constituído por três subsistemas, os quais funcionam de modo integrado, a suspensão do subsistema de avaliação de desempenho dos dirigentes intermédios viola os princípios de coerência e integração, os quais visam assegurar o alinhamento da “ação dos serviços, dirigentes e trabalhadores na prossecução dos objetivos e na execução das políticas públicas” ¹. Do mesmo modo, viola os princípios de transparência e imparcialidade, pois não assegura a utilização de critérios objetivos e públicos na gestão do desempenho dos serviços, dirigentes e trabalhadores.

Amputar um sistema integrado de um dos seus componentes, a avaliação de dirigentes intermédios, é como amputar o corpo humano de um dos seus sistemas como, por exemplo, o sistema nervoso que realiza funções vitais do organismo. No caso do SIADAP-RAM também a avaliação de dirigentes intermédios realiza funções essenciais do sistema de avaliação de desempenho, pelo que não se deve suspender o funcionamento de um dos seus subsistemas.

Acresce que, uma pesquisa na página eletrónica do governo regional (www.madeira.gov.pt/), a qual integra as páginas eletrónicas das secretarias regionais e serviços tutelados, permitiu constatar que a quase totalidade dos serviços viola o princípio da publicidade dos “resultados da avaliação dos serviços” e da publicidade da “avaliação dos dirigentes e dos trabalhadores”, pois não procedem à divulgação nas suas páginas eletrónicas.

Assim, se a violação dos princípios do SIADAP-RAM é a regra e o cumprimento é a exceção, será que “o processo de Avaliação do Desempenho dos Trabalhadores da Administração Pública – (…) - é, sobretudo, um instrumento de apoio na promoção de uma cultura de excelência e uma resposta à expetativa dos trabalhadores” ²?

O segundo elemento diz respeito ao objetivo de “promover a motivação (…) dos dirigentes e trabalhadores”. Esta questão é fundamental, pois ao contrário do que pretende o legislador, o impacto da avaliação poderá ser o oposto, ou seja, a desmotivação dos trabalhadores. Vejamos, por exemplo, o que se passa com a avaliação de desempenho dos trabalhadores. De um modo muito sintético, no início de cada período de avaliação são contratualizados os objetivos a atingir por cada trabalhador e, no final do período, a avaliação incide em dois parâmetros: resultados e competências. Os resultados decorrem da verificação do grau de cumprimento dos objetivos individuais. Em caso de reconhecimento de desempenho excelente, na avaliação de desempenho individual, o trabalhador poderá receber um prémio, assim como beneficiar de diversos direitos.

Por outras palavras, no início do período de avaliação os trabalhadores são desafiados a perseguir determinados objetivos e no final são avaliados, podendo uma reduzida percentagem ter direito a prémios. Este processo repete-se nos períodos de avaliação seguintes, até à reforma, altura em que o trabalhador já não possui a energia suficiente para perseguir cenouras. Deste modo, os trabalhadores são transformados em “perseguidores de cenouras” ³. Mas, no final, apenas uma pequeníssima elite de excelentes tem direito a trincar as cenouras. Os restantes trabalhadores limitam-se a perseguir as cenouras, anos a fio, sem nunca as conseguir trincar nem, sequer, cheirar.

Neste contexto, é pertinente colocar duas questões: Será que perseguir cenouras motiva os trabalhadores? Será que os prémios têm efeitos nefastos na motivação e no desempenho dos trabalhadores? Para responder à primeira questão, recorro à ajuda de Daniel Pink que defende que os objetivos são motivadores extrínsecos que “podem criar problemas generalizados às organizações por restringirem a visão, provocarem comportamentos desprezíveis, estimularem o risco, desincentivarem a cooperação e reduzirem a motivação intrínseca” ⁴. Para responder à segunda questão, convém lembrar que os objetivos funcionam como motivadores condicionais: se o trabalhador superar os objetivos, então receberá um prémio. Acontece que “os motivadores condicionais e outras recompensas extrínsecas são como os medicamentos com efeitos secundários perigosos. Assemelham-se a drogas ilegais criadoras de dependência perigosa e progressiva. Os prémios provocam prazer que rapidamente se dissipa e leva as pessoas a desejar doses cada vez mais fortes” ⁴.

Estas respostas de Daniel Pink ajudam, também, a compreender os efeitos nefastos dos objetivos e dos prémios no sistema económico e financeiro, onde o sucesso é medido pelo montante dos prémios recebidos por banqueiros e CEO viciados em prémios cada vez mais elevados. “A crise financeira mundial comprova os perigos da visão de curto prazo”  dos objetivos e dos prémios.

Pelo exposto, será que faz sentido manter em vigor o SIADAP-RAM? Creio que não, pois destrói a motivação intrínseca dos trabalhadores e torna-os viciados em prémios e direitos de progressão rápida na carreira, passando para segundo plano a “ética e códigos de conduta”  dos funcionários públicos. Em síntese, a melhor medida para motivar dirigentes e trabalhadores é de uma simplicidade extrema: cessar a aplicação do SIADAP-RAM na administração regional autónoma da Madeira.

PS: “Constato também que a atual situação de crise e de desmotivação não é da responsabilidade nem dos quadros dirigentes nem dos funcionários, mas das más decisões e insuficiências da atual liderança política” ⁶.

¹ “Decreto Legislativo Regional nº 12, de 21 de dezembro de 2015”
² “Funcionários Públicos com mais dias de férias, como resultado da avaliação”
³ “O Perseguidor de Cenouras”, Clóvis de Barros Filho
 “Drive, a surpreendente verdade sobre aquilo que nos motiva”, Daniel Pink
⁵ “Dez Princípios Éticos da Administração Pública”
 Apenas uma opção: eleições”