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quarta-feira, 29 de agosto de 2012




 
 
LEVADA DO CAVALO DESTRÓI O JÁ DÉBIL 'SERVIÇO PÚBLICO'
 


saiba mais sobre o programa
Marta Cília desviada para programas de passar música e falar do tempo.


O programa-âncora da RDP desintegrou-se nas contas de mercearia da dupla Martim-Miguel. Desde que a opinião livre incomode...




 
Agora foi o programa da RDP 'De Viva Voz': a estrutura directiva da Levada do Cavalo entendeu operar mais cortes financeiros e fê-lo precisamente onde havia produção palpável de rádio.
Marta Cília, realizadora do programa que se impunha todas as manhãs como verdadeira âncora da programação da estação pública regional, viu-se de repente sem os colaboradores habituais que animavam os debates e interagiam com os ouvintes em directo... porque os crânios superiores da RTP/RDP acharam de não renovar os contratos do Dr. Gameiro e do Prof. José Luís.
 
O mais curioso da incrível gestão financeira e editorial de Martim Santos e Miguel Cunha é que não se desbastam as excessivas gorduras que vampirizam os meios do grupo em cofre - gorduras como os próprios vencimentos deles -, antes se ataca friamente nas reduzidas áreas onde ainda existe contacto com o público.
Já se percebeu que a missão desses responsáveis consiste no projecto de fechar o Centro Regional num dia para reabrir no outro nas mãos de proprietários privados (mas a gozar de apoios públicos) e a funcionar utilizando os profissionais que interessarem.
Nomes? Entre outros, o Onassis madeirense, como ouvimos esta manhã na esplanada.
 
Viragem no centro a operar, evidentemente, de modo a eliminar espaços que provoquem azia em sua majestade o das Angústias, como o programa 'De Viva Voz' realizado e conduzido com muita competência pela experiente profissional Marta Cília, que deixará certamente muitas saudades em quem ainda gosta de rádio nesta terra.
As opiniões frontais dos comentadores e a presença em directo de ouvintes naturalmente não deixavam descansados os patrões temporários Martim e Miguel, face às pressões da nomenclatura laranja.
A RDP-Madeira perde assim um dos seus trunfos em termos de audiência e emprateleira uma profissional retirando-lhe espaço de intervenção para ocupá-la, provavelmente, numas duas ou três horas de continuidade a passar música e a falar da temperatura.
 
Quando, lá no topo da estrutura, os critérios se regem pela defesa do alto vencimento próprio, sejam quais forem os 'elefantes' a engolir, que se pode exigir? Podemos fazer-lhes ver que a sua missão de seviço público consiste exactamente em programas como o que Marta Cília realizava e apresentava?
 
...Mas a culpa não é de quem lá está, é do sistema que aplica soluções surreais assim à frente de projectos de responsabilidade e devoradores de erário.
 
Resta esperar que a justiça caia do céu e, muito brevemente, possamos voltar a ouvir os programas de rádio feitos por Marta Cília, que acompanhávamos para seguirmos em directo e interessadamente o viver da nossa terra.
 
...Já não bastava o êxodo imposto naquela casa que privou os madeirenses de tantos profissionais com tanto para dar ainda!
 
 

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