domingo, 30 de setembro de 2012

Madeira ao Vivo



 
"RESSABIADOS" PROLIFERAM PELA CIDADE
 
 
 


A máquina digital não ajudou na definição de imagem, mas nós explicamos: a tarja laranja, ao alto da encosta, tem letras bem visíveis para quem passa na Ponte de Pau: "ALBUQUERQUE".
 
Não fazemos ideia do que aquilo quer dizer.
Mas algo nos diz que ali no Bairro dos Moinhos há "ressabiamento" contra um homem que alcançou 45 vitórias e que planeia outras tantas antes de nos deixar (em paz).
 
Bom, se a moda pega, teremos no Funchal a reedição das bandeiras portuguesas de Felipe Scolari, versão laranja.
 
 

sábado, 29 de setembro de 2012

Política





A "LEALDADE" SEGUNDO A BÍBLIA LARANJA




Virgílio Pereira segue o filho Bruno e apoia Jardim na corrida em curso na Rua dos Netos. Tal como noutros barões do laranjal, a "lealdade" justifica o inesperado passo. Mas há dicionários comuns com a definição precisa dessa palavra... traiçoeira.

Virgílio Pereira cedeu ao compadre Jardim e à carreira do filho. Esperava-se outra postura no Outono de uma carreira autónoma que registou momentos empolgantes.


No PPD-Madeira, deslealdade é falar e agir com frontalidade, se for a contragosto do chefe.
Lealdade consiste em dizer o que o chefe quer ouvir.
 
É o dicionário em uso naquela casa.
 
Mas há um mundo cá fora.
Nestes dias, por exemplo, a voz corrente na rua dá como o mais recente nome no rol dos desleais, quem diria, Bruno Pereira, até há pouco tempo herdeiro de uma certa imagem de rebeldia passada por seu pai, Virgílio Pereira.
Ou seja: chefe Jardim chama leal a Bruno por este lhe ter dado apoio na corrida eleitoral interna; o povo na rua faz-lhe cair em cima uma chuva de raios e coriscos entendendo que ele aplicou friamente uma 'facada' no presidente da Câmara.
O pai de Bruno, Virgílio Pereira, também se assumiu este sábado como apoiante da candidatura do compadre Jardim. Acreditamos que tenha cedido ao choradinho do chefe, suficientemente descarado para pedir perdão pelas patifarias que lhe infligiu nestes anos todos - em troca de apoio público agora, numa hora tão difícil para o ditador.
As explicações é que denunciam quão artificial é a posição, praticamente conjunta, de pai e filho.
Virgílio Pereira justificou a escolha de Jardim contra Miguel Albuquerque, seu antigo delfim na Câmara do Funchal, brandindo a sua lealdade ao chefe - que não fidelidade, sinalizou.
Até à última, o nosso Amigo Prof. Virgílio dá-lhe com uma no cravo, outra na ferradura, para manter o suspense: eu faço e aconteço, mas atenção que também defendo...
 
Ora, como o Professor sabe melhor do que nós, os clássicos consideravam "fidelidade" o cumprimento dos deveres de cada um para com o soberano; e "lealdade" o cumprimento dessa fidelidade juntando-lhe afecto pessoal.
Ou seja: segundo os gramáticos, pode haver fidelidade sem lealdade, mas não lealdade sem fidelidade.
Mas trabalhemos com a linguagem corrente.
Os barões que já se pronunciaram leais ao chefe (ou fiéis, tanto faz agora) estão a ser leais a si próprios.
Eles alegam: os apoiantes de Miguel Albuquerque são os ressabiados do partido, que não foram chamados a preencher lugares públicos, e outros que acabam mandato que não pode ser renovado.
Possivelmente. Mas os apoiantes do grande chefe são os "outros", os que conseguiram colocação bem remunerada, para si ou para os seus. Nem mais.
 
 



Se os barões fossem leais a Jardim, diziam-lhe na cara o que dizem nos almoços da má-língua

 
Lealdade a Jardim? Lealdade condicional. Lealdade a si próprios, aos seus interesses, isso sim.
 
Se fossem leais ao chefe, os barões dir-lhe-iam frontalmente o que pensam dele, hoje por hoje. Mas não são leais. Não querem ser transferidos para o grupo dos "ressabiados", onde (ainda) não há tachos para distribuir.
Se esses barões sentissem a menor sinceridade nos seus assomos "leais", repetiriam diante do chefe Jardim aquilo que dizem cá fora, cada vez mais à descarada.
 
E que dizem eles na rua?
Todos sabem: que o rei ficou tonto, que não ouve ninguém, que arranjou um governo para desgraçar a Madeira, que perdeu a vergonha e colocou bem da vida amigos e mais próximos, que errou quando se pôs contra o governo de Lisboa, que delira quando invoca maçonarias, trilaterais e magia negra, que está doente, que só quer saber da vida privada que faz, que está a mais e que o povo não aguenta mais a sua linguagem ordinária.
 
 
Leais são os que falam cara a cara
 
Se os barões fossem leais ao chefe das Angústias dir-lhe-iam frente a frente o que espalham em público e em toda a parte: que a sua vigência está fora de prazo, que já não tem espaço para sair da vida pública com um mínimo de dignidade, que hoje é ele o problema da Madeira, que devia imaginar um pretexto qualquer e desaparecer da circulação.
 
Mas não são leais, no dicionário normal, os que batem lealdade no peito.
Mais leais são aqueles que refutam as ideias do chefe com o rosto descoberto e não apenas nos almoços ajantarados do D. Pepe, Madeirense e Beerhouse.
 
Pode-se dizer que Miguel Albuquerque representa o laranjal situacionista versão 2. Que também tem uma clique na bicha para colocar no aparelho público. Que, apesar da experiência municipal, não garante um governo consistente.
Sabemos lá o que pode sair dali, ou de outro grupo qualquer?!
Agora, desleal?! Por se candidatar à vista de toda a gente, no cumprimento do que permitem os estatutos do seu partido?! Desleal por apresentar aos seus companheiros militantes um projecto político-partidário para eles estudarem e decidirem se merece voto ou não?
 
Do que os barões da "lealdade" não se apercebem é que Jardim está a vê-los a todos. Ora se ele sabe ler a "lealdade" que eles apregoam dedicar-lhe!
O laranjal extravasa de hipocrisia!
 
Há barões indignados com o que estamos a escrever aqui?
Pois assumam que não andam por aí a sugerir um chuto no traseiro do chefe!
Desafiamo-los a barafustar e a desmentir-nos.
Cá nos defenderemos apontando nomes e situações.
 
 
 
Cambalhotas no laranjal
 
 
A pressão prejudicou uma carreira que deveria ter agora um rumo diferente.

E Bruno Pereira?
Escolheu o caminho do passado, julgamos nós. E julgam quantos o acusam de 'vira-casacas'.
Como político, está no direito de optar por onde achar melhor. Convém é preparar-se para as consequências, que podem ser agradáveis, porém mais provavelmente dolorosas.
Bruno atirou fora o capital de um certo afastamento em relação ao sistema aparelhista dos Netos. Apanhou por tabela internamente, à conta da tal rebeldia do pai. Nunca foi de receber abraços do chefe Jardim, fora os encontros familiares.
Porém, e talvez por isso, o seu trabalho junto de Miguel Albuquerque, se abespinhava Jardim, valia-lhe um lugar para quando chegasse a hora da renovação do partido.
Tanto estava Bruno mal visto por Jardim que este, para tentar erradicar os resquícios de Albuquerque à face da Terra, lançou Sérgio Marques como potencial candidato à Câmara, em vez de Bruno. Albuquerque e mais vereadores laranja levantaram-se em protesto e ameaçaram com uma lista de independentes, encabeçada pelo vice desprezado.
Surpreso, chefe não teve remédio senão engolir Bruno Pereira como o "candidato natural do PSD"... à custa de novo enxovalho para Sérgio Marques.
 
Agudiza-se a luta intrapartidária Miguel-Jardim. Que faz Bruno? Colabora num rude golpe na candidatura de quem o defendeu, Miguel Albuquerque, seduzido pelo canto de sereia entoado nas Angústias.
 
 
Bruno será combatido pelas duas facções
 
Bruno deve sabê-lo, repetimos. O povo na rua já lhe reserva uma derrota quando das próximas autárquicas.
O povo da rua tem uma noção de lealdade que é diametralmente diferente da vendida pelo grande chefe.
O povo da rua nem se esquece de que Virgílio Pereira foi apelidado de incompetente por não saber gerir a Câmara do Funchal sem dinheiro, ofensa que o levou à demissão no Verão de 1994. Nem se esquece de que Jardim convocou um congresso especialmente para expulsar Virgílio da comissão política, só porque o professor classificara de garotice o miserável projecto parlamentar dos social-democratas destinado a testar o estado psíquico de um antigo líder do PS-Madeira.
 
Bruno Pereira perdeu-se na opinião pública e levará tempo a recuperar.
Pode muito bem contrariar estas expectativas, à custa do arcaboiço político já demonstrado.
Mas os caminhos disponíveis estão minados.
Entre os "leais" a Jardim, sedentos de cargos, será visto como um concorrente a derrubar quanto antes - e terá vida muito difícil, com permissão do próprio Jardim, uma vez servido.
 
Se voltar ao seio do miguelismo, teoria estapafúrdia que já ouvimos por aí, será sempre visto com desconfiança, como aquele que de um momento a outro muda de camisola.
 
 
Derrota mais do que certa nas autárquicas
 
Pelos contornos da situação, julgamos que Bruno Pereira perderá de facto as eleições no Funchal, dentro de um ano.
Aderiu à facção descendente do PPD e caiu no descrédito, pelo menos pelas primeiras reacções. Nunca se sabe se não encontrará pela frente uma equipa de independentes com Rubina Leal, Pedro Calado e outros nomes sonantes da área miguelista. Não se sabe. De quem não conseguirá fugir é do confronto com uma Oposição experimentada que certamente estudará forma de pela primeira vez arrebatar a Câmara do Funchal ao PPD.
A Oposição prepara-se para o estracinhar.
A começar pelo arranque da candidatura manchado pela determinação superior de que vai encabeçar uma lista escolhida... pelo chefe!
A propósito, quando seu pai Virgílio Pereira foi chamado à pressa de Bruxelas para salvar o compadre Jardim nas eleições municipais de 1993, fez questão de ser ele a escolher pelos menos os primeiros sete da lista.
Os tempos eram outros. Virgílio tinha campo de manobra, sem um filho na lista de Jardim e outro a trabalhar na Presidência, às ordens do chefe.
Já desta vez, o rei das Angústias engoliu a candidatura de Bruno mas, para torcer o pepino de pequenino, mostrou quem vai mandar na Câmara, apontando logo nomes da futura lista.
O homem julga que ganhará as eleições...


Enfim, a ver de que valerão a Bruno as "lealdades à moda PPD" em 2013, quando a Oposição lhe cair em cima.


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Política das Angústias / SÁBADO




CHEFE DELIRA DIANTE DOS MILITANTES
 
"ALBUQUERQUE RESOLVEU CANDIDATAR-SE NO DIA EM QUE SOUBE QUE EU TINHA SOFRIDO UM ATAQUE DE CORAÇÃO"
 
 


    

 

 
A campanha eleitoral interna do chefe das Angústias começou nivelada por baixo, com os ataques mais soezes a quem se atreveu à "ingratidão" de lhe disputar a liderança no PPD-Madeira. Mas o velho inquilino dos Netos e do 'centro de dia' instalado na Avenida Infante arranjou artes para fazer descer ainda mais o estilo, à medida que a data fatal se aproxima.
 
Além das acusações as mais das vezes infundadas que faz diariamente ao adversário, no seu jornal de campanha - o JM -, o recandidato andou de freguesia em freguesia, de sede em sede, a despejar tudo o que lhe veio à cabeça para denegrir a concorrência.
...Tal como sempre fez nos 36 anos de poder laranja relativamente aos rivais da Oposição.
 
Tão depressa o homem se derrete numa plangência chorada aos pés dos militantes para que não permitam a Miguel Albuquerque da Câmara "correr" do partido quem deu 45 vitórias ao laranjal, como bate na mesa da reunião para apontar o dedo aos "traidores" presentes na sala.
Isso mesmo aconteceu no comício à porta fechada em Santa Cruz, por estes dias.
Chefe rogou aos "patas rapadas" que fossem pagar as quotas a fim de lhe poderem dar o voto, dia 2 de Novembro. Mas não se esqueceu de enxovalhar os filiados simpatizantes da outra candidatura. O santacruzense Sidónio Fernandes ouviu recados por alegadamente apoiar Albuquerque depois de ele, chefe Jardim, lhe ter dado lugar no parlamento.
Chefe não só teceu as críticas de forma altamente desagradável como, ao perceber que Sidónio por qualquer motivo manuseava o telemóvel, o desafiou a gravar a conversa para depois a mostrar ao "outro" (Albuquerque).

Perante o pasmo dos presentes, o recandidato à liderança do PPD foi mais longe, afirmando ter conhecimento de que o seu adversário Albuquerque decidiu abrir uma luta pela liderança do partido ao tomar conhecimento de que ele, Jardim, tinha ido para o hospital com um ataque de coração.
Pela sua delicadeza, tal acusação evidentemente caiu mal nos presentes, que no entanto não se manifestaram.
"Estão todos aterrorizados com as ameaças que ele (Jardim) faz aos militantes no meio dos apelos ao voto", diz-nos um dos presentes na reunião de Santa Cruz. "Não podemos tornear a verdade. Os tempos estão mais difíceis do que nunca e ninguém está interessado em perder o emprego."


Albuquerque indignado com acusação, mas não comenta...

A declaração do chefe do PPD e do governo, pela sua gravidade, não podia passar sem contraditório. Tratámos de saber da parte do próprio Miguel Albuquerque se alguma atitude sua poderia ser interpretada como aproveitamento da doença do seu actual adversário.
Albuquerque respondeu-nos, esta sexta-feira, que tal "acusação gratuita" do chefe do partido o deixava "naturalmente indignado", mas que, "no meio de tantas ofensas do género", continuará sem alimentar "o ambiente de polémica baixa procurado pela outra candidatura". 


...Assim como não se surpreende com Bruno Pereira

O presidente da Câmara, que viajaria pouco depois para o Continente a fim de tomar parte este sábado no congresso extraordinário da Associação Nacional de Municípios, em Santarém, também não se mostrou surpreendido com a inclusão de Bruno Pereira, vice-presidente da Câmara, na lista de Jardim para a comissão política regional.
Até certa altura subsistiu certa expectativa quanto ao caminho que Bruno escolheria - diz Albuquerque -, mas tudo ficou esclarecido depressa.
Nem por isso Miguel Albuquerque esconde a convicção de que vencerá as eleições internas. "Não sei se na outra candidatura alimentam esperanças de vitória, mas, se por acaso alimentam, tenho cá para mim que apanharão uma grande surpresa no dia 2 de Novembro", assume o candidato.
O pretendente à chefia do PPD-M já não valoriza muito as dificuldades levantadas a militantes que tentaram regularizar o pagamento de quotas no partido, a fim de poderem votar. Desde que não fossem comprovadamente apoiantes de Jardim, o aparelho do partido enchia-se de dúvidas.
Além disso, as mensagens sms e as pressões porta-a-porta continuaram pelo menos até ao fim do prazo para pagamento de quotas, esta sexta.
Mas nem todos se deixam manipular pelo assédio feito pelos caciques de Jardim. Por exemplo, militantes do Imaculado, contactados pelo presidente da comissão de freguesia para comparecerem na reunião desta sexta com candidato chefe, trataram muito mal o mensageiro. Alguns afirmaram não querer saber mais nada sobre o seu partido e proibiram quem telefonava de tornar a fazê-lo.


"Albuquerque deve sair da Câmara se perder eleições no PSD", exigem os barões

O nervosismo instalou-se não apenas na cabeça do chefe Jardim, mas dos que, como ele, consideram "traição" alguém disputar a liderança do partido.
Um barão já batido nas andanças do laranjal fez questão de acusar a 'Fénix' de parcialidade no tratamento do processo eleitoral em curso na Rua dos Netos.
No entendimento desse jardinista, deputado e membro da comissão política regional, o nosso trabalho aqui consiste num "ataque sistemático a Jardim", logo ao PPD e seus fiéis intérpretes.
Perguntou-nos por que razão ainda não aventámos o dever que Albuquerque tem de se demitir da Câmara caso perca o acto eleitoral no PPD.
"O dr. Alberto João disse que sai da política se perder", recorda o barão. "Ora, se o Miguel perder, também deve sair da Câmara, porque não se admite que ele continue na presidência quando foi escolhido por dirigentes partidários que agora combate e de quem perdeu a confiança política."
Este barão continua jardinista, apesar de reconhecer que, hoje por hoje, o chefe é contestado silenciosamente por elementos que com ele trabalharam toda a vida - quer no governo quer no PPD.
 
"Não percebeu por que é que o Bruno suspende o mandato até às eleições?", interroga-nos o dito barão laranja. "Se o Miguel ganhar, o Bruno tem de pensar no que fazer. Mas se o Miguel perder, é ele quem tem de subir à presidência da Câmara, porque é o vice."

Um elemento da candidatura de Albuquerque, a quem colocámos a questão, rejeitou liminarmente a sugestão em causa. "O presidente foi eleito pelo povo e não pelo partido", justificou.



"Ressabiados" contra "tachistas"


Voltando ao barão PPD, ouvimo-lo repetir uma acusação formulada por Jardim desde há muito: "Já reparou que os ressabiados estão todos com o Miguel? Este era deputado e saiu, aquele estava na câmara de Machico e saiu, o outro..."
Fizemos ver ao barão que, inversamente, os apoiantes de Jardim são deputados aqui, secretários acolá, directores acoli, enfim, estão todos à sombra de Jardim.
O barão concordou: "Sim, no fundo é uma questão de interesses, de um lado e do outro. Até me admirei de ouvir o Miguel Albuquerque dizer que iria para eleições regionais, se ganhasse no PSD. Ora, ficou logo com os actuais deputados contra, porque ninguém está disposto a perder o seu lugar."

Em síntese, o barão em apreço deixa a mensagem final: "Todos nós devemos a carreira ao Alberto João e o mesmo acontece com o Miguel, por isso penso que há neste processo muita ingratidão..."


Dizem os barões: se Miguel ganhar, a Madeira torna-se ingovernável

Outro alto quadro do PPD, próximo de Jaime Ramos, afirmou-nos que o apoio do secretário-geral a Jardim "não podia deixar de ser".
Além de achar errada a opção do Miguel nesta altura, Jaime tinha de estar com o seu líder de quase 40 anos, acrescenta. "Mas ao menos ele confessa-se amigo do Miguel, quando Jardim se confessa inimigo."
 
Os barões PPD acompanham o nervosismo de Jardim face ao que possa resultar das eleições de 2 de Novembro. Indesmentível. Há muito em jogo.
Sabe-se que o JM será palco para manifestação de alguns já na próxima semana. A palavra de ordem é atacar Miguel Albuquerque. Atacar e atacar.
Há lugares públicos para defender...
...E há uma convicção na área do jardineirismo que um dos muitos interessados deixa para finalizar esta deambulação política: "Oxalá que o Miguel Albuquerque não ganhe as eleições, porque, se ganhar, a Madeira vai ficar ingovernável!"
Este nosso amigo  barão lá sabe...


 
 

Cultura, Culturas




BAÍA DO FUNCHAL - a loucura continua


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A aloucada obra na Baía do Funchal continua em ritmo acelerado. Com dinheiro da Lei de Meios (logo dos bolsos de todos os portugueses) e com o argumento da correção dos troços finais das ribeiras de Santa Luzia e João Gomes para aumentar a segurança da cidade, prossegue o caríssimo jogo de atirar terras enxutas para baixo e de puxar pedras molhadas para cima.
Do outro lado da baía, no mirante de Dona Guiomar, um alucinado excita-se com o movimento e o ruído da maquinaria.
Quem, com sanidade mental e coluna vertebral ereta, assume posição contrária às últimas obras do regime megalómano, é de imediato ameaçado com processos crime e cível. Entretanto, na justiça arrastam-se penosamente as investigações às crateras financeiras e aos seus criadores.
Com terra, areia e pedra transportada do aterro junto ao cais, está a ser construído um outro aterro a leste da foz da ribeira de João Gomes e que muito brevemente chegará à Fortaleza de Santiago. Os doutos estudos duma empresa, que tem no seu brilhante currículo a híper cara e inacabada Marina do Lugar de Baixo, aconselharam os visionários governantes a construir ali praias que serão alimentadas com o material resultante do desassoreamento das ribeiras. Estão a ver o negócio?
Julgo, no entanto, que se esqueceram que ali existe uma estação de tratamento de esgotos com descarregador de emergência para a praia. E, mais importante, que aquela secção da baía já pouco beneficia da proteção do molhe da Pontinha para a ondulação de sudoeste e que está completamente desabrigada em relação às tempestades de sul e sudeste.
As fotografias 1 a 5 mostram que o aterro já está a ser feito à frente da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais). As fotografias 6 e 7 mostram como o mar bateu no mesmo local a 02 de Fevereiro de 2010. Atenção, isto não foi no dia 20 de Fevereiro. Esta tempestadezinha de sudoeste ocorreu dezoito dias antes da grande aluvião. Já quase ninguém se lembra! Aqui ficam as imagens para memória futura.
Não sei prever o dia, mas tenho a certeza que o mar vai demonstrar aos desgovernantes e aos madeirenses acomodados que a natureza não pode ser modelada como se fosse plasticina.
Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal
 
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7 (Foto D.S.)
Nota da 'Fénix' - De tanto descaramento, de tanta evidência da loucura, começamos a duvidar: não será que o alucinado das Angústias é que está bom da cabeça e nós todos pirados da cuca? Lembrem-se do exemplo daquele soldado a quem o pai viu a marchar certo no meio de um batalhão inteiro com o passo trocado, todo ele. 

Política





MANDATÁRIO DE ALBUQUERQUE NUNCA SE VERGOU A JARDIM 


Emanuel Rodrigues sempre comemorou Abril, causando engulhos à facção troglodita laranja saudosa do fascismo institucionalizado.


O social-democrata Emanuel Rodrigues, anunciado mandatário de Miguel Albuquerque na corrida ao PPD, entrou em conflito com o cacique regional em 1980 pelo apoio que ofereceu à candidatura presidencial de Ramalho Eanes, de quem também foi mandatário


Foi pelo apoio sem rodeios manifestado à candidatura do General Ramalho Eanes à Presidência da República, em 1980, que o Dr. Emanuel Rodrigues entrou em conflito com o chefe social-democrata regional, ainda hoje presidente do PPD e do governo regional.
Mais uma vez, o soberano das Angústias encontra pela frente, portanto, e agora mais directamente, aquele que gravou o nome como primeiro presidente da Assembleia Regional, cargo perdido em nome da coerência de homem e de político.
 
O mandatário de Miguel Albuquerque (fresca notícia avançada esta sexta-feira pelo Diário) assume um papel partidário que significa o mais claro apoio possível ao adversário do "eterno chefe".
Em causa, as eleições internas para escolha de líder nos Netos para mais dois anos.
 
 
Passaram anos, mas a coragem persiste
 
Em 1976, o Dr. Emanuel Rodrigues, que de deputado à Constituinte passava para presidente do parlamento regional, assumiu as funções de mandatário de Ramalho Eanes na Madeira. Disputavam-se então as primeiras eleições presidenciais do pós-25 de Abril. Eanes bateu Otelo Saraiva de Carvalho, Pinheiro de Azevedo e Octávio Pato, fazendo-se aclamar como primeiro Chefe de Estado eleito depois dos 48 anos de fascismo.
 
Mas lá vieram as guerras domésticas em Portugal. O líder social-democrata nacional Sá Carneiro, ainda com tiques do parlamento fascista-marcellista, percebeu que Eanes nada se prestava para cumprir ordens de pretensos tiranetes. Pelo que, assim que cheirou a eleições presidenciais, as de 1980, logo aquele retrógrado laranjal foi desencantar um militar de passado democrático suspeito, para expulsar Ramalho Eanes de Belém.
E quem melhor para lançar a candidatura do general troglodita Soares Carneiro do que outro de tal jaez, pseudo-nacionalista insular já com voz conhecida no País, através das diatribes lançadas do Funchal para o 'rectângulo'?
Nem mais!

Contra as ordens e ameaças do rei da tabanca, Emanuel Rodrigues apoiou, e de rosto descoberto, a candidatura presidencial do Gen. Ramalho Eanes.


E lá o sr. Jardim disparatou chuvas de elogios ao general inventado,  que ele jamais vira 'mais gordo'. O tal de Soares Carneiro repentino challenger de Ramalho Eanes, presidente com quem o mesmo troglodita madeirense também não havia levado a melhor durante os quatro anos precedentes.
 
O ideal seria conseguir que Emanuel Rodrigues, presidente da Assembleia Regional, manifestasse apoio a Soares Carneiro. Então, poderia ser dito ao eleitorado insular e continental: Veja-se que até o Dr. Emanuel Rodrigues, que em 1976 foi mandatário de Ramalho Eanes, agora está com sua excelência o futuro Presidente da República de Portugal, o gen. Soares Carneiro!
 
Que fez Emanuel Rodrigues, perante o 'convite'?
Tratou de garantir a eternidade na presidência do parlamento regional? 
Perfilou-se perto do chefe madeirense de modo a escolher os cargos que lhe apetecessem ao longo da vida político-partidária?
 
Não.
O Dr. Emanuel Rodrigues não só recusou manifestar o menor apoio a Soares Carneiro como declarou, alto e em bom som, que o seu candidato preferido era evidentemente Ramalho Eanes, de quem já fora mandatário em 76.
 
Escusado será recordar o que se passou desde essa data - época em que chefe Jardim anunciava o fim da sua própria carreira política para 1984! 
Falar verdade é aquilo!
 
Atalhando caminho, temos que hoje o Dr. Emanuel Rodrigues, depois de "corrido" da Assembleia pelos seus co-partidários devidamente aguilhoados por Jardim, e depois de alvo de processo disciplinar no PSD por declarações a "O Jornal", semanário de Lisboa entretanto extinto, temos pois que o Dr. Emanuel Rodrigues representa uma linha de governantes e membros do PPD regional, poucos, sem estômago para engolir a mente totalitária do "armão das Angústias".
O Dr. Gaudêncio Figueira, que foi secretário regional, mandou bugiar a vedeta do desgoverno também por aquela altura de 80.
 
O mandatário de Miguel Albuquerque, independentemente dos resultados do dia 2 de Novembro, incute sem dúvida qualidade e credibilidade à candidatura desafiante, perante o descalabro da jardineirista imagem-forrobodó.
Se o Dr. Emanuel Rodrigues assume esse papel é porque considera necessária uma mudança qualquer no presidencialato que se agarrou ao poder regional como craca à rocha.
 
Emanuel Rodrigues, falando para o livro "Achas na Autonomia", deixou este propósito: "Daqui a 20 anos, espero que a liberdade seja mais ampla e apurada."
Essas declarações foram produzidas em 1995...
 
 

Emanuel Rodrigues discursando como presidente da Assembleia, na presença do ministro da República Lino Miguel e do governo regional para 1980-84. Jardim anunciou então que sairia no final desse mandato...



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Cultura, Culturas


 
 
FEIRA DA LAGARTIXA


Feira da Indústria ou da Lagartixa.


A Secretaria Regional do Turismo informa, no seu sítio oficial na Internet, que o “Centro Internacional de Feiras e Congressos da Madeira apresenta um vasto conjunto de soluções para a realização de eventos na área de negócios.
Este moderno complexo possui dois auditórios para 750 e 340 pessoas, com cabines de tradução simultânea; seis salas de conferência, com paredes móveis, com capacidade até 400 pessoas; palco multifunções e um sofisticado sistema de telecomunicações.

 

 
O Centro Internacional de Feiras e Congressos dispõe ainda de uma área para exposições com cerca de 5.000 m2.
A complementaridade das duas áreas contíguas - Centro de Congressos e Centro de Feiras - bem como a diversidade de equipamentos e serviços disponíveis, com especial realce para a videoconferência e o circuito interno de televisão, colmatam as diferentes necessidades num segmento tão específico como é o de Feiras, Congressos e Incentivos”.
 
 O Centro Internacional de Feiras e Congressos integra o Madeira Tecnopolo, localizado numa vasta área na margem oriental da ribeira de São João, na zona da Penteada. Aí foram gastos muitos milhões de euros. Aí deveriam realizar-se as feiras, os eventos que demonstram a pujança da economia da “Singapura do Atlântico”. Aí realizou-se pela primeira vez em 1999 a FIC (Feira da Indústria da Construção) promovida pela poderosa ASSICOM.
A FIC foi evoluindo em correlação forte e direta com a crescente “Loucura do Atlântico” e em 2011 o Madeira Tecnopolo já não teve capacidade para albergar uma das mais concorridas feiras do hemisfério norte. Foi então que os seus visionários timoneiros decidiram instalá-la na Avenida Arriaga, no híper moderno parque dos jacarandás localizado em frente à Secretaria do Turismo.
O sucesso foi tal, que a edição deste ano ali está de novo, virando definitivamente costas ao ultrapassado Madeira Tecnopolo. Pouco mais de 20 barracas de lona em representação de uma dúzia de empresas privadas e de uma dúzia e meia de instituições (em que não faltam as parcerias público privadas). E como sempre acontece nos grandes eventos da Madeira Nova as representações com maior sucesso têm sido as das unidades industriais de produção de poncha.
Caros Amigos, Caríssimas Amigas. Acreditem que vale a pena uma visita à FIC-Madeira. Está ao nível da Feira da Lagartixa!
Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal
  





 
   

Madeira ao Vivo




 
TELEFONES CORTADOS EM SERVIÇOS DO GOVERNO
 
 
Acabam de nos fazer chegar a informação de que a PT resolveu cortar ontem os telefones da Direcção Regional da Educação.
Como noutras áreas, a continha daquela Direcção subia perigosamente e a empresa fornecedora do serviço optou pela medida drástica.
 
Verdade? Mentira? Ainda nem tivemos tempo de autenticar a 'dica'.
Se for verdade e aquilo estiver incontactável pelos telefones normais, não estaremos perante nada de espantar. Aliás, se não for agora, será em breve.
Ali e no resto do caloteiro do desgoverno.
Não há dinheiro para um rolo de papel higiénico, quanto mais para o luxo dos telefones!
 
 

Madeira ao Vivo




ALBUQUERQUE SOLIDÁRIO COM HENRIQUE COSTA NEVES


 

O presidente da Câmara do Funchal assumirá nesta quinta-feira uma posição de defesa do vereador eleito na sua equipa Henrique Costa Neves, ontem ameaçado de processo judicial pela viva voz do chefe das Angústias.
Segundo conseguimos apurar nos círculos municipal funchalense e de candidatura de Albuquerque à liderança do PPD, a reacção pública destina-se a desvalorizar o 'velho truque do velho Jardim' de tentar intimidar quem lhe faz frente, brandindo o fantasma do tribunal.
Angustiado chefe Jardim usou e abusou desse expediente nestes 30 anos para desencorajar jornalistas e adversários. Mas de tal modo banalizou a trampolinice que a tornou motivo de riso e zombaria em cada novo episódio.
"Estive numa guerra, não tenho medo de nada nem de ninguém", sorriu Costa Neves ontem diante da câmara da RTP-Madeira, em resposta às ameças do chefe da tabanca.
 
Costa Neves produzira publicamente verdades irrebatíveis acerca da loucura executiva com que sua excelência sentenciou a entrada do porto do Funchal com obras, em fozes e aterros, de bradar aos céus. Falou dos perigos daí advenientes e realçou esta particularidade: quem foi posto à frente destes alucinados projectos produziu já qualquer coisa como a caríssima e fracassada marina do Lugar de Baixo.
Chefe das Angústias nada contrapôs à eloquente argumentação de Costa Neves, porque nada tem a contrapor. Fez o habitual: regougou qualquer coisa sobre o vereador e noticiou que as denúncias deste serão tratadas em tribunal.
Enquanto Guilherme Silva esfregava as mãos por mais uma fortuna que lhe cairá em cofre para tratar da risível acusação, Costa Neves previa: "Não vou perder um minuto de sono por causa disso."
Conhecemos Costa Neves, um cavalheiro com espinha dorsal e, efectivamente, "sem medo de nada nem de ninguém".
E achamos má ideia do chefe Jardim continuar a experimentar pôr pata em terrenos de que não conhece a real consistência...
 
 
Chefe da tabanca continua sem um apoiante que lhe manifeste solidariedade
 
Segundo a informação que nos chega, Miguel Albuquerque não deixará cair a posição do vereador, o que contrasta com o que se passa na área governamental: chefe Jardim tem apanhado vaias e copos de cerveja sem que nenhum apoiante seu, do vilão ao barão, apareça em público em defesa da honra do número um da tabanca.
Ao mesmo tempo, a reacção municipal mostrará o ridículo que é temer as 'bojardas' emitidas da Quinta das Angústias para a rua - ridicularias para ameaçar militantes laranja que se fartaram do ditador e aventar a "desgraça para o mundo e arredores" que seria o patrão perder as eleições internas.
 
Que o chefe da tabanca seja eterno, pois - uma vez que, se um dia sair daquela cadeira ou descer aos infernos convocado pelo demónio, todos teremos de arrumar os trapinhos, fechar a Madeira e embarcar para novas terras.
Sem ele, esta gaita fecha!
 
Aliás, continuaremos a estudar até à exaustão como foi possível a Madeira e os madeirenses existirem durante cinco séculos sem aquele espécime a desgovernar a senzala!
 
Um sujeito que mendiga votos para poder continuar sentado num trono de junta de freguesia, com dois vencimentos, casa de férias e viagens à Lapónia e a Bruxelas - e atreve-se a intimidar quem pretende libertar estas desgraçadas ilhas da clique instalada vai para um século!
Nem a craca se agarra tão fanaticamente à rocha!
 
Nas eleições de 1988, ele andou a choramingar "ajudei, ajude-me".
Em 1996, chorava em cima do palco dos comícios a cantar em francês à "Marie" e a pedir ao povo um último e irrepetível mandato! 
Em 2000 andou pelas comunidades a "despedir-se" mas provocando a 'vaga de fundo' para continuar alapado. Não houve a tal vaga de fundo, mas houve recandidatura.
Sem um traço de vergonha na cara, o sujeito.
Em 2007, agarrou-se à oportunidade Sócrates para interromper um mandato e ganhar outro completo de 4 anos.
Hoje, ei-lo a chorar pelas sedes partidárias, de freguesia em freguesia, a despejar lágrimas de crocodilo porque o malandro do Miguel Albuquerque o quer correr depois de ele ter conseguido 45 vitórias para o PPD - denunciando-se dessa forma nas suas reais intenções. Por essa ordem de ideias, ele não pode ser "corrido" até transferir-se das Angústias do Infante para as Angústias finais.
 
Acabará "corrido" como merece: na urna.
A dos votos.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012




JOTINHAS COM RECEIO DE IR PARA CASA DE NOITE



Os jovens do laranjal não andam aterrorizados com o 'papão' ou algum vampiro, mas com os operacionais do ex-líder, que rondam com gana os passos dos sucessores







 
Viu-se nestes dias como se transforma rapidamente de tórrido em insuportável o clima de guerra entre os actuais dirigentes da JSD-Madeira e os que saíram do poleiro naquela espécie de golpe de estado que tanto deu que falar.
O episódio mais recente baseou-se na tomada de posse dos novos membros da comissão política da JSD-Funchal. A nova onda chefiada por Rómulo Coelho botou os discursos normais da ocasião e a liderança deposta viu naquelas palavras uma série de provocações que não encaixaram bem.
Ou Pedro Pereira vivera mais uma noite turbulenta ou os sequazes tiraram partido dos nervos à flor da pele do chefe para o atiçarem a novo ataque aos sucessores.
 
"Analfabeto" para aqui, "analfabeto" para ali - eis a tónica do comunicado que, minutos depois da alvorada, corria pelas ruas do Funchal em direcção às redacções.
 
Resultado: os corpos dirigentes da Jota em funções tremem que nem varas verdes quando têm uma acção política à noite. Como chegar a casa em segurança, inteiros, sem alguma emboscada pela mão dos companheiros de partido, esses figadais inimigos que preparam o regresso de Pedro?
Soubemos das conversas que alguns dos actuais dirigentes, em pânico, trocam entre si, quando é noite e urge voltar a casa.
- "Eles" andam a rondar... Por amor de Deus, não desliguem o telemóvel! Só quando eu telefonar de casa é que...
 
Bom, chegar ao aconchego do lar são e salvo já não é proeza desprezível nos tempos que correm - dizemos nós - Mas não é tudo. Todos se lembram da fase da Herdade Chão da Lagoa, este mês. A zaragata estalou na véspera da bebedeira e da discursata jardinista lá em cima. Depois, a rapaziada de Pedro Pereira precisava de "conversar" com Rómulo Coelho e não o encontrava. Que fez então? Apedrejamento da casa do rapaz, para ele ver o que é bom.
Não estamos a denunciar quem apedrejou, só estamos a palpitar pela cabeça dos outros... porque não queremos ir parar a tribunal como vai o Eng.º Costa Neves à conta de ter apontado as azelhices do rei das Angústias no caso do aterro. Azelhices que normalmente acabam sem que ninguém seja demitido ou preso - reiteramos o que disse Henrique Costa Neves, já agora.
 
Pronto, no que toca à Jota, as coisas estão neste pé: a equipa de Rómulo ganhou o congresso jovem, tomou conta do poder, não hostiliza o candidato sénior Miguel Albuquerque nem anda na batatada com a oposição. É uma forma de lidar com a vida política. Mas não se livra de apanhar às unhas dos próprios co-partidários postos fora da Jota.
 
É um perigo andarem de noite? Também não faz assim tanto mal chegar cedo a casa. Há uns jogos novos na net, as novelas proliferam até à vomição, e depois não se gasta dinheiro sentado no sofá.
Que tal fazerem as reuniões da comissão política ao princípio da tarde? (muito de manhã, não, porque correm o perigo de encontrar pelo caminho os que chegam directos da night...)
 
A sério: quem havia de dizer que o laranjal seria o pior carrasco dos laranjas?
Há uma deputada que pede a todos os anjinhos (ou seja, os companheiros na jota de hoje) que esperem pelo seu sinal via tlm de que já chegou a casa!
  

Cultura, Culturas





ABANDONO E DEGRADAÇÃO DO EDIFÍCIO DA RDP-MADEIR​A







Há dezanove anos a RDP-Madeira transferiu-se da velha casa da Rua dos Netos para um novo edifício, na Rua Coronel Sarmento.
A 28 de Maio de 2011 os diferentes canais da rádio pública passaram a ser emitidos a partir do edifício da RTP-Madeira, no Caminho de Santo António.
Um edifício construído de raiz, que custou muitos milhões de euros, funcionou apenas dezoito anos!
Na altura do abandono dos estúdios da Coronel Sarmento, Martim Santos, diretor da RTP-Madeira, em entrevista emitida pela RDP, fez algumas declarações, que, aqui e agora, julgo interessante reproduzir. Segundo o jovem gestor, a mudança representava “uma redução de custos e um aproveitamento de sinergias entre a rádio e a televisão” e um investimento que permitia “dotar a rádio de melhores condições de trabalho quer a nível dos meios técnicos, quer a nível das próprias instalações”.
A mudança dum edifício projetado especialmente para a rádio e motivo dos maiores encómios aquando da sua inauguração, para um sector adaptado no prédio da televisão e com equipamento excelente para uma rádio escolar, custou “pouco mais de 1.300.000 €”. Uma ninharia se comparamos com a depreciação do edifício da Rua Coronel Sarmento, que ainda não completou vinte anos e já parece um velho. Anteontem ao passar frente àquela casa, onde trabalhei muitas e agradáveis horas como colaborador na área da educação ambiental, senti revolta perante o seu estado de abandono e degradação.
Seguindo a notável tradição de bem gerir a rádio e televisão públicas, um edifício que custou milhões vai ser vendido por tostões…
Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal
 
 





 
 
 

Madeira ao Vivo





SITUAÇÃO DE PEDRO CALADO PENDENTE



Conforme informámos, está de pé a possibilidade de o vereador Pedro Calado voltar a trabalhar na Câmara do Funchal a tempo inteiro.
Não se confirmou, para já, a sua saída do Grupo Sá. Mas dizem-nos dos Paços do Concelho que tal hipótese está em aberto e pode passar ao concreto a todo o momento.
Tudo está pendente da venda ou não, em breve, dos supermercados em questão a uma grande companhia internacional, sabendo-se que perto do negócio têm andado a Lidl e a Intermarché.
A demora tem a ver com estratégia negocial: quanto mais difícil for a situação da entidade vendedora, mais barata se torna a compra.
Os potenciais compradores reflectem...
Ultrapassada tal questão, poderá então dar-se a volta de Pedro Calado à Câmara para trabalhar a tempo inteiro.
 
 

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