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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Delícias da Madeira Nova



ANGÚSTIAS DESPACHAM OPORTUNO ESCLARECIMENTO SOBRE OS ÍNVIOS CAMINHOS DO 'MEIO CHEFE'

Com o tempo que perde a desmentir as notícias do Diário, sua excelência obriga-se a desfalcar as câmaras para reforçar o governo

Para o caso de alguém não saber, o rei da tabanca é este campónio ao pé de Cunha e Silva e dos seguranças que, comparados com grande chefe, no vestir parecem uns doutores.


Fomos alarmados esta manhã pelo estardalhaço da edição do ex-JM à volta de um desmentido emanado pelo presidencialato das Angústias.
Na chamada da frente, lê-se que a "presidência do GR desmente notícia do DIÁRIO". Em desenvolvimento na última página,  percebe-se que há "Mais uma mentira do diário do Blandy".

Lá veio a publicação dos Ingleses implicar mais uma vez com o 'meio chefe' (agora só chefia metade dos militantes do PPD) por causa da bagatela do desemprego na Região, se calhar mais uns 500 ou 600 vadios a inscrever-se - pensámos nós.
Ou então é nova investida no requentado tema da pobreza e da sopa do Cardoso a que recorrem diariamente representantes da classe média.
Ou será por causa da estafada e gasta dívida oculta, de que o MP deveria ter dado despacho até fins de Outubro? Lembram-se da 'Cuba Livre'?
Ou tratar-se-ia simplesmente de algum desencontro de Ventura Garcês com o chaufer de Vítor Gaspar por causa das contas da troika?

Este senhor, apesar da barreta estilo 'cigarrilha', é 'meio chefe' do PPD e percorreu toda a freguesia da Ribeira da Janela, depois dos temporais.


Para evitar mais dúvidas, fomos ler a notícia. Ficámos descansados. Não está em causa mais uma das baboseiras institucionalizadas no quotidiano regional. Desta vez, há um assunto gordo para esclarecer.
E o presidencialato esclareceu.
 
Do que percebemos, os senhores do Diário insinuaram que chefe das Angústias visitou as zonas atingidas pelo mau tempo... de pantufas. Como quem deita uma vista de olhos pelo quintal antes de se deitar.
Em linguagem futebolística, o homem teria imitado aquele extremo goleador do Benfica dos anos 70, Nené, que saía do campo sem ter sujo os calções. Mas com golos na conta pessoal.
 
Para que os leitores do DN saibam, o esclarecimento oficial explica, porque o assunto é sério: ao contrário dos títulos demagógicos do sinistro jornal da Rua Fernão de Ornelas, sua excelência "atravessou ontem toda a freguesia da Ribeira da Janela".
Deduz-se, pois, que o DN insinuou que o homem não havia atravessado toda aquela freguesia nortenha - ou por comodismo ou por falta de gasolina ou por falta de tempo.
Por mais que o DN insista, ele passou por lá... "em toda a freguesia", não apenas até à igreja, não apenas em dois sítios dos mais acessíveis.
 
É com ataques desta gravidade, como releva superiormente o texto das araras, que os responsáveis pelo DN arrastam "todo o Grupo Blandy, suas famílias e empresas para uma insólita guerra política que só prejudica a estabilidade e a economia da Madeira". E se isto chegasse aos ouvidos de uma Merkel? De um Obama?
 
Mas produzir estes avisos surte algum efeito naquela gente?
O mesmo do que nada.
 
Embora correndo o risco de nos ligarem ao regime, neste caso somos forçados a sublinhar a má vontade na descrição dos factos.
É que basta olhar-se para as fotografias do ex-JM para vermos a prova de que grande chefe andou a bom andar por aquelas recônditas e maltratadas regiões do Norte da Madeira. De carro confortavelmente climatizado, mas andou.
Para evitar confusões, sua excelência percorreu aqueles lugarejos em dias diferentes, mas sempre com a mesma roupa, por uma questão de identidade. Aquela barreta do tipo cigarrilha de outrora é inconfundível. Depois, ele não tirou a gravata em dois tons de azul e cor-de-vinho nem o casaco axadrezado que é marca sua e que dá para jogar às damas nos momentos de repouso. Idem com o sobretudo com gola castanha ao estilo dos cabreiros da serra.
Verdade seja dita, o nosso particular Amigo Silva, da segurança, ao pé do rei da tabanca parece um doutor a vestir, no seu fato escuro com gravata azul-branca às riscas oblíquas.
Mas o homem da tribo é assim mesmo, está sempre em roupa de trabalho, de um mau gosto invariável esteja na feira do gado ou numa recepção no Reid's.
 
Voltando à carga, tentemos exigir menos do governo regional, porque as pessoas lá empregues, depois de tanto tempo sem nada fazer, porque Lisboa manda em tudo, desabituaram-se de trabalhar.
Veja-se a última peripécia: Manuel António Correia, não encontrando meio de se comunicar com o poder local, apesar de passar o tempo nas festas do limão, do pero, da castanha, do tabaibo e por aí fora, e porque são avassaladoras as necessidades de proceder a esclarecimentos governamentais, acaba de dar uma machadada na equipa municipal de Albuquerque, a fim de reforçar a sua equipa do Golden. 

3 comentários:

Anónimo disse...

Por essas e por outras críticas ao vestir Presidencial, há uns anos atrás o homem expôs-se quase nu! Não foi o suficiente para este povo ver que o Rei ia nu mas já vai "enxergando". Pouquinho mas vai...

jorge figueira disse...

Há 44 anos, quando alguém importante aparecia em certos aquartelamentos do interior da Guiné, os que por lá estavam a contar os dias em falta para o regresso, diziam: secha passa na mecha. A razão era simples o avião tinha de aterrar com a luz do dia em Bissau. Às vezes até era simpático ter alguém de fora com quem beber uma cerveja oferecida pelos que ficavam. Havia confiança mútua nesse tempo. As coisas com a "tropa" moderna não são bem assim. Há, entre nós, a nova modalidade da "cerveja voadora"... Convívios, sim, mas próximo das cruzinhas eleitorais.

Anónimo disse...

Eu ando distraído ou o Bruninho foi para o gabinete do Manuel António?