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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

À atenção de Vitorino Seixas



Recebi um comentário dedicado à peça intitulada "A praga do powerpoint ameaça dizimar a agricultura madeirense" numa toada pedagógica e construtiva que enriquece o debate sobre o tema em apreço. À parte o lapso de se dirigir a mim como sendo autor do assertivo post original, quando os louros cabem ao nosso colaborador Vitorino Seixas - o seu a seu dono -, é de toda a pertinência deixar patentes os diversos pontos de vista sobre uma questão em voga nos últimos dias no decisivo sector da agricultura. Aí vai o abalizado comentário.

"Como curioso e minimamente dentro da matéria, procurei informar-me sobre as questões que colocas e eis o que concluo:

A citação final no artigo, “Nós temos um plano estratégico. Chama-se fazer as coisas” resume tudo o que é essencial e o que deveria ter sido dito no mesmo.
“Fazer as coisas”… necessárias para a melhoria da qualidade de vida dos agricultores Madeirenses, implica obrigatoriamente ter uma orientação estratégica que direcione os esforços operacionais para esse objetivo final. Logo a existência de uma estratégia faz todo o sentido e penso que ninguém nem você põe isso em causa.

Relativamente à vespa, o estudo apresentado pelos “muchachos” de Humberto, percorreu várias universidades do país que finalmente deram parecer favorável à introdução da vespa para controle da praga dos castanheiros. A praga foi detetada na Madeira numa fase muito inicial no Curral das Freiras, mas se a lei diz que é necessário um estudo porque havia dúvidas relativamente à introdução do “bicho” é natural que não se possa importar o “bicho” no dia seguinte, sem antes se comprovar que o mesmo não vai trazer mais malefícios que benefícios. Fauna prejudicial já basta a que temos cá.

No que se refere aos planos, a realidade é que anteriormente ao Humberto, não havia plano estratégico nem para as culturas importantes nem para coisa nenhuma, pelo menos conhecidos publicamente.
O que havia eram orientações operacionais umas vezes bem-intencionadas outras tendo em vista apenas dar ideia que se apostava nesta ou naquela cultura ou sector quando a realidade e a frieza dos números, muitas vezes mostrava exatamente o contrário.

Os Powerpoint foram utilizados na apresentação pública dos planos estratégicos e contém necessariamente apenas alguns extratos dos mesmos. A versão completa do plano da agricultura biológica, por exemplo, foi-me disponibilizada nos respetivos serviços e foi, ao que me informaram, realizada com o apoio de todos os técnicos dessa área, os mais e os menos veteranos. 

A propósito da agricultura biológica, importa salientar que este é provavelmente o maior desafio do setor agrícola deste século. No fundo incorpora num conceito relativo à produção de bens alimentares o ideal de um mundo melhor, um mundo mais fraterno e menos hipócrita, mais sustentável porque mais respeitador do ambiente e dos animais, um mundo onde o Homem se assume verdadeiramente na sua dimensão humanista e solidária. 

O conceito é sem dúvida revolucionário e como tal precisa participação de todos os que comungam deste ideal de um mundo melhor para nós e para os nossos filhos, sendo portanto responsabilidade de todos, dos técnicos, dos agricultores, dos bloggers, dos jornalistas, dos dirigentes políticos, de toda a sociedade promove-lo e acarinha-lo, até porque cada dia que passa nestes tempos conturbados, sentimos que o nosso futuro coletivo é cada vez mais incerto."  

6 comentários:

Anónimo disse...

Que lata tem este pessoal da secretaria da agricultura. Não fazem nada de nada. O apoio técnico não existe, correram com os pouco que sabiam de produção em especial a biológica. Do ficaram Doutores que não sêm do gabinete.
Os mercados estão parados. Sempre que lá se vai os funcionários estão parados pois as máquinas estão avariadas
A escola agrícola ainda nada ensinou. Mais uma promessa falhada
Nos supermercados já não se encontra produtos regionais, é tudo importado.
O Poderam não aprova nada e os poucos que aprovou, ainda não se vou a cor do dinheiro.
Os seguros... Mais uma promessa falhada.
Vem agora estes engenheiros de gabinete e das festas a dizer que é preciso estratégico.
Claro que é preciso estrategia.mas ano e meio de estrategia, quando começará a acção???

Anónimo disse...

O comentador anterior deve andar distraído,so esta semana foram pagas ajudas aos agricultores da Madeira e Porto Santo no valor de 6000000 milhões de euros.Se isto não é importante....

Anónimo disse...

Não andará o comentador das 22.35 a confundir milhares com milhões?

Anónimo disse...


O Humberto secretário a comentar os milhares/ões. O menino também comenta?

Acorda

Anónimo disse...

o burro do engenheiro nem sabe diferenciar o número de zeros. 6.000 é diferente de 6,000. Dizer que chegaram aos agricultores é uma coisa, ter chegado efetivamente é outra. Sabes que estás a fazer um mau trabalho como dirigente da agricultura e pescas na RAM quando a preocupação é responder a um blog... Vocês não têm de prestar contas a nós, leitores do blog. Têm de responder com trabalho e resultados. Mas isso é muita areia pa vossa trotinete...

Anónimo disse...

Os Planos só têm validade depois de aprovados, e têm que estar publicados.
Lei 26/2016
Artigo 10.º
Divulgação ativa de informação
1 - Os órgãos e entidades a quem se aplica a presente lei publicitam nos seus sítios na Internet, de forma periódica e atualizada, no mínimo semestralmente: (...)
c) A informação cujo conhecimento seja relevante para garantir a transparência da atividade relacionada com o seu funcionamento, pelo menos, a seguinte:
i) Planos de atividades, orçamentos, relatórios de atividades e contas, balanço social e outros instrumentos de gestão similares;
(...)
iii) Todos os documentos, designadamente despachos normativos internos, circulares e orientações, que comportem enquadramento estratégico da atividade administrativa;