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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Delírios da Madeira Nova


A "DERROTA" DE CAFÔFO

Os social-democratas aliam-se a "fascistas" e "comunas" (as palavras são de Jardim) para promover Paulo Cafôfo. E não é que cantam vitória?! 


Estranho conceito de "derrota" têm os escribas que ao serviço do regime se substituem aos jornalistas do JM! Até Jardim vê que o que eles clamam de derrota de Cafôfo resultou em mais pontos eleitorais para o novo presidente da Câmara.


A vereação funchalense presidida por Paulo Cafôfo propôs 5% de taxa de IRS. Tratado o assunto na Assembleia Municipal, dá-se um corte na proposta para 4%, por imposição do CDS, PSD e CDU. Os 3 lado a lado. E que brilhante conclusão retiram daqui os ocupantes do JM? Concluem este título que vemos a seguir:


Como se vê, é a edição de hoje, terça-feira.
"Cafôfo derrotado"? 
Cafôfo catapultado, assim é que devia ser. Porque os 'jornalistas' da nova vaga só estão a promover o homem que pela primeira vez resgatou ao Laranjal a capital da Madeira, além de lhe facultarem todos os elementos para justificar os fracassos que ao longo do mandato certamente surgirão.
- Nós queremos governar a câmara, mas a oposição não deixa...
Pois. Eles, os sátrapas do regime, que tanto falaram na anterior situação de Santa Cruz!
O mais interessante, cá para nós que não nos ouvem, é a incoerência do partido laranja que ainda resta. Os 'jornalistas' do JM, enviados pelas Angústias, a contradizerem o chefe máximo. Então?!
Depois de o chefe ter pedido o enterro de uma coligação 'Mudança' feita de "canalha sem ideologia nem valores", onde se juntaram "súcias, fascistas, Coelhos, comunas, extrema-esquerda e animais", eis que o JM festeja com parangonas a "vitória" do PSD na Assembleia Municipal, ao votar lado a lado com "fascistas" e "comunas" - "um albergue espanhol de gentalha sem vergonha", como costuma dizer o patrão das araras quando não está em dia de palavrão.

A propósito desta surpreendente aliança na Assembleia Municipal, recordemos que o chefe máximo dizia isto nos comícios antes do 29 de Setembro: "Como é que se mistura, na mesma coligação, para a mesma câmara, fascistas, socialistas, animais, Coelhos, extrema-esquerda, tudo junto?"
Nessa altura, ele ainda apregoava que "a Câmara não é para fazer guerra ao governo e o governo não é para fazer guerra às câmaras". E gritava que, "sem vergonha e sem cultura, extrema-direita, socialistas, CDS e extrema-esquerda" se misturavam "incoerentemente numa autêntica droga".
Escrevia também: "Será trágico as pessoas se deixarem enganar com o folclore dos partidos e a diversidade destes." 
Mas é claro que, então, não se pensava em "ajudar o povo" baixando o IRS para 4%...
Ora, vai-se a ver agora, e é o PSD municipal numa "droga" coligacionista táctica com "fascistas" e "comunistas" - o PP e a CDU, como ele diz!


Que espera a oposição PSD-PP-CDU para provocar eleições antecipadas na Câmara?

Do nosso ponto de vista, que queremos a mudança nem que seja para o Inferno, oxalá os 'social-democratas', os 'fascistas' e os 'comunas' - palavras do chefe das Angústias - tenham tomado o gosto a esta "derrota de Cafôfo" e continuem por aí. Que é para ensinarem o Professor a não ganhar eleições à maioria crónica. Muito giro seria uma derrota destas de mês a mês, pelo menos - se os 3 partidos nos quiserem agradar.
Mais: não existe o mecanismo orçamento municipal que, bem trabalhado, pode levar à queda da vereação? 
'Bora, porra! 
Estão à espera de quê? 
'Bora com eleições intercalares!
Para quê esperar por 2017 se é possível chegar já a uma maioria absolutíssima no Funchal?!
Claro, a cor dessa maioria será desagradável para a oposição municipal, mas não se pode ter tudo sempre. 

3 comentários:

Anónimo disse...

Quanto mais atacam com jogadas sujas mais o povo odeia o partido do MEIO CHEFE.

Anónimo disse...

Calisto é verdade que vais a uma tertúlia a mando do Jaime Ramos num destes fim de semana.. diz-me que é mentira ou tb tu Brutus traíste-me?

Luís Calisto disse...

Vou a uma tertúlia, sim senhor.
(Trata-se de um delfim a retribuir convívio que lhe foi oferecido há mais tempo. Os outros delfins, e muito menos aquele que diz ser delfim de si próprio, quando lá estiveram, não retribuíram, mas a ideia também não é essa. Quanto aos dirigentes da oposição e apolíticos que por lá têm passado nestes anos, alguns retribuíram, sim, mas de livre vontade, sem obrigatoriedade, repito. Quanto a trair, quando trabalho não sou infiel a ninguém. Nem sou fiel a ninguém. Se tem curiosidade no tema, pesquise no 'Fénix' fotos de tertúlias anteriores.)
LCalisto