quinta-feira, 31 de março de 2016

Reviravolta na JSD-M


Depois dos resultados no Funchal anunciados esta quinta-feira pelo JM, a tendência favorecia Carolina Silva. Mas os votos do Funchal já não são os determinantes neste tipo de corrida. Câmara de Lobos provocou um volte-face. Publicamos um texto da candidatura de André Alves.


CÂMARA DE LOBOS PROPICIA
DIANTEIRA A ANDRÉ ALVES 



André Alves arrasa em Câmara de Lobos e tem uma esmagadora vitória. Temos reviravolta na corrida às eleições da JSD! André Alves ganha no Porto Santo e em Câmara de Lobos.

Decorreram hoje as eleições de delegados da JSD Madeira no concelho de Câmara de Lobos, que elegeu os seus 29 delegados ao Congresso Regional desta estrutura. A lista B, afecta a André Alves, obteve 64 votos, o que se traduz em 21 delegados, enquanto que a lista A, apoiada por Carolina Silva, conseguiu 24 votos, correspondentes a 8 delegados. O resultado neste concelho altera o panorama regional, uma vez que André Alves consegue a dianteira desta corrida com 49 delegados eleitos, contra 39 da sua opositora. 
Estes resultados estão apurados após as eleições em 3 concelhos, nomeadamente Porto Santo, Funchal e Câmara de Lobos.
De referir ainda que o número de votos obtidos pela lista dos apoiantes de Carolina Silva no concelho de Câmara de Lobos é inferior ao número de delegados constantes dessa mesma lista.

Congresso em Gaula




Diplomacia paralela



CAFÔFO TRATA DA MOBILIDADE DOS AVIÕES
E ESQUECE-SE DA MOBILIDADE EM TERRA




É a própria câmara a dificultar a fluidez do trânsito. Veja-se o caso da Rua 31 de Janeiro. Por outro lado, fica-se com a impressão de que os semáforos do Funchal só têm o 'vermelho'


Que a Câmara do Funchal, à semelhança do Governo da Tabanca, arranca dinheiro aos bolsos do contribuinte para pagar indulgências à comunicação social, que assim fecha os olhos e transforma desmandos incríveis em sucessos executivos, disso toda a gente está ciente. Hoje mesmo, com a costumeira promoção 'jornalística', Paulo Cafôfo protagoniza mais uma rábula da sua 'diplomacia paralela', em terras peninsulares.
Nada de novo.
Mas temos algo a dizer ao professor presidente. Homem! Governar uma câmara não é combinar uma manchete de jornal a dizer que vai fechar a Rua Fernão de Ornelas ou outra qualquer, para depois aparecer em nova manchete a dizer que, ouvidos os comerciantes, já não vai fechar nada. Fazer alguma coisa pelos que o elegeram não é aparecer no boneco impresso ou televisivo a dizer que vai almoçar ao roseiral do Rui Moreira ou ao Vaticano com o Papa Francisco, em jornadas ostensivas e inócuas de que ninguém se lembrará 15 dias depois.
Essa reunião de 'altíssimo nível' hoje, entre os regedores do Funchal e do Porto, destina-se, se lemos bem, a resolver a problemática da 'mobilidade aérea'. Pronto, falem disso. Das ligações turísticas feitas pelo ar. Mas trate, sr. autarca, de pôr também os pés aqui no chão, no terreno da sua jurisdição que nega mobilidade 'a butes' e de carro aos ingénuos, como nós, que o elegeram.
Quer exemplos?
Homem, aquele lugar dado na 31 de Janeiro ao Laboratório de Saúde Pública, para estacionamento até uma hora a cada carro, é da responsabilidade da sua câmara? Só pode ser. Ora, então não sabe do transtorno que a paragem de camionetas naquela rua, entre a Ponte do Bom Jesus e a Ponte Nova, já provoca em termos de 'mobilidade' viária? Os carros da fila da direita obrigados a ficar à espera que uma alma caridosa à esquerda dê passagem, enquanto o engarrafamento se vai formando mais abaixo, atrapalhando até as viaturas que vêm do Bom Jesus quando o sinal abre para estas? E então vai complicar as coisas dando mais um lugar, abaixo da referida paragem, para obrigar o trânsito ainda a mais ziguezagues? 
Apear ou embarcar uma pessoa é operação que precise de uma hora?!
Oh sr. regedor Cafôfo, por que raio não cede os lugares de 4 ou 5 motas daqueles tantos que roubou aos automóveis para lhes dar a elas, motas, no passeio encostado à Câmara (Rua do Marquês), para poder resolver o estacionamento do carro ao serviço do Laboratório?
Mesmo a tratar dessa 'mobilidade no ar' com o autarca tripeiro, arranje uns minutos para ver como pode fazer o mesmo à frente da Loja do Cidadão - dar uns lugarinhos das motas para um ou dois carros -, onde alguém portador de deficiência, necessitado de ir à Loja, possa ter um mínimo de qualidade de 'mobilização'.
Abreviando a longa série de obstáculos que andam a chatear os munícipes (estes por azar só podem pôr os edis na rua depois de 4 anos de aselhices), pedimos que dê também uma olhadela aos semáforos da capital da Tabanca. Nas mais das vezes, um pacato condutor leva com todos os vermelhos de cima abaixo na 5 de Outubro! E depois vai apanhar com a mesma receita na Avenida do Mar, de ponta a ponta!
Pode parecer incrível, mas o Funchal hoje parecia só ter sinais vermelhos! Chegar a casa foi um milagre, e ainda assim à custa de 'furar' vermelhos ou pelo menos os amarelos.
Esperamos que a almoçarada de hoje com o Rui do Porto tenha corrido bem. Mas pondere na sua vida, caro regedor, acredite que os eleitores também já lhe estão a preparar uma caldeirada para estar prontinha em finais de 2017. Uma dica para o pôr à vontade: a um ano e meio do manjar, o caldo já está a azedar! O surrealismo mediático está a passar uma imagem distorcida. 

Podem dizer, quando protestamos que só vimos vermelhos hoje no Funchal, que estamos a asneirar, tentando fazer desaparecer os sinais verdes. Mas a Câmara também fez desaparecer 100 anos de Lido e continua ali tranquilamente a cometer asneiras atrás de asneiras.


FALTAM AS FLORES NA ROTUNDA DO INFANTE
A Rotunda do Infante é a mais notável das rotundas da cidade do Funchal.
Durante muito tempo esteve exemplarmente florida. As maravilhas, as malvas (pelargónios) e as manhãs-de-páscoa sucediam-se. Não havia períodos mortos naquele local estratégico da urbe.
Agora os turistas não têm flores para fotografar. Têm plantas secas a ornamentar o lago.
Vamos lá
 plantar. Vamos lá acabar com as guerrinhas paroquiais e juntar esforços para que o Funchal volte a ser a cidade mais florida da Europa.
Funchal, 31.03.2016
Raimundo Quintal

Convite



'Má despesa pública'



Para seguir em

http://madespesapublica.blogspot.pt/2015/11/saiu-o-contrato-milionario-das.html

quarta-feira, 30 de março de 2016

Ventania


Eis a árvore que caiu junto do Mercado



LOBO MARINHO EM DIFICULDADES 
PARA ENTRAR NA PONTINHA


À primeira, não entrou. Vejamos a sequência da curva para trás. 






Agora vai a segunda tentativa. E sempre consegue entrar.





Ventania produz notícias desagradáveis (actualizado)





Árvore 'chama da floresta' junto ao Mercado dos Lavradores acaba de ser derrubada pelo vento intenso que assola a Madeira, estatelando-se sobre um automóvel.
O vento já alterou os programas de voos envolvendo o Aeroporto de Santa Cruz, provocando o desvio de inúmeros aviões.
Há outros estragos na Madeira.
O vento, com rajadas acima dos 100 km/h, vai continuar por mais umas horas.

Fotos: JORGE REIS








NA SEMANA ANTES DA FESTA DA FLOR...
Na próxima semana a Madeira irá viver mais uma FESTA DA FLOR.
Vários eventos deverão ser anunciados pela Secretaria do Turismo, que, com certeza, farão as delícias de madeirenses e visitantes.
Ninguém com bom senso nega a enorme importância da FESTA DA FLOR para o turismo da Madeira.
O CORTEJO DA FLOR é, sem dúvida, uma manifestação cultural de elevada qualidade, expressão duma enorme mobilização intergeracional, aplaudida e elogiada pelos muitos milhares de turistas.
No entanto, não há FESTA DA FLOR com sucesso sustentável sem jardins, públicos e privados, floridos e bem cuidados.
A Madeira possui quintas, parques e jardins com uma enorme riqueza florística, mas, infelizmente, muitos encontram-se num doloroso estado de degradação.
Não consigo assistir calado ao desleixo epidémico que atinge com gravidade o Passeio Público Marítimo, o Parque de Santa Catarina, o Jardim da Praça do Povo, a Quinta Magnólia, a Quinta das Cruzes, o Jardim de Santa Luzia, o Parque Leite Monteiro (Parque Municipal do Monte), a Quinta Jardins do Imperador (ex Quinta do Monte) ou o Jardim Botânico da Madeira.
O Jardim Botânico da Madeira, rebatizado em 2009 como Jardim Botânico Engº Rui Vieira em homenagem ao seu primeiro diretor, foi visitado em 2015 por mais de 350.000 turistas, que no global devem ter deixado na bilheteira uma verba de aproximadamente 2 milhões de euros.
Julgo que não incorrerei em erro se afirmar que é a maior atração turística paga na Madeira.
Esse estrondoso sucesso não impediu uma progressiva degradação, que, conjuntamente com as imagens das flores é levada nas objetivas dos visitantes.
Não quero aqui e agora escalpelizar em pormenor as questões relacionadas com a identificação das espécies,com a situação do sector das plantas agro-industriais ou com o abandono de alguns canteiros.
Para já vou circunscrever a minha indignação ao avançado estado de abandono da estufa localizada na parte alta do jardim, cartão de visita para os turistas que chegam no teleférico, ao estado do piso entre a porta norte e a área central do jardim, à feia e inacessível estufa das orquídeas e bromélias encostada a um muro no centro do jardim e aos riachos e pequenos lagos abandonados.
É tempo de passar das palavras ao trabalho de recuperação e revitalização.


Texto e fotografias: Raimundo Quintal

Expo virtual a não perder




http://photographiamuseuvicentes.gov-madeira.pt/

O Santo e a saga




SINFONIA DE AROMAS 
E CORES
Rudbeckias, sálvias, margaridas, altéias, goivos, zínias, tagetes, raquéis, eufórbias e esporinhas juntaram-se no Jardim Municipal do Funchal numa sinfonia de aromas e cores para festejar o início da Primavera. 
Parabéns à equipa de jardinagem, que há muitos anos monta este espetáculo apreciado e elogiado por incontáveis amantes das flores.



Contra o silêncio das 4 Fontes


Têm andado na berlinda notícias sobre algumas paróquias da diocese. Como habitualmente, as encrencas não encontram eco no establishment do paço episcopal. Mas no interior da Igreja há quem tenha opinião, frontal e crítica. O padre José Luís Rodrigues já se manifestou sobre estes assuntos. O padre José Martins Júnior também, no seu blogue Senso & Consenso. Um brilhante texto que, com a devida vénia , reproduzimos no Fénix. 



COMÉDIA SÉRIA, ONDE ENTRAM POLÍCIAS, BISPOS, PADRES E PORTAS SEM MISERICÓRDIA



Não era  este o tema que reservei para terça-feira de Páscoa. Creiam, mesmo, que as mãos me pesam mais que noutros dias sobre este teclado de notas alfabéticas. A qual músico e a qual ouvinte agrada tocar ao piano repetidas dissonâncias ou escutar cacofónicas percussões?
         Por isso, quero  ser  breve. Desde logo, pela motivação circunstancial que amigos meus me trouxeram  acerca de um incidente ocorrido numa das pacatas nortenhas paróquias da Madeira onde foi  solicitada a PSP pelo respectivo jovem pároco.  Perante a minha quase indiferença em relação à notícia (para mim, mais do mesmo) fiquei amarrado à “provocação” dos meus amigos interpelantes: “Então não reage? Vai fazer o mesmo que a diocese que se esconde sempre nos silêncios cúmplices?”
         Aqui vai, pois, uma pequena amostra  do que penso e sinto.
         A Diocese, no feminino (em francês é masculino, le diocèse) é uma entidade abstracta, sobretudo entre nós, ilhéus. Não tem rosto, duvido que tenha alma, pelo menos, alma evangélica. Quando é chamada à colação,  não reage. Usa uma arma secreta: o silêncio dos cemitérios. Entretanto, ela  reconhece-se pelo corpo, nas suas estratégicas aparições,  nas paradas espectaculares, nos jantares e inaugurações governamentais,  nos arraialescos festejos de verão e nos partos litúrgicos pré-natais. De longe dá nas vistas pela anafada cinta vermelha e pelo régio brilho de uma cruz dourada, à imagem e semelhança dos brasonados oficiais do reino.
         Falo do que se vê a olho nu. E de mais alguma coisa que vi, sobretudo, nos três últimos titulares madeirenses, de entre os sete que conheci como inquilinos do Paço. Confrange-me -.mas não afecta a minha fé no Cristo Nazareno, anti-sinagoga e anti-diocesano – sim, confrange-me olhar a paisagem.  Numa ilha pequena, Madre das Cristandades de outrora, onde nos tempos mais recentes tem reinado a prepotência política, o favoritismo, a mediocridade e o nepotismo, esperava-se (e os madeirenses mereciam) um pastor verdadeiro, cuja mitra fosse cultura e talento e cujo báculo fosse “chicote no templo dos vendilhões” e, por outro lado, arrimo seguro para os mais débeis do seu rebanho, os proscritos dos poderes mundanos. Em vez disso, porém, coube-nos a sorte de uma diocese, corpo sem alma lá dentro. Diocese-Instituição. Há modestas autarquias rurais com melhor e mais responsável sentido de liderança, vigilante e humanista. Talvez até simples associações e colectividades de bairro, porque têm alma e dão o corpo às balas, em defesa da Verdade que professam.
         Pelo que acabo de dizer, nada me espanta o “lavar-de-mãos na bacia  de Pilatos” por parte da Mitra. Ê mais do mesmo. Um eclesiástico    subalterno  entende transgredir as mais elementares normas urbanísticas, outro espuma retaliação contra uma instituição centenária e exclui-a da igreja-mãe a que sempre deu colaboração; este chama a polícia, aquele abre-se aos apetites políticos de um governo que lhe faz obras faraónicas, inúteis – e onde está a Diocese? No retiro dos cenóbios ou na paz dos sepulcros. Um bispo toma conta de uma quinta, legado pio para abrigo dos sacerdotes na sua velhice – e que diz o hierarca diocesano?  Zero!
         Termino já, porque não me conforta nada pôr a secar na via pública o estendal de roupa esfarrapada que não aquece a nudez de ninguém.
         Ficaria, porém, incompleta a mensagem aos meus amigos interpelantes deste dia 29, se não citasse a resposta da Diocese – a mesma entidade sem rosto, não se sabe quem responde, se o Chefe ou se o vice -  que ofereceu como antídoto e consolo, no caso da paróquia nortenha, uma receita de “misericórdia” perante duas devotas que, a  pedido do jovem pároco, a  polícia devia expulsar da igreja.. Misericórdia! É o que está na moda neste ano de abrir de portas. Nem me apetece comentar. Seria uma boa deixa para Dante escrever  uma outra versão da  “divina comédia”, revista e actualizada.
         Misericórdia! Não brinquem nem nos tomem por tolos. Terá sido por “misericórdia” que a Diocese deu aval ao Governo Regional para mandar 70 (setenta) polícias atacar e esvaziar a igreja da Ribeira Seca, em 1985?... Foi por “misericórdia” que cortou a essa igreja a venda das hóstias para a Eucaristia?... Foi também por Santa “misericórdia” que não deixou entrar nessa igreja, em 8 de Maio de 2010, a Imagem Peregrina?... E será por que carga “misericordiosa” os bispos da Madeira, há 42 anos,  não têm força para  administrar o sacramento do Crisma na igreja da Ribeira Seca?..
         Misericórdia, Papa Francisco – dizemos nós. Quem tem ouvidos de ouvir,  entenda. Quem tem olhos de ver, interprete os factos.
         O que nos dá força é que há mais Vida além da Diocese. O que nos vale é que há mais Cristo além da Mitra.   
          
         29.Mar.16
         Martins Júnior

Política



terça-feira, 29 de março de 2016

Opinião


“Ou se tem-se, ou não se tem-se”



No tempo da “Madeira Velha”, hoje retornada, apesar de então analfabetizado pelo boçal “establishment” do Cambão explorador, o Povo teve sempre Sabedoria.
Na grandeza da Sua simplicidade santa, a propósito de haver ou não haver Educação, dizia: “ou se tem-se, ou não se tem-se”.
Isto decorre da conversa do actual presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, na celebração orquestrada para o Ano Primeiro da Descoberta.
Disse que “a Madeira caminha para uma credibilização das instituições”.
Isto é, antes do Ano Primeiro da Descoberta, durante quarenta anos, as Instituições da Autonomia não eram credíveis, apesar de livremente eleitas pelos Povo Madeirense! E, até neste momento, ainda não o são, já que para lá vão a caminho!
  Aos olhos de quem não eram credíveis, omitiu. Mas, se aos de Lisboa, é-nos indiferente, não constitui problema.
Como antes o actual presidente também era Deputado, logo igualmente não era credível.
Como antes o homem era dirigente do então autonomista e social-democrata PSD, logo, no entender dele próprio, não era credível.
Só que, nesse antes, esta personalidade não teve a coragem de dizer a Todos os Companheiros e Adversários, nas anteriores Legislaturas do nosso Parlamento, que Eles não eram credíveis. Aos quais peço desculpa pelas vezes que a candidatei.
O azar, da personalidade em causa, é que o Povo que a Todos nos elegeu, soberana e sucessivamente julgou-nos credíveis. O que é bastante sobre tão douta opinião.
Esta vivência politico-partidária, dominada pela obsessão contra os que os antecederam, os selecionaram e MUDARAM A MADEIRA enfrentando o Cambão da “Madeira Velha”, erradamente está a provocar uma fractura cada vez maior e mais tensa no seio do PSD local - propositadamente não digo “da Madeira” - arrastando-nos para uma assim previsível fragilização sem retorno, se antes nada for feito. Ainda estão a tempo da sindérese.
Esta “estratégia” (?!…) é um benefício para quem e de quê?!… Ao menos expliquem…
Ao Povo Madeirense é que de certeza não beneficia.
Valha-nos um humor que, antes, não descortinávamos neste celebrante do Ano Primeiro da Descoberta. Temos “o melhor diálogo entre a República e a Região”, apesar de o Estado não assumir a “dívida histórica” para com o Povo Madeirense, explorado mais de cinco séculos, e de nos ser recusada a legítima Autonomia a que temos Direito.
Outra: “um conjunto de reformas do sistema político na Região que tem beneficiado muito a Autonomia”. Quais?… Como tem “beneficiado”?…
Já agora, não se esqueçam de ser tenores nas celebrações situacionistas deste sistema político-constitucional, partidocrático e corporativo, roubado à soberania referendária dos Portugueses.
E mais esta: “tem sido um ano muito produtivo, existe uma nova dinâmica parlamentar”. Desculpe, Leitor! Aqui interrompo, estou todo torcido de gargalhar, não consigo escrever …

* * *
Puf!… Pronto, já recuperei.
A sério. O seguro de vida do actual PSD local, são as debilidade do CDS e PS da paróquia, estes sim, sem crédito e também modelados pelo Cambão da “Madeira Velha”.
Não combaterei o PSD que ajudei a criar autonomista e social-democrata.
Mas insisto em reavisar que, apesar da censura generalizada na comunicação “social” convencional do arquipélago, não calarei injustiças contra os meus Companheiros de percurso e desmontarei as mentiras contra o passado de minha responsabilidade.
O síndico parlamentar veio com mais esta: “hoje praticamente não há nada escondido (“não há nada”, em português quer dizer há) é uma administração transparente”. Esta percebe-se com quê e com quem está articulada…
Mas, já agora, a figura em questão diga-nos o que haveria “escondido”, o que é que, como deputado, ou escondeu, ou não fiscalizou.
É muito feio amesquinhar outros, para se pôr em “bicos de pés”!
Até mais anti-ético e inestético do que os episódios de nudismo parlamentar, incidentes que o anterior Presidente da Assembleia Legislativa tinha a coragem de eliminar, apesar da legislação colonial.
O Povo tem razão. Educação “ou se tem-se, ou não se tem-se”.

Funchal, aos 29 de Março do Ano Primeiro da Descoberta

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim

segunda-feira, 28 de março de 2016

007 madeirense



ESPIÕES DO KGB INFILTRADOS NO PS-M





Maximiano Martins já foi candidato pelo PS-Madeira à presidência do governo regional. E foi deputado em São Bento pelo mesmíssimo PS-Madeira.
E daí? 
Daí que uma longa reportagem do Expresso, em duas edições consecutivas na Revista, afirma a pés juntos que, segundo o arquivo Mitrokhin - transferido milagrosamente de Moscovo para Cambridge - o Dr. Maximiano Martins foi recrutado e contratado em 1978 pelo KGB (polícia política da antiga comunista União Soviética).
Se bem percebemos a reportagem de Paulo Anunciação, que fez a pesquisa para o Expresso, Max Martins trabalhou como agente infiltrado do tremendo KGB em Portugal. Com nome de código e tudo: 'Miron'. 
Fomos colegas na Faculdade de Económicas de Lisboa, nos inícios de 1970. E nunca vimos nada de estranho no rapaz. Aliás, o próprio economista mostrou ao Expresso como ficou surpreendido com esta descoberta da investigação aos documentos transferidos de Moscovo para Londres. 
Escreve o semanário: "Martins, nome de código 'Miron', é referido em dois verbetes. Cultivado pela Direcção S [do KGB]. Informação sobre figuras políticas e funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros e outro [Ministério]. Em 1980 recusou-se a cooperar invocando razões de segurança."
Depois, diz o Expresso: "Segundo Maximiano Martins, as notas publicadas 'não têm pés nem cabeça'. 'Nunca tive absolutamente qualquer contacto [com o KGB]. Quando trabalhei no departamento de planeamento do Ministério da Indústria e da Tecnologia, fiz várias visitas de trabalho - enriquecedoras para um jovem - a países do bloco socialista. Tive contactos normais com muitas pessoas. Se um funcionário de uma embaixada fala comigo, não posso saber se é do KGB ou não. Tenho uma posição ética na vida que me impediria de colaborar em coisas desse tipo."
Pois, Max. Mas esperamos por uma explicação mais 'terra a terra' para percebermos a que propósito apareceu este raio de conversa.


A ETERNA FESTA DA FLOR


QUINTA DO PALHEIRO FERREIRO
FUNCHAL, ILHA DA MADEIRA
28.03.2016

Raimundo Quintal

Canhas


GUERRA DE CAMPANÁRIO A RENDER



O DN lançou a questão que domina o conversatório na aldeia: o padre dos Canhas resolveu fazer um 'miradouro' envidraçado no alto da torre da igreja, mesmo por baixo do catavento e perto do campanário. Não percebemos o que é que o homem quer ver de lá de cima, a não ser reparar se as beatas chegam todas à missa e se vão nos seus trajes regulamentares.
Bom, hoje vem mais informação no mesmo jornal a denunciar que o sr. vigário (nos dois sentidos) ainda tem preparadas mais obras a fazer lá em cima, nas alturas da igreja da Piedade.
Vendo as coisas por certo prisma, é preciso conhecer que o homem sempre foi dado a obras, tanto a erigir muros e quejandos quando esteve no Norte da ilha, como a passar para o nome da Igreja terrenos de emigrantes que, quando voltavam à terra, caíam de c..., salvo seja. Enfim, coisas que o povo bilhardeiro vai dizendo. 
Só que agora essas actividades, que chegaram a ocupar o tribunal, ocorrem mais a sul, e nos intervalos dos trabalhos da espécie de agência de viagens que o pároco montou - recolhendo actualmente inscrições para um grande passeio em navio de recreio, parece, a desbravar mares por aí além.
O presidente da Câmara já se meteu no assunto da torre, colocando-se ao lado do padre e contra a DRAC, segundo o DN. Falta ouvir-se a opinião do bispo das 4 Fontes, mas qual quê, esse sabe muito...
Pelo que se lê, não está à vista o fim desta guerra de miradouros e elevadores panorâmicos - o que se chama com propriedade uma 'guerra de campanário'.

domingo, 27 de março de 2016

'Atento da Tabanca' faz balanço ao Establishment de cabeleireiro




Andávamos aqui vai para uma semana a recolher elementos para um balanço ao trabalho - digamos assim - do Blue Establishment para lhe pregarmos em letra de forma por ocasião do 1.º aniversário da viragem. Eis senão quando o 'Atento da Tabanca' nos envia o trabalho que reproduzimos aqui. Pois. O jornalismo cidadão é muito engraçado, mas tira o trabalho a quem vive disto. É que não temos muito a acrescentar ao que o 'Atento' rebobina nesta sua análise à 'Nova Madeira Nova de Cabeleireiro'. Talvez, por um certo corporativismo do correcto, omitíssemos as bicaradas a companheiros nossos de profissão de que o 'Atento' não abdica. De resto, subscrevemos o que o Leitor pode ler a seguir. Lá se vai o nosso emprego...




A VER SE NOS ENTENDEMOS

Ler a primeira página do DN de domingo e a entrevista do Dr. Tranquada é um exercício de resistência à hipocrisia que não está ao alcance de todos. Um ano depois deste fabuloso governo tomar posse o que é que tem para mostrar? Reduzimos o desemprego? Temos melhores serviços aos idosos? A educação está melhor? O turismo está mais forte? Temos um modelo de transporte aéreo melhor? Já temos o ferry? Já temos o avião cargueiro? Já cumpriram as promessas que fizeram ao desbarate?
Claro que não. O grande sucesso deste governo é que temos melhores relações com os Açores e com Lisboa. Os cidadãos podem ficar descansados porque o nosso presidente já consegue tomar uns canecos com o presidente dos Açores e comer uns dentinhos com o António Costa. Eis o grande sucesso do governo de cosmética do Albuquerque! Estamos todos muito mais descansados e felizes. Fica a dúvida se os copinhos com os Açores e os dentinhos com o Costa são acompanhados pelas pianadas do líder da Madeira. Será? e umas cigarrilhas?
Temos a essência de um governo que vive para a imagem. Que ninguém no governo regional abra a boca para as pessoas se esquecerem que existimos! Afinal qual é a melhor arma que o silêncio para disfarçar a incompetência? Já alguém duvida que este elenco governativo não sabe governar? Já alguém duvida que os membros do governo não conseguem trabalhar juntos? Já alguém duvida que trabalho não é com esta gente?
A Agricultura que nada faz a não ser mentir sobre a situação real, prometer dinheiro que não vem e anunciar planos ridículos de desenvolvimento para o tabaibo, para o tomate inglês, para as sementes de papaia e para os rebuçados de funcho.   
A Segurança Social que nada faz (será que os pobres e os idosos desapareceram todos depois das eleições?). O objectivo é claro. A Rubina não pode aparecer para já para que apareça com uma imagem fresca quando for a candidatura à Câmara do Funchal. Entretanto que se lixem as responsabilidades da Secretaria porque governar e trabalhar não é com ela. Os outros que façam e que deem a cara pela porcaria que vai aparecendo e que não conseguimos esconder. A senhora secretária que ande pelas ruas e que veja a pobreza que há na nossa ilha. E que faça alguma coisa para resolver a coisa. Essa de tentar cair no esquecimento para depois malhar no Cafofo não vai dar até porque a senhora Rubina deixou muitos rabos de palha no Largo do Município. Veja lá se eles são postos a descoberto!
O Turismo continua a brilhar com o chapéu alheio, com os eventos que não criou e com os prémios que nada fez para ganhar. Para quando Dr. Eduardo todas as ideias inovadoras que ia trazer ao sector? Para quando? Lá para o fim do mandato? Que conveniente! E nem falemos dos transportes. Já percebemos que o cargueiro vem mais para a frente montado em cima do ferry.
O Ambiente nem fale a pena falar. A incompetência salta por todos os poros e as roupinhas finas da Drª Prada já não servem para encobrir o nada que se faz. É a secretaria do vazio de ideias e de acções. É a secretaria do nada. A senhore secretária tinha ficado melhor na universidade e não se preocupe que já todos sabemos que já colocou o lugar à disposição e que não foi aceite. Que pena para todos nós.         
O Dr. Sérgio Marques vai no mesmo tom que a Rubina. O melhor é não aparecer para que possa aparecer quando o Miguel se estender ao comprido. Aí está o grande manhoso do governo. Não vale a pena disfarçar a ambição. Já todos percebemos que está no governo para ajudar a que caia por dentro e depois apareça como grande salvador da ilha. A alcunha de sem malícia fica-lhe mal. Está cheio de malícia.
E cuidado com o Rui Abreu. É um invejoso e anda por aí a fazer cada uma que vai custar caro ao partido. Por detrás dos negócios, das ligações à Venezuela e das ligações ao DN está um homem muito perigoso e mau para o governo. Ele pensa que é dando dinheiro ao DN que se consegue que as pessoas não saibam dos podres do governo? Ainda não percebeu que o DN se vende a quem der mais e que o Ricardo Oliveira não tem lealdade a ninguém a não ser ao dinheiro? Ou acha que o DN vai tirar pelo PSD nas eleições da Câmara do Funchal? Aí vamos ver o grande teste de lealdade do DN e vamos ver se o senhor seminarista não se vai vender ao Cafofo. Outra vez LOL.   
Já agora o Dn não diz nada da caçada do presidente? Não diz nada dos muitos casos deste governo? Não diz nada das viagens em primeira classe dos governantes e das esposas? Ou isso era só tema de jornalismo nos tempos do Alberto João? Estamos muito curiosos! Por muito menos caiu um rei em Espanha. Por cá continua a festa na Tabanca.
Educação e Finanças? O que é que os secretários fizeram? Alguém sabe? Com este governo é cada tiro e cada melro. Incompetência, arrogância, vaidade. Nada se faz e nada se diz para que as pessoas pensem que está tudo bem. Continuem a enganar as pessoas que as coisas vão dar torto. Vão ter a resposta nas autárquicas. Vai ser lindo.
Já agora os parabéns ao Senhor Representante da República por hipocritamente confirmar todo o discurso oficial do regime do Blue Establishment. Ficamos a perceber o interesse do Miguel Albuquerque em querer mantê-lo no cargo. Percebemos também que o Dr. Barreto não tem espinha dorsal e tudo diz para se manter agarradinho ao tachinho. A população agradece o esclarecimento. 
- Sempre Atento à Tabanca

sábado, 26 de março de 2016

Corrida à liderança da JSD-M



CANDIDATURA DE ANDRÉ ALVES
ACUSA SECRETARIADO DE NEGAR DADOS



O segundo jovem social-democrata a posicionar-se na corrida à liderança da organização anda em contactos no terreno mas denuncia que o actual Secretariado favorece a outra candidatura. Por isso mesmo, uma das medidas a tomar por André Alves, se vencer, é promover uma revisão estatutária que permita mais transparência de procedimentos internos e externos.



Texto candidatura André Alves

quinta-feira, 24 de março de 2016

Cabaceira ou Malvão-da-rocha

Nome científico: Pericallis malvifolia
Nome vulgar: Cabaceira, malvão-da-rocha
Porte: Herbácea
Família: Asteraceae
Origem: Açores
Morada: Jardim Botânico José do Canto

Observações: Esta herbácea perene, que ultrapassa um metro de altura, é uma das espécies endémicas dos Açores com grande potencial ornamental. As suas vistosas inflorescências começam a aparecer antes do equinócio da primavera.


Cabaceira ou malvão-da-rocha (Pericallis malvifolia) – 09.03.2016

               
Texto e fotos: Raimundo Quintal