domingo, 30 de novembro de 2014


JAIME SOUSA



Deixou-nos um grande madeirense. Um cavalheiro. Um enormíssimo maritimista. Um Amigo. 
Luís Miguel, Ricardo, demais Família: um grande abraço. 

sábado, 29 de novembro de 2014

DEBATE NA RTP-MADEIRA


UMA QUESTÃO DE ESTILO


Os Delfins recusam-se a perceber o que é que realmente está em causa para o dia 19 de Dezembro





Discordo do comentário formulado num programa de rádio esta manhã no qual o Dr. Ricardo Vieira considerava o debate de ontem à noite na RTP-M entre Delfins PSD como mais fraquinho do que os anteriores. O Dr. Ricardo Vieira tem razão quando aponta falta de preparação por parte dos candidatos em alguns dos temas aflorados. Falava-se de economia e do futuro da Madeira. Mas não foi o mais fraquinho. Não foi mais fraquinho nem menos fraquinho. Num aspecto, até ganhou aos anteriores. Desta vez, a 'entrevista a cinco' meteu uns laivos de debate, designadamente entre Miguel Albuquerque e Manuel António e entre João Cunha e Silva e Miguel de Sousa. Vá lá.
O programa da RDP esta manhã não falou de vencedores do debate. Mas também não há muito que dizer nesse capítulo. 
Manuel António e João Cunha e Silva esforçaram-se por centrar as conversas no futuro, tentando eclipsar os últimos anos de governação. Outra coisa não poderiam fazer. 
Sérgio Marques conseguiu novamente 'dizer coisas' num discurso fresco e por vezes surpreendente.
Miguel de Sousa empregou o seu registo habitual, de franco atirador mas com a matéria em dia, ou, como ele disse, com o trabalho de casa feito - e bem feito, aliás.
Miguel Albuquerque subiu uns furos comparativamente aos programas anteriores. Soltou-se e melhorou, obrigado pela necessidade de mostrar que está na corrida e que pretende vencer dia 19. Jogar para o empate deixou de ser confortável como já foi.
Este novo debate mostrou que os Delfins não conseguem descolar uns dos outros. Se em lugar de um debate se promovesse naquela mesa uma reunião para delinear o programa económico destinado aos próximos 4 anos da Madeira, a ideia resultaria bem. Mais corte aqui, mais acrescento ali, sairia da discussão um programa consensual, com a intervenção de todos. Aliás, enquanto co-partidários no Laranjal, estão condenados a ser complementares nas suas ideias para a Madeira.
O mais curioso é que, se sentássemos também naquele areópago José Manuel Rodrigues, chefe PP, e Victor Freitas, chefe PS, nem por isso deixaria de haver acordo num programa comum, cedência aqui, cedência acolá.

Nem de propósito, no programa de entrevista que antecedeu o debate de ontem na RTP-M, José Manuel Rodrigues apareceu a reiterar a sua disposição de fazer alianças para o próximo ano, seja com o PS, seja com o PSD. Uma entrevista importante depois de Victor Freitas ter praticamente rejeitado essa aliança. O líder do PP está seguro, politicamente maduro, consistente e inovador. E lidera o ainda maior partido da oposição, em número de deputados.

Quem será que tratará de coligações com José Manuel Rodrigues se o PSD-M ganhar as próximas regionais? Objectivamente: quem é que os militantes social-democratas escolherão para suceder a Jardim?

Pois, a essa questão prende-se uma realidade que poucos aceitam levar em conta.

O que está em jogo nestas eleições internas não é a governação futura da Região. Por mais que Gil Rosa, Miguel Cunha, a RTP-M teimem, as linhas programáticas executivas dos Delfins são conhecidas até à exaustão e já ninguém 'pode' com a lengalenga. Fizeram mal, salvo melhor opinião, em deixar para último debate, na revéspera das eleições (que são a 19 de Dezembro), as questões internas da casa social-democrata. 

O que os concorrentes deveriam estar a discutir à vista do público é o estilo a exibir por aquele candidato sobre cujos ombros recair a liderança de um partido que ganha eleições e está no poder há 40 anos. Que hoje enfrenta um futuro negro. É isso que os militantes precisam de saber com toda a clareza antes de entrar na assembleia de voto: que tipo de homem deve ser o líder?
A culpa não deve ser endossada unicamente à RTP-M. Os próprios candidatos, na campanha corrente, continuam a dar uma descarada prioridade aos temas da governação regional. É disso que andam há tanto tempo a falar nessas tertúlias, sessões de esclarecimento, jantares e patuscadas pela Região inteira.
Errado, julgamos. 
É o modo como cada um se propõe governar o partido que mais interessa aos filiados eleitores.
Sérgio Marques apresentou há mais tempo novidades para aplicar no partido. Na sua campanha, conseguiu pelo menos equilibrar as questões partidárias com as governativas. Foi criativo. 
Jaime Ramos, último a chegar à linha de partida, também esclareceu ao que vinha, sem rodeios: conservar o partido em banho-jardim, à luz do PPD-Sá Carneiro.
De resto, mais tecnocracia e menos partido.
O partido que se dane, o importante é a Madeira - já ouvimos dizer a candidatos.
E contudo não explicam como poderão governar a Madeira sem ser por intermédio de um partido!
Insistimos: mais ainda do que princípios e propósitos partidários, os militantes social-democratas precisam de conhecer o estilo que cada um dos concorrentes aplicaria na situação de liderar o partido. Todos os candidatos são sobejamente conhecidos dos militantes. Isso é uma coisa. Outra é saber-se o que eles serão no terreno, com a vara na mão.
O novo líder imitará Jardim? Tratará os adversários com adjectivos inclassificáveis? Procurará guerras diárias para desviar atenções? Manterá o famigerado contencioso da Autonomia com Lisboa? Chamará 'maricas' aos 'colonialistas' do Continente? Tratará de evitar que por mais uns bons anos a oposição regional consiga fazer passar um projecto no parlamento? Avançará para purgas internas sempre que elementos do partido manifestem um ideia diferente da do chefe?
Ou o estilo do novo líder será o de um bom coração, frágil perante a arrogância da capital do reino, demasiado tolerante com a oposição regional, sem pulso para disciplinar o partido?
Ou, ainda, será um meio termo, nem tanto ao mar nem tanto à terra, que governe moderadamente, mas com o pulso necessário?

É uma questão de pessoa, de estilo. Os madeirenses, militantes laranja incluídos, não aguentam o truculento estilo de Jardim quando Jardim não tem empregos e subsídios para dar. Os próprios aparelhistas do PPD voltam as costas a Jardim quando Jardim já não tem tachos para dar a ninguém.
À primeira oportunidade, iam fazendo escorregar na lama da derrota aquele que lhes proporcionou benesses em décadas. Jardim julgou que os aplausos se dirigiam aos seus 'lindos olhos'. Em 2012, Miguel Albuquerque veio provar-lhe o engano. Mostrou-lhe não ter medo de o enfrentar, mesmo que os meios do partido e do governo servissem descaradamente a campanha do chefe. 
O eleitorado laranja não esqueceu a coragem do então presidente da Câmara do Funchal.
Miguel de Sousa, João Cunha e Silva e Manuel António perceberam tarde que os fantasmas não mandam no futuro. O próprio Sérgio Marques, provavelmente em nome de uma lealdade afinal inexistente no Laranjal, deixou-se humilhar duas ou três vezes pelo chefe.  
É uma boa saída para alguns Delfins fugir à questão do estilo, das potencialidades pessoais de liderança. Preferem transferir o debate para os transportes aéreos e marítimos, promoção turística, PAEF, renovação-renovação-renovação, e por aí fora. 
Mas para eles, candidatos, o problema não é esse. Ainda não é esse.
No dia eleitoral, são outros aspectos da política que os filiados vão sufragar.

Delfins


MIGUEL ALBUQUERQUE EM SERVIÇO


Abertura da sede na Rua dos Ferreiros




Tertúlia no Caniço com uma simpática plateia



LARANJAL


DE SANTA QUITÉRIA PARA BRUXELAS

Se alguém quiser falar com o chefe, é esperar uma semana, pouco mais ou menos. Entretanto, satisfaçam o último desejo dele, deixem-no desgovernar até Outubro de 2015!





Chefe Jardim não aguentou a reunião inteira do conselho regional do PSD. A meia manhã deste sábado, alegou aspectos logísticos da sua viagem para Bruxelas e zarpou de Santa Quitéria. Deve ir no ar, a esta hora.
Antes, porém, o ainda líder teve tempo para mais uma das suas intervenções tipo pescadinha de rabo na boca: voltas e mais voltas com opiniões conhecidíssimas. 
Falou do futuro do partido e da "desgraça" que será se tiver de deixar o governo logo depois do congresso de Janeiro. Afirmou saber que Cavaco não está disposto a meter-se no assunto, mas que também não pensa em alterar eleições para antes de Outubro. De mansinho, Jardim adiantou a possibilidade de não chegar a haver congresso. De facto, num documento do secretariado aprovado esta manhã sobre o funcionamento dos próximos actos internos do partido, fala-se da hipótese de adiamento do congresso. 
Olá!
Jardim lembrou que, a realizar-se mesmo congresso, terá de ir ao Representante da República no dia seguinte com o pedido de demissão do governo. E que Ireneu Barreto terá de ouvir os partidos da oposição. Falar com o PR. Voltar a falar com o PSD. Enfim, um processo moroso que manteria a Madeira imobilizada durante demasiado tempo.
Para evitar essa "desgraça", o melhor é ele, Jardim, continuar a governar até ao fim do mandato inicialmente previsto - Outubro de 2015. Isso, claro, se mais em cima dessa data não houver ameaça de outra qualquer "desgraça", porque aí pode ser preciso ele continuar... a viajar para Bruxelas.
Pouquíssimos conselheiros ouviram estes e outros cenários cheios de elucubrações pela voz do chefe. Meia dúzia de 'gatos pingados'. Dos Delfins, então, só Manuel António apareceu. Jaime Ramos não pôs os pés em Santa Quitéria. Nem ele nem João Cunha e Silva, que até é presidente do conselho e deixou Jardim Ramos a dirigir os trabalhos. Tão bem os dirigiu o secretário regional apoiante de Cunha e Silva que permitiu a admissão de um documento para votação durante os trabalhos sem consulta prévia aos conselheiros.


Indefectíveis balbuciam elogios a Jardim

No pouco tempo em que esteve no Centro de Congressos, o chefe ainda ouviu algumas intervenções elogiosas para ele. Humanamente muito correcto. Não no caso de Alfredo Fernandes, o candidato a secretário-geral na lista de Sérgio Marques. Jardim já não ouviu essa intervenção. Aliás, remexeu-se na cadeira quando ouviu o nome do homem do oeste. Mas João Machado, apesar de primo do rebelde Miguel Albuquerque, Elisabete Fernandes e Francisco Gomes puderam exprimir cara a cara o quanto devem ao ex-eterno líder. 
Armando Abreu e Sara Madruga intervieram. Sobre aspectos técnicos.
Chegou-se a temer que Correia de Jesus usasse da palavra para elogiar o patrão - e aí com razões redobradas, porque é justamente ao presidente do PSD-M que o fossilizado deputado em S. Bento deve uma vida sentada e tranquila. Correia de Jesus chegou-se ao microfone, o que fez admirar a escassa plateia, porque ele, desmentindo a definição de parlamentar, não costuma dirigir-se a plateias. Não havia que espantar: Correia de Jesus só foi lá explicar aos presentes que Guilherme Silva e Hugo Velosa estavam ausentes... por causa dos ventos que prejudicavam as ligações aéreas.
Assim se esvaem os restos do jardinismo.

Para quem quiser flutuar no meio dos últimos delírios do jardinismo, deixamos o 'comunicado final' da reunião do conselho regional. Quando dizemos 'final' é um pró-forma. Como sempre, os conselheiros, quando chegaram à sala de reuniões, encontraram em cima da cadeira de cada um, como habitualmente, o comunicado que exarava aquilo que eles ainda iriam dizer depois, nos trabalhos. De modo que, com mais propriedade, deveria ser 'comunicado inicial'.

«1. O Conselho Regional da Madeira do Partido Social Democrata denuncia aos Portugueses a hipocrisia das direcções nacionais dos partidos representados na Assembleia da República.
Todos estes partidos falam de "reformas" e de "mudanças". Porém, num conservadorismo situacionista, protector dos variados "interesses" instalados através desses partidos, foi recusada requer a apreciação do projecto de revisão constitucional apresentado pelos Deputados sociais-democratas pela Madeira, louvavelmente conforme compromisso Destes com o eleitorado, e só após a saída da "troika".
O boicote de todos os partidos representados na Assembleia da República destina-se a impedir as propostas madeirenses de reformar o regime político de acordo com as necessidades dos Portugueses e com a evolução do mundo desde 1974, desta forma actualizando o 25 de Abril e defendendo o Estado Social.
As propostas da Madeira visam mudar o País neste momento tão difícil e sem Esperança, apontando um futuro possível aos Portugueses e afrontando as clientelas partidárias à mesa do regime político, bem como os "interesses" instalados, alguns ocultos a violar a transparência democrática que se exige.
O PSD/Madeira sabia que os partidos do situacionismo conservador que afoga os Portugueses, iriam sabotar esta iniciativa e lançar a vergonhosa cortina de censura que impede o conhecimento e a discussão pública nacional da alteração urgente e imprescindível do sistema político-constitucional.
Mas de qualquer forma apresentou o projecto, para que os Portugueses tomem consciência do que de muito grave bloqueia as Liberdades e o Desenvolvimento Integral.

2. Uma nova Comissão Europeia obriga os europeístas a insistir no caminho federalista para concretizar rapidamente a União, mesmo que contra os nacionalismos centralistas e orçamentalistas dos Governos dos Estados-Membros.

Apresentação do livro FLORA de Raimundo Quintal




As felicitações do 'Fénix' ao Professor Raimundo por mais esta obra que certamente constituirá novo êxito lá fora.

Funchal ao Vivo


Enviaram-nos duas fotos como tendo sido obtidas esta manhã junto ao miradouro das Cruzes. Ou temos vandalismo à solta ou ali está uma mensagem política qualquer cujo alcance não conseguimos atingir.



sexta-feira, 28 de novembro de 2014

DELFINS





'PESOS PESADOS' DO VELHO PPD
NO SECRETARIADO DE JAIME


Finalmente, pinguinha aqui, pinguinha ali, chegámos ao 'mapa secreto' de Jaime Ramos: as listas que vão à luta em 19 de Dezembro. Filipe Silva, Armando Abreu e Carlos Machado vão no secretariado. Rui Fontes confirma-se na comissão política, ao lado de Roberto Marote e Jorge Luís.


Elmano, Machado, Armando: ordem para salvar o jardinismo.


Homem da máquina laranja desde os primórdios do PSD-M, o candidato à liderança do partido Jaime Ramos apresentou uma lista para o secretariado recheada de figuras com grande experiência na matéria.
Filipe Silva, advogado e presidente do União da Madeira SAD, candidata-se ao lugar que ainda é ocupado pelo próprio Jaime: secretário-geral. Como um dos vogais, aparece Carlos Machado, o homem que na maior discrição actuou estes meses junto das bases para compor as listas de apoiantes destinadas a viabilizar a candidatura, bem como para reunir as caras da comissão política e do secretariado.
Jaime Ramos, que assumidamente pretende recuperar para o PSD-M a mística sá-carneirista e jardinista do passado, inclui na lista do secretariado outros nomes conhecidos, como vogais. Desde o barão Armando Abreu, como se esperava, a Elmano Gonçalves, figura do aparelho PSD, e a Arnaldo de Barros, eterno colaborador de Jaime - para terminar nos estreantes Carla Jesus e Fernando Gomes.
Trata-se de uma equipa composta por operacionais veteranos, ganhadores de guerras mil, a que se juntam quadros novos complementares.


Comissão Política também com novos e velhos




Gente que andou ligada ao Desporto integra lista de Jaime para a CPR 




Quanto à comissão política regional, podemos confirmar, atrás do nome de Jaime Ramos, o de Rui Fontes, que foi secretário regional de Jardim entre 1980 e 1988. Mais tarde, presidiu à Direcção do Marítimo. Hoje é empresário.
Roberto Marote e Alberto Casimiro também são nomes conhecidos no Laranjal que fazem parte dos planos de Jaime, em termos de comissão política.
O jornalista Jorge Luís, que fez carreira profissional na RTP-Madeira, é outro nome que consta da lista, bem como Miguel Afonso, antigo vereador no Funchal.
Rita Maria Vares, Rui Daniel Caires, José Manuel Oliveira, João Paulo Pereira, Dalila Fernandes, Agostinho de Abreu, António José Correia, Rita Ferreira de Vares, Carlos Correia Chícharo, Mónica Freitas, Gonçalo da Costa, Duarte Nuno Vasconcelos, Carlos Gouveia Martins, José Paulino Fernandes, Maria Fátima Costa, João Manuel Fonseca, Jacinto Gonçalves da Silva, Evangelista Nunes e Helena Paula Freitas são os restantes componentes da lista da comissão política regional concorrente às eleições do mês que vem.

Funchal


Desfalca-se grupo PND na Assembleia Municipal



Últimas posições de Eduardo Welsh fazem mossa: Donato Macedo está em vias de demissão. É o que nos diz o nosso infiltrado n.º 24 na enfeitiçada autarquia.





Após a atitude do deputado Eduardo Welsh em ter permitido a viabilização do orçamento da CMF na passada segunda-feira com a sua abstenção, são esperadas reacções no seio do grupo municipal do PND ao longo da próxima semana.

O deputado independente eleito nas listas do PND Donato Macedo, deverá formalizar dentro de dias o abandono do grupo parlamentar. Outras reacções, deverão ser tomadas pelos demais elementos da lista do PND, havendo a total perda de confiança em ter Eduardo Welsh como líder desse grupo, após as suas recentes atitudes.

Sabe-se que o núcleo do PND está desmoralizado com Welsh e que haveria a intenção dos restantes elementos renunciarem ao seu mandato em bloco. Contudo, Donato Macedo recusa essa via, pois alega que isso seria escancarar caminho ao domínio socialista que domina o Município, e que captura a coligação.

Outras fontes municipais, afiançam que elementos da família Welsh, nomeadamente Isabel Welsh, irmã do deputado, foram vistas em encontros com a presidência da CMF na semana anterior à votação do referido orçamento.

k-Câmara Escura

Vida Municipal



Senhora Câmara: vai remendar a adufazinha?

Ao alto do Pina, o perigo ronda. Os vizinhos deram parte, mas parece haver cera nos ouvidos ali para os lados da Câmara 



Continuaríamos calados não fora o caso de os nossos vizinhos aqui no Pina contarem o desespero de já terem reclamado na Câmara Municipal vezes várias sem que os competentes responsáveis - maneira de dizer - dêem mostras de querer resolver o problema.

Vamos a ele: um derrame no alto-mais-alto da Rua do Pina que há mais de uma semana vem alagando a via por aqui abaixo, ameaçando porcaria da grossa.
Os senhores da Câmara, pelo menos alguns, conhecerão a cidade. Incluindo a Rua do Pina. Sabem quão íngreme é tal artéria, com o clímax acolá em cima, no alto-mais-alto.
Agora imaginem o que é uma pessoa, que mal se equilibra com o piso seco dada a inclinação arrepiante, dá uns passos por ali com o asfalto escorregadio, daquela 'levada' que rega sem parar, por causa do derrame. Com o perigo suplementar que é o lodo que se está formando, mesmo junto às portas por onde os munícipes pagantes entram e saem... e com a agravante de haver sítios onde a água, o lodo e o óleo dos carros se misturam no piso da temível inclinação.
Imaginem o que não poderá suceder a um cidadão que escorregue na fossada - sobretudo se idoso ou idosa.
Bem: solicitamos humildemente à douta Câmara que venha ver in loco a razão das queixas dos nossos vizinhos.
A menos que estejam à espera que aconteça desgraça então para se mexerem. Poderá ser tarde.
Quase escapava um pormenor, que talvez interesse aos homens de Paulo Cafôfo: o derrame sai de uma adufa da própria Câmara. 












Delfins


NORMAS ANTI-CHAPELADA
PARA 19 DE DEZEMBRO




O secretariado social-democrata está na posse de um conjunto de disposições que deverão regular a eleição interna de 19 de Dezembro. Numa altura em que se fala muito de uma hipotética chapelada nas internas de 2012, desenvolvem-se esforços para eliminar atempadamente novos equívocos.
As coisas desta vez serão mais claras. Há 6 candidaturas, todas elas com a sua representação no acompanhamento das fases da eleição, e não parece possível proceder a qualquer irregularidade que não seja detectada no momento.
Em todo o caso, além do representante de cada candidatura com direito a estar presente por cada mesa eleitoral, será provavelmente aceite o nome de um suplente que substitua pontualmente o efectivo. Desde que, obviamente, não permaneçam na sede ambos em simultâneo.
Os delegados - ou representantes - não só terão acesso à consulta da cópia do caderno eleitoral utilizado nas mesas como terão direito a uma cópia desse documento.
Os boletins levarão o nome e foto de cada candidato. Mas, ainda há poucas horas, o secretariado debatia-se com um problema: dinheiro para custear o boletim com fotos,  mais caro.
Cada lista será identificada no boletim de voto por uma letra. Quanto à ordem das seis, poderá ser como há 2 anos: por entrada das candidaturas no partido.

Na fase da votação propriamente dita, haverá em cada sede uma cabina de voto com privacidade ao eleitor, que deve identificar-se devidamente. Isso praticamente nunca aconteceu em situações anteriores, o que nem sequer era grave, porque, à excepção de 2012, concorria uma lista apenas, a de Jardim, sem adversários. Agora é relevante.
A enunciação em voz alta, pelo presidente da mesa, do militante que vai votar permitirá aos 6 delegados descarregar esse nome.
Não haverá voto acompanhado e será proibida a presença na assembleia de voto a quem não pertença à mesa ou não represente uma candidatura como delegado. Essa disposição abrange os candidatos, que só entram para votar, saindo imediatamente.
As reclamações só serão consideradas se apresentadas por escrito.

A delicada fase da contagem de votos decorrerá na presença dos delegados das 6 candidaturas. Estes terão de assinar a acta que seguirá para a sede do partido, ficando uma cópia na posse de cada um deles. Mas os resultados, com recurso ao telefone e ao fax, chegarão à Rua dos Netos antes dessa acta
À necessária contagem final, na sede principal do partido, assistirão também os delegados das candidaturas, bem como o Conselho de Jurisdição. 
Será então elaborada a acta final, assinada pelos presentes. Essa acta final deverá, se for o caso, incluir reclamações ou impugnações.
Uma vez que o regulamento das eleições internas permite a desistência de candidatos até ao fim da tarde do dia 18, poderá acontecer que o boletim apresentado ao eleitor contenha um ou mais candidatos já fora da corrida. Nesse caso, o propósito é riscar dos boletins esse ou esses candidatos desistentes.

A serem estas instruções seguidas 'religiosamente', ninguém se queixará de chapelada. A desculpa não terá cabimento. Os Delfins que façam pela vida, pois. 

Eleições no PSD


FILIPE SILVA SECRETÁRIO-GERAL
NA LISTA DE JAIME RAMOS






Como costumamos dizer faz algum tempo, ou seja, de há 40 anos para cá, Jaime Ramos é sempre uma incógnita nas suas tácticas e estratégias. Ninguém consegue aproximar-se, a priori, do que aquela cabeça se propõe realizar.
O caso presente consiste numa alteração do que afirmámos ser o candidato a secretário-geral nas listas apresentadas ontem ao partido pelo actual líder parlamentar laranja. Afirmámos que esse lugar seria ocupado por Carlos Rodrigues (CTT) ou por João Carlos Gomes (Assicom). Ora, enquanto não saem a público as listas na íntegra, vamos arredondando os elementos a conta-gotas. 
Já esta manhã, garantiram-nos que nenhum dos indicados - Carlos Rodrigues e João Carlos Gomes - será candidato a esse cargo. O primeiro vai na lista da comissão política regional. O segundo, João Carlos Gomes, declinou o convite.
Quem está lá, segundo o nosso informador, é Filipe Silva, advogado, desde há muito colaborador de Jaime Ramos e actualmente presidente do União da Madeira SAD.
Também nos afiançam que Jorge Luís (ex-RTP) integra a comissão política proposta por Jaime. Mas é como dizemos: com aquele candidato, Jaime, só vendo tudo preto no branco, como se costuma dizer. Como na história dos prognósticos que João Pinto inventou.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Vida Municipal


As coisas são como são. Na circunstância, são assim: a Câmara do Funchal, pelo gabinete da presidência, enviou boas notícias de Natal aos funcionários que as aceitarem. Leia-se:




Em reacção, chega-nos um título como este:

A prenda envenenada de Natal de Cafôfo aos trabalhadores da Câmara....



...Sobre o texto que se segue, assinado por um K especial:

Naquela esperteza saloia de maximizar o "timing" pré-natalício, em forma de advento da boa-vontade fraternal, a equipa socialista que governa a Câmara do Funchal, escorre a cenourinha das 35 horas aos seus "estimados funcionários", mas sem referir a questão do chamado "banco de horas" e aquilo que o mesmo representa no contexto prático.

Por alguma razão o STAL (Sindicato dos Trabalhadores das Autarquias Locais), não subscreveu este acordo "bonzinho" e "fofinho".

O BE e o PTP, partidos "da esquerda" e "trabalhistas", que tanto folclore fazem à porta dos Horários do Funchal e demais sector público empresarial da Região na defesa doutros trabalhadores, mas que que apoiam esta governação municipal, deveriam se pronunciar, não quanto a este comunicado, mas sobretudo às "linhas escondidas" nele contidas.

k-kalkerkoisa

DELFINS


ALBUQUERQUE ABRE SEDE



A candidatura de Miguel Albuquerque terá, de amanhã em diante, uma sede para concentrar os serviços de campanha. Trata-se de uma instalação na Rua dos Ferreiros, 41 - frente à Farmácia Nacional.
As portas da sede serão abertas amanhã pelas 6 da tarde. O visual é o que mostramos nos desenhos aqui juntos.
Se a percentagem de votos dia 19 de Dezembro corresponder ao número da porta...



Eleições no PSD-M


NOMES E ROSTOS DAS LISTAS
DE MIGUEL DE SOUSA

Miguel Sousa apresentou a lista para a Comissão Política Regional e para o Secretariado da sua candidatura à liderança do PSD-M.
"Um novo ciclo da Madeira exige uma nova equipa com competência e experiência para enfrentar os difíceis desafios que temos por diante. Impõe juntar uma grande quota de juventude com ambição e vontade de garantir uma forte autonomia e plena democracia.
Uma lista de candidatos na qual nenhum ocupa qualquer cargo eleito nos actuais órgãos do partido. Uma verdadeira renovação.
"Outros falam de renovação mas incluem nas suas listas os mesmos que agora exercem actualmente cargos na Comissão Política, Direcção do Grupo Parlamentar, etc."
Uma média de idades de 49 anos assegura um bom equilíbrio entre experiência e juventude.
(Texto candidatura Miguel de Sousa) 


DELFINS


JAIME RAMOS METE NA LISTA
EX-SECRETÁRIOS DO GOVERNO




Candidatura patrocinada por Jardim, integrando Rui Fontes, avança mesmo hoje, se Jaime Ramos não mudar de ideias à última hora

Rui Fontes entre Miguel de Sousa e Jardim,
no governo 1980-84.



O secretário-geral do PSD-M e pretendente à liderança do partido conta com Rui Fontes, antigo secretário regional da Agricultura e da Economia, para integrar as suas listas. O também antigo presidente do Marítimo deverá seguir nos lugares cimeiros da lista para a comissão política regional.

Jaime Ramos apresenta hoje os nomes para a comissão política e para o secretariado. Este último órgão deverá levar à cabeça ou Carlos Rodrigues, director dos CTT, ou João Carlos Gomes, quadro da Assicom há muitos anos.
O candidato à liderança não entregará pessoalmente as listas. Mandará entregá-las. É o que nos dizem figuras próximas do carismático secretário-geral desde sempre o mais importante colaborador directo de Alberto João Jardim.
Aliás, os objectivos desta candidatura são manter de pé o espírito do jardinismo que impera na Região há 4 décadas. Tudo dentro das linhas traçadas por Sá Carneiro e na mobilização de massas que sempre caracterizou a vida do Laranjal madeirense.
A aposta desta linha não causa surpresa, já que patrocinada pelo próprio Jardim. Obviamente que fazia bluff quando dizia ter ficado surpreso com a iniciativa do líder parlamentar. Os apoios do JM a Jaime Ramos e o retraimento na relação com Manuel António mostram que o ainda líder do partido mudou de favorito.
Ao que nos informam, Brazão de Castro, outro antigo secretário regional, também integrará as listas de Jaime, assim como Alberto Casimiro, que foi presidente da junta de freguesia de Santa Maria Maior.
Estas informações - não podemos deixar de observar - ficam sujeitas ao que de facto se passar com as listas de Jaime Ramos, cuja imprevisibilidade é capaz de tudo em cima da hora.


TEXTO DA PROPOSTA DE LEI 
DE MIGUEL DE SOUSA
PARA LEVAR A S. BENTO


À disposição dos interessados e para memória futura


Laranjal


PROPOSTA DE LEI APRESENTADA
POR MIGUEL DE SOUSA



O candidato à liderança do PSD-M concretiza diligências a favor do sistema fiscal regional que sempre defendeu







quarta-feira, 26 de novembro de 2014


TURPENTINE - Jardim Botânico José do Canto


Nome científico: Syncarpia glomulifera
Nome vulgar: Turpentine
Porte: Árvore
                         Família: Myrtaceae
Origem: Austrália
                         Local das fotografias: Jardim Botânico José do Canto – Ponta Delgada – São Miguel

Observações: Esta árvore de grande porte e da mesma família dos eucaliptos floresce no fim da Primavera, seguindo-se a formação de pequenos frutos capsulares, que parecem pequenas naves espaciais.

Turpentine (Syncarpia glomulifera)

Pode encontrar informação sobre esta e muitas outras espécies no site do JARDIM BOTÂNICO JOSÉ DO CANTO (http://www.josedocanto.com/plants/)

Mas melhor é visitar este JARDIM ROMÂNTICO NO CORAÇÃO DE PONTA DELGADA.
               
Texto e fotos: Raimundo Quintal

ELEIÇÕES NO PSD-M


JARDIM DIZ QUE VAI IMITAR CUNHAL
E TAPAR OS OLHOS AO VOTAR 



O antigo líder comunista fechou os olhos para não ver as bochechas de Soares no boletim de voto em 1986. O chefe do Laranjal vai fazer o mesmo, dia 19 de Dezembro 

A reunião da falida comissão política regional do PPD, segunda-feira, não passou de um ritual de feiticeiros à beira da cova, uma sessão de magia negra na desesperada tentativa para liquidar os comparsas ausentes. Um escabeche de tal ordem que nem houve nada para reproduzir depois aos jornalistas.
Os Delfins ainda hoje devem sentir queimaduras nas orelhas à conta das chispas que os jagunços em fim de carreira lhes lançaram outra vez neste desmontar de feira.
Para culminar, Meio Chefe anunciou como fará no dia 19: imitar Álvaro Cunhal, tapando os olhos e traçando uma cruz ao calhas.
Os futuros ex-jagunços discutiam como haverá de ser o boletim de voto: se com fotografia de cada candidato ou só com o nome. Pois para Jardim será o mesmo, segundo deixou perceber.
Se Cunhal, quando obrigado a votar Soares nas presidenciais de 1986 para evitar a direita de Freitas em Belém, se Barreirinhas, pois, disse que ia tapar a foto de Soares para nem ver as bochechas dele ao dar-lhe a cruzinha, o Rei da Tabanca madeirense pega no exemplo e imita-o.
Já se sabia: o homem não quer ninguém no seu lugar e já conseguiu rebentar o PPD por dentro (o que lhe agradecemos com veemência). Aliás, ele atirou-se dias atrás a 5 Delfins numa daquelas atoardas do 'boca pequena', criticando-lhes o facto de levarem o processo eleitoral interno para o DN, o que, dizia a imbecil 'charge', contraria o que foi ordenado pelos órgãos do partido.
Assim, tanto 'apanharam' Sérgio e os dois Miguéis como os governamentalistas Manuel António e João Cunha e Silva - este com a 'suprema ofensa' de até publicidade estar a colocar no jornal maçónico dos Blandy's.
Quem recebeu compensação foi Jaime Ramos, o único com direito a entrevista no JM, embora na qualidade de secretário-geral. 
Desde essa bocarra no 'boca pequena', as coisas radicalizaram-se ainda mais na Tabanca das Angústias: agora o homem até vai fechar os olhos para não ver nenhum Delfim. É uma cruz e pronto. Nem Jaime escapa.
Bem, o chefe demissionário agora ocupa-se com outras tarefas. 
Uma é fazer a corte a Sócrates, para desencorajar as investigações aos que alegadamente provocaram danos a Portugal - que é para não chegar à Madeira, evidentemente.
Outra é armar ao durão com o PPD lisboeta, a propósito da votação no Orçamento do Estado que teve o 'não' dos 'profissionais do parlamentarismo' eleitos pela Rua dos Netos. Ainda hoje, no JM, ele ataca indecentemente companheiros social-democratas nacionais. E assume um "distanciamento claro" com o PSD nacional. No primeiro caso, não há motivo para expulsão, porque diatribes entre militantes são tratadas em tribunal. No segundo caso, já dá 'direito' a pontapé no traseiro, à luz estatutária, por haver prejuízo para o partido.
Nota final: quando é que o homem escreve em português, para percebermos tudo? Ele foi há minutos cortar o escasso cabelo, na Rua da Queimada, então que vá lendo a última página do JM, faça uma revisão do artigalho e veja tal arrazoado.
Nota final 2: o carro com motorista foi levar o sua excelência até à entrada da Rua João Tavira, perto do barbeiro. Em que carro irá daqui a um par de meses?  

Opinião


Plágios


No artigo de opinião intitulado “uma cidade para as pessoas”, assinado pelo Professor Dr. Paulo Cafôfo, podemos constatar que o Sr. Presidente da CMF potencializa os seus talentos através do plágio. Para alcançar semelhante proeza, inspirou-se numa musa, copiando descaradamente citações publicadas no Jornal Único, proferidas pela Arquitecta Susana Silva. A preguiça de pensar, aliada à tremenda criatividade traduziram-se, ainda, num blog brasileiro (Sebrae) servindo de complemento ao artigo iluminado pela internet. Piece of cake. Google it!
Idries Shah, no seu livro “Aprender a Saber” defende que “copiar a virtude de outro é mais cópia do que virtude. Tente aprender em que a virtude está baseada.”
Este enfiar de pé na argola faz lembrar a fábula do corvo que queria imitar a águia - Uma águia caçou um cordeirinho. O corvo, tentando imitar a águia, lançou-se sobre um carneiro mas, com tão pouco conhecimento na arte de caçar, as suas garras enredaram-se na lã. Um pastor, vendo aquilo, recolheu o corvo e levou-o para casa. Os seus filhos perguntaram que ave era aquela, e ele lhes disse: - É apenas um corvo que acredita ser uma águia.
Moral da história, parafraseando o sábio sufi Hafik, “só os ignorantes procuram imitar o comportamento dos outros. Os homens inteligentes não perdem o seu tempo com isto e desenvolvem as suas habilidades pessoais. Sabem que não existem duas folhas iguais numa floresta com cem mil árvores.”

Cíntia Fernandes

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Delícias da Madeira Nova


'BARBAS DE MOLHO'

José Sócrates recebe da Madeira inesperados e subtis apoios dos que lhe chamavam ladrão. Quanta amabilidade!



Partilhamos a defesa da presunção de inocência. Um direito legal do cidadão que, aliás, não é aplicado no País. Na Lusitânia, o sujeito é indiciado como transgressor e, ao invés de o acusador ter de provar a culpa, é ao arguido que compete reunir elementos que o ilibem perante a opinião pública, se acaso estiver inocente. Só que, entretanto, a condenação foi exarada pela voz popular, por influência - mão à palmatória - de uma comunicação social em descarrilamento. O estigma fica para o resto da vida do desgraçado. 
Ninguém está acima da lei. A lei é igual para todos. São chavões que servem para umas situações e não para outras. Como por exemplo no crime que é proceder a linchamentos na praça pública de pessoas impropriamente acusadas.
O curioso, regionalizando a temática em voga, é o silêncio total a que se remeteram os opinadores políticos da Tabanca - naturalmente sob o argumento de que não é ético retirar aproveitamentos políticos dessas coisas. 
Silêncio total, vamos indo. 
Ainda hoje, surge no seráfico JM uma secção habitual a divagar sobre os atentados aos direitos do Homem neste País. Referência evidente à "condenação na praça pública" de Sócrates. Um grito de cima a baixo pró-Sócrates.
Diachos! Onde é que andam as vozes que nestes 40 anos delatavam aqueles que não faziam o jogo do regime tribal, tentando marginalizar conterrâneos e massacrar politicamente os adversários?
Começo a duvidar desta cabeça. 
Sonhámos que certo indivíduo mandou a população de um bairro camaralobense linchar os comunas que aparecessem lá na zona?
Aconteceu mesmo a publicação no JM de nomes de madeirenses que assinaram um documento de apoio às comemorações do 25 de Abril, vai para muito tempo? 
Ainda agora mesmo, foi impressão minha que o mesmíssimo JM, sob a batuta de Meio Chefe, escarrapachou na página social as fotografias dos próprios social-democratas que apoiam - calúnia para alguns - o primeiro-ministro Passos Coelho, para que os filiados PSD votantes em 19 de Dezembro façam justiça pelas próprias mãos?
Ouvimos ou não ouvimos, vezes sem conta, o armão das Angústias e seus jagunços apelidarem o mesmo Sócrates de ladrão e aldrabão? 
Nem sequer vamos recordar aqui os nomes feios chamados a políticos e jornalistas locais deliberadamente para os assassinar socialmente.
Pois vai-se ver agora, que a situação sugeria uma carga sobre o ex-primeiro-ministro detido preventivamente e apanha-se com esta defesa inesperada - e com silêncios de compreensão difícil.
Ou talvez evidentes.
Vale e Azevedo, Sócrates, tantos outros foram chamados a contas depois de terem saltado para longe do pedestal, das imunidades e das impunidades.
O tempo é de andar com as 'barbas de molho'.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Vida Municipal


PLANO DA CMF CHUMBA MESMO

Uma vez suspensos os trabalhos em virtude de o PP alegar engano quando ajudou a chumbar o Plano da Câmara, procedeu-se a uma conferência de líderes da Assembleia Municipal, pouco depois das 5 da tarde. Mas o caldo estava entornado: a votação foi considerada válida.
Temos assim a situação insólita de a Câmara dispor de Orçamento para 2015 (aprovado hoje graças à abstenção de Eduardo Welsh do PND e o voto de qualidade do presidente da AM), mas não o Plano de Actividades.
Isto a não ser que haja um volte-face ainda hoje. É que os trabalhos continuam e ninguém sabe o que poderá sair dali. 

Nota - Enfim, os trabalhos acabaram no limite da hora - 6 da tarde. Mas só foram despachados 5 dos 12 pontos em agenda. Consequência: os deputados voltam quarta-feira para continuar a reunião. Sobre o chumbo do Plano, Lino Abreu assumiu a responsabilidade do involuntário voto dos centristas - abstenção -, por leitura errada do documento. O Plano regressa à Câmara e depois estará na reunião de 15 de Dezembro da Assembleia Municipal. Fazemos votos para que mais ninguém se engane, se quiserem evitar que a vereação fique durante um ano a olhar para o Orçamento de mãos atadas.

Vida Municipal


CÂMARA PRECISA DE IR AO MAMADU

O Orçamento passou com recurso a desempate e o Plano foi chumbado... por engano



De monotonia ninguém se pode queixar na Câmara do Funchal. Depois de tantos episódios nos últimos dias com impacto na opinião pública, hoje mesmo há novas histórias para contar.
É democracia! - bradarão uns.
É desnorte! - dizemos nós.
A Assembleia Municipal está neste momento com os trabalhos suspensos. Porque o Plano foi chumbado e, em face disso, os deputados municipais do CDS-PP disseram que se tinham... enganado!
Ou seja: os populares optaram pela abstenção e, encontrada uma derrota para o Plano, toca de fazer um recuo para tentar segunda votação. É disso que estão a tratar lá para dentro, neste momento.
Já antes foi um caso sério para fazer aprovar o Orçamento municipal para 2015. No final da contagem, PSD, CDU e PND somaram 21 votos contra o documento. Outros 16 deputados da Mudança e 5 do CDS votaram a favor. Conclusão: foi preciso recorrer ao voto de qualidade do presidente da AM, Rodrigo Trancoso, que se decidiu por viabilizar o Orçamento.
Esperemos pelo que acontecerá com o Plano. E que ninguém se engane outra vez, porque as pessoas precisam de jantar e seguir a novela... do Sócrates.
Finalmente, já que ir às nossas bruxas não tem dado resultado, a Câmara que vá a tratamento de choque. Uma consulta com Mamadu talvez dê em alguma coisa. Agora não sabemos que bruxo conseguirá aguentar este município durante mais 3 longos anos.

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO FUNCHAL
HOMENAGEIA PAULO MARTINS




O antigo líder do Bloco de Esquerda Paulo Martins, recentemente falecido, vai ter o nome integrado na toponímia da capital madeirense. A decisão unânime foi da Assembleia Municipal, na reunião em curso esta manhã nos Paços do Concelho.
O voto, também merecedor de aclamação, foi apresentado com emoção pelo deputado municipal do BE/Mudança Pedro Marques. 
Por recomendação do PSD, será prestada informação à família do carismático e histórico político que durante a sua carreira, e embora na liderança de um partido minoritário, se assumiu como o rosto da esquerda madeirense.