sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Leituras



Jardim outra vez na 'revisão'



Com a ironia indissociável do tema, Agostinho Silva escreve sobre a mania que o 'Meio Chefe' tem de falar em revisão constitucional para mostrar que sabe 'umas coisas' de política.
 
Está tudo dito no artigo, mas achamos dever aproveitar para dar um conselho ao sua excelência das Angústias: se não consegue assunto para entreter as hostes, largue a revisão e faça como os outros, fale do tempo. Aliás, vosselência estava a sair-se bem nas oratórias sobre as 'alterações climáticas', embora não pesque uma da matéria.
Em último caso, vá dissertando sobre as virtudes da 'tolerância', como fez no Liceu, que ao menos preenche a barriga do povo com gargalhadas de ouvir nas Desertas.
 



Escreve Agostinho Silva no DN







"Jardim constipa-se e exige uma revisão constitucional; faz sol e lá vem a exigência da revisão; começa a chover e Jardim lembra-se de exigir a revisão da Constituição; falta-lhe dinheiro para mais desvarios e, claro, uma revisão vinha mesmo a calhar. Ganha eleições, pede uma revisão constitucional; perde metade do seu partido e saca do mesmo ‘ás de trunfo’: a revisão."

Todo o artigo em

http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/opiniao/357376-jardim-outra-vez-na-revisao


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Madeira ao Vivo



SE É ASSALTO, O CABECILHA ESTÁ NA TROIKA


Uma coisa é certa: não havia ninguém parecido com Ventura Garcês entre os trabalhadores que levaram a caixa multibanco.



Os agentes da 'Fénix' também apanharam hoje a curiosa cena de uns trabalhadores a retirar a caixa multibanco do Millenniumbcp, na Avenida Zarco.
Desconfiaram de um assalto e trataram de verificar se os executantes do trabalhinho não seriam cadastrados disfarçados de carregadores. 
Porém, depois da momentânea atrapalhação, recordaram-se de que as coisas se inverteram, passando os bancos a roubar o cidadão.
Depois, uma rápida reflexão: que significa esta retirada de caixa multibanco pouco depois de anunciada a extinção do cargo de delegado bcp na Madeira, que o Dr. Framcisco Santos vinha ocupando?
Os transeuntes também faziam as suas especulações, à medida que os homens arrancavam com ajuda de um guindaste a caixa inexpugnável - porque mais blindada do que os estatudos do chefe Jardim.
Alguém apresentou a hipótese mais verosímil: isto são ordens do Gaspar ou então vêm da Troika. Se Ventura Garcês é o único titular do mundo de uma pasta de finanças que não tem autorização para mexer em dinheiro, então o melhor é mandar notas e moedas para Lisboa, caixas e tudo, para evitar tentações - terá decidido Gaspar.
'Meio Chefe' também não pode ver uma nota de 10 € que manda logo abrir uma vereda para inaugurar o mais rapidamente possível, como se sabe.

Madeira ao Vivo



DEPOIS DAS ANGÚSTIAS, LIMPEZA DO PALÁCIO


A tropa começou a mexer depois do almoço com abraços e beijos nas Angústias. A foto é fresca de hoje, quinta-feira.


O nosso major general Tiago Vasconcelos não brinca com a tropa. Depois do rancho na Quinta das Araras, entusiasmado com a energia irradiada pelo sua excelência da tabanca, voltou à caserna a toque de caixa e pôs a maralha imediatamente a trabalhar.
Agora os ordenanças não têm mãos a medir, com mensagens para um lado, raspadeiras para outro, brochas preparadas, tintas para as paredes, cimento nas falhas. Uma espécie de aplicação militar extra para deixar apresentável o palácio da soberania.
 
O que não sabemos é se foi 'Meio Chefe' a sugerir os melhoramentos, com vista ao dia que ele sonha como o da entrada nas cobiçadas muralhas para desgovernar de lá de dentro para fora.
Ou terá sido apenas o nosso major general a querer deixar a casa fresca e arrumada ao sucessor comandante militar que deve estar a chegar?
Já agora, informamos o rei da tabanca do seguinte: Miguel Albuquerque, Victor Freitas e José Manuel Rodrigues, pelo que conhecemos das três peças, detestariam entrar na Quinta das Angústias em 2015 e encontrar aquilo com garrafas de conhaque pelos cantos, beatas de charuto dentro das louças decorativas, diários rasgados a eito, paredes cheias de humidade e telhado desfalcado.
Vá convencendo os empreiteiros Avelino e Jaime que há trabalhinho a fazer. A gente paga, como sempre.

Cultura, Culturas



A não perder, na          Photographia - Museu Vicentes



Imagem intercalada 1

RTP-Madeira




TÂNIA SPÍNOLA DEMITE-SE DE COORDENADORA


Esta imagem pupularizou-se em definitivo depois da 'maratona' informativa do 20 de Fevereiro de 2010.


A Redacção da RTP-Madeira acaba de sofrer uma baixa na sua estrutura de chefias. Tânia Spínola, que já vinha revelando indícios de insatisfação, meteu o papel para deixar o cargo de coordenadora de Informação.
Paulo Jardim, chefe do sector, passou um e-mail aos jornalistas esclarecendo que a saída de Tânia se deve a 'razões de ordem pessoal'. Porém, pelos corredores da casa correm rumores sobre um possível descontentamento da conhecida jornalista perante a filosofia editorial da televisão pública e da correlação de poderes desde a subida de Bruna Melim na estrutura redactorial, mau grado as boas relações entre as duas profissionais.
 
Tânia Spínola viu subir em flecha a popularidade que alcançara já entre os telespectadores da RTP-Madeira com a sua prestação como pivot durante as enxurradas do 20 de Fevereiro. Tratou-se de uma maratona com Tânia Spínola em directo, no estúdio, a apresentar ao público outro excelente trabalho que por essas ribeiras alterosas e ravinas em derrocada desempenhavam com bravura profissional os operadores de câmara da estação pública.
Dadas as qualidades criativas e organizacionais que aliara à sua forte presença no ecran, Tânia Spínola deixa uma lacuna que os responsáveis máximos terão de preencher com muito cuidadoso critério.
 



 


AO NOSSO MAJOR GENERAL TIAGO VASCONCELOS



 
 
 
 
Oh nosso!
 
Digo 'nosso' e não 'meu' porque a antiguidade é um posto e, ainda mais pelo papel que o camarada vem de representar agora, cada vez me convenço mais de que um alferes de 1975 deve ser considerado hierarquicamente superior a um qualquer major general dos dias que correm.


Além de fazer política pró-regime, o nosso tropa obrigou a horas extras os secretários regionais, depois de um estafante dia a entregar diplomas e a marcar na agenda mais entregas de diplomas. Até o Machadinho, que hoje se evita mais do Jam e da tasquinha de Santo António, apanhou com o frete. (Foto do nosso ex-JM)

Nem de propósito, foi o nosso major general 'bater-se' ao rancho das Angústias, 'centro de dia' frequentado por um ex-miliciano que nem na ordem unida mostrava queda militar e que propagandeava nada gostar de 'tropas lateiros'. Além, claro está, de nos anos 70 ofender quem libertara Portugal no '25' dizendo que os militares haviam ganho tiques efeminados.
 
Que o camarada de armas fosse às Angústias 'morfar', nada de especial. O primeiro-ministro veio há dias à Madeira dizer que o desgoverno da tabanca está a cumprir o acordo troikiano (bem pior do que draconiano) quando afinal também almoçou com chefe da tribo ajudando a engordar os défices regionais.
O problema foi o nosso major general ir para lá fazer política, gabando a "obra feita" na Madeira pelo anfitrião Jardim. O camarada entendeu agradecer a não-agressão do truculento guerrilheiro verbal das ilhas durante a sua comissão por cá e então sairam-lhe elogios em rajada, seguindo a lógica da evolução do sistema político-económico na tabanca - opinião sua.
No tempo em que cá esteve, o nosso general arranjou vagar para registar o "surto desenvolvimentista (aprendeu a expressão) não apenas económico, mas também cultural, político e cívico" com méritos evidentemente para o sua excelência das Angústias. Mas não lhe deu na vista o estado real da população, oprimida quanto a democracias, desgraçada, desempregada, esfomeada, emigrada, desalentada, desmoralizada - que é isso que existe hoje. Devia ter saído mais do Palácio de São Lourenço.
 
Tratava-se de um discurso de cortesia, onde soam mal as críticas. Mas então falava do Marítimo e do Ronaldo, para não arriscar as picadas do mato com minas anti-demagogia. O camarada sabia estar a fazer política pró-Jardim mas não se acanhou.
Ou por outra: o camarada falou com isenção e justiça. O comandante Robles é que fazia política, porque não agradava nem ligava um só bocadinho ao rei da tabanca.
 
Ainda bem, deixe que lhe diga, que uma peça desse calibre já tem guia-de-marcha para destroçar e andar. Mais uns dias cá pelo burgo e o 'nosso' ainda levava com uma rapa de cabelo e um fim-de-semana 'à Benfica' por cima, se dependesse de nós. 
Apanhe boleia do C-130 e quando chegar à capital do reino trate de arranjar um jantar com Cavaco, Jaime Gama e outros apreciadores do espírito democrático do 'Meio Chefe' Jardim.
 
No fim de contas, o nosso major general também deixa "obra feita" na tabanca. Garbo militar é que não mostrou nenhum.
 

Ambiente



"Baía do Funchal" - sucesso imediato





O Professor Viriato Soromenho Marques publicou no JL um artigo sobre o livro “Baía do Funchal – dinâmicas naturais e antrópicas”, que, pela sua importância, reproduzimos na 'Fénix' com a devida vénia.
Outra informação relevante: "Baía do Funcal" ocupa neste momento o terceiro lugar entre os mais procurados da semana no catálogo da Livraria Leitura http://www.livrarialeitura.pt/especial/os-mais-procurados-da-semana/
 
Aos autores, geógrafos Raimundo Quintal e Nancy Policarpo, as nossas felicitações.
 
 






quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Política



 
SEQUESTRO NO LARANJAL
 
 
 
Apresentamos este documento fotográfico, registado pela retaguarda dos dirigentes PPD, para tentar convencer 'Meio Chefe' de que a sua geração está em falta no Lazareto. (Foto Gregório Cunha)
 

 
A 'blindagem' anunciada pelo 'Meio Chefe' da facção reumática é eufemismo de 'sequestro'

 
 
O rei da tabanca não sairá pelo seu pé. Se os filiados a isso o quiserem obrigar, sua excelência faz como aqueles malucos que de vez em quando são notícia por se barricarem nas instalações de um banco ou de uma televisão qualquer.
A perseguição aos votantes em Miguel Albuquerque já começou. Aconteceu mesmo a muitos filiados com direito a lugar na bancada do congresso serem sumariamente substituídos por gente de confiança. Alguns continuam pasmados: como descobriram o sentido do meu voto?
Ora!
Sabe-se que 'Meio Chefe' resolveu centralizar ainda mais as máquinas do governo e do seu partido a fim de as conjugar uma com a outra de forma que ele possa proporcionar a tal 'blindagem' ao PPD-M, ou, mais precisamente, mandar e desmandar com poderes de sequestrador.
Um dos caminhos aponta para a refiliação, processo usado em tempos para 'limpar' o PPD-Machico dos desestabilizadores, ou seja, dos que pretendiam modernizar o partido mandando para a reforma o ditador e seus jagunços.
Com a provável refiliação, 'Meio Chefe' escolherá a dedo quem entra. Cheiro a município do Funchal é motivo para exclusão automática do freguês.
Depois, com a máquina administrativa regional nas mãos (ele é que trata da mobilização na Segurança e tudo), quem não se for inscrever à Rua dos Netos com promessas de voto no rei da tabanca sentirá efeitos dolorosos na carreira profissional.
 
Enfim, o homem não dorme para ter o partido sob sequestro quando se aproximarem as eleições internas de Dezembro de 2014.
E acha o Leitor Amigo que alguém se daria a estas maçadas para garantir a eleição de outro político, chame-se ele Manuel António, Cunha e Silva ou Miguel de Sousa?
O único objectivo daquele indivíduo é mandar. A Madeira pode afundar que ele não se impressiona, desde que mande até ao derradeiro glu-glu da populaça que se afoga.
Ele convenceu alguns filiados a votarem nele agora com a promessa de que era a última vez. Tal como fez em 1984, 1988, 1996, e por aí fora, até 2008. Trata-se de ganhar tempo, deixar mudar a conjuntura e depois declarar, a caminho das internas de 2014:
 
Hipótese A - Com a crise ainda pior do que estava em 2012, vejam o monárquico Miguel Albuquerque a tentar dividir o partido para facilitar a vida à oposição! Mas eu não volto a cara às novas dificuldades, não vou abandonar a política justo na altura em que a Madeira mais precisa de combatentes.
 
Hipótese B - Logo agora que a crise acabou e há dinheiro português e comunitário para investimento, logo agora que há estabilidade para se trabalhar, vem o Albuquerque tentar desestabilizar, para evitar que a Madeira recupere o desenvolvimento.
 
O sequestro do PPD não terá fim. 'Meio Chefe' tudo fará para continuar no tacho se chover e tudo fará para lá ficar se não chover.
 
O problema dele é que não lhe compete controlar o recenseamento da população em geral. De modo que se ele não apanhar uma vergonhosa derrota pelas mãos dos militantes laranja, em Dezembro de 2014, será corrido pela vitória da oposição em Outubro de 2015.
 
Os primeiros sinais, e bem palpáveis, estão reservados já para as eleições autárquicas do ano que vem.
 
 
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

'Fénix' Memória




NO TEMPO EM QUE O CHEFE SAIRIA EM 2011

Estamos todos aqui para nos divertirmos e não para arranjar aborrecimentos, que já são tantos na vida quotidiana. Mas também não vale encontrarmos elementos de informação susceptíveis de enquadramento na actualidade e fingirmos que os não vemos só para não bulir com certas figuras muito 'melindráveis' da praça.
 
Indo directamente ao assunto: sem querermos fazer de desmancha-prazeres dos delfins laranjinhas, que, pobres deles, já têm o chefe para os afligir, mostramos aos mais esquecidos uma edição do DN que fomos encontrar no meio de uns papéis.
Partilhemos o documento:

Estávamos em Abril de 2008. Edição sempre especial, a de domingo, dia de ir à missa e ao futebol.

No caso, vivia-se um fim-de-semana de ruído e muito entusiasmo, pela mensagem de esperança que o congresso do PPD-M deixava ao povo farto de milho e que inspirou a manchete ao Diário.

Mas, neste capítulo da sucessão que caracteriza desda há muito a vida social-democrata, há sempre um mas.

Um mas a que se junta um poderoso porém.

O nosso antigo colega Miguel Luís, como mandam as boas regras, começava a reportagem pela parte mais picante do congresso. Para os delfins sonhadores, tratava-se de dois parágrafos de abertura que já lhes traçavam o destino cruel. 

Miguel Albuquerque, como sempre, falava de peito aberto. Mas o resto dos relatos bem podia sair na passada segunda-feira, que não perdia actualidade.


Moral da história: esperem por Dezembro de 2014.
E que os delfins não nos levem a mal.


Observação de Aves na Ilha da Madeira




A observação de aves é um nicho de turismo com potencialidade nas ilhas e ilhéus da Região Autónoma da Madeira.
Sugiro a leitura do artigo sobre a observação de aves na Ilha da Madeira no seguinte no seguinte link:
http://www.ornithomedia.com/magazine/voyages/observer-oiseaux-ile-madere-00410.html
Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal
 
 

Madeira ao Vivo



Via rápida - túnel de Gaula
 
 


 

Lembrete ao presidente do PS-M

 






Caro Amigo Victor

A sua posição relativamente à propalada saída de cena do chefe das Angústias, lá para Janeiro de 2015, traduziu-se neste comentário: não, senhores, isso não é só sair; se insistir em transmitir o testemunho a um compadre, os socialistas exigirão eleições.
 
É uma forma de encarar o problema. Mas permita-me lembrar-lhe dois momentos históricos:
 
1. Mota Amaral deixou transitoriamente a Madruga da Costa a cadeira de onde geria os Açores e partiu das ilhas rumo a Lisboa, para lá ficar.
 
2. Durão Barroso deu o lugar de primeiro-ministro a Santana Lopes e zarpou para Bruxelas.
 
Lembra-se o Victor Freitas do que aconteceu ao PSD açoriano e ao nacional devido a essas golpadas? Nunca mais se endireitaram.
Ainda insiste em impedir uma transmissão de poderes atabalhoada nesta Região? Olhe que o homem até pode imitar os outros dois e fazer as malas para gozar a reforma na terra do Pai Natal.
 
Cumprimentos
LC
 
 



À OPOSIÇÃO








Caríssimos Senhores
 
Há poucos dias, troou veemente brado pelos pulmões de um de vós: o Dr. Jardim que vá para casa cuidar dos netos.
 
Agora, ouvimos outro de vós reagir à ameaça do grande chefe de que em Janeiro de 2015 dá o lugar a outro: não pode sair, não pode, e se sair exigimos eleições.
 
Entendam-se. Cheguem a um acordo. Por exemplo: o homem é obrigado a ficar, mas cuida dos netos à mesma, na Quinta das Angústias, que tem espaço.
 
Vá embora. Não pode ir.
E depois não querem que rei da tabanca ande por aí desorientado, que nem cabeça tem para governar a própria Rua dos Netos!

Cumprimentos
LC
 
 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Política



 
 O IMPOSSÍVEL JARDINISMO SEM JARDIM




(Foto Gregório Cunha)



Está provado que o líder de mais de 3 décadas é incapaz de preparar o PPD para a sucessão. Fica a impressão de que, para ele, quanto mais cacos na Rua dos Netos, melhor. Oh delfins enganados!



Do ponto de vista partidário, Jardim cometeu no congresso do passado fim-de-semana um erro grave que deslustra significativamente a sua longa carreira. Porque decisivo e praticado num contexto melindroso. Ele, que sempre condenou a forma leviana de Mota Amaral abandonar o PSD-Açores, sem se preocupar com o que pudesse acontecer ao partido após a sua partida para Lisboa.
Jardim acaba por não fazer melhor. Bem pelo contrário.

O chefe madeirense lidera hoje o PPD com metade dos militantes contra si. Vive obcecado por evitar a ascensão de Miguel Albuquerque ao seu lugar. E debate-se com a incerteza de, entre os próprios jardinistas, surgirem movimentações contra o nome de Manuel António, que Jardim pretende manter na frente de batalha enquanto estuda os acontecimentos a partir da retaguarda.
Todos sabemos que o chefe do laranjal anunciou um cento de vezes que se ia embora. Para depois ficar. Mas desta vez só faltou comprometer-se com a hora da despedida. Eleições internas a 19 de Dezembro, congresso a 10 de Janeiro.
E onde está o erro?


Se o chefe já nada mandava, agora que marcou a despedida, pior

Se Jardim falava com sinceridade quando, vezes sem conta, apontou como objectivo final da sua carreira garantir ao partido uma tranquila transição de liderança, para o que precisava de preparar esse processo com todos os cuidados, então a falha é clara.
A verdade é que se já poucos o escutavam até às eleições internas de 2 de Novembro, as atenções viraram-se para Miguel Albuquerque depois dos 49% do presidente da Câmara do Funchal. E a partir de agora, pior: conhecido que é o dia exacto em que grande chefe vai embora, muito menos ele conseguirá manter o partido em funcionamento normal. Quem obedece a um chefe a cair de cansado e que daqui a dias nada mandará?

Por feitio, ele ainda por cima tudo fará para impedir que Miguel Albuquerque chegue 'lá'. Viu-se tanto no seu discurso após as eleições internas como no da abertura do congresso, sábado passado. Essa atitude só abrirá mais brechas no partido. Mas é mais forte do que ele: grande chefe morre de ciúme perante o sucesso de Albuquerque. O que começou no dia em que leu nos gestos dos militantes e nas sondagens gerais uma popularidade, não de quem tanta obra fez, mas de um simples presidente de câmara.
O PPD-M será nestes dois anos aquilo a que o povo costuma chamar de 'trapicheira'. Mais ainda do que tem sido. Tanto prometeu preparar consensos para quando tivesse de sair e acaba por deixar uma Rua dos Netos em escombros.



A esperança de repetir o 'teatro' em Janeiro de 2015

Evidentemente que o chefe também pode não ter sido sincero nas abordagens periódicas à sucessão. Não nos esqueçamos dos nomes que em diversas ocasiões ele jogou para o grupo dos delfins com o fito de... dividir e reinar.

Ei-los que partem brevemente, adeus. (Foto Gregório Cunha)


Como noutras ocasiões, ele pode ainda hoje sonhar com a hipótese de "realizar a (sua) esperança", como diz o título da moção que levou a congresso. Que esperança? A de continuar nas Angústias enquanto se aguentar de pé. Sim, pode muito bem o homem julgar ser possível chegar a fins de 2014 e agitar o agravamento da crise para se dizer pronto a continuar "o combate em defesa da Madeira". Daquele cérebro espera-se tudo.

Só que as coisas mudaram. Definitiva e decisivamente. Hoje não chega o patrão dizer que afinal continua no cargo para que todos se resignem a esperar mais quatro anos. Isso foi com Miguel de Sousa, João Cunha e Silva, um pouco com Sérgio Marques e, agora, com Manuel António.
A lição de 2 de Novembro diz que há um candidato cheio de possibilidades à espera do momento certo. Que se 'borrifa' para os prazos do chefe. 



Resta saber se Albuquerque se candidata em 2014 - peregrina dúvida de um comentador na TV

Mal acabado o congresso do fim-de-semana, ouvimos a um comentador na televisão: resta saber se Miguel Albuquerque apresentará candidatura em 2014.
De gargalhada. Depois de enfrentar Jardim numas internas de que ninguém fazia a menor ideia que resultados proporcionaria. Depois de dar a cara e granjear apoios de elementos corajosos, que sabiam cair em desgraça perante o ainda líder. Depois de arrebatar metade dos votos ao grande líder e à mítica máquina de Jaime Ramos. Então seria agora que Miguel Albuquerque, chegando às eleições de Dezembro de 2014, diria: bom, eu já fiz o meu papel, agora vamos votar nos candidatos que aparecerem...


A blindagem só funciona quando o povo deixa
 

Chefe Jardim tem 'alguma' preparada. Julgávamos que trataria de acabar com a eleição directa, por ser-lhe um pouco mais fácil arranjar delegados dependentes do sistema que o votem em pleno congresso. Coito Pita, jardinista, defende o fim das directas.

Incerteza, dúvidas, insegurança, preocupações. Como Jardim gosta. (Foto Gregório Cunha)


Mas Jardim não enveredou por tal estratagema e marcou eleições para 19 de Dezembro. Que raio de blindagem será então a pretextada pelo chefe, quanto à política de militantes?
Claro: admitir no partido apenas os que interessam, os 'arianos' que votam Jardim - ou quem ele indicar. E procurar muitos até um ano antes da eleição. Calcorrear becos e veredas, sr. Jaime Ramos, Machadinho, Freitas, meter por atalhos e cabeços para convencer o sr. Manuel e a D. Piedade!
O problema é que sr. Manuel e até D. Piedade já sabem ler e têm televisão com vários canais de informação.
O que o desenvolvimentismo social-jardinista foi fazer!


Jardim usa autárquicas para tentar encalacrar Albuquerque

Miguel Albuquerque, porque 'desempregado político' depois das autárquicas de 2013, dispõe de um 'ano sabático' para preparar a corrida à liderança do partido.
É tudo a correr mal ao grande chefe, que, na situação desesperada em que se encontra, idealizou uma 'camisa de onze varas' para tentar dominar o diabrete da Câmara.

Então como será nas eleições autárquicas? - ri-se nervosamente o chefe - O burguês monárquico Albuquerque pretende ser líder do PSD e vai apoiar uma candidatura independente, contra o nosso partido? Vai apoiar o candidato do PP? Ou vai apoiar o nosso candidato, Bruno Pereira?
Raios de alternativas para o sr. edil funchalense: apanhar com o odioso dos militantes ou apoiar aquele que o traiu no caso das eleições internas!
Bom, apoiar o candidato do PP é rábula do chefe, para entreter o pagode.
Alinhar com independentes também seria, na prática, combater a candidatura social-democrata. Traição ao partido.
Resta apoiar a última hipótese, que é apoiar a equipa laranja. Mas, obviamente, Miguel Albuquerque não pode fazer campanha pública por Bruno Pereira, depois do que se passou. O próprio eleitorado PPD não lhe perdoaria esse gesto hipócrita a que Jardim, inteligentemente, o quer obrigar. Pode-se votar numa candidatura municipal sem andar aos saltos num palco abraçado ao cabeça-de-lista.


Bruno vai perder as eleições no Funchal

De uma forma ou de outra, com apoio de Miguel ou sem ele, o PPD perderá as municipais no Funchal. Com Bruno Pereira ou com Sérgio, quem quer que seja. Embora Bruno tenha um acréscimo negativo, o da 'traição' a Miguel Albuquerque. Caiu muito mal.

Bruno Pereira na facção errada. (Foto Gregório Cunha)


Enfim, só por muito má cabeça da oposição se verificaria outro resultado. Porque a derrota emerge do ainda líder do partido. Os próprios militantes agradecem-lhe o bocadinho, mas querem-no fora. E os eleitores em geral, incluindo os simples simpatizantes do PSD, esperam pela próxima oportunidade para lhe mostrarem o 'vermelho'.
É o que teremos nas autárquicas.
Custa ver um líder tão antigo e experimentado vegetar infantilmente na ilusão de que o seu problema é dentro do partido, porque entre os madeirenses em geral goza de simpatias. Que desfasamento da realidade!


Populaça rebela-se contra o eterno rei da tabanca

Que levou a populaça regional a rebelar-se contra quem 'tanta obra fez'?
Pois, finalmente a populaça cai em si. A crise ajudou a despertar e a reflectir. A dívida oculta. Os gastos públicos para beneficiar amigos, JM e outros caprichos de sua excelência. Para quem precisa urgentemente de apoios, nada. Os expropriados que esperem pelo dia de São Nunca. Aquele fiasco das Sociedades de Desenvolvimento, agora em hasta pública nas feiras de velharias! As promessas de dinheiro que Garcês sabe não conseguir lá fora. O péssimo relacionamento com Lisboa, dadas as brejeiras provocações do chefe da tabamca, precisamente quando mais se aconselhava normalidade institucional. O duplo vencimento de quem deveria dar o exemplo.
E a populaça quer ver contas prestadas.

"Estou farto de ser o bombo da festa", queixa-se o chefe, para, como sempre, pôr-se fora do que corre mal. Se não é da maçonaria, é da trilateral. Ou de George Bush. Ou de Lisboa. E se há provas de que as culpas estão na Região, chefe foge rapidamente alegando que nunca assinou nada.
Triunfo eleitoral? Esta foi a minha enésima vitória.
Deslize eleitoral? Vamos já encontrar os culpados para os limpar.

A votação no congresso foi para uma só facção. Mas veja-se a privacidade: tudo às escâncaras, com protecção... transparente. Ainda assim, contas bem feitas, Jardim só averbou 67% dos eleitores inscritos.


É assim que chefe acaba com os coordenadores concelhios. Albuquerque ganhou no Funchal (60%!) e em vários concelhos rurais. Então, dedo apontado a Cunha e Silva, Manuel António, Miguel de Sousa, Miguel Mendonça... para disfarçar a realidade: os militantes não castigaram eleitoralmente esses coordenadores, que aliás mal conhecem. Eles votaram por duas razões: por Albuquerque e contra Jardim.
Pior ainda decidiu grande chefe: agora é ele mesmo quem tomará conta da missão que competia àqueles. Vai tratar directamente com os concelhos e freguesias.
O desastre ganha novas proporções.


Manuel António 'queimado' pelo mentor


E o caso especial de Manuel António Correia, se acaso chefe Jardim o deixar ir a votos internos em Dezembro de 2014? Só por representar o que resta do jardinismo, parte logo derrotado. Para mais, enfrentando o arcaboiço eleitoral de Miguel Albuquerque, mostrado nas internas de há semanas e nas municipais do Funchal que ja fez, onde sempre ganhou mais folgadamente do que Jardim, tanto em regionais como em nacionais.

Manuel António nunca escondeu as ambições - legítimas - de chegar à liderança do PPD-Madeira. O seu exercício no governo é dedicado claramente a esse objectivo. Mas caiu num erro fatal: julgou ser mais fácil alcançar a presidência do partido - e a do governo - se amparado por Alberto João Jardim.
Outros pretendentes ficaram pelo caminho em resultado da mesma presunção.


Miguel de Sousa e Cunha e Silva também acreditaram no jardinismo sem Jardim

Miguel de Sousa, provavelmente a figura mais capaz de satisfazer os que se enquadram neste regime - o 'Independente' de Paulo Portas  chamava-o 'menino bonito do governo regional' - sobrevive politicamente hoje numa cinzenta vice-presidência da ALM. Uns 20 anos depois de receber uma nomeação para sucessor, em pleno congresso, desmentida três ou quatro escassos dias depois do anúncio.

João Cunha e Silva não fugiu a desconsiderações como as que sofreu Miguel de Sousa estes anos todos. Depois de o chefe lhe ter cedido o 'Ferrari' que pediu para correr à liderança, ei-lo hoje ao volante do bólide, na vice-presidência do governo, bem sentado, mas sem poder ultrapassar o seu subordinado Manuel António.
Situação estapafúrdia. E humilhante.
Quem trata assim os barões do PPD não é a oposição, é o chefe deles.
Muitas conversas tivemos com aqueles delfins sobre este tema. Eles não rebatiam demasiado o que dizíamos: que nenhum seguidor de Jardim seria o futuro chefe, porque, na altura em que ele saísse, a populaça estaria saturada de jardinismo.
"Esta posição (de apresentar candidatura) só tem sentido se houver base nos militantes e nos cidadãos em geral", disse agora Manuel António Correia em congresso.
Pois o problema reside aí. Manuel António Correia, tal como Cunha e Silva ou Miguel de Sousa, não está excluído tanto pelas suas características políticas, pelo seu trabalho. Mas por representar uma linha que já desapareceu da confiança e da simpatia popular.
Cunha e Silva, claro, tem agarrado a si o estigma do descalabro em que resultaram as Sociedades de Desenvolvimento. Ele foi um executante do projecto, mas queimou-se na Região. Mesmo assim, continua a ser o cúmulo da lealdade ao chefe que o 'entalou'. Veja-se a Mesa do Congresso que constituiu agora: Baeta, Ismael, Arlindo e Emanuel Gomes, autarcas fiéis ao regime, tão velhos que já não se podem recandidatar e que, desta forma, o vice mantém a seu lado.
Será que estes já 'batidos' políticos ainda acreditam no jardinismo sem Jardim? Pois Jardim não acredita. Nem nunca acreditou.


Sérgio Marques não põe em prática o que pensa

Sérgio Marques apanha por tabela, mas em grande parte por culpa própria. Os madeirenses que acompanham a política e reconhecem nele um quadro inteligente, com espírito de chefia e saber que transmite confiança, também não lhe perdoam ter-se deixado enxovalhar - é o termo - pelo patrão Jardim. Foi o caso do 'Único Importante' (quando das Europeias), foi a candidatura à Câmara do Funchal (nomeado e desnomeado).

Ironicamente, diríamos que Jardim aqui inspirava-se para o ataque feio que fez ao governo de Passos Coelho no 'boca pequena' do JM, no dia seguinte ao congresso. (Foto Gregório Cunha)


Logo, Sérgio terá de meter por atalhos úteis se quiser chegar-se à frente da corrida, para integrar por cima uma equipa dirigente.
O ideal seria colocar em campo os seus reais princípios políticos e pessoais, mas já é tarde.


Albuquerque: o segredo foi demarcar-se


Miguel Albuquerque usa uma frase gasta... e que funciona: "Eu penso pela minha cabeça."
Agora mesmo esclareceu, quando Jardim, no congresso, proibiu  as idas de militantes a debates em nome do partido (visando Albuquerque) . "Eu falo sempre que me apetecer", esclareceu Miguel mal o jornalista formulava a pergunta. 





Miguel Albuquerque não se acanhou no congresso e criticou abertamente os discursos do chefe, contra a unidade partidária.


Albuquerque percebeu que os filiados social-democratas, e até o povo em geral, procuravam quem se demarcasse claramente de Jardim. E, a menos que o mundo político dê uma volta maluca, admitimos que ele encontre um dia muito maiores dificuldades na luta com a oposição do que na disputa da liderança do PPD.


Barões no seu próprio velório
 

Será em pose de velório que os barões do PPD acompanharão as movimentações da luta pelo poder interno. Muitos deles sabem que estão 'pelas peles' os lugares que Jardim lhes arranjava, com direito a carro e a motorista para levar pãozinho fresco a casa, logo de manhã.
E que os indícios actuais prenunciam mudança radical no PPD, em fins de Dezembro de 2014, inícios de 2015. Incluindo caras. Evidentemente - como nos dizia hoje um miguelista que já canta vitória -, a futura nomenclatura dos Netos contará com muitos dos actuais activistas. "Felizmente há muita gente de valor, mas é verdade que temos de mudar o partido", revelou a nossa fonte.


As falácias do chefe

Grande chefe, resistente, procurará empregar as velhas falácias ainda para se agarrar ao poder ou ao menos impedir a subida de Albuquerque. Uma dessas falácias foi reensaiada no centro de congressos, com Jardim a dirigir-se a Passos Coelho. Repetiu-se o chefe: "Acima de tudo está a Madeira, o PPD não passa de um instrumento para defender a Madeira."
Bom, confirmamos que o PPD tem sido arma usada por ele para apresentar reivindicações a favor da Madeira. Mas isso porque ele sabe que só continua no poder conseguindo 'coisas' para a Madeira. Para dizer toda a verdade, grande chefe devia dizer: eu uso o PPD porque preciso de melhorar a Madeira e melhoro a Madeira porque quero continuar no poder.

Esta liga-se a outra falácia: a da gratidão que os madeirenses lhe devem.
Os madeirenses devem-lhe gratidão? Ora, ele é que deve gratidão aos madeirenses, porque à custa de todos os contribuintes conseguiu vida regalada para si, prenhe de viagens, honrarias e festas, e riqueza para os amigos e compadres políticos. Ele foi pago para trabalhar - pago e bem pago. Ele é que deve gratidão aos madeirenses. O que os madeirenses lhe devem é um ajuste pelo 'espatifanço' que fez dos meios que lhe depositaram em mão para ele gerir.


Um inesperado 'desempregado político'

Esperemos que a justiça financeira funcione um dia com efeitos retroactivos, porque nunca é tarde. Para já, como dizem os miguelistas com cinismo, há que ficar a ver sua excelência "realizar a esperança".
Depois, confirmar se  Miguel Albuquerque ganha o PPD, dentro de dois anos.

Depois de tantas e encarniçadas lutas, ofensas, guerras, pergunta-se: chefe Jardim não podia ter escapado a tudo isto? (Foto Gregório Cunha)


Uma coisa é certa: se Albuquerque substituir Jardim também na Quinta das Angústias, terá por resolver um bicudo problema logo à entrada, já que as estatísticas acusarão um novo e especial 'desempregado político' a partir de 11 de Janeiro de 2015.


Esta segunda-feira na 'Fénix'
 
 


JARDINISMO: SEGUEM-SE DOIS ANOS DE VELÓRIO



Foto Gregório Cunha


Jardim acaba de cometer um erro político, o mais grave da sua carreira. Imperdoável para quem anda nos  40 anos de exercício público diário, sem férias. O jardinismo cai de morte assistida. As consequências, até porque não ficam sapatos de defunto, serão drásticas para os órfãos do sistema lançado em 1978, condenados a velar a saudade durante os dois penosos anos que se seguem, antes da retirada ou do 'golpe de rins'.

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domingo, 25 de novembro de 2012

Madeira ao Vivo



Máquinas atentas
 

O negócio não pára. É verdade que a fraca intensidade registada nas chuvas, comparativamente ao que os avisos 'vermelhos' ameaçavam, acabou por não render, por enquanto (e em definitivo, esperamos), aquilo que os empresários das retroescavadoras previam. Mas, esta manhã, lá estavam camiões e mais camiões, retroescavadoras e mais retroescavadoras, em cima da marina do Funchal, para limpar o que a Ribeira de São João trouxera da montanha para baixo.
Pouco substancial, mas em tempo de crise é aproveitar o que há. E lá os carros da Tecnovia entravam para carregar e saíam com umas poucas de pedras.






Democracia



25 de Novembro em festa 'reacça'



Lino Abreu, Miguel de Sousa, Paulo Fontes e Coito Pita sentiram o patriotismo democrático em 25 de Novembro, mas não chegaram a apanhar o 25 de Abril.


Quando a reacção, aproveitando uma bem orquestrada onda de boatos, fez deter a Revolução dos Cravos, na golpada de 25 de Novembro de 1975, os saudosistas do antigamente trataram de 'passar uma esponja' sobre o 25 de Abril. Para erradicar da História essa 'nefasta' data.
Compreende-se, embora não se aceite, o papel dos reacças que haviam perdido os privilégios oferecidos pelo salazar-marcellismo, muitos deles mesmo valendo-se hipocritamente da Primavera Marcellista para ganhar balanço na ala liberal rumo a uma nova situação então na forja.
 
Agora o que não se compreende é que aqui na Região, onde explodiu uma fase autonómica na sequência do 25 de Abril, os compadres laranja por agora maioritários e com vida política a prazo (até 10 de Janeiro de 2015) se recusem a comemorar no parlamento a Revolta do MFA e dêem espectáculo no dia de hoje, 25 de Novembro.
 
É o caso destes 4 cavalheiros que aparecem na imagem aqui acima. Depois do seu cafèzinho nas esplanadas centrais, eles vão entrar na ALM no seu fato de sempre, muito senhores de si, a fim de cantarem juntos os méritos da contra-revolução. Trata-se da coligação PPD-PP, constituída pelos partidos que compareceram hoje diante de Miguel Mendonça, uma vez que a oposição se negou a participar na fantochada - e muito bem.
Os senhores Lino Abreu (PP), Miguel de Sousa, Paulo Fontes e Coito Pita entram no edifício da democracia e da autonomia irradiando fervor novembrista. Apostamos como, em 2015, rondarão os meandros do futuro político da região a tentar saber como participar nas comemorações do 25 de Abril.
O que mais em moda está é 'passar a esponja' no que não interessa.