quinta-feira, 31 de julho de 2014


Livro "Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian - FLORA"





Acaba de ser editado o meu livro "Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian - FLORA".
Este livro, com 335 páginas, resulta duma longa vivência, de deambulações sem conta, de muitas horas de silenciosos diálogos. Com a sua publicação ambiciono ajudar a conhecer as árvores, os arbustos, as ervas, as trepadeiras e contribuir para um crescente respeito por esses maravilhosos seres vegetais que povoam o Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian.

O Dr. Artur Santos Silva, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, escreveu o Prefácio.
O Professor Viriato Soromenho-Marques escreveu o texto “O jardim como experiência interior”.

O Design é da TVM Designers.

A edição é da Fundação Calouste Gulbenkian – Serviços Centrais.

O livro está à venda na livraria da Fundação Calouste Gulbenkian.

Saudações ecológicas,
               Raimundo Quintal

Nota do 'Fénix' - Parabéns, Doutor Raimundo Quintal, por mais esse reconhecimento do seu trabalho feito nos meios evoluídos onde a competência e a sabedoria não deixam espaço à inveja das mentes anãs. 


IMPOSTOS E BANCA


ZÉ POVO AINDA DEVE DINHEIRO AOS RICOS











Vendo as coisas à luz do Robin dos Bosques e do 'Deve e Haver' jardineirista...

Decididamente, não percebemos o alarido que percorre o país inteiro nesta quinta-feira por causa de mais uma bordoada nos pensionistas em termos de impostos, no caso o CES - contribuição extraordinária de solidariedade.
Não estamos 'feitos' com o grande capital, mas a verdade é para se dizer.
Não há para aí um banco a precisar urgentemente de uma injecção sonante a ver se evita fechar as portas? Ora, dado que os investidores portugueses e estrangeiros são muito espertos e não contribuirão para um aumento de capital do tal banco que foi dos Espírito Santos, quem é que há-de resolver o problema? 
Nós, evidentemente, os patas rapadas lusitanos. Estamos tesos? Estamos. Mas a Troika não está tesa e aproveitará o negócio para adiantar o 'papel', dessa forma aumentado a dívida estatal portuguesa. 
E quem vai pagar depois? 
Bem, podem dizer que esta ainda é a solução menos dolorosa para quem paga os seus impostos, mas a factura vai sobrar outra vez para o contribuinte, disso não nos livramos. Há bancos nas mesmas condições que ainda deram meia voltinha, mas o BES?! 3 mil milhões? Chega para lá.
Daí não admirar que o governo de Passos e Portas já esteja a meter outra vez a mão no bolso da velhada que trabalhou toda a vida não pensando noutra coisa senão em oferecer a sua reforma, um dia, aos banqueiros ricos. O governo aumenta os impostos nesta dramática conjuntura da banca e nós associamos uma coisa à outra, pois então que remédio... 
Vistas as coisas sem paixões, há uma moralidade pouco falada a retirar do caso Robin dos Bosques, o do arco e flecha. Esse caipira andou roubando aos ricos para dar aos pobres. De tal modo que, pelos vistos, os pobres ainda têm dinheiro a pagar desse tempo.
Mais ou menos a teoria do 'deve e haver' de Jardim e Vieira: uma vez que os nossos antepassados madeirenses foram explorados toda a vida e só fizeram enviar receitas para a capital, toca a desterrar agora à tripa-forra porque o 'haver' ilhéu ainda é superior ao 'deve' de Lisboa. Com mais esta achega: o calote incomensurável da Madeira que querem pagar com as contas do passado acaba por configurar mais um caso de Robin dos Bosques, se bem que ao contrário, já que ao longo destes 40 anos de jardineirismo não foi o pata rapada a enriquecer.
Chegando aqui abaixo no texto, uma pessoa cai em si: se o novo assalto aos pensionistas resolvesse o drama dos senhores ricos do BES, vá lá. O problema é que, uma vez desbloqueado esse contrapeso do imposto solidariedade pelo TC, o governo diz: este já cá canta, toca a gastar, e quando chegar a hora de entrar com os 3 mil milhões para salvar o BES este contrapeso já está esquecido e dá-se nova machadada em alguém, desde que seja contribuinte.
E lá pagamos duas vezes um problema com o qual nada temos a ver, como é costume.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

CONTRA-ESPIONAGEM


'Kapta Tudo' foi descobrir
Protecção Civil na bagageira


Sem o referir directamente, o agente insinua que Neri não tinha 1 € trocado para ir à serra fazer a vontade ao Chico do Porto Moniz.


De facto, demos por falta do nosso Kapta-Tudo na festa do Laranjal, domingo passado. E só agora que ele deu sinal de vida, sabemos o quê do porquê da sua ausência. 
Subrepticiamente, portanto fora das vistas de Jaime e de Carlos Machadinho, tínhamos alugado uma barraca do arraial PPD supostamente destinada à venda de cerveja, mas cujo objectivo primordial era fazermos, através da distribuição de panfletos e muita algazarra, propaganda da candidatura do 'Fénix' a uma estrelícia dourada na próxima festa da flor. Porém, como o Kapta não apareceu e seria ele a 'despachar fruta' caso fôssemos descobertos, subalugámos o espaço a um Delfim do PPD. Muito contrafeitos e estuporados com Kapta.
Mal sabíamos, a essa hora, que o nosso agente se fixara num serviço ainda mais aliciante, um bocado por acaso. Eis a sua crónica do que ele descobriu no domingo, devidamente censurada porque estamos em época de incêndios e não queremos agoirar.


No passado domingo, faltei ao arraial da serra porque não passavam factura do 1€ para ir de autocarro. Fiquei pela cidade a desfrutar de toda a oferta cultural que o Funchal nos disponibiliza.
Dei um saltinho ao Casino da Madeira à procura de uma pechincha na feira da bagageira, onde me deparei com a presença do Presidente do Serviço Regional de Protecção Civil. Primeiro, julguei que tinha acontecido algum acidente, mas lembrei-me que, se assim fosse, o caro Presidente estaria para os lados da Suíça. 

Segundo, pensei por que raio estava o Presidente a faltar à convocatória do Chico para subir ao alto das serras e ouvir as bagatelas do arraial da banana. 
Quando observei mais atentamente, logo percebi que é possível que esteja aí à porta uma remodelação governamental. Não é que presidente Luís Neri colocou os seus tarecos à venda e montou uma bagageiro-barraca, com a família, nos jardins do casino?!
Será um sinal de mudança?
Irá o senhor presidente gozar a sua confortável reforma no seu Viseu natal?

Kapta-Tudo

DELFINS


MANUEL ANTÓNIO EM CAMPANHA
AO FIM DA TARDE NOS CANHAS


Será que os colaboradores do presidente da Câmara da Ponta do Sol, que há dias foram comer porco assado com Albuquerque, aparecerão hoje ao lado de Rui Marques e Manuel António?






O secretário do Ambiente desloca-se hoje à sua terra natal, os Canhas, para divulgar as ideias que tenciona colocar à consideração dos militantes social-democratas que vão eleger o novo líder do PPD-M.
O encontro está marcado para a pista de motocross da freguesia, pelas 19 horas.
Desconhecemos se vão comparecer aqueles homens de confiança do presidente Rui Marques na Câmara da Ponta do Sol que, semanas atrás, participaram no convívio com Miguel Albuquerque, também nos Canhas, onde se fez debate sobre o futuro do Laranjal acompanhado com uns suculentos nacos de porco assado. 
Marques é apontado como apoiante de Manuel António Correia, mas, com estas novidades...
Aliás, não parece que o presidente da Ponta do Sol esteja grandemente interessado em atrair simpatias e votos no concelho para o seu Delfim preferido. Ainda hoje, em declarações à imprensa, ele responde muito torto aos munícipes que se têm queixado de um 'basqueiro' noite dentro que os impede de descansar normalmente na Ponta do Sol. "Quem não está bem que se mude", arrumou o autarca, acrescentando que não vai parar a dinâmica comercial da terra por causa de queixas "gratuitas". 
Ou seja: para ele, "dinâmica comercial" quer dizer 'chagar' pela noite dentro a paciência dos cidadãos que pagam devidamente os seus impostos e têm direitos constitucionais. Julgamos que o sr. presidente devia enveredar pelo diálogo entre as partes, porque só não há remédio para a morte.
Apostamos como quando era ele em busca de votos, nas autárquicas (e não os Delfins), não se mostrou alguma vez tão arrogante e a desafiar com aquele indelicado "quem não está bem que se mude".
A menos que a Ponta do Sol já não seja de todos os pontassolenses e algum figurão a tenha comprado.

Última hora - O nosso K-Ar da Peste, infiltrado no pavilhão da pista de motocross, acaba de nos enviar uma informação (não foi por sinais de fumo) segundo a qual chega a pelo menos 100 o bonito número de militantes da Ponta do Sol que se concentraram nos Canhas para ouvir o programa de Manuel António. O nosso agente diz perceber militância e empenhamento na participação dos presentes.

INSECTOS DO PARLAMENTO
INDIGNADOS COM RALI












Não é caso para menos: há rali, há desinfestação na Assembleia Legislativa. E não é o caso de certas biscas com assento parlamentar serem desinfestados para desinfectarem dali durante uns dias. A medida visa mesmo as aranhas, as moscas, os mosquitos e as baratas que saem em catadupa da cabeça de muita gente lá dentro.
Conforme se pode ver no documento junto, a partir de sexta-feira ninguém entra nas sacras instalações.
O ofício não diz, mas Paulo Fontes, vice parlamentar e chefe das corridas, deve estar atrás da decisão. Ele quer toda a gente nas estradas a ver passar os carros do rali - que é para justificar os subsídios.
Não? É coincidência? Então por que é que todos anos é isto, uma desinfestação precisamente no período em que as velozes 'abelhinhas' andam a zunir e a roncar por essas estradas fora? Há rali, há desinfestação. Uó!
Mais: não é só num edifício da ALM. É nos 4! O 'baratedo' generalizou-se tanto assim?
A bicharada anda chateada. E com toda a razão.



IMPRENSA E POLÍTICA


ERC OBRIGA JM A PUBLICAR
DIREITO DE RESPOSTA DO JPP


...E ainda com um processo de contra-ordenação às costas do jornal dos comissários jardineiros. Oxalá não seja preciso pagar muito, porque lá estaremos nós a entrar em despesas. O JM publicou hoje o tal direito de resposta.
Na sequência do recurso, da autoria de José Reis, presidente da Junta de Freguesia do Santo da Serra (JPP), mostramos aqui a deliberação da ERC bem como o desenvolvimento da análise dos factos, para os interessados na matéria.








POLÍTICA E JUSTIÇA



PND RESOLVE PASSAR
À CLANDESTINIDADE 
REVOLUCIONÁRIA





Activistas do PND deram conferência de imprensa encapuzados para noticiar a drástica medida política



O Partido da Nova Democracia na Madeira acaba de decidir passar à clandestinidade para resistir ao "opressivo regime político que vigora na Região". 
A decisão do tribunal de condenar os activistas do PND por causa da "legítima intervenção no Jornal da Madeira" em tempo de campanha eleitoral foi a gota de água que levou à decisão tomada hoje mesmo.

Eis o comunicado lido na conferência de imprensa dada esta manhã  num edifício da Rua Câmara Pestana por elementos daquele partido, encapuzados - para evitar a "perseguição dos tribunais":



Delfins


MANUEL ANTÓNIO PEGOU NA ISCA?

Avenida Arriaga, com a Top Atlântico, o Golden e... pois.

Que registo fotográfico é este que um repórter errante nos envia? Deu a breca em Manuel António Correia por causa das alfinetadas de Sérgio Marques?
O que nos parece é um carro de carga diante da Secretaria do Ambiente com todo o aspecto de trabalhar em mudanças (acção de despejo não é, porque o governo não deve nada a ninguém, graças à superior gestão dos ajardineirados).
Será que Manuel António estuporou com o repto do antigo eurodeputado para que quem anda envolvido na corrida de Delfins abandone o governo e os privilégios que o cargo transporta para a campanha?
Ora, ficámos com a ideia de que aquilo foi um dizer. Sérgio precisa de encher o espaço reservado aos trepidantes "exclusivos" e então vai debitando umas coisas. 
Portanto, Manuel António que não ferva em água fria. Se acaso aquilo no boneco é a tralha que ele tinha na Secretaria, faz favor de voltar para trás. Nós aqui precisamos de temas para trabalhar. Nesse plano, não dispensamos o quotidiano de nenhum dos actuais governantes, a começar pelo chefe.

PS - O nosso repórter errante erra, mas a foto não é montagem.

Madeira Nova


ESTALEIRO NÃO DESATA




Há 4 anos e meio que andamos a comer com este chiqueiro na baixa, por capricho de um único sujeito. E as coisas andam como as imagens mostram. É para ficar pronto até final do ano, diz o Vice, que entende o encerramento do estaleiro como um 'presente' à população. Nessa altura estarão decorridos quase 5 anos sobre o 20 de Fevereiro. Que presente no sapatinho, acabar com a fossada tanto tempo depois!
É comer poeira, lama, ruído, mais um recorte de baía que nada tem a ver com o Funchal... e calar.
Agradeçamos tais dádivas ao Povo Superior.











terça-feira, 29 de julho de 2014

DELFINS


ÍNDICES DE POPULARIDADE NAS REDES
FINALMENTE COM TODOS OS CANDIDATOS





Se alguém disser que se trata de sondagens, não fomos nós a dizê-lo. O que estamos a mostrar é a pesquisa do nosso K666 que actualiza os likes e demais modernismos das redes sociais com a popularidade dos Delfins do PPD-Madeira em destaque.
Aconselhamos, pois, os mais nervosos, os diabéticos e os sportinguistas a passar por cima do estudo e seguir pelas outras peças do 'Fénix' adiante. 
Um ponto prévio: os autores desta operação quase de certeza não frequentam muito os corredores da vice-presidência, a não ser que estejamos perante um caso de contra-informação e propaganda pós-cubista. 
E da parte do 'Fénix' a responsabilidade fica por aqui. A palavra para o paciente K666, que se dá a esta maçada toda.


Uma vez já recomposto da extenuante jornada na Herdade do Chão da Lagoa do pretérito fim-de-semana, estamos de regresso ao trabalho com novidades fresquinhas sobre a popularidade dos, agora sim, confirmados Delfins. Estivemos a aguardar todos estes dias, não fosse dar-se uma recandidatura do nosso grande timoneiro e todo o trabalho seria em vão, mas, como se viu, tal não aconteceu. Morreu o Rei… Viva o Rei, e ala que se faz tarde!
Agora, sobre os índices de popularidade dos nossos delfins (descansem, pois desta vez, não deixamos ninguém de fora), de forma muito sintética, há destacar:
1. Miguel Albuquerque continua a liderar as preferências dos internautas, tendo superado a fasquia dos 6000 likes. Por outro lado, foi delfim que registou um melhor score nos últimos três dias, após o Chão da Lagoa, capitalizando 125 novos gostos e disparando no número de interações;
2. Sérgio Marques destaca-se pelo facto de no conjunto dos últimos trinta dias ter sido, aquele que mais novos likes angariou (481), seguindo-se Miguel Albuquerque (265) e Manuel António (239);
3. Miguel Sousa destaca-se por ser o delfim que tem o índice mais elevado de “Portugueses” a gostar da sua candidatura (93,7%), seguindo-se Miguel Albuquerque (90,6%), Manuel António (89,8%), Sérgio Marques (79,1%) e, por último, João Cunha e Silva que mesmo com anúncios pagos, não consegue descolar (59,5% de “portugueses”. 
NB: era importante trabalhar mais os “gémeos” para reduzir o contingente de turcos, que na nossa opinião, ainda está excessivo, mas enfim, quem somos nós para perceber de política).
Como não queremos ser tendenciosos e mauzinhos nas nossas análises, por aqui nos ficamos e deixamos à inteligência do povo fazer as suas análises.
Fiquem bem!














Vida Municipal


APRESENTARAM PROPOSTA
...E NÃO LHE DERAM VOTO 'SIM'



Rodrigo Trancoso dirigiu os trabalhos.



Os proponentes da "reprovação" a Cafôfo acabaram por se abster na votação... da sua própria proposta. Baltasar Aguiar foi a excepção. Aliás, o deputado PND levou para a sessão extra da Assembleia Municipal uma ficha de inscrição no PS-M que dirigiu ao presidente da Câmara. Como previsto, a CDU abandonou a sessão para não perder tempo com a "rábula" da discussão agendada 



Deputados municipais social-democratas e trabalhistas funchalenses abstiveram-se esta manhã na votação de um requerimento elaborado pelo PND, com apoio precisamente do PPD e do PTP, destinado a "reprovar, repudiar e censurar veementemente" uma atitude política do presidente da Câmara. A qual, como se sabe, consistiu na presença de Paulo Cafôfo no lançamento da campanha do seu chefe de gabinete à liderança do PS-Funchal.
Numa palavra, PSD e PTP subscreveram o protesto do PND, mas acabaram por não votar a favor dessa mesmíssima proposta. O mais curioso é que até um deputado da Nova Democracia, partido autor da iniciativa, se absteve: Donato Macedo. Enquanto Eduardo abandonava os trabalhos, segundo nos contam, o único presente a dar consistência ao acto era Baltasar Aguiar, votando a favor da sua proposta que verberava uma alegada colagem de Cafôfo ao PS, quando o presidente eleito prometeu total independência durante a campanha.
Contando com as inesperadas abstenções, o chefe da 'Mudança' saiu da sessão livre de arranhões.
E por que raio se abstiveram PTP, PPD e o deputado PND? Porque elementos da 'Mudança', apoiados pelo presidente da Assembleia, tentavam transformar o protesto numa moção de censura à vereação, que não foi ideia que presidisse à iniciativa.
O facto é que a oposição, no caso com trabalhistas pelo meio, fazem lembrar o desnorte que a Câmara revela umas vezes.
A CDU apresentou uma comunicação, como se anunciou, explicando a recusa de participar numa discussão "sem interesse municipal", após o que saiu da sala para só voltar na discussão do ponto seguinte. Porque, ao ponto que serviu para justificar a sessão extraordinária, foram acrescentados outros três.
Quanto a Paulo Cafôfo, teve uma intervenção muito lacónica: esteve no acto partidário do PS a título pessoal, e não como autarca, em apoio ao seu colaborador Miguel Iglésias, logo não tem nada que comentar. Foi o que disse.

Relato de um deputado municipal disfarçado de espião 

Apresentamos agora o relato de um espião em serviço nos Paços que passou o tempo muito bem sentado no confortável salão das sessões. Ele puxa a brasa para uma sardinha, para outra... o costume.



Apesar de o detonador desta sessão extraordinária ter sido o requerimento contra o presidente, foram subrepticiamente introduzidos mais pontos na ordem de trabalhos. Tendo ficado esta discussão como o segundo ponto da manhã.
Um primeiro ponto foi muito contestado sobretudo pelo PSD e PND, tendo motivado um desentendimento entre dois dos três deputados do PND (Baltasar Aguiar e Eduardo Welsh) que acabou com este último abandonando os trabalhos.
O esgrimir de argumentos sobretudo em dois dos artigos em discussão da alteração regimental (a Coligação Mudança queria mexidas no sentido do apagamento e limitação no acesso aos registos-áudio das Sessões parlamentares) fez com que os proponentes retirassem a proposta no respeitante a esse assunto dos registos áudio.
No segundo ponto - reprovação a Cafôfo - a CDU emitiu a sua posição argumentando que o requerimento subscrito por três forças políticas não tinha "interesse municipal". E os seus deputados suspenderam a participação nos trabalhos.
Posto isto, as intervenções sucederam-se, mas o Presidente da Mesa e a Coligação Mudança que o bloquista integra traziam a lição ensaiada. Queriam transformar o requerimento que censura o comportamento presidencial numa inócua votação de uma moção de censura.
Cafôfo ouviu as intervenções sem reagir, nem quando convidado a se pronunciar. Reforçou apenas que o assunto "não era de interesse municipal". E assim ficou no seu sepulcral silêncio. 
Uma novidade nas sessões da Assembleia Municipal do Funchal neste mandato: a ausência do chefe de gabinete de Cafôfo, Miguel Iglésias. Ele encontrava-se nos Paços do Concelho, mas desta vez, estranhamente, não ficou a assistir os trabalhos.
Outra nota: a completa ausência da comunicação social.

Viagens



Turistas madeirenses em New Bedford
com despesas pagas pelo Povo Superior 



As Festas do Santíssimo correm de quinta a domingo. Cuidado com os excessos


A ser verdade que seguem vários acompanhantes, cuidem bem da nossa governanta


K-Sam em Boston - Se não arrancou daí da Madeira, deve estar a levantar voo para os States a comitiva esperada aqui em New Bedford. 
Como noticiámos umas semanas atrás, a secretária regional do Turismo acedeu ao convite para cá vir às Festas do Santíssimo. Lá vem a governanta marcar o ponto no arraial, só que acompanhada de um staff respeitável - em número de pessoas. É que, pelo menos a comunidade madeirense daqui anda convencida disso, Conceição Estudante vem com o dinossauro da emigração Nuno Santos. E cada um deles vem por sua vez afectuosamente acompanhado.
Os seus leitores do 'Fénix' podem não perceber a que propósito 'pegamos' com uma visita aparentemente banal. Pois 'pegamos' porque a banalidade é isso mesmo, aparente. 
Não é a organização das Festas, autora do convite, a arcar com as despesas de viagens e hotéis de 5 estrelas para governanta e séquito real. É o governo regional. Ou seja, o povo ilhéu. Dando-se o caso de haver muitos elementos da comunidade norte-americana que também são contribuintes na Madeira, voilà: muita gente estuporada.
Antigamente, o empresário madeirense Joe Fernandes oferecia estada condizente aos turistas do governo mais acompanhantes que aqui chegavam. Mas o homem da Calheta morreu e já ninguém se vai refastelar na quinta de Cape Cod.
A organização das Festas, ou seja, o Clube Madeirense do Santíssimo Sacramento, é que nada paga de despesas, a não ser uma bucha e um copo de vinho no principal dia da festa, que tradicionalmente se estende pela primeira semana de Agosto - como já escrevi da outra vez.
Como também relatei nessa altura (a dias do Mundial de Futebol), um madeirense contribuinte na Região Autónoma desabafou-me, bem perto do Madeira Field, grande espaço onde se realizam as festas: "O governo do Alberto João não tem dinheiro para arranjar os caminhos do Porto da Cruz rebentados pelas enxurradas nem para as casas que se incendiaram no Monte, mas tem dinheiro para essa gente vir aqui à grande e à francesa! O Alberto tem que ir para a rua, que é para os que andaram sempre à sombra dele, a gastar o que é das nossas famílias, também irem de c..."
Estas festas rendem bom dinheiro. O ano passado, registou-se um movimento de 800 mil dólares, e para este Verão prevê-se um milhão. Ficam mais de 300 mil dólares livres, de lucro para o clube. Como se sabe, todos os anos seguem mil dólares para a Aldeia da Paz, oferta emergente daquelas receitas. Mas dinheiro para custear despesas de convidados oficiais da Madeira, nem pensar. Paga o povo contribuinte da Madeira e mais nada. 
Outra: ainda tentaram trazer uma banda de música da Madeira este ano, mas na condição de o governo regional pagar tudo! Vá lá que ao menos neste ponto houve bom senso no Funchal...
O que a organização custeia, logicamente, é a deslocação do Banda d'Além, agrupamento insular dos mais apropriados para dar um cunho insular às festividades e que difunde como poucos a música tradicional madeirense.
Recordamos mais:
Para animar, também chegarão do Funchal 30 barris de Vinho Madeira, já que os 25 do ano passado não satisfizeram as encomendas. Sabemos que esta é a única exportação de 'Madeira' embarrilado. Normalmente, sai tudo engarrafado. A prática dos barris resulta de um acordo estabelecido pelo próprio Jardim há mais de 25 anos com o falecido José Fernandes, a pedido do grande empresário norte-americano de origem madeirense.
Já informei também que se desenvolvem esforços tendentes a garantir nestas festas anuais uma representação do Engenho da Calheta, com a sua aguardente e bolo de mel, estando previstas conversações com o nosso amigo Sérgio, responsável pelo Engenho.

Nota do 'Fénix' - Boa viagem aos nossos representantes que vão às Festas do Santíssimo. Se precisarem de alguma coisa, não se atrevam a ligar. E cumprimentos ao Leonel Teixeira, da representação diplomática portuguesa nessa região, meu antigo colega de escola e eterno Amigo - com a observação de que ele está sob fogo da comunidade nos USA por dar cobertura a este turismo de luxo que a gente, sem nada a ver com aquilo, tem de pagar aqui.


Velha Madeira Nova


POVO SUPERIOR BEM INFORMADO



Um Leitor enviou-nos a foto junta com a seguinte mensagem a ilustrar a bicha que se forma várias vezes de manhã cedo para abarbatar o gratuito: "Povo Superior sedento de informação insuspeita."
E não é assim? O Amigo Leitor quer brincar com a tropa?
Vá lá ver.
O Tribunal acaba de dar como "não provado" que o JM seja um pasquim tendencioso. E acaba de dar como "não provado" que o mesmo papelucho das araras prejudique a Oposição e faça fretes ao PPD-M ou ao seu desgoverno.
O que o tribunal diz, mesmo que ande a vaguear entre Marte e Júpiter, como parece, não chega para dar como "provado" que o JM se farta de desovar informação insuspeita na sua produção diária?
Sejamos sérios, como dizia Vale e Azevedo.
Quanto à bicadazinha no heróico Povo Superior, puxe o Leitor pela memória. Está a rebobinar informação? Já se lembra de que durante tantos anos o Superior Zé apregoava pelas esquinas da cidade que "o jornal do Alberto João nem de borla"?
Pois o Povo Superior acabou provando a sua superioridade ao mudar de ideias, porque só quem é burro teimoso é que não se liberta das ideias que descobre serem erradas.
Quando abriu os olhos, Povo Superior percebeu o quanto injusto estava a ser. Então, passou a consumir o pasquim dos avençados milionários. E não esteja o Leitor a retirar conclusões sectárias da inocente circunstância de Zé Povo se transformar em leitor do JM precisamente quando o "jornal do Alberto João" passou a gratuito.
Mera coincidência.
Detestamos ter de contrariar os nossos abnegados Leitores, mas, neste caso, é sim senhor "informação insuspeita", há sim senhor um "Povo Superior" na Tabanca.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

FUNCHAL



CDU vai fazer uma intervenção
e abandonar Assembleia Municipal





A sessão extra de amanhã nos Paços do Concelho, marcada para "reprovar" a suposta falta de independência de Cafôfo, decorrerá sem os deputados da Rua da Carreira, que não acham o tema de "interesse municipal"


A CDU diz-se indisponível para tomar parte na "paródia" que entende ser a sessão extra da Assembleia Municipal do Funchal, amanhã, terça-feira, convocada para "reprovar, repudiar e censurar veementemente" Paulo Cafôfo em função das suas alegadas ligações ao Partido Socialista. Por isso, os deputados municipais da Rua da Carreira irão apresentar estas explicações numa intervenção formal e logo depois abandonar a sessão da Assembleia.
Os representantes da coligação unitária comunista não se conformam com o sentido e o conteúdo da iniciativa de convocar a referida reunião extraordinária - convocação da responsabilidade do PND, que já integrou a coligação 'Mudança', e com apoio do PTP, ainda na 'Mudança', bem como do PPD, politicamente muito distante dos dois anteriores. 
Considerar de "interesse municipal" a independência do presidente da Câmara relativamente ao PS, a ponto de se organizar uma sessão intercalar da Assembleia Municipal, não passa, entende a CDU, de mais um "episódio recambolesco" compaginável com as tramas, os desentendimentos e as demissões que em tão pouco tempo marcaram a governação funchalense a cargo da aliança.
Para a formação da Rua da Carreira, a independência de Cafôfo é assunto interno da coligação, portanto desprovido de "interesse municipal". De "interesse municipal" é por exemplo um debate sobre habitação há muito solicitado e que a Câmara continua a protelar.
A iniciativa do PND resulta de a Nova Democracia ter considerado que Paulo Cafôfo não está a cumprir a independência partidária que durante a campanha eleitoral prometeu aos funchalenses.


AS FLORES E AS SEMENTES DO PAQUIPÓDIO

Flores do Paquipódio


Nome científico: Pachypodium lamerei
Nome vulgar: Paquipódio, Palmeira de Madagascar
Porte: Arbusto suculentoFamília: ApocinaceaeOrigem: 
Ilha de Madagascar Local das fotografias: Rua Conde Carvalhal, 28 AC, Funchal

Flores do Paquipódio


Fruto e sementes do Paquipódio


Fruto e sementes do Paquipódio

Texto e fotos: Raimundo Quintal

Madeira Decadente




Chamamos a atenção para esta reportagem de Tolentino Nóbrega no Público





JAIME RAMOS VENDE PRÉDIOS À FUNDAÇÃO PSD 

DE QUE É ADMINISTRADOR




Transacções ficaram isentas de impostos por despacho de membros do governo regional, também dirigentes do PSD-Madeira. Jardim despede-se hoje da festa no Chão da Lagoa.

A Fundação Social Democrata da Madeira tinha, em 2010, um património de 12,7 milhões de euros.

Empresas do império Jaime Ramos venderam dois imóveis à Fundação Social Democrata da Madeira (FSDM), num negócio em que o também secretário-geral do PSD interveio como administrador daquela instituição.
As transacções de um armazém e de uma fracção de um prédio urbano ultrapassaram os 1,7 milhões de euros. Estes negócios entre Ramos, empresário e administrador da fundação laranja, ficaram isentos de impostos por decisão de membros do governo regional, que integram igualmente os órgãos dirigentes do PSD-Madeira.
O armazém, com uso exclusivo de 11 lugares do estacionamento exterior da unidade industrial edificada pela ASQ-Armazéns Santa Quitéria-Empreendimentos Imobiliários SA, foi vendido por esta sociedade anónima do universo empresarial de Ramos à FSDM por 1,35 milhões de euros. A fundação pagou cerca erca 384 mil euros pela fracção do Edifício João de Deus, com dois lugares de estacionamento, construído pela sociedade Nova Madeira - Empreendimentos Imobiliários Lda. O licenciamento do projecto suscitou polémica por implicar a destruição de uma quinta localizada no Núcleo Histórico da Sé e inventariada na Carta do Património da Cidade do Funchal.
Os registos notariais dos prédios adquiridos pela FSDM tiveram dois outorgantes comuns: Jaime Ramos, agindo na qualidade de administrador da fundação, e Rui Cortez, gerente e administrador de mais de duas dezenas de empresas criadas pelo dirigente social-democrata, em representação das duas sociedades proprietárias dos imóveis. Nas transacções, o secretário e o director das Finanças madeirenses, Ventura Garcês e João Machado, membros do conselho jurisdicional e da comissão política regional do PSD, respectivamente, deferiram, a requerimento dos interessados, a isenção do imposto municipal sobre transmissão onerosa de imóveis e do imposto do selo. Por resolução de 2000, o presidente do governo, Alberto João Jardim, atribui à fundação a que também preside, a qualidade de pessoa colectiva de utilidade pública, com os consequentes benefícios fiscais e outros, nomeadamente isenção de imposto municipal sobre imóveis (IMI), mas também sobre transmissão onerosas de imóveis (antes Sisa), IRC, sobre veículos, taxas de espectáculos e tarifas reduzidas de energia eléctrica e água. Tem direito também a requerer expropriações por utilidade pública e a requisitar funcionários públicos, a tempo inteiro e remunerados. As suas actividades são de “interesse cultural”, pelo que os donativos são dedutíveis à colecta de IRS e considerados custos ou perdas do exercício das empresas para efeitos de IRC.
A FSDM tinha em 2010, de acordo com o relatório de avaliação das fundações elaborado pelo Governo da República, um valor patrimonial tributário isento no valor de 3,8 milhões de euros e não terá beneficiado de qualquer financiamento público entre 2008 e 2010. No entanto, recebeu apoios no montante de 1,1 milhões de euros, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural da Região (Proderam 2007/13), destinados à reflorestação da sua herdade no Chão da Lagoa, onde hoje terá lugar a festa anual do PSD. Jardim intervirá pela última vez como líder, se se confirmar a sua saída no final deste ano, tal como anunciou.
A festa custou 478 mil euros em 2009, segundo a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), que voltou a questionar o financiamento do evento com “custos bastante significativos”. Nesse ano, as dívidas do PSD-Madeira ascenderam a 5,9 milhões de euros, mais 31,1% face ao ano anterior, e o capital próprio era negativo em quatro milhões, o que configura uma situação de falência técnica. O partido devia 216 mil euros à fundação FSDM e tinha a receber desta 553 mil euros, situação que a ECFP diz ter “dificuldade em compreender”. Entre entre outras razões, apontou “ser o PSD arrendatário, na Madeira, de vários imóveis” que funcionam como sedes locais. Criada em 1992, a FSDM tinha, segundo o citado relatório, um património de 12,7 milhões de euros em 2010, integrando uma vasta frota automóvel, com viaturas topo de gama, como um Rollys-Royce, e 32 prédios onde funcionam sedes do PSD. Em Machico, a sede fica no Edifício Paz, construído por Jaime Ramos.


domingo, 27 de julho de 2014

PÉ-DE-VENTO NO LARANJAL


CÂNDIDO E ELMANO GARANTEM
TRADIÇÃO DO ARRAIAL MADEIRENSE


Depois de o Chefe debitar o seu último discurso lá em cima como líder PPD, dois militantes que fazem parte da mobília do partido envolveram-se ao palavreado e à tapona. Faz parte dos arraiais.


Fazendo jus à velha mensagem que Chefe Jardim sempre transmitiu aos seus operacionais do Laranjal, dois militantes já muito antigos, um apoiante de Manuel António e outro de Albuquerque, fomentaram esta tarde na Herdade o 'cheirinho a pólvora' que é a seiva do partido. Isso de se pôr 'de cócoras diante dos maricas de Lisboa' não é ali com os laranjas, honra lhes seja feita. Por outro lado, um arraial na Madeira sem ninguém molhar a sopa é mais chato do que um velório.



A festa do PPD não é melhor nem pior do que as outras: mais copo menos copo, mais despique menos despique, há sempre histórias para se contar no dia seguinte. Seja no carismático Monte, seja no Loreto, seja na Ponta Delgada, por essas freguesias dentro, incluindo a nossa aldeia do Funchal, como se sabe - também aparece fatalmente um ou outro focinho a sangrar, salvo seja. É muito nosso. Como se sabe. 
Bom.
Lá do alto das barracas social-democratas, descem sempre essas histórias, todos os anos por esta altura. Se não é o Johnnie Walker a rasteirar o sr. presidente, é uma troca de palavras para contar apenas nos corredores, ou mesmo coisa mais grave, como já aconteceu entre a malta do nosso Amigo Zé Pedro e o grupo de Rómulo, seu sucessor na Jota. Pois hoje, na Herdade, cheirou bem a arraial. 
Lá mais para o fim da tarde barulhenta e poeirenta, o sarilho instalou-se entre os stands da Ribeira Brava e do Campanário. Cândido Pereira, o nosso Amigo porto-santense que já foi deputado e candidato à Câmara do seu concelho, e outro Amigo, Elmano Gonçalves, figura do mobiliário da Rua dos Netos, elemento do secretariado embora pouco activo nos últimos tempos - ambos começaram por uma ligeira picardia.
Cândido envergando uma t-shirt de Manuel António. Igual a outras que levou e ofereceu pela Herdade. Elmano, apoiante de Miguel Albuquerque, a dar por garantida a derrota do secretário do Ambiente. A 'picar' o adversário. Houve quem estivesse por ali e julgasse que estavam a reinar pacificamente um com o outro. Mas, palavra puxa palavra, Cândido sente-se ofendido e puxa de uma cerveja, precioso elixir que despejou pelo ar como o nosso herói fez no Porto da Cruz, numa festa da uva. Só que Elmano também puxou, e puxou logo o quê se não uma tapona!... E então, tapona puxa tapona, até que, sem grande demora, os presentes separaram os dois companheiros de partido, que, com a zaragata, tanto colorido estavam a dar à festa que se pretende tipicamente regional.
E a coisa ficou por ali. Amanhã ainda se comentará o caso, mas depois incha, desincha e passa. Amigos como sempre. Coisas próprias de uma festa ao calor, com uma cervejinha em copo de plástico para refrescar.

FESTA DO PPD - em permanente actualização



REI MORTO, DELFINS PRONTOS

Os pretendentes à liderança do PPD-Madeira estão em peso desde manhã na Herdade das Carreiras. Miguel Albuquerque e João Cunha e Silva não abrem mão da estratégia de cavalgar a vaga mobilizadora dinamizada pelos respectivos apoiantes. Miguel de Sousa resolveu inovar.


JARDIM ORIGINA VAIA AO ATACAR ALBUQUERQUE


Miguel Albuquerque entrou na Herdade com uma tropa laranja calculada entre 300 e 400 apoiantes. Chegada impactante. Depois, andou pelas barraquinhas sempre acompanhado por esse exército de adeptos. As imagens mostram.






O Leitor vê? Uma multidão à volta do ex-presidente da Câmara, no caso à espera que as barraquinhas matem a sede ao pessoal. Atenção que também há gente assumida como apoiante de outros candidatos e que, apesar disso, convive com Albuquerque. Coito Pita, nesta última imagem, é exemplo disso. Ele declarou apoio a Manuel António Correia.
Quando, entretanto, chegou a vez de Jardim subir ao palco para discursar, reparou-se que, dos Delfins, só Manuel António e João Cunha e Silva resolveram acompanhar o chefe - mas com o vice muito discreto, na segunda das filas que se costumam formar atrás dos oradores.
Curioso que, quando Jardim se abalançou a um dos habituais ataques a Miguel Albuquerque, o auditório reagiu com uma vaia comedida. Geralmente, as plateias vaiam os ausentes citados pelos oradores. Mas, no caso, há também a interpretação de que o vaiado foi Meio Chefe. De um modo ou de outro, o incidente não foi significativo.
Na ocasião, o Rei da Tabanca chamava Albuquerque de "candidato da Madeira Velha"... e da maçonaria. Denunciando que a candidatura de Miguel anda a brincar às confrarias. Mal sucedido, Meio Chefe.


CUNHA E SILVA: A MOBILIZAÇÃO DO COSTUME

O vice do governo também contou com muitos apoiantes na Herdade. A visita pelas barracas foi animadíssima e João Cunha e Silva não teve mãos a medir nos contactos com os foliões do Laranjal.










MIGUEL DE SOUSA COM SEDE ABERTA NO ARRAIAL



A surpresa chegou de Miguel de Sousa: o antigo vice do governo e Delfim mais antigo do PPD-Madeira tinha conseguido arrematar uma das barracas da Herdade e lá montou uma espécie de sede campal. Com um imitador da voz de Jardim e tudo. 
Conclusão: Miguel de Sousa apanhou reunidas condições favoráveis, pegou no microfone e desatou a fazer a sua própria intervenção na festa. Prometendo aos adeptos trabalhar para que à sua volta se mobilize, a partir de hoje, uma onda que ajude o seu projecto a construir uma nova Madeira. E o povo ficou ali a ouvir a mensagem.












Além de dar um jeito a Miguel Albuquerque, fazendo deste Delfim a figura central dos seus ódios em plena festa, Jardim passou o seu discurso a perorar a respeito do julgamento que a História prepara sobre estes malucos tempos. Quanto ao futuro da Madeira, acha que depende do que acontecer brevemente ao PPD, à sorte da autonomia (não sabemos de que autonomia fala) e do tipo de relações com Lisboa. Coisas que já ouvimos na festa laranja do Paul da Serra, há uns 35 anos.
Como se confirmou hoje, o homem está mesmo de partida. Qual vaga de fundo! Delfins para lhe ocuparem o lugar na Rua dos Netos não faltam. Todos prontos.

MANUEL ANTÓNIO BRILHOU SEM CONVOCAR AS TROPAS

O Delfim do Ambiente decidiu testar a sua popularidade sem fanfarra nem tropa na peugada. Sem preocupações de massificação, foi porém registando pequenos 'banhos de povo' por onde passava.
Operacionais de outras candidaturas garantiram-nos não ter visto sombra de Manuel António Correia no ambiente festivo da Herdade, a não ser em cima do palco, na hora das habituais intervenções políticas. Pois estamos em condições de mostrar algumas imagens que podem ajudar aqueles que, na Herdade, não deram pelo candidato. Manuel António esteve lá... e bem rodeado. A própria 'Laranjinha', incondicional de Jardim, não sabia para que lado se virava.