sexta-feira, 31 de maio de 2013

POLÍTICA DAS ANGÚSTIAS / SÁBADO


JARDIM NÃO QUER ALBUQUERQUE
A INTERVIR NA FESTA DO PPD


Há barões a tentar demover o chefe, para evitar que a substituição do presidente da Câmara pelo candidato Bruno Pereira pareça nova retaliação.



O líder do PPD tem fisgada a ideia de deixar Miguel Albuquerque fora do programa de intervenções na festa do partido, em 28 de Julho.
Isto se os membros da comissão política mais perto de Jardim na pretérita reunião ouviram bem os comentários do chefe a propósito daquilo que pretende ver na Herdade Chão da Lagoa. 
Os discursos são para candidatos e não para presidentes que estão de saída. Foi o que alguns comissários ouviram da boca do chefe. 
Ou seja: fala Bruno Pereira, cala-se Miguel Albuquerque.
A predisposição presidencial não transpirou para o falatório público, mas, no já de si escaldante ambiente no laranjal, perpassa mais esse motivo de descontentamento, a juntar a tantos outros.
Alguns daqueles que nas anteriores eleições internas apoiaram Jardim entendem que, apesar de a festa de Verão se realizar a caminho das eleições autárquicas, o que confere algum sentido à ideia, esta cairá muito mal na opinião pública. Não só entre os eleitores social-democratas, mas também nos outros. Há quem se proponha, de resto, demover o chefe da comissão política.
Discutível. Num ambiente partidário normal, ninguém contestaria que falasse Bruno Pereira, para bom uso eleitoral do palco. Só que o comportamento anti-desportivo do grande chefe desde que Albuquerque se assumiu como pretendente à liderança conseguiu dar legitimidade a todas as interpretações. É assim que uma medida de interesse partidário pode ser lida como perseguição a Miguel Albuquerque. Um trunfo cedido grátis por Jardim ao presidente da Câmara.
Vejamos um pormenor interessante: o patrão da festa na serra, Jaime Ramos, com mais sentido prático do que o homem das Angústias, decidiu não levantar obstáculos à venda na Herdade Chão da Lagoa das bebidas a fornecer pela Empresa de Cervejas da Madeira, de que é administrador o seu actual adversário interno Miguel de Sousa. Oferecer argumentos para vitimização? Nem pensar.
Jaime sabe muito.


Os Miguéis não faltarão ao conclave de segunda-feira


Julgava-se que acabariam por faltar. Para demarcar terreno. Mas não. Miguel de Sousa e Miguel Albuquerque vão a jogo.
Da sua parte, e apesar de conhecer os propósitos do seu rival superior, Albuquerque não dá o flanco e comparecerá na mesa redonda da próxima segunda-feira que, sob a égide de Jaime Filipe Ramos e iniciativa de Jardim, debaterá o futuro do seu partido na Região. 
O mesmo acontecerá com Miguel de Sousa, mau grado as posições antagónicas no grupo parlamentar entre o vice da Assembleia e Jaime Filipe, no conhecido contexto explosivo em que vive a bancada social-democrata.
A presença de um e de outro faz também sentido.
Miguel Albuquerque não se poderia decidir pela ausência. Como candidato assumido à liderança, só pode estar presente quando é convidado a discutir o futuro do partido que quer liderar. Compete-lhe progredir, sem se queimar, no campo partidário que Jardim minou precisamente para o fazer cair na tentação de reagir mal e perder a razão. Provocações como as declarações públicas do chefe do governo e a exclusão do leque de oradores para a festa do partido não o têm feito, até agora, 'borrar a pintura'.
É ingrato para Jardim, mas: o que Miguel, enquanto candidato à liderança, deve fazer na situação a que o PPD chegou é... não fazer nada. É quanto lhe basta.


À espera da postura de Miguel de Sousa na mesa redonda

Quanto a Miguel de Sousa, compete-lhe igualmente debater o futuro do partido, até porque nunca se demitiu do seu papel de delfim. No entanto, não deverá ser nesta reunião de notáveis, segunda-feira, que o antigo vice do governo, ora em litígio insanável com Jaime Ramos, provocará a discussão do porquê de a Madeira e do PSD-M haverem chegado à difícil situação actual, identificação dos culpados e caminhos para as soluções.
Miguel de Sousa, como publicámos em peça anterior, anunciou essa ideia para mais tarde. Acrescentando que há-de aparecer palco para levar a cabo essa diligência.
Estaremos atentos, porém, à prestação do descontente dirigente laranja nesta jornada que abre a nova semana.

O que está por detrás da promoção de Jaime Filipe



O contexto dificulta uma missão
que poderia ser simples.
Jaime Filipe Ramos foi incumbido por Jardim de engendrar um plano de reflexão a respeito do futuro do PPD-Madeira. Não falta quem veja nesta missão uma saída encontrada pelo chefe para resolver um suposto problema que tem entre mãos: passagem à reserva do seu histórico braço direito e maquinista do partido, Jaime Ramos-pai. Assim: promove-se Jaime Filipe, afasta-se Jaime Ramos.
Os que se inclinam para essa hipótese estão a recuperar situações anterior do género, olhando ao que se passou em casos envolvendo figuras como João Cunha e Silva e Bazenga Marques.
Não acompanhamos essa leitura da situação. Jardim não quer perder um só apoiante quando sabe que precisará desesperadamente dos poucos que lhe restam em Dezembro de 2014, quando voltar a enfrentar Miguel Albuquerque nas eleições internas. E ao nível de partido, Jaime Ramos é sempre Jaime Ramos.
Jardim não concorre em 2014? Ah ah!


...E as críticas ao organizador

Jaime Filipe Ramos contará, pois, com a presença de todos aqueles a quem desafiou para o debate sobre o futuro do partido. Sabemos que João Cunha e Silva também lá estará na segunda-feira, no fórum da Fundação, salvo erro.
Todos comparecem. O que não quer dizer que não se estejam a transmitir notas discordantes pela 'rádio carpete' do partido. Jaime Filipe tem sido criticado pelas escolhas para o debate, por exemplo. Pegou em antigos militantes do PPD que saíram da Rua dos Netos para fundar outras formações políticas inimigas da maioria laranja e convidou-os agora para discutir o futuro... do partido que abandonaram e combateram. 
De quem estão esses críticos a falar?
O Prof. António de Freitas Aragão, antigo activista social-democrata e fundador do PDA, foi um desses convidados a merecer referência negativa. 
Até ouvimos censurar Jaime Filipe por ter metido na lista de participantes o nome de Emanuel Rodrigues, que desde há décadas pensa às avessas do partido e recentemente foi mandatário de Miguel Albuquerque nas internas..
Outro ataque: Jaime Filipe estaria utilizando a sua missão para mostrar serviço ao nível da sucessão. Ou seja, teria posto a circular que, sentando potenciais sucessores à mesa redonda, ganharia auréola de aglutinador de ambições em favor da unidade no partido.
Ora, o próprio Jaime Filipe sabe que, se tentasse o papel de protagonista de um encontro de delfins para fazer escolhas na sucessão, quase nenhum dos tradicionais delfins responderia à chamada. 

Persiste ainda outro cabo solto nesta saga dos debates sobre o futuro: a que propósito, perguntam peças conhecidas do PPD, com alguns deputados pelo meio - a que propósito é que, em pleno conflito entre Jaime Ramos e Miguel de Sousa, Jardim vai encarregar de uma missão importante o filho de um dos contendores? 
Para indiciar a sua posição no diferendo a favor de Jaime Ramos?
Para, como dissemos acima, promover Jaime Filipe e marginalizar o pai? 


Primeira campanha sem comícios não é boa ideia...




Quem é que haverá... quem é que ainda acha... que é o PSD... que põe a Madeira em marcha?


Uma coisa é certa: chefe Jardim pretende fazer render o processo de pensar o futuro do PPD. Por alguma razão, disse a Jaime Filipe Ramos que fosse trabalhando como entendesse e que só lhe falasse de conclusões para o ano.
Porquê? Cada qual que puxe pela cabeça.
Não vemos que se trate de entreter os dirigentes desavindos nos próximos tempos, ou não houvesse autárquicas pelo caminho - que auguramos as mais difíceis de sempre para o proceder arrogante do vencedor das 40 e tantas vitórias eleitorais (não sabemos se o número inclui as vitórias da UDP e do PS em Machico, dos socialistas no Porto Santo, algumas juntas de freguesia que escaparam ao PPD, os banhos presidenciais contra as campanhas de Jardim, etc).
Entretidos andarão eles... ou talvez não tanto assim. Hoje por hoje, figurar colado a certas candidaturas da lavra do chefe, e com ele na molhada, é sair também derrotado. 
Não haverá comícios. Logo, não virão Ágatas, Emanuéis, Carreiras, Marcos Paulos, Quins Barreiros. 
Sem dinheiro para imprimir um panfleto, o próprio chefe escreve no 'Madeira Livre' que a estratégia é o contacto pessoal com o cidadão.
Ora, não é sermos sistematicamente do contra, mas desta vez é que julgamos ser má ideia os candidatos PPD irem por aí de rua em rua, de beco em beco, de porta em porta. Eles sabem bem que não há ambiente para isso. 
"Caro amigo, estamos aqui para garantir a continuidade do nosso PPD e do sr. presidente que fez tanta obra..." 
Isso, atrevam-se com essa pelas ruas.
Quem me avisa...
Mais aconselhável será pegar num microfone, pedir ao Vasco para meter em cima de um barranco 2 ou 3 músicos do Galáxia, dos que fazem mais barulho, ordenar aos caciques que vistam os velhinhos do centro local com camisolas laranja, meia dúzia de frases corriqueiras para saírem na comunicação social, uns foguetes a ribombar e pronto, a coisa disfarça. Desde que o líder dos líderes não compareça, porque, nos dias que correm, só faz perder votos.
Ideias nossas, admitimos que possivelmente errada.



Mais Funchal matinal




- Aí estão as cerejas na rua. A 2 € e tal o quilo.

- O porto hoje não dá para a luz.

- A marina está bem preenchida. O pior são os barquinhos da praça que há dois e três anos não pagam renda. Alguns não se atrevem a zarpar para um passeio, porque ao regressarem podem ver o lugarzinho ocupado, e bem. 



Funchal matinal de hoje










- A Quinta Vigia (Angústias é mais correcto) vista desde um... buraco. Com a bandeira desfraldada.

- Mais um cão com a cor da sua sorte, a saciar a sede no fontanário de um hotel de cinco estrelas... mas, instruído como está por decreto-legislativo regional para se ocultar dos turistas, espera que o autocarro de turismo tape o ângulo de visão para a entrada do hotel. Na Madeira, nada é por acaso...

- Telas de solidariedade marginal em frente do Palácio de São Lourenço.

- Duas viaturas da PSP junto da ALRAM (e não são demais, face ao ambiente de cortar à faca naquela casa de saúde).

Donato Macedo


Galinheiro no passeio








Enviaram-nos estas imagens perguntando se a castiça armação foi colocada na Rua 5 de Outubro para proteger o crescimento de alguma planta entretanto 'falecida'. 
Julgamos que não. A ser assim, já teriam tratado da replantação ou então retirado a geringonça do local, meia dúzia de metros abaixo da entrada para o Instituto do Vinho (ex). 
Vamos mais para o lado de aquilo ser um galinheiro que a Câmara tem ali, de onde terão fugido as avezinhas. Por que não retiram então a geringonça dali? Porque as galinholas podem a casa tornar. E depois... para ornamentação, aquilo não está nada mal.





Sugestão de leitura para o fim-de-semana



Augusto Mateus, autor do profundo estudo.



Um colaborador do 'Fénix', especialista madeirense na área económica, enviou-nos os links para dois documentos de enorme importância para quem precisa de perceber o que vem acontecendo a Portugal de há uns anos a esta parte.
O primeiro documento consiste num estudo promovido pela 'Fundação Francisco Manuel dos Santos' intitulado "25 anos de Portugal europeu", de que se encarregou o professor e político Augusto Mateus. O autor do trabalho sugere um 'semi-falhanço' da adesão do País à União Europeia e explica os seus pontos de vista.

Essa importante peça pode ser encontrada por via do link

http://www.ffms.pt/upload/docs/23b69163-ee6d-4327-a324-03a0dfc0cfc5.pdf


Em reacção, várias personalidades juntaram os seus comentários à obra do antigo ministro Augusto Mateus. Pode ler esses depoimentos de Daniel Bessa, Elísio Estanque, Manuel Villaverde Cabral e Pedro Pita Barros no endereço seguinte

http://www.ffms.pt/upload/docs/83df0f51-1474-4c08-9b71-1cceda4414c6.pdf


Daniel Bessa, um dos especialistas que comentam o trabalho de Mateus.



Boa leitura. E não se esqueça de reparar nas parecenças que algumas passagens indiciam entre o processo económico nacional e o madeirense.

quinta-feira, 30 de maio de 2013


AZÁFAMA NA ZONA DO PARLAMENTO



Trabalhadores de vários ramos de actividade protestaram esta tarde contra "o primeiro roubo de um feriado", à semelhança do que aconteceu nos outros concelhos do País.
O governo nacional decidiu obrigar a trabalhar também na quinta-feira do Corpo de Deus e o mundo laboral sente-se "roubado". Foi a primeira vez... 
Dirigentes sindicais de várias áreas fundamentaram na concentração, junto do Parlamento, o porquê do protesto, com a hotelaria a considerar-se o ramo mais prejudicado.

Mas a Rua António José de Almeida apresentava-se muito agitada enquanto os trabalhadores desabafavam as suas mágoas.
Nas instalações do 'Café del Mar', novo estabelecimento em frente do Centro Comercial da Sé, entrava mobiliário diverso, com destaque para cadeiras de qualidade superior. O que nos leva a crer que o novo café-restaurante estará pronto para ser inaugurado a 1 de Junho.



Ao mesmo tempo, um funcionário da Assembleia, tirando partido da ausência do presidente Miguel Mendonça em Lisboa - vai ficar longe desta parvónia até domingo -, procedia à limpeza de paredes e varandas do antigo edifício da Alfândega, ouvindo-se um transeunte comentar, acidamente: "Essa varredura devia ser era cá em baixo, onde os gajos se comem uns aos outros para disfarçar os negócios!"
Apre!...

Ora, sem ser abrangido por esta bicada, entrava na ocasião lá para dentro o Eng.º Resende, que superintende as gigantescas obras do aterro à beira-mar.
Estranhámos ver o qualificado técnico passar o umbral da portaria parlamentar com um dossier debaixo do braço.
Que iria fazer o homem a uma instituição onde não há nenhuma criatura ligada ao sector da construção?! 


PLANTAS COM HISTÓRIAS 

- QUATRO TREPADEIRAS DA AMÉRICA TROPICAL



O décimo oitavo episódio da primeira série de PLANTAS COM HISTÓRIAS, intitulado QUATRO TREPADEIRAS DA AMÉRICA TROPICAL, já está disponível em:

Outros documentários da minha autoria podem ser visionados em:

Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal

Clytostoma callistigioides


Petrea volubilis


Solandra maxima





VENDA DO 'HOTEL MADEIRA'
SEM DESPEDIMENTOS


Hotel Madeira, na Rua Ivens.


Confirma-se a venda do conhecido 'Hotel Madeira' a um cidadão russo, embora, ao contrário do que anunciámos aqui, apenas exista ainda um contrato-promessa. A escritura será feita dentro em breve.
Outra nota que temos para divulgar, e importante, é que está garantido em absoluto o emprego dos actuais 18 trabalhadores daquela unidade hoteleira. Não haverá despedimentos, pois.
É uma boa notícia que desfaz as dúvidas que deixámos pendentes na peça anterior sobre o assunto.
O novo proprietário, que também conta com investimentos na Finlândia, comprou a sociedade do hotel, com o prédio, e mantém os 18 postos de trabalho - está confirmadíssimo.
Assim como confere o valor da venda que noticiámos: 2,7 milhões de euros. De facto, aquele hotel já foi avaliado em 4 milhões, porém há 3 ou 4 anos, antes de a crise ter chegado.
O hotel foi mandado construir nos anos 70 pelo então afamado advogado madeirense Dr. Luís Simeão Mendes, seguindo-se depois melhoramentos em fases posteriores.
O proprietário russo tomará conta do 'Hotel Madeira' em Julho, segundo apurou o 'Fénix'.


POLÍTICA DAS ANGÚSTIAS



LISBOA RESISTIU BEM
À FRÁGIL INVESTIDA INSULAR


Este quadro, embora pareça do século XIX, mostra os crânios a quem está entregue o País e a Região, hoje. Mas falta gente ali, desde Passos Coelho ao representante da República e ao bispo das 4 Fontes. 



A deslocação de Ventura Garcês a Lisboa provocou embaraços nos serviços logísticos do 'Fénix do Atlântico', e quer-nos parecer que devido a manobra intencional do gabinete do secretário das Finanças





Estes toalhetes a propagandear a banana da Madeira não resultam de promoção regional, mas da cafetaria de 'El Corte Inglés'

Assim que soubemos da viagem de Ventura Garcês, despachámos um agente a todo o vapor (embora de avião) com rumo à capital. É que o nosso correspondente nas Angústias não conseguia descobrir se Ventura estaria presente nas reuniões que sua excelência o rei da tabanca teria em Lisboa esta semana com o regedor do Boliqueime e com o nosso primeiro Passos Coelho. 

Seria que o homem que faz de ministro das Finanças da Madeira, sem ordem para mexer em dinheiro, estaria nos encontros de alto nível? Ou trataria apenas de se movimentar nas instalações de Vítor Gaspar? Haveria algum capital daqueles mil e cem milhões ou dos 300 milhões, tudo empréstimos, claro, pronto a vir para a Madeira? 

Não que tenhamos algum a receber, mas gostaríamos de passar a novidade ao Avelino e demais empreiteiros que a esta hora rezam à Senhora de Fátima para, ao menos, verem uns cêntimos dos balúrdios que o desgoverno lhes deve.


Carro oficial e carro particular de Garcês confundem os agentes

O nosso enviado-especial andou na capital à nora, sem encontrar Ventura. Ao entrar no 'Corte Ingles', pensou que afinal seria Manuel António a deambular por Lisboa, já que viu uma promoção da banana insular num estabelecimento daquele centro comercial. Mas, ao pedir informações, espantou-se ao constatar que aquela promoção não partiu da Agricultura de Manel, nem sequer de Conceição da Conchita. Era iniciativa, sim, da própria loja que tinha expostos aqueles toalhetes (como se vê na imagem captada no local pelo nosso agente).
Aflito por não encontrar Garcês, pediu-nos confirmação: o homem embarcou mesmo para Lisboa?

O 'Peugeot' de Garcês bem parado nos estacionamentos do governo, Av. Zarco, despistou boa gente. 


Maçada para nós. Toca a investigar. Soubemos então que Garcês foi visto no aeroporto, terça-feira. Nesse caso, estava tudo explicado? Não senhor! É que à hora em que o secretário presumivelmente embarcava, o seu carro particular, aquele Peugeot 306 azul, estava calmamente estacionados nos lugares reservados ao governo em plena Avenida Zarco. Pouco depois, que é que fomos encontrar? Nada menos do que o carro oficial do secretário das Finanças no Modelo dos Viveiros, aliás o Continente. A menos que o BMW 58-46-LS já não esteja distribuído a Ventura - mas está.
Estaríamos perante alguma promoção de pargo espanhol ou de vinho duriense no Modelo?
Qual nada! Os serviços das Finanças andaram claramente a tentar despistar os agentes do 'Fénix', com viaturas para cá, viaturas para lá, ao preço que o combustível está.

Passos e Jardim nada pescam do PAEF

Descoberta a tramóia, K7 tratou de rendibilizar o investimento da deslocação à capital e conseguiu mesmo descobrir Garcês. No Terreiro do Paço, que é onde trabalham os contínuos de Gaspar. Então, soubemos do rosto fechado que o secretário denunciou no entra-e-sai nas instalações ministeriais. Até que se percebeu que ele estaria na reunião de Jardim com Passos Coelho e dois ministros. 
Passos e Jardim exigiam ser assessorados no encontro porque nem um nem outro percebe patavina do que diz o PAEF. Jardim, zero em economia, não presta uma declaração pública sem ir rever o 'Manual de Aprendizagem Instantânea do keynesianismo'. O primeiro-ministro perde a noite a fazer revisões junto de Ângelo Correia antes dos encontros com Angela Merkel, ou então quando há reuniões gagas como estas de que falamos.
O nosso agente, pela expressão facial dos envolvidos na cimeira, percebeu que se tinha avançado no relacionamento financeiro Funchal-Lisboa, em termos de tudo continuar cada vez mais na mesma: dinheiro para cá, só a bordo do 'Armas'.

Quem ia pagando o resultado daquele insosso encontro era o próprio K7, que à porta de São Bento quase apanhava com valente 'mocada' do Peugeot azul metalizado em que se faz transportar sua excelência na capital. O homem das Angústias, de agastado com a seca levada com Passos, nem reparou no quase acidente.
Refira-se, a propósito, que não é o erário nacional a dar carro na capital aos governantes insulares. Aquele Peugeot é mesmo património da Região (mais um selo, mais um seguro, mais uma inspecção e mais consertos que Ventura tem de pagar, Deus sabe com que atrasos).



Jardim confessa insucesso: "As reuniões correram muito bem"

Segundo o despacho do enviado-especial do 'Fénix', tanto a Lei de Finanças como a desejável aceleração de empréstimos e o alargamento de prazos de pagamento, tudo isso levou a 'sopa' esperada. Ou não estivéssemos a falar de Cavaco e do assessor de Vítor Gaspar. 
O próprio 'Meio Chefe' reconheceu, à chegada ao Funchal: "As reuniões correram muitíssimo bem".
Está tudo dito.
Mas sintetizemos: nas reuniões, houve palmadas nas costas, anedotas, palpites sobre o tempo, nada faltou, à parte o pormenor do dinheiro.

À margem das diligências, o nosso agente disse ter percebido alguma estranheza nos jornalistas lisboetas perante o facto de o rei da tabanca não ter proferido, antes das reuniões, as tradicionais c....lhadas para atemorizar e tornar aqueles com quem se vai reunir mais dóceis nas negociações.
Esse tempo já lá vai.
Espantou igualmente a chamada de Miguel Mendonça a estas andanças, ele que anda tão assoberbado a estudar maneira de suster as traquinices de Coelho e de retardar o mais possível a explosão inevitável do conflito Jaime Ramos-Miguel de Sousa.
Mendonça foi lá para conferir mais peso institucional às diligência do rei. Uma espécie de guarda-costas para Jardim, em vez das atoardas 'a priori' do costume.

Uma vez que os mandantes nacionais disseram a Jardim que tivesse paciência, mas que já deram muito para o peditório, Ventura Garcês decidiu meter-se no avião e voltar à tabanca, o mesmo fazendo 'Meio Chefe'.
Quanto a Miguel Mendonça, aproveitou para ficar naquelas paragens até ao fim-de-semana.

O nosso homem da 'Fénix' tirou partido da conjuntura e pediu à Redacção para continuar por lá também até domingo. Respondemos que não podia ser, porque o 'Fénix' precisa dos seus quadros para funcionar normalmente, já chega o susto de Miguel Cunha e Martim Santos que prevêem o fecho de emissão da RTP-M porque há 7 profissionais em vias de sair.
O agente, porém, argumentou: "Então se o presidente da Assembleia fica aqui em Lisboa, por que é que eu não...?
Lá o deixámos ficar até domingo, que remédio. Somos todos de carne e osso.

Esta tarde, com início às 15, rei das Angústias e secretários reúnem-se em plenário. Um dos pontos em agenda será pedir aceleração da obra, ou bico-de-obra, que é identificar o desestabilizador K7. Estiveram a centímetros dele em Lisboa sem o detectar e querem descobri-lo agora!
Com menos importância, e dada a falta de dinheiro na Madeira que Lisboa acaba de agravar, outros assuntos deverão ser alinhavados no conselho de desgoverno, como a institucionalização de mais festas pelas ilhas, tipo tabaibo, pitanga e nêspera, para garantir visitas e inaugurações dos desgovernantes. Inaugurações com seco bom e espetada, quando será?!

Nota de rodapé: temos saudades de ver 'Meio Chefe' a viajar por aí fora, conduzido por Jaime Ramos, cheio de moral e arrogância, para, em tempo de pré-campanha eleitoral como a corrente, brilhar em jantares bem comidos e bem bebidos organizados pelos empreiteiros da Madeira Nova! Belos tempos!





MAL EMPREGADO... UMA CONSCIÊNCIA!






Antiga 'Ford', Rua dos Netos.

A maré está cheia...




...O barco não anda.
É o que se verifica hoje no famoso aterro. Se o 'Vagrant' não há maneira de se mexer dali, até porque os mestres continuam a soldar chapa no casco e ainda será preciso meter-lhe lastro para não afundar na hora da verdade, as manobras para assentar a plataforma do futuro passeio que se antevê nos out-doors da vice-Presidência parecem suspensas. 
Esta manhã de quinta-feira, não há caixões nem 'máquinas de lavar' a cair no local.
O antigo secretário regional do Turismo, João Carlos Abreu, apareceu no cais com Carlos Alberto Ferreira, que chegou a director regional naquele tempo. Mas, perante o marasmo que foi encontrar nas obras, deixou-se cair num daqueles bancos verdes virados para o famigerado aterro. E lá ficaram a conversar, para matar o tempo.





quarta-feira, 29 de maio de 2013


MIGUEL DE SOUSA DESMENTE PALAVRAS
QUE ANDAM A PÔR NA SUA BOCA


O vice do parlamento realça que pretende um debate político mas que o grupo jaimista tenta baixar o nível do conflito



O deputado em conflito com Jaime assegura que encontrará palco para um debate sobre o estado da Madeira e do PSD e de apuramento dos responsáveis pela situação. Mas um debate político, sem chicana.



Miguel de Sousa garante nunca ter dito por aí na cidade que exigirá a divulgação das contas do PPD e da Fundação Social Democrata. É o desmentido de afirmações de apoiantes de Jaime Ramos ao 'Fénix' (ver peça de ontem) segundo as quais vinha aí uma devassa pública com o fim de 'descobrir as verdades' dos dois políticos laranja.
O antigo número dois de Jardim no governo e actual deputado e vice da ALM esclarece categoricamente: "O que eu pretendo provocar é um debate político. Político! Acho ser decisivo saber o que é que está a acontecer à Madeira e ao PSD da Madeira.E é preciso identificar os responsáveis pelo estado a que chegaram a Madeira e o PSD. E debater caminhos a seguir para sairmos desta situação."
Miguel de Sousa afiança que os seus adversários internos, liderados por Jaime Ramos, não conseguirão atraí-lo para o terreno da chicana, onde se discutem "pormenores vazios, sem interesse nenhum". "Não quero saber de contas do partido ou da fundação, se eles querem fazer contas que vão lá mostrar a quem quiserem, porque a mim só interessa o debate político."
O dirigente do partido maioritário na Região não quis, no entanto, adiantar a forma como pretende promover o debate que anuncia. "Há-de haver palco para isso, há-de haver palco", limita-se a dizer.


Sem desculpas, nada feito

Quanto à solução do problema criado com as ofensas que recebeu de Jaime Ramos na célebre reunião do grupo parlamentar, Miguel entende que há duas condições para que tudo possa ser resolvido: apresentação de desculpas públicas (por Jaime Ramos) e aceitação dessas desculpas (por ele, Miguel de Sousa). Sem isso, não vale a pena tentar o que quer que seja. 

É que Miguel de Sousa, mau grado as fugas de companheiros de partido que assistiram ao desaguisado e recusam testemunhar em tribunal, continua considerando haver sofrido injúrias da parte do líder da bancada. Foi o que afirmou ao DN-Lisboa, edição de ontem, terça-feira.


Declarações fortes ao DN-Lisboa

Numa entrevista concedida à jornalista Lília Bernardes, Miguel de Sousa critica a extinção no PSD-M dos vice-presidentes da comissão política e dos coordenadores concelhios. Porquê? Porque esse passo ousado acabou transmitindo demasiados poderes a Jaime Ramos, que além de líder parlamentar é secretário-geral do partido, ou seja, é ele quem  manda e desmanda, agora ainda mais, na máquina laranja regional.
Por outras palavras, ao tomar essa decisão de acabar com vices e coordenadores, o PSD - aliás, Alberto João Jardim - "deixou o partido entregue ao sr. Jaime Ramos, dando-lhe um poder ilimitado".
Miguel de Sousa tenta explanar, nas páginas do DN-Lisboa, o que pensa do conflito nascido quando Jaime o apelidou de "chulo, vadio e bufo": "Não é um caso de divergência política, mas de diferença de educação, e isso não se pode resolver dentro do PSD... Se calhar já não se consegue resolver em lado nenhum."
Desempoeirado, Miguel de Sousa denuncia o falhanço da tentativa de Jardim para estancar o problema, já que tratou de chamar as ofensas à responsabilidade do PSD, quando elas foram produzidas pelo líder parlamentar e a este é que competia pedir desculpas.


Subservientes a Jaime dividem grupo parlamentar


Alguns companheiros de bancada não ficam sem apanhar com uma crítica contundente por se baixarem a Ramos. O secretário-geral, acusa Miguel de Sousa nas declarações ao DN, "tem sido useiro e vezeiro" no seu estilo de linguagem, mas... "Não tenho culpa que os ofendidos não protestem, pessoas que não são merecedoras do meu respeito, porque ninguém se deve sujeitar a esse tipo de tratamento."
As críticas - evidencia a jornalista Lília Bernardes na entrevista com Miguel - atingem especificamente os colegas PPD que assistiram aos factos e que "se escusam a depor a favor da verdade, quando os cidadãos têm por obrigação colaborar com a Justiça".
As afirmações ao DN-Lisboa são fundamentadas por uma peça do jornal homólogo funchalense, edição desta quarta-feira, onde se põe em destaque a falta de quase metade dos deputados laranja em mais uma reunião do grupo parlamentar, esta em São Vicente, na terça-feira. Deduz-se daí o mal-estar contra Jaime Ramos em parte dos deputados, se bem que entre os faltosos haja apoiantes do líder do grupo.


Paulo Fontes também responde ao 'Fénix'

Paulo Fontes, por exemplo, decidiu não comparecer no tribunal como testemunha e continua convicto de que actuou como devia. Relativamente à nossa referência na peça de ontem acusando Fontes, ex-secretário regional das Finanças e actual vice da ALM, de nunca se ter assumido na carreira política, nem sequer agora em mais esta oportunidade, responde-nos que nunca aceitaria testemunhar num caso partidário interno, privado. Mais argumenta que a situação não era merecedora de tribunal, de modo nenhum. Ainda mais: mandava um pouco de cortesia perguntar aos deputados se estavam dispostos a testemunhar, em vez de estes serem surpreendidos com intimações do tribunal.

O conflito Miguel-Jaime está longe do fim. Pressente-se muita mobília partida no antigo partido de voz única e pensamento nulo.



PLANTAS COM HISTÓRIAS - BUGANVÍLIAS E COBÉIA

Bougainvillea glabra

O décimo sétimo episódio da primeira série de PLANTAS COM HISTÓRIAS, intitulado BUGANVÍLIAS E COBÉIA, já está disponível em:

Outros documentários da minha autoria podem ser visionados em:

Saudações ecológicas,
Raimundo Quintal


Bougainvillea spectabilis


Bougainvillea cv.


Bougainvillea cv.


Cobaea scandens


terça-feira, 28 de maio de 2013

OPINIÃO




INTUIÇÕES SEMÂNTICAS SOBRE O QUE JAIME RAMOS 

QUIS REALMENTE DIZER A MIGUEL DE SOUSA


EMANUEL BENTO




Desde sempre que as palavras ganham vida nova na linguagem política do dia-a-dia, sobretudo conforme os governos e as suas caras. Este último tornou-se famoso pela introdução do conceito de austeridade mas não só. Lembremo-nos de outra palavra da moda política, a “competitividade” que, na versão ministerial do governo de Pedro Passos Coelho, passou a “competividade”, isto porque um dos ministros, não só comia o nosso dinheiro, como comia as sílabas, tanta era a fominha…

Mas também aqui, na Madeira, também conhecida como ilha da “Mamadeira” ou “reino do trololó”, novos termos foram recentemente incluídos no léxico político regional por um deputado do PSD, que aliás, desempenha elevadas funções neste partido e não só, já que é, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Líder Parlamentar, a que se junta ser ainda Secretário-geral do partido, sendo ainda conhecido por ser um exemplo do self-made-man, tipo “american dream”, visto que mal chegou à política aquilo é que foi enriquecer. 

Refiro-me concretamente aos termos “chulo”,
“vadio” e “bufo”. À primeira vista poderão parecer ofensivos quando dirigidos a um outro colega deputado, mais ainda se forem ambos do mesmo partido, dado que todos sabemos que os colegas de partido devem ser todos muito amigos e conviverem uns com os outros aos fins-de-semana, visitando à vez as suas humildes casinhas e dando longos passeios nos seus pobres carrinhos para depois fazerem uns populares piqueniques lá no meio da Laurissilva.


Como bem sabem, foi o que sucedeu, há tempos, numa reunião de deputados quando Miguel de Sousa, outro deputado com elevadas funções, tanto regionais como partidárias, pois é Vice-presidente da ALRAM (para não falar dos cargos governativos e partidários que já ocupou) e também ele outro exemplo de “self-made-man/american dream”, outro empresário de sucesso, que muito trabalhou para ter o que tem sem nunca precisar da porca da política e que tanto se sacrificou pelo nosso bom povo, se sentiu ofendido, quanto a nós mal, e colocou de imediato o caso no colo da Justiça.



É que - pensemos um pouco -, quanto a mim, não se tratou de insultos mas, sim e tão-somente de referências muito elogiosas, que passo, desde já, a esclarecer. O termo “chulo” apenas foi utilizado para o qualificar enquanto empresário de sucesso e não o que o significado da versão mais vulgarmente conhecida pelo vulgo representa. Todos sabemos que aquela actividade profissional – a de chulo - é geradora de grandes proveitos financeiros, não sendo todos os que conseguem entrar numa carreira de sucesso económico garantido.



Vadio, o segundo termo escolhido pelo Líder Paralmentar do PSD para categorizar Miguel de Sousa, não se referia certamente ao vulgar vadio das ruas do Funchal, mas outrossim ao facto de Miguel de Sousa ser uma pessoa muito culta das ideias, ser um político cosmopolita, muito viajado, um falante de milhentas línguas, que recolhe, em cidades e países de todo o mundo, os ensinamentos de experiencias de governos muito bem sucedidos, para as poder aplicar, com o sucesso, por todos reconhecido, nesta Região Autónoma.



Por fim, o termo “bufo”. Enfim, dos três termos vulgarizados agora no dicionário político do PSD e da Região Autónoma da Madeira, talvez seja este o mais susceptível de ser confundido como insulto. Mas, foi, quanto a mim, que tenho pretensões linguísticas e semânticas impares, inclusivamente tendo uma queda para a leitura de mentes e almas, unicamente utilizado para classificar Miguel de Sousa como pessoa que gosta de ópera, espectador muito frequente, com muito interesse e gosto, fã mesmo, de óperas cómicas italianas. Quem nunca ouviu falar das conhecidas “Opera-Buffas” (está em italiano) dos teatros da Península Itálica….



Claro que estes lamentáveis inconvenientes e equívocos resultantes desta nova linguagem já chegaram ao conhecimento de Alberto João Jardim. Sabemos até que o governante e líder partidário maioritário, já se deu ao trabalho de escrever um pequeno dicionário do mais recente léxico político do PSD, para distribuir a todos os candidatos do PSD às próximas eleições autárquicas. Deste modo simples, mas eficaz, novos equívocos e mal entendidos entre os candidatos ficarão assim previamente evitados.



E viva a Mamadeira!