quinta-feira, 30 de junho de 2016

DECLARAÇÃO POLÍTICA


O PCP repudia a guerra político-partidária de "mesquinhez e protagonismo" entre o Governo Regional e a Câmara do Funchal que põe em perigo a construção da "importante estrutura" 



O novo Hospital e o Plano Director Municipal do Funchal


1- O novo Hospital é uma estrutura fundamental para o serviço de Saúde Pública da Região Autónoma da Madeira, cuja construção e activação é essencial para garantir a melhoria das condições de vida das populações do Arquipélago.

2- A construção do novo Hospital na zona de Santa Rita, na freguesia de São Martinho, é vital para o concelho do Funchal, e irá constituir uma importante nova centralidade, com tudo o que isso configura.

3- O Presidente da Câmara Municipal do Funchal, interpelado sobre esta matéria e a revisão do Plano Director Municipal, informou que o Governo Regional não havia dado qualquer informação à edilidade sobre a área de implantação e os limites de envolvência do novo Hospital, e bem assim, que tudo o que conhecia tinha sido veiculado pela Comunicação Social regional.

4- A Câmara Municipal do Funchal, ainda que para tal não seja obrigada, não solicitou ao Governo Regional esclarecimentos e informação sobre esta matéria.

5- E o Vereador responsável pelo pelouro, chamando a atenção para o carácter reservado da proposta de revisão do Plano Director Municipal, entregue à respectiva Comissão de Acompanhamento, informou que, a qualquer momento, a área de reserva para a construção do novo Hospital pode ser incluída no Plano Director Municipal.

Posto isto, interessa afirmar o seguinte:

- A construção do novo Hospital reveste-se de demasiada importância para que possa ser objecto de mesquinhez e de lutas com meros objectivos egoístas de afirmação partidária.

- A construção do novo Hospital, em prol das populações, da cidade do Funchal e de toda a Região, exige e obriga à convergência institucional entre a Câmara Municipal do Funchal e o Governo Regional.

- A guerra que o Governo Regional e a Câmara Municipal do Funchal parecem querer configurar à volta do novo Hospital merece o claro e inequívoco repúdio do PCP.

- A Região Autónoma da Madeira e o concelho do Funchal não lhes perdoarão que, por mera mesquinhez e protagonismo político-partidário, seja dificultado o avanço e a construção desta importante estrutura.

As populações merecem e têm direito a mais e melhor por parte dos responsáveis da causa pública. É necessário e importante a mobilização de todos para a aprovação do projecto do novo Hospital enquanto Projecto de Interesse Nacional, co-financiado pela República.
Haja responsabilidade!


Funchal, 30 de Junho de 2016

                                                                                              O PCP/M

PSD ataca JPP



Funcionários públicos




JUNTA GERAL EM POLVOROSA


Muito se tem falado das promessas eleitorais não cumpridas, do desempenho deste ou daquele membro do governo, dos aviões  e ferries  que andam por aí perdidos, do subsídio de viagens que favorece apenas e só  os ricos, muito se fala nos dinheiros para o desporto profissional, nos dinheiros para obras malucas e na falta dele para a saúde e a eterna promessa do novo hospital, não há dinheiro para manter os velhos, mas claro, queremos um novo!

Falta falar no mal-estar, no mau ambiente, no abuso,nas perseguições aos funcionários públicos, prática comum em todas as secretarias.

A época de caça abriu mais cedo na Junta Geral. A secretária de Sérgio Marques, talvez por ter pouco ou nada para fazer, resolveu perseguir e ameaçar os funcionários com processos disciplinares; é um rodopio de entradas e saídas para audições nos gabinetes jurídicos; a mulher bate em tudo o que se mexe.
É com estas atitudes e com este tipo de elementos dos novos nos gabinetes que os funcionários públicos estão a lidar. 
Chegar, ver, e maltratar.

Agente Praça do Povo

JPP insiste na Saúde




quarta-feira, 29 de junho de 2016



CONGRESSO INTERNACIONAL
REINALDO OUDINOT E O SEU TEMPO 
7 a 10 de Setembro de 2016
Ribeira de Santa Luzia a jusante da Ponte do Bettencourt, onde ainda é possível ver as muralhas projetadas por Reinaldo Oudinot após a aluvião de 09 de Outubro de 1803.

"Completando-se, em Setembro de 2016, 250 anos da chegada a Portugal de Reinaldo Oudinot, a Sociedade de Geografia de Lisboa promove, em co-organização com várias instituições de vocação cultural e académica, um Congresso evocativo da figura, da obra e do tempo daquele que foi um dos mais ilustres e brilhantes engenheiros da história do exército português.
O Congresso propõe-se abordar, a propósito da figura e obra do Brigadeiro Engenheiro Reinaldo Oudinot, o longo período de mais de 40 anos da sua acção em Portugal, que se estende da época pombalina ao ano de 1807, em que morre no Funchal, e em que, com a primeira das invasões francesas e a partida da Família Real para o Brasil, se encerra uma época do mundo luso".
Ribeira de Santa Luzia a jusante da Ponte do Bettencourt –  muralha construída após a aluvião de 09 de Outubro de 1803.

O Congresso ocorre no ano em que avalanches de betão provocadas por chuvas torrenciais de milhões de euros estão a destruir as muralhas das ribeiras do Funchal, que resistiram a mais de dois séculos de aluviões.
Os engenheiros e os políticos responsáveis pela destruição das muralhas sabiamente projetadas por Reinaldo Oudinot, têm uma extraordinária oportunidade de apresentar uma comunicação científica no congresso do próximo mês de Setembro.

       Funchal, 29.06.2016
        Raimundo Quintal

Os cães ladram...





...E A CARAVANA ACELERA





Senhores da Câmara, que tal darem um saltinho à zona do Tecnopólo, a ver se podem fazer alguma coisa pelos simpáticos lulus abandonados que mantêm o povoado em estado de sítio?


Antes que o PAN e quejandos amigos dos animais venham falar em campanhas selvagens contra os nossos amigos de quatro patas, fica já o ponto de ordem: amigos da bicharada somos nós também.
Por isso é que vamos escrever duas linhas dirigidas às pessoas, em vez de aborrecermos com palavreado a canzoada que anda a virar latas e a pôr toda a gente em sentido na zona do Tecnopólo e arredores.
Sim, os bichos não falam nem têm entendimento, alguém recebe vencimento para tratar de casos como o deles.
Nos pequenos bosques em redor do Tecnopólo, instalou-se uma matilha com umas 15 cabeças que faz o catatau para ir passando o tempo. Os simpáticos cães ladram a quem passa e às vezes esboçam perseguição, deixando as vítimas sem pingo de sangue.
Alguém costuma deixar comida no meio das árvores que os diabretes devoram, mas nunca se sabe se algum mais esfomeado não resolve escolher um bocado de carne... do lado da perna do transeunte. 
Os alunos da UMa também não podem dizer 'destas dentadas não sofrerei'.
Alguém também usou umas paletas para montar uma espécie de casota - ou dormitório - para a bicharada. O pior é que costuma haver desavenças entre eles de noite e o resultado é o pessoal da vizinhança ver-se à nora para conciliar o sono.
Uns dizem: quando montam ali o circo (perto do Tecnopólo), proíbem, e muito bem, o uso de animais nos números do programa, para os proteger. Por que não protegem agora estes cães abandonados... e os moradores da zona?

Há instituições que talvez possam resolver este problema, já que D. Câmara foi alertada para o problema e respondeu que não está a receber cães.
Perguntamos: e para o ano, estará D. Câmara disponível para receber votos?


Ondas na onda Verde



BRONCA DE SANTA CRUZ
AFINAL TEM ORIGENS, SÓ QUE...















Não podemos avançar muito. Mas o mal-estar em Santa Cruz, com a demissão do presidente da AM, parecendo que não, tem as suas origens. Qual fait-divers! Não foi só uma birra por causa do futebol.



Talvez por algum raro mal de iliteracia serôdia, custou-me entender a origem e a direcção da ventania que varreu o poder Verde lá para os lados de Santa Cruz. Confesso: quanto mais li, menos percebi. 
Que é que se tinha passado na sessão solene do Dia do Concelho? Teria sido apenas o presidente da Assembleia Municipal, em dia destemperado porque sim, a fazer de aluno perturbador da aula? Nada, aquilo precisava de explicação a montante. Mas, defeito, meu, quanto mais procurava, menos sabia de antecedentes, incidentes e consequentes.
Fui junto de quem tem obrigação de saber tudo de cor, da frente para trás e de trás para a frente. Um certo mistério na abordagem. Há origens, obviamente. Não foi birra de um cavalheiro com pressa de acabar a sessão solene para ver o Portugal-Croácia, ou coisa que o valha. A extravagante atitude de França Gomes na sessão do Revoredo, tentando evitar que Filipe Sousa dissesse de sua justiça, não é fait-divers que os jornais devessem ignorar, como ele, França, pretendia. 
O presidente de uma Assembleia Municipal, para mais estando a presidir a uma sessão solene, adoptar a postura de se pôr ostensivamente a manusear o telemóvel, a boicotar as intervenções da sessão e por aí fora, não é fait-divers, é notícia. 
Um fait-divers não levaria à demissão do n.º 1 de uma Assembleia Municipal.
Então, que se passa no reino Verde do JPP, vencedor do concelho e de várias freguesias, senhor de um grupo parlamentar com um número de deputados até há pouco impensável?
Não devo aprofundar, por respeito ao off-record. Apenas posso adiantar que há antigos objectivos políticos na mente de alguma ou de algumas personalidades do concelho que não foram satisfeitos - nem tinham de o ser, porque não acordados. E que há muito PSD, mas mesmo muito, metido neste processo, por trás da cortina. É o PSD a pressionar as partes para dividir o reino Verde. Os social-democratas não dormem em serviço e, aliás legitimamente, apostam tudo na reconquista de um bastião que já foi seu.  
Mas há também muito governo-PSD no caso. O que se nota à vista desarmada, de resto. França Gomes tem combatido às claras as posições insistentes do JPP - partido pelo qual foi eleito para a AM de Santa Cruz - no campo da Saúde regional. Desconhecemos se pelo facto de continuar a manter ligações pessoais ao actual secretário João Faria Nunes. Governante que - isso sabemos - encara com um particular desconforto os ataques incisivos dos Verdes à sua política na Saúde. 
França Gomes é médico e não precisa de amigos nenhuns para se insurgir contra os apoios ou os ataques a uma qualquer política de Saúde. Mas daí até, enquanto autarca, imiscuir-se no comportamento no Parlamento dos deputados do partido que o elegeu...
A última revolta de França Gomes foi contra a publicação de um suplemento na imprensa em que o JPP desancava sobre o governo regional com tudo o que sabe sobre os problemas e as lacunas da Saúde. O médico chamou à folha referida um "panfleto de Gaula". 
Ora, aqui também achamos que o "panfleto" merece reparo. Mas por razões bem diferentes das invocadas por França Gomes. 
A questão que levantamos é esta: para quando o JPP (e outros partidos) publicar um suplemento sobre os problemas da agricultura, outro sobre as pescas, outro sobre os caminhos reais, outro suplemento sobre a freira do Pico do Areeiro, outro ainda sobre...
Mas é apenas uma observação de contribuinte maldizente. Um aviso que até pode servir ao JPP, agora a braços com um problema em Santa Cruz - e no Caniço, muita atenção! - que pode fiar fino.

Autarquias inseguras


JÁ SE FALA EM ELEIÇÕES
INTERCALARES NO CANIÇO





O presidente da Junta de Freguesia do Caniço tem o mandato temporariamente suspenso. Há insatisfação na zona e quem vive o problema por dentro diz-nos que os membros da Assembleia de Freguesia, quase todos ex-socialistas, estão em vias de se demitir. Pura e simplesmente, não concordam com a suspensão referida.
A consequência é o órgão autárquico em causa ir para eleições intercalares... se a lei o permitir.
Aguardemos.


Prémio Internacional Terras sem Sombra entregue em Sines a 2 de Julho | Michael Haefliger, Khaled al-Asaad (a título póstumo) e a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal são os distinguidos



Sob a presidência do Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes
Michael Haefliger

Khaled al-Asaad

Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal


Opinião


OITENTA ANOS DEPOIS

Santo André evangelista escreveu este epitáfio à Pecuária da RAM

terça-feira, 28 de junho de 2016
O metade, metade, o tal que se divide entre o Porto Santo e São Vicente, persiste no logro de se considerar um homem inteligente. Que tristeza nos saiu este. Anda a dizer mal dos seus colegas de partido que serviram o governo da Região, dando o seu contributo para o desenvolvimento da Madeira.

Agora acaba de produzir uma nova bacorada. Disse que a pecuária vai fazer crescer a nossa economia, mas ignora (pelos vistos não gosta de estudar os dossiers) que as crias vêm dos Açores e que o número de vacas que a Madeira manda para abate não chega a 1%, do consumo regional.

Fala de agricultura, como motor da economia, mas esta só emprega ''meia dúzia de pessoas''.

Nas pescas é o desespero que se sabe. Pescadores no Caniçal e em Câmara de Lobos na miséria  e no desemprego.

Uma coisa é certa, com ele quem enriquece são os Sousas e o homem do Pingo Doce.

           

Em 1936 Hitler assustava a Europa. O comunismo, terror do Mundo, revelava-se a Churchill, um bom aliado para derrotar Hitler. A Península Ibérica, em Espanha, assistia à Guerra Civil e em Portugal o Dr. Salazar punha em marcha o Estado Novo. A Grande Depressão ocorrera havia pouco tempo.
A Madeira, de 1931 a 1936, protagonizou situações cuja responsabilidade os madeirenses, colectivamente, imputam ao Estado Novo. O Decreto-Lei 10634 de 20MAR 1925, e dec. 26655 de a 4JUN 1936 foram dois diplomas com consequências terríveis para os madeirenses. O dec-lei fez a reestruturação do sistema financeiro. As tenebrosas influências locais junto de Salazar, levaram-no a decidir pela falência a Casa Bancária Henrique Figueira da Silva. O dec. foi a génese da Revolta do Leite.

Entre Julho de 1936 e Maio de 1937 “o diabo andou à solta” nesta terra. Houve 7 mortos, muito feridos e 557 presos. Tudo, consta, obra do Estado Novo. Nada mais errado, tudo isto foi obra de madeirenses que, pensando nos seus interesses pessoais, manipularam cidadãos ingénuos. Gente, em altos cargos, incentivou as populações à criação de cooperativas de produtores tendo depois entregado os nomes dos “comunistas” à PVDE Foi essa polícia que, recorrendo “a intérpretes”, concluiu pela inferior mentalidade da maioria da população “grande consumidora de álcool”. Pacificada a situação o Estado Novo manteve a aposta no sector até ao 25Abril.
O recém-criado poder regional instala um projecto de poder que, aproveitando “os medos” gerados 40 anos antes, ao mesmo tempo que inventa o “povo superior” e os “cubanos” aproveita a inferior mentalidade e a falta de preparação da maioria para entender a nova realidade. Manipula-a, na TV e jornais, para assim obter votos. A Europa fez o resto. O dinheiro comunitário, usado ao serviço de obscuros interesses não colectivos, reduz produções e aumenta dependências externas. Até tivemos um BANIF que pede meças à Casa Bancária Henrique Figueira da Silva naquilo que respeita às interligações entre gente graúda.  

Regressámos à procela de há 80 anos. Num Mudo em ebulição que futuro nos estará reservado? Estamos muito mais vulneráveis que nos anos 30, é a conclusão a tirar. A “culpa” é, exclusivamente, nossa. A Europa mandou dinheiro, Lisboa deixou-nos em Paz. Por isso, queixemo-nos de nós próprios e não nos admiremos se a fome se agravar ainda mais nesta terra.  

Gaudêncio Figueira 

Mi Buenos Aires Querido!



Câmara na Argentina: aí vem a factura de 12 mil euros para a cidade pagar



O nosso K-Turista de vez em quando trabalha. Desta vez, ele andou na pista dos 3 representantes de Cafôfo que foram às Pampas e à Patagónia colher experiências para aplicar cá. Ainda não se notam os ensinamentos no terreno, mas aí vem a dolorosa para obrigar o munícipe a não perder de vista que houve mesmo roteiro turístico. O lanchinho na executiva também tem de ser pago, ora bem! Vamos ao texto do nosso K:

Aqui está o valor a pagar pelos munícipes do Funchal pelas viagens de três representantes da CMF à Argentina. É uma informação pública disponibilizada na plataforma "Base.Gov"
Na factura tem a merendinha da classe executiva.

Há aqui mais uma série de contratos do Município do Funchal.

Soubemos esta semana, que foi adjudicado um concurso na área de projecto/arquitectura para a renovação do Matadouro do Funchal, por um valor acima dos 80 mil euros. Nada consta desta base. Mas já se especula que é uma empresa do Sr. Maurício Marques.

Os munícipes não têm mesmo a ideia, do alto serviço prestado por estes representantes. Já agora obrigado pelo desagravamento do IMI! Viva o Estado dentro do Estado de matrioscas.

K-Turista

Parlamento


Bloco debateu transportes e acusou governo regional de pretender privatizar indirectamente a HF, entregando a sua gestão ao Grupo Barraqueiro





O deputado bloquista Roberto Almada acusou o executivo de Miguel Albuquerque de permitir a exploração de "mão-de-obra escrava nos portos da Região". Já Rodrigo Trancoso alertou para a necessidade de "avaliar o estado do setor" dos transportes para "corrigir, anular ou inverter determinadas opções governativas".

Na sua intervenção de abertura do debate potestativo sobre as "políticas de transportes", agendado pelo Bloco de Esquerda, Rodrigo Trancoso traçou um cenário pouco abonatório relativamente à mobilidade dos madeirenses porquanto existem muitas fragilidades na rede de transportes terrestres, marítimos e aéreos.

O deputado bloquista defendeu a necessidade de "avaliar o estado do setor" dos transportes para "corrigir, anular ou inverter determinadas opções governativas".

Na intervenção final, Roberto Almada censurou, por sua vez, as "tentativas de imputar à República as responsabilidades que decorrem de promessas não cumpridas" por vários elementos do executivo madeirense, nomeadamente no que diz respeito ao ferry entre a Madeira e o continente.

O deputado lançou ainda duras críticas ao Governo Regional por permitir a exploração de "mão-de-obra escrava nos portos da Região" e por não ter uma boa rede de transportes públicos que retire muitas pessoas "da autêntica prisão domiciliária" em que se encontram.

Acusando o presidente do Governo Regional de ceder a "poderosos lóbis", Roberto Almada lembrou que o principal acionista privado da TAP, o Grupo Barraqueiro, tem reunido com a administração da Empresa Horários do Funchal, o que levanta dúvidas relativamente à promessa do executivo de Miguel Albuquerque no sentido de não privatizar a empresa.

Texto BE

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Euro louco


BREXIT TAMBÉM NO FUTEBOL INGLÊS



Depois de o Reino Unido ter votado a favor da sua saída da União Europeia, eis que os islandeses entenderem que o Brexit devia chegar ao futebol, mandando hoje a Inglaterra para casa. 
Selecção de Sua Majestade, rua do Euro 2016, please!
Islândia, 2 - Inglaterra, 1.

...Faz-nos lembrar os descontentes lusos depois da vitória 1-0 sobre a Croácia, sábado passado. Todos carentes de uma exibição bonitinha. 
Já vimos a Selecção Nacional actuar ao estilo 'coicebol', como naqueles jogos de solteiros e casados - e depois aparecerem parangonas nos jornais a dizer maravilhas do losango nacional, da perspicácia do seleccionador e dos penteados das nossas estrelas. Agora que se estava jogando no fio da navalha contra um onze croata altamente perigoso, agora que se conseguia neutralizar Modric, Rakitic e companhia para depois ir ao arame farpado fazer o disparo fatal, como aconteceu, pois agora ficaram todos abespinhados, dizendo os mesmos jornais que a exibição foi cinzenta e muito pobrezinha.
Quanto não dariam os ingleses para terem realizado hoje um jogo só com um remate à baliza desde que continuassem em prova?

Até quinta-feira, senhores. Às 20 horas. Quanto à lesão de Lewandovski, 'azara, azara, bichinho do mar...'
E aos nossos aliados ingleses (ataque de tosse), boas férias. Desfrutem do Brexit e do Eurexit.

Nota de imprensa


JPP AVANÇA COM DIPLOMAS
PARA PROTECCÃO DO PATRIMÓNIO CULTURAL


Texto e foto: JPP

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Raio de gralhas! Homófonas traiçoeiras!





Chegou-nos há pouco esta pérola a que nem o abstruso acordo ortográfico dá concerto. Aliás, conserto. 
É verdade que em matéria de gralhas, só não erra quem não entra na grande área. Mas, que diabo, esta aqui... 
O programa com a entrevista ao hoteleiro Dionísio Pestana mostrou este 'concelho' ocupando, não um oráculo de rodapé, mas uma grande parte do écran, talvez para meter respeito. E aconteceu várias vezes. Com a agravante de que o programa foi gravado. Não houve uma alma caridosa que reparasse no 'batatão' e alertasse os 'implicados'? É que quem tropeça na grelha, por vezes quanto mais olha menos vê. 
Foi uma infelicidade da Levada do Cavalo. Nalgum tempo, o erro daria direito a meia dúzia de reguadas a um pequeno de 3.ª classe que chamasse a Dionísio Pestana presidente do concelho de administração ou presidente do conselho ao nosso Emanuel Câmara.
Que tal se lançássemos uma ideia aos defensores do AO para evitar estas calinadas? Como não há diferença na pronúncia destas palavras, que tal tornar facultativo o uso do c e do s?

BREXIT DÁ PARA TUDO...



'Independentistas' também querem referendo na Madeira


Auto-denominado Movimento Independência da Madeira, que não deixa pistas sobre a sua identificação, diz ter enviado hoje ao presidente Miguel Albuquerque a seguinte comunicação:


"Perante os resultados das eleições no Reino Unido, o MIM – Movimento Independência da Madeira enviou, hoje mesmo, uma comunicação ao Presidente do Governo Regional da Madeira a reivindicar a realização de um referendo sobre a integração da Região Autónoma da Madeira como parte integrante da União Europeia e até como membro das regiões ultraperiféricas da União Europeia.

Matéria de facto:

- Considera-se que a Madeira tem tido um tratamento desigual, por exemplo no Centro Internacional de Negócios da Madeira em que diversa legislação que nos veio prejudicar e fazendo com que empresas sediadas na nossa região fossem desviadas para paraísos fiscais europeus, nomeadamente Luxemburgo.

- Defende-se que a Madeira deverá ter os mesmos direitos que qualquer Estado Membro, nomeadamente os mesmos benefícios fiscais em relação a estados como Luxemburgo e a Holanda, pois as empresas estarão presentes nos mercados que sejam mais competitivos a nível fiscal e da maneira como a União Europeia veio asfixiar-nos, tudo isto veio prejudicar-nos.

- Voltarmos a ter o nosso mar, sem qualquer cota economista, mas sim só cotas que venham a preservar as espécies. Por exemplo, a gata um peixe que pertence à nossa identidade e sem qualquer interesse pela nossa cultura, a União europeia desejava retirar-nos.

- Resolução do conflito com o Estado Espanhol sobre a soberania das Ilhas Selvagens, a União Europeia nunca tomou qualquer partido em relação à soberania das referidas Ilhas.

- Legislação dos Portos que prejudica a nossa economia regional, nomeadamente a exclusividade abusiva e o monopólio que existe com o consentimento da União Europeia, não havendo qualquer cumprimento de qualquer tipo de ética e danificando a economia das nossas regiões, Madeira e Porto Santo.

- Agricultura, a União Europeia não exige qualquer critério de qualidade a produtos de outras regiões, obrigando, no entanto, a que os nossos produtos regionais cumpram normas abusivas e sem qualquer respeito pela nossa unicidade e cultura. Essa qualidade duvidosa torna-se uma concorrência desleal para os nossos produtores.

- A moeda única, o euro, veio fazer-nos poder de compra, estamos a perder a capacidade de compra e termos ordenados cada vez mais baixos, este é uma paradigma que deverá ser alterado, a desvalorização da moeda é fundamental para podermos voltar a crescer.

- Fomos alvo, por parte da União Europeia e Estado Português, de uma dupla austeridade, tivemos que pagar a dívida de um país, da qual nada usufruímos, mas também dividiram a nossa dívida, por isso se somos considerado uma região independente, devemos pagar só a nossa dívida e não de um Estado que não nos vê como unitário.

- Com a saída do Reino Unido um dos principais parceiros económicos da nossa região, acreditamos que se deve reforçar as relações comerciais existentes entre estas duas regiões insulares e não permanecer numa união que nos cria mais dificuldades do que nos ajuda a superar os desafios.

Desde a integração da Madeira na União Europeia, que nunca, os madeirenses foram chamados a pronunciar-se se era isso que pretendíamos ou não, por isso é importante, neste momento, histórico voltarmos a falar e referendar se os madeirenses querem continuar a caminhar com uma União Europeia que tem vindo a obrigar-nos a ter mais austeridade sem haver qualquer comportamento de bom senso e solidariedade com todos os estados membros da mesma forma.


Despedimos na esperança que esta carta será tida em conta com consideração e tomado em conta os anseios do Povo Madeirense.


Saudações,

MIM – Movimento Independência da Madeira"


Nota - Este 'MIM' informa que o contacto para colocar qualquer questão sobre o Movimento deve ser feito em forma de post neste blogue.



AS RIBEIRAS - RAIMUNDO QUINTAL



CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
PROFESSOR DOUTOR MARCELO REBELO DE SOUSA


Sou um dos subscritores da carta aberta ao Presidente da República (em anexo), porque:
as três ribeiras que sulcam o Funchal têm um valor paisagístico e afetivo tão importante para a minha cidade, como o Douro para o Porto, o Tejo para Lisboa, o Sena para Paris ou o Tamisa para Londres;
- há muitos anos me preocupo com o estado das ribeiras do mar à serra;
- sempre defendi que a segurança das ribeiras depende muito mais da vegetação do que do betão.

Se está de acordo com o conteúdo do documento, partilhe, por favor.





Fundação Social Democrata já é Instituto



Conforme noticiámos, houve mudanças hoje na FSD-M. A nota divulgada por aquela instituição confirma-as.





Nota de Imprensa


GOLPE DE TEATRO À SHAKESPEARE


REINO UNIDO AFINAL SAI DA UE




Os adeptos da permanência chegaram a fazer a festa ontem à noite. A primeira sondagem indicava 52% a seu favor. Os comentaristas das televisões trabalharam largo tempo nessa base. Mas um segundo estudo junto dos eleitores trouxe resultado contrário: os britânicos decidiram no referendo de ontem abandonar a União Europeia.
Pronto. Não há um pé dentro e um pé fora. As nuvens dissipam-se, fica tudo mais claro. Adivinham-se consequências terríveis para todos, para os membros da UE, mas é melhor assim. Para algum lado, a coisa teria de rebentar. 
A Europa sabe com o que conta, os britânicos sabem que contam consigo próprios.
Para já, a libra caiu para valores mínimos em 31 anos. Great!

PCP



Pela defesa efectiva da criação de postos de trabalho, e pelo combate à exploração dos desempregados e dos estagiários




Os programas de ocupação de desempregados e estágios profissionais, que poderiam ser instrumentos para realmente integrar os desempregados e os jovens no mercado de trabalho, estão a ser utilizados para suprir carências humanas em funções que deveriam ser desempenhadas por trabalhadores com vínculos laborais efectivos.
Os programas de ocupação de desempregados e os estágios profissionais têm servido para colmatar a destruição de postos de trabalhos que tem grassado na Administração Pública, tal como preconizava o Programa de Ajustamento Económico e Financeiro para a Região Autónoma da Madeira. 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

PSD contra presidente da CMF


Mistério desfeito


Afinal, já se sabe aonde foi parar o micro da CMTV que voou para o lago. Está em local adequado e muito bem guardado, por força do seu valor histórico.

Saúde a piorar




Blue Establishment



O AMBIENTE NOS CORREDORES 
DA POLÍTICA ESTABELECIDA

Recebemos aqui umas denominadas 'dicas políticas' a propósito do estado da Broquilhândia que vai protagonizando o Blue Establishment instalado nesta Nova Madeira Nova, das quais ouvimos já falar aqui e ali. Vamos partilhá-las, para ninguém dizer que não sabe de nada.
- As guerras entre secretários estão cada vez mais renhidas.
- Há disputas à volta dos vencimentos pagos a assessores contratados e que variam de Secretaria para Secretaria.
- Comenta-se mesmo internamente o número exorbitante de de adjuntos, assessores ou conselheiros contratados (para a gente pagar).
- Sérgio Marques faz o que lhe dá bem na gana e comporta-se como se fosse presidente do governo. Foi à Venezuela recentemente com uma comitiva que ninguém conhece, numa viagem que custa milhares de euros, prometendo o envio de medicamentos para aquele país que faltam nos nossos hospitais.
- O titular da Economia é olhado pelos colegas de governo - e não apenas - como um contabilista promovido que não sabe nada de economia e que se limita a tratar de negócios e a colocar gente de confiança em certos lugares.
- O secretário das Finanças tem sido pressionado para entregar a pasta, por ser um incómodo para certos sectores do Establishment.
- Já existem perigosas guerras surdas no PSD por causa das autárquicas.
- São cada vez mais os que exigem que Rui Abreu saia da Quinta Vigia e vá para o partido, assumindo o lugar de deputado.
- O presidente da Quinta da cadela Sissi passa dias a gritar com tudo e com todos, que até as araras se encolhem a um canto da gaiola. Ele garante aos da sua confiança - entre os quais alguns Broquilhas do novo sistema - que está com a ideia de fazer uma remodelação governamental, e que ainda poderá acontecer este ano. 
- O caos na Saúde só por milagre não ceifou a cabeça de Faria Nunes.
- Toda a gente já percebeu que no governo ninguém sabe quem manda em quem: secretários, contratados de gabinetes, secretárias bonitonas (e ainda bem que o são), ali tudo dá ordens aos gritos, de modo que os funcionários andam sob pressão como nunca.
- Miguel Albuquerque diz aos amigos que sabe onde estão os 'cancros' da máquina e parece inclinado a convidar para ter a seu lado uma pessoa que esteve ligada ao jardinismo, só para colaborar com ele e assumir a coordenação política interna do governo. 
- Há secretários regionais que se queixam da passividade política do PSD na Assembleia Legislativa Regional, acusando-se o partido de não ter uma atitude forte, de se ter rendido com cedências atrás de cedências só porque fica bem - mas que obrigam os membros do governo a serem chamados às comissões dia sim, dia não.

Segundo o autor das 'dicas', a próxima reunião da Comissão Política será particularmente entretida. Com o papel do secretário-geral a ser reanalisado. 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Parabéns a você




NOTÍCIAS DA BROQUILHÂNDIA




Faz hoje 25 anos que existe Direcção Regional dos Jornalistas. A celebração da efeméride contou esta manhã com a presença do presidente da Câmara do Funchal, entre os convidados para a cerimónia em plena sede do SJ.
Chegámos a imaginar que convidados especiais fossem os jornalistas perseguidos e expulsos desde os primórdios até hoje, tanto pelo poder político como por administrações com deveres de fidelidade ao referido poder. Não aqueles profissionais da palavra que entretanto resolveram a vida na esteira do pensamento 'se não podes com eles, junta-te a eles'. Pensávamos em alguns que marcam presença de mês a mês no Desemprego, até a esmola expirar. Mas... bem feita para não serem espertinhos dentro e fora da casa empregadora.
"Talvez possam ser convidados alguns dos que continuam na calha para ir escrever incómodos para outro lado" - julgámos também. Mas não. Esses não precisavam de convite. Não? 
Bom, em contrapartida esteve lá o Cafôfo a representar os poderes da Nova Madeira Nova. Ou ele não é poder só porque faculta sede ao SJ e faz um descontozeco inofensivo nas entradas para a praia?
Chegámos a pensar que, depois daqueles largos sorrisos à volta do bolo de aniversário dos actuais dirigentes, do primeiro presidente Zé Manel e do Mayor funchalense, houvesse oportunidade para uma conferência-debate ou algo que o valesse para analisar o estado do jornalismo na Madeira e lançar ideias para melhorar alguma coisa, se fosse o caso. Porém, pensando melhor, seriam uma ou duas horas gastas escusadamente. Longe vão os tempos em que a classe de jornalistas da Madeira era uma caterva de vendidos aos partidos políticos, embora nenhum centavo tivessem ganho alguma vez com a política. Mas os verdadeiros chulos da política, que nunca fizeram outra coisa na vida, e espertos que sempre foram, certamente sabiam de esquemas sinistros nos meandros da comunicação social. 
As coisas mudaram para melhor, como se pode ler, ouvir e telever quotidianamente. Os que urdiam e operavam as jogadas subreptícias nos tempos da Tabanca deram às de vila-diogo. O regime da Broquilhândia, imposto pelos Broquilhas que marcharam sobre a capital para ajudar a colocar no poder o chefe de pacotilha Blue Establishment - este novo regime que veio ocupar o da Tabanca varreu a sujeira toda do panorama. Agora, sim, há comunicação imaculada.
Daí não fazer sentido, talvez, insistir nas preocupações apregoadas por certos mitos e heróis de outrora. A dependência dos media relativamente aos vários poderes expirou. O mercantilismo na comunicação social também foi chão que deu uvas. As pressões nas redacções também se perderam na memória dos tempos.
Cafôfo botou palavra na cerimónia de hoje e denunciou a trabalheira a que os jornalistas são obrigados, a tocar a escravidão. O Mayor pode falar. Ele está deveras preocupado com a situação e até colabora com os profissionais da escrita e da imagem, aliviando-lhes a vida com suplementos já feitos e entrevistas aos montes para encher chouriço e libertar as redacções de tantos serviços.
Em suma, parabéns ao sortudo do Sindicato, que hoje pode governar a casa à vontade sem as chatices de outros tempos. 
Já agora, parabéns aos puros e aos heróis do antigamente, que denunciavam os 'vendidos' para subirem na vida... se por acaso ainda andarem alguns por aí. 
E viva a BROQUILHÂNDIA que purificou a nossa querida ilhota.


PS - Prova cabal de que as coisas mudaram para melhor na ilhota foi o 'debate' que vimos ontem na TV, com alguns deputados a fazerem um balanço qualquer. Quando noutros tempos a comunicação social era bombo de festa em todas as situações do género, ontem ninguém tocou no tema. O que acontece de mal hoje em dia na Madeira já não é porque os jornalistas são todos uns comunas vendidos a Lisboa ou então porque são mercenários pagos pelo regime. A comunicação social da era Broquilhândia em pouco tempo conseguiu mostrar o que é servir a causa dentro dos parâmetros da deontologia. Os políticos - da maioria e das minorias - estão aí vivos e sãos para o comprovar.