sexta-feira, 31 de março de 2017

Só visto!




ERC não enxerga falta de pluralismo 
no 'Parlamento' da RTP-M 

A entidade reguladora da comunicação social nunca foi boa de vista. Deficiência de nascença que dá muito jeito a quem prefere aquecer o lugar, levar 'o seu' limpinho e assegurar o tacho. Era assim há 10 e há 15 anos.
No caso presente, há um deputado no Parlamento que não entra no 'Parlamento' da RTP-M. É independente, não tem direito, presume-se. O deputado vetado - Gil Canha - levou o caso à ERC, acusando falta de pluralismo político na estação da Levada do Cavalo. 
Pegando no assunto, a dita-cuja ERC analisou e foi considerando... Bem, é melhor mostrar a peça da sentença ao Leitor, para que se delicie com a melopeia entoada pelos crânios reguladores, boa maneira de pôr a maralha a pescar bodiões. 
Para o caso de o Leitor adormecer mesmo no meio da leitura, que é o mais certo, avançamos já que o veredicto final dos espertalhões é que no tal programa da RTP-M não viram nada contra o pluralismo... até porque lhes falta visionar umas gravações. Mas visionar mais o quê, com aquela falta de vista?! 
Só visto!










QUINTA DO PALHEIRO FERREIRO
Documentário do canal franco-alemão ARTE sobre o mais emblemático jardim da Madeira

A Quinta do Palheiro Ferreiro foi selecionada pelo canal franco-alemão ARTE para integrar a série de documentários sobre os jardins históricos do mundo: “Jardins d’ici et d’ailleurs” em francês;  “Magische Gärten” em alemão.

O documentário da Quinta do Palheiro, com a duração de 27 minutos,  foi ontem transmitido pelo canal ARTE na França e Bélgica, às 18.30 (17.30 na Madeira) e voltará a ser difundido na quinta-feira, 6 de Abril às 18.05 (17.05 na Madeira).


A difusão do documentário na Alemanha, Suíça e Áustria ocorreu ontem às 16.45 (15.45 na Madeira), estando programada uma nova exibição para quinta-feira 6 Abril às 16.20 (15.20 na Madeira).


Neste momento já é possível ver as duas versões na Internet:





Vira-casacas








Filipe Rebelo apoia Bruno Pereira em 2013
Filipe Rebelo apoia Cafôfo em 2017
Filipe Rebelo apoia ?????? em 2021



Em 2013 quando se disputaram as últimas eleições autárquicas, criou-se uma Comissão de Honra de apoio ao candidato à CMF, Bruno Pereira.
Filipe Rebelo, ferrenho apoiante do PSD e presidente da Associação Portuguesa de Deficientes, foi um dos nomes que integraram aquela Comissão de Honra.
Fez oposição a Paulo Cafôfo, usando mesmo a Associação Portuguesa de Deficientes da Madeira. Quando Cafôfo resolveu sentar-se numa cadeira de rodas para demonstrar os problemas de mobilidade que esta franja de sociedade encontrava na cidade do Funchal, Filipe Rebelo atacou.
Filipe Rebelo emitiu um comunicado, através da Associação de Deficientes, acusando Paulo Cafôfo de usar a deficiência motora para um ação política e para angariar votos.
Passaram 3 anos e meio. A Comissão de ‘honra’  de Filipe Rebelo foi efémera. Tinha apostado no cavalo errado. Bruno Pereira perdeu a CMF para Paulo Cafôfo. Agora Filipe Rebelo virou a casaca, e é um apoiante declarado do antigo inimigo Paulo Cafôfo. Mas se Filipe Rebelo apostar novamente no cavalo errado, daqui a quatro anos, vai estar a fazer campanha por Rubina Leal.

Quem vira a casaca uma vez, vira duas e vira três.

Mariana Martim Velosa

Em foco



A história de Carlos Pereira no PS

Não é possível falar na situação do PS Madeira sem falar da história do líder Carlos Pereira. Neste exercício vamos ignorar a história anterior ao PS, que inclui passagens pela JSD, promessas desfeitas em torno da Loja do Cidadão, negócios na ACIF e SDM e outros mais recentes que metem fundos europeus que vão até aos Açores e que envolvem um sócio chamado Maurício Marques. Alguém devia querer saber disso, mas não somos nós. A nós interessa a história do Carlos Pereira dentro do PS e que explica como chegou até aqui.

1 - O que fez Carlos Pereira desde o dia que Victor Freitas escolheu Liliana Rodrigues como candidata ao Parlamento Europeu: entre outras coisas, fez cair o líder da JS, Orlando Fernandes, como primeiro passo para fragiligar Victor Freitas. Entretanto Orlando saiu do PS quando Carlos Pereira chegou a líder. Ele e a mulher, a antiga deputada Carina Ferro, agora a trabalhar para o Governo PSD.

2 - O que fez Carlos Pereira desde o dia em que Victor Freitas apoiou António José Seguro: Entre outras coisas, aliou-se a Avelino Conceição e a Bernardo Trindade para António Costa vencer na Madeira e cavalgou essa onda para no final dessa noite eleitoral interna lançar-se contra Victor Freitas e exigir primárias na Madeira para tentar chutá-lo para fora do barco. Mas depois disso o próprio Avelino Conceição, percebendo as intenções de Carlos Pereira, afastou-se e continua de costas voltadas para o líder.

3 - O que fez Carlos Pereira desde o dia em que Victor Freitas lançou a campanha para as Eleições Regionais: entre outras coisas, juntou-se a Jaime Leandro, programou o passo seguinte e os dois sabotaram um projecto que por mais torto que tenha nascido se não correu melhor também foi por causa dos números 2 e 4 da lista. No dia das eleições Carlos Pereira lançou-se ao alto mar e desde aí anda a navegar em maré alta.

4 - O que fez Carlos Pereira desde o dia em que tomou conta do PS: entre outras coisas, afastou dos órgãos regionais muitos dos militantes activos próximos de Victor Freitas e no discurso de encerramento do Congresso iniciou a guerra a Paulo Cafôfo com declarações sobre as coligações autárquicas que não apoiaria.

5 - O que fez Carlos Pereira desde o dia em que as Eleições Legislativas foram lançadas: entre outras coisas, criou dois inimigos comuns chamados Bernardo Trindade e António Costa e apanhou no meio dessa luta a JS. Desde aí, nem JS, nem Bernardo Trindade e ao contrário do que diz nem António Costa, por causa de uns famosos SMS que decidiu mandar ao líder do Partido.

6 - O que fez Carlos Pereira desde o dia em que foi para a Assembleia da República: entre outras coisas, tentou marcar presença na Região à distância com campanhas que ninguém entendeu e a última levou a número 3 da sua lista, Adelaide Ribeiro, a afastar-se. Mas essas guerras também apanharam Liliana Rodrigues pelo meio, a eurodeputada que Carlos Pereira fez questão de varrer do mapa desde que tomou conta do PS.

7 - O que fez Carlos Pereira desde que elegeu as concelhias: entre outras coisas, mentiu desde o primeiro dia ao dizer que elegeu 11 que afinal foram 10 e das que elegeu ninguém sabe quantas ainda tem consigo. Mas há uma que é especial: já alguém se perguntou sobre o que se está a passar em Santa Cruz? O que tem Cláudio Torres a dizer sobre a tentativa de imposição de um candidato que ninguém da concelhia aceita e que vem do PSD e que tem negócios parecidos aos de Carlos Pereira?

8 - O que fez Carlos Pereira desde que lançou as autárquicas: depois de passar 2 anos em guerra com toda a gente, não conta com Paulo Cafôfo, não conta com Emanuel Câmara, não conta com Felipe Menezes que até ao JPP se ofereceu, não conta com Ricardo Franco e não tem candidatos na Ponta do Sol, em São Vicente e em Santana. Que estratégia tem Carlos Pereira para Outubro?

9 - O que fez Carlos Pereira depois do Congresso Autárquico: entre outras coisas, depois de perceber que o Partido está mais focado nisso do que no seu protagonismo pessoal, lançou uma sondagem no Diário de Notícias que só serviu para dar provas de vida.

10 - Ainda alguém acha que os problemas do PS Madeira são culpa dos “cubanos” como chamou Emanuel Bento (que se esquece que Jaime Leandro não é madeirense)? Ainda alguém acha que os problemas do PS Madeira são culpa de toda a gente, do Funchal ao Porto Moniz e da Madeira a Bragança, menos de Carlos Pereira? Qual é a dúvida? Carlos Pereira é um homem só e Jaime Leandro já sabe isso. Encontrar dois novos inimigos comuns, António Costa e Paulo Cafôfo, é mais uma tentativa desesperada de vitimização em frente à opinião pública e uma tentativa de unir o pouco que resta do Partido em torno de um projecto que só está a colher os ventos que foram semeados pelos próprios. 

Boa sorte, vão continuar a precisar dela!

K-Socialista Renovado

Candidato ao Funchal



Rui Barreto recebido por Carlos Pereira
no Complexo Desportivo do Marítimo



Rui Barreto foi recebido de forma honrosa pelo presidente Carlos Pereira, que, na sessão de boas-vindas, perfilou os alunos do Colégio do Marítimo que entoaram o hino da escola. O candidato percorreu todas as instalações amadoras do clube, tomou conhecimento da história do clube, ficou a saber que o Colégio tem mais de 300 alunos, o ginásio cerca de 900 e, no conjunto alunos, utentes e atletas, todos os dias, movimentam-se cerca de 300 pessoas no clube.
Rui Barreto disse-se "impressionado" com a dimensão do CS Marítimo, a sua capacidade de organização e o seu "relevante papel social", defendeu protocolos e cooperação entre todos os clubes e a cidade do Funchal, preconiza desporto para todos porque a qualidade de vida de uma cidade também se mede pelo volume da prática desportiva; defendeu um reajustamento dos calendários escolares com os clubes e os espaços disponíveis.
Num outro registo, e numa análise política ao que se passou na madeira com a visita do primeiro-ministro António Costa, Rui Barreto alertou os madeirenses para o facto de as evidências terem mostrado que Lisboa e o PS se aprestam para, pela primeira vez na história da Autonomia, imporem uma candidato à presidente do Governo Regional, uma candidato que se diz independente mas que emerge de um plano socialista à revelia do que deve ser um decisão exclusiva dos madeirenses.
Rui Barreto fez-se acompanhar da Mandatária da candidatura, a antigo jornalista Daniela Maria, e do Mandatário Jovem, Fred Silva.






Texto e fotos: PP

Com a nau socialista já cheia de rombos





Carlos Pereira
decide voltar à Madeira


A trama traiçoeira que nestes dias envolveu Paulo Cafôfo, Filipe Sousa e António Costa é uma oportunidade caída dos céus que Carlos Pereira, aposto, vai desperdiçar



O chefe socialista, que tanto gosta de falar, mesmo quando está só, continua 'calado como um rato'. O gato comeu-lhe a língua?



Perante os últimos desenvolvimentos políticos na Região, altamente penalizadores para o PS-Madeira, o líder dos socialistas decidiu deixar muito em breve o lugar em São Bento para se dedicar exclusivamente à vida partidária regional. Será desnecessária, pois, a iniciativa nesse sentido preparada por um dos membros da Comissão Regional para levar à reunião de mais logo.
Finalmente, Carlos Pereira reconhece que as suas diligências e os resultados que possa ter alcançado na Assembleia da República não compensam o desfalque deixado nas suas funções de liderança do partido. Quase não se lembram dele. Se não tivesse uma sondagem para ir mostrar ao camarada...
O chefe perdeu positivamente o controlo do PS-Madeira. Precisa de voltar urgentemente por causa das eleições autárquicas do dia 1 de Outubro e da mixórdia de mais uma visita do primeiro-ministro António Costa, dentro do processo eleitoral. Primeiro-ministro que, como se sabe, desatou a negociar as eleições no Funchal. Com o chefe JPP. Presidente de Santa Cruz. 
A mando de quem? 
De Paulo Cafôfo.
Obviamente.
Apenas Jaime Leandro se indignou com a marginalização do PS no caso do encontro diplomático, atacando pública e desabridamente o líder nacional e demitindo-se de chefe do grupo parlamentar socialista. E Carlos Pereira? Um homem que tanto gosta de falar, que quando não lhe dão oportunidade para debitar ideias arrebata o microfone seja lá onde for - como se explica este silêncio à desautorização que António Costa lhe aplicou à bruta? O gato comeu-lhe a língua? 

Carlos Pereira vem tarde para a Madeira. Os novos gurus da política regional já voam alto. Brilham que nem pirilampos. Albuquerque pelo cargo que ocupa. Cafôfo pelas lantejoulas da farda. Rubina pela expectativa do que lhe possa acontecer.
Mas Carlos Pereira podia ainda bater com o punho em cima da mesa de maneira a mandar estilhaços da Praça Amarela para todo o espectro político-partidário regional. Bem vistas as coisas, os espertos Costa e Cafôfo entregaram de bandeja a grande oportunidade para o líder regional dos socialistas se livrar do fenómeno Cafôfo e tornar o PS num partido capaz de fazer o seu caminho livremente.
Carlos Pereira podia chamar Cafôfo a contas (se não lhe atendesse o telemóvel, fazia-lhe uma espera à saída de alguma sessão fotográfica). Avisava-o de que, com o 'inimigo' JPP não haveria coligação no Funchal, a não ser com os socialistas de fora. Cafôfo teria de se definir: ou JPP ou PS. A ceder na encruzilhada, escolhendo o PS, ficava tudo esclarecido sobre quem é que manda. Se o edil optasse por virar as costas aos socialistas, Carlos Pereira assumia o 'divórcio' (que sempre desejou) e refundava uma candidatura do PS, que, coragem das coragens, poderia passar por ele próprio - e enfrentar os novos e tresloucados ventos que entontecem a política regional.
A escolha dos candidatos é competência das concelhias. No caso do Funchal, é mais do que conhecida a engrenagem montada: cafofismo a potes que vai da concelhia à Frente Mar. Passando por algumas juntas de freguesia. E por famílias madeirenses, na prática pseudo-importantes, pouco receptivas ao estilo e às políticas de Carlos Pereira. Mas há uma particularidade que muitos desconhecem: em caso de coligações, a Direcção do partido tem uma palavra a dizer. E mesmo que não tivesse, a Direcção retirava a confiança política a quem apoia outras linhas de actuação.  
Às tantas, poderia haver a ideia de um congresso extraordinário para clarificar o estado de coisas. Cafôfo não poderia concorrer à liderança, por causa dos 6 meses. Mas poderiam enfeitar um candidato afecto ao Mayor do Funchal que lhe abrisse ainda mais facilmente os portões do PS e o acesso à candidatura regional, em 2019. São riscos que Pereira teria de enfrentar, desprendidamente.  
Resgatando o Partido Socialista do sequestro actual, Carlos Pereira, provavelmente mais maduro, menos autista e agora presente, como que assinaria uma refundação socialista. Um novo partido que não permitisse aos Costas de Lisboa virem cá palpitar e indicar caminhos. Nem aos ambiciosos da política, absolutamente legítimos mas outsiders, usar a vaga partidária da Praça Amarela para os seus intentos individuais.
Carlos Pereira não irá por este caminho. Conhecemos-lhe coragem. Bem como a competência técnica. O problema é quando se torna necessário aquele clique indispensável para dar grandiosidade ao partido e ao seu próprio currículo. 
Assim sendo, a reunião da Comissão Regional de hoje não trará nada de novo - a não ser que Carlos Pereira anuncie já a data do regresso à base. O que também não será novo a partir deste momento.
O PS continuará a sua vida como até aqui, mais focado no debate sobre a corrida interna Cafôfo-Pereira (se Pereira sobreviver às autárquicas) do que na luta contra o poder regional instalado. Tudo com muito ruído em fundo. Jaime Leandro revoltou-se contra Costa e Costa já pediu pouco barulho ao PS-Madeira. Jaime Leandro mudou ontem a fechadura da sede partidária e espalharam-se os rumores de assalto por facções adversárias da vigente. Quando, afinal, a fechadura foi mudada porque alguém perdeu uma chave identificada. Conspira-se também contra vice-presidentes do PS-M, que estariam com uma mão em Pereira e outra em Cafôfo. Murmura-se sobre a presença de Sofia Canha na maldita inauguração da loja do munícipe. Quantos autarcas funchalenses apoiam a Direcção do partido?
Carlos Pereira vai falhar com a baliza escancarada. Mau para ele. Desportivamente falando, é raro as equipas mistas ganharem títulos.
[Recordamos que Adelaide Ribeiro está a seguir a Carlos Pereira na lista PS para a AR, pelo que, se tudo correr normalmente, avançará para S. Bento a protagonista da revolta contra uns cartazes do PS que ficaram célebres.]

Hospital ao raio-X



2 pontos sobre a Doença da Saúde


1 - Utilização de Bicarbonato no hospital ou a ignorância dos outros

A falta de bicarbonato no hospital pode estar ligada ao desconhecimento do seu papel no contexto da saúde.
Sim, na saúde.
Os políticos e gestores da nossa Saúde devem ter confundido o bicarbonato usado na culinária, na limpeza das garagens, dos tacos de golfe e dos baldes de lixo , manchas de óleo e outras aplicações estranhas à Medicina. 

Perante uma lista de medicamentos a adquirir pelo hospital o olhar fixou-se  na linha do bicarbonato. Dona Tomazzia, vinda da cozinha da escola de hoteleira e da garagem do conservatório, viu aí uma chance de desviar uns euros para coisas mais importantes. Tais como o beberete na inauguração dum centro de saúde, lanche com o senhor secretário e chá com a sua fascinante equipa, placas pirosas e fotografias com o presidente Miguel Albuquerque-CR7...( as fotos foram distribuídas pelos serviços para exposição obrigatória nos gabinetes médicos e de enfermagem).

Então para que servem as famosas ampolas de bicarbonato no âmbito da Medicina? Será que a sua falta não implica risco de vida para os doentes em determinadas situações clínicas ?
Sim, senhores políticos e senhores gestores . 
Em doentes  em estado crítico com acidose grave documentada, a administração de ampolas de bicarbonato, fazem parte  do tratamento.
Chega, ou é preciso explicar melhor?


2 - O Secretário da Saúde de Albuquerque-CR7: comunicado surrealista com mentiras de pernas curtas e barrigas gordas

Pedro Ramos está irritado  com a divulgação da falta de medicamentos, nega tudo.
Em vez de dedicar as suas energias e força política à resolução do grave problema que ocorre  no SESARAM, elabora comunicados para se auto branquear (bicarbonato de sódio?).
Não evidencia qualquer preocupação com o destino dos doentes afectados, remorsos muito menos. Perspectiva de resolução muito menos.
Que confiança poderão os madeirenses depositar nesta governação da Saúde?
Será assim tão difícil admitir que se está a traçar o caminho da derrota do serviço público de saúde?  

Temos a clara percepção que este senhor e o Albuquerque-CR7 estão deliberadamente a cavar o fosso da saúde dos madeirenses para que floresça a 
"Iniciativa privada" , isto é, para que floresçam os tubarões da Medicina.
Já temos os chineses na Clínica de Sta Catarina, vem aí o Bacalhau...
Há que rentabilizar estes peixes graúdos! Há que engordar!
Ninguém faz face a este desastre presente e anunciado?

K-Saúde


Centro de Massagens



Na minha adolescência, havia um Centro de Massagens ali para os lados de Santa Cruz que alimentava obscenamente as fantasias da rapaziada. Nas casas de família, o assunto era tabu, mas sempre havia uma tia ou uma avó, verdadeiras guardiãs da moral e dos bons costumes, que entre dentes, condenavam à fogueira e ao castigo eterno os frequentadores de tão depravada casa.
Numa idade em que os ameaçadores calores do inferno eram simples miragens de sacristia, o que interessava era arrebitar as orelhas e ouvir com agradável prazer pecaminoso os relatos fantásticos das almas perdidas que frequentavam tão mágico e inacessível lupanar. 
Claro que esta alegre retoiça de cavalheiros de meia-idade chegou aos ouvidos do sr. Bispo, que imediatamente moveu fortes influências eclesiásticas, levando as autoridades a encerrarem este inocente espaço de diversão e relaxamento. Com o término abrupto da farra, as nossas fantasias idílicas cessaram de fulgor, os cavalheiros voltaram ordeiramente ao remanso dos lares, e a sociedade encarrilhou novamente nos valores castos e imaculados da fé cristã.
Contudo, ontem estava estendido no meu sofá, quando vi na televisão regional imagens surpreendentes do sr. Primeiro-ministro António Costa a sair apressadamente deste velho e saudoso centro do pecado, seguido pelo sr. Presidente da Câmara de S. Cruz, Filipe Sousa, que ostentando um fato escuro com uma bonita gravata verde iguana, informou alegremente a comunicação social que os Juntos Pelo Povo iriam apoiar a candidatura do sr. Paulo Cafofo à Câmara Municipal do Funchal. 
Arregalei os olhos, saltei como um suricata feliz, e gritei para o meu bichano: - Bonifácio, pelo que estou a ver, reabriram novamente a casa de meninas de Santa Cruz! E embriagado pelas velhas lembranças da minha adolescência entendi que as evidências eram demasiadamente óbvias para dar direito a qualquer refutação ou reserva: primeiro, porque não é normal ver um Primeiro-ministro andar na companhia de um autarca de província, num lugar meio recôndito, e ambos com um ar maroto de quem foi agradavelmente massajado; segundo, os JPP sempre afiançaram que as decisões sobre as próximas autárquicas seriam decididas pelos órgãos do partido, e o que se via nas imagens era um Presidente de Câmara feliz, alheio a qualquer actividade política, e fazendo transparecer um relaxamento próprio de uma pessoa que participou numa sessão individual de cremes e esfregadelas eróticas; terceiro, para disfarçar a escapadela, provavelmente, Filipe Sousa inventou essa história do apoio a Cafofo, já que não cabe na cabeça de ninguém que um Primeiro-ministro, à revelia dos órgãos do partido e da moral socialista, andasse por aí a angariar autarcas para práticas políticas um pouco obscenas e irreais, e quando é do conhecimento público que os socialistas são inimigos dos JPP no concelho.
Tomado por esta alegria imensa, afastei o meu gato, e telefonei ao meu amigo Dionísio Andrade, com o intuito de compartilhar esta minha felicidade nostálgica. Do outro lado da linha, uma voz forte gritou: - Tás louco! Não reabriu nenhum Centro de Massagens, esse espaço é agora um restaurante muito bom, o Só Espeto!
Uma tristeza infinita tomou conta de mim, e pela noite, em vez de sonhos de juventude de mãos femininas, ávidas e matreiras, massajando corpos pecaminosos, tive um pesadelo, onde vi o Primeiro-ministro e o sr. Paulo Cafofo a perfurar a malta com verdadeiros espetos de carne. E do outro lado do braseiro, o antigo secretário do Bispo, o Padre Frederico Cunha, coadjuvado por satanás, atiçavam o lume.
Gil Canha

Municipais: atenção aos pneus da Mercedes



Contributo à Segurança... sensibilizado com os compromissos no papel


Retirei há instantes da gaveta um panfleto com 104 compromissos.
É surpreendente como uma simples ação produz efeito.
O responsável pelo panfleto de 2013 teve a oportunidade de cumprir a promessa:
- Envolver os cidadãos no conceito de segurança de proximidade nas soluções de segurança pública, gestão e prevenção de riscos.
O número 11 panfletário não passa de tinta em folha de papel como a retirada há instantes da gaveta.
Soo demasiado crítico? Espero que o autarca possa então aceitar o pequeno contributo à concretização da medida.
Decidi agir, não por mérito de uma qualquer iniciativa camarária para envolver cidadãos na segurança e prevenção de riscos, mas por ato de consciência em nome da segurança daqueles, cuja missão diária é, precisamente, proteger e servir os outros.
E agir com base no exemplo: à enésima denúncia, lá o executivo camarário anunciou um dinheirinho para as instalações sanitárias, duches, camaratas, etc, no quartel dos Municipais.
É pois com essa mesma esperança, a de contribuir, não para o acalentar de promessas (não tenhamos ilusões, o autarca esgotou há muito o tempo útil), mas para a segurança dos homens e mulheres dos BMF, que denuncio o avançado estado de degradação, muito abaixo dos limites de segurança, dos pneus da Mercedes ABS C03.
Esperança em contribuir com a denúncia para a segurança dos elementos da corporação já que é do conhecimento da estrutura dirigente dos BMF e dos responsáveis camarários o risco a que se sujeitam os profissionais.



Miguel Correia

quinta-feira, 30 de março de 2017

Festival da Luz apagou-se? Ou nem acendeu?


Agora por falar nisso, veio à ideia de um colaborador do Fénix a sua peça de 10 de Fevereiro sobre um concurso algo abstruso para o Festival da Luz 2017. Para o arranque, falava-se em 30 de Março. Dia que está a dar as últimas, salvo seja. Onde está o concurso? Onde está o Festival? Não acenderam ainda a Luz?


Recordemos a peça do colaborador:




Então, fica assim, o último que apague a Luz. Embora não seja fácil apagar o que ainda não se acendeu. 

Mundo do trabalho


Lume diz que há falsos recibos verdes 
no Sesaram



Na iniciativa que hoje teve lugar no Funchal, junto às instalações do "Hospital Nélio Mendonça ", foram apresentadas as seguintes declarações políticas pelo dirigente do PCP, Ricardo Lume.
"O PCP está hoje a denunciar práticas ilegais de contratação de trabalhadores com vínculos precários na administração pública regional para desempenhar funções permanentes.
É inconcebível que o Governo Regional seja promotor da contratação de trabalhadores através de falsos recibos verdes.
Um exemplo concreto desta realidade é o que se passa no SESARAM, onde existem trabalhadores a recibos verde que comprem exactamente as mesmas funções que os outros funcionários têm as mesmas obrigações, mas não têm os mesmos direitos, pondo em causa o direito constitucional de trabalho igual salário igual. Esta realidade afecta alguns dos condutores das carrinhas e ambulâncias de transporte de doentes do SESARAM, pois estão a desempenhar uma determinada função que deveria ter um estatuto remuneratório superior, mas a sua categoria é de assistente operacional, para além destes trabalhadores estarem a recibos verdes não tem direito a ferias nem a subsidio de ferias e de natal tendo de pagar a segurança social do seu próprio bolso auferindo no final do mês muitas vezes uma remuneração abaixo do salário mínimo. Mas existem muitos mais trabalhadores no SESARAM e em outros serviços da administração pública regional na mesma situação.


A JSD Madeira reuniu com o Secretário Regional da Educação para apresentar as conclusões do Roteiro da Educação,
dinamizado na passada semana

Foi referida e enaltecida a importância da educação não formal no desenvolvimento das crianças e jovens, bem como, a possibilidade de introdução de currículo complementar sobre a História da Madeira nos programas escolares, para que os estudantes madeirenses e porto-santenses possam conhecer mais a cultura e tradições madeirenses. Esta aliás tem vindo a ser uma reivindicação da estrutura social democrata há já algum tempo.

Além destes aspectos, foram focados outros assuntos. A JSD Madeira congratula-se pelas respostas obtidas relacionadas com as novas escolas da Ribeira Brava e do Porto Santo, cujas obras deverão avançar antes do início do ano léctivo.

Quanto ao ensino profissional, o Governo Regional aprovou uma linha de crédito para 7,5M no ano de 2016 assegurando que o ensino profissional não seja descurado e que, assim, os alunos recebam, mensalmente, o subsídio de transporte e de alimentação, cruciais para a sua frequência escolar.
Texto: JSD

Visita de Costa provoca vendaval no PS-Madeira

Cafôfo quer usar Funchal como trampolim





António Costa veio à Madeira com o fato de primeiro-ministro e a camisola de apoio a Paulo Cafôfo por baixo. Chegou à ilha com palavras de solidariedade, mas aquilo que o trouxe cá foi a agenda eleitoral das autárquicas do Funchal.
Com esta ‘inocente’ visita, Costa e Cafôfo conseguiram provocar um ciclone nas cúpulas do PS-Madeira. Jaime Leandro demitiu-se de líder parlamentar do PS-M e está a ponderar se também se demite do cargo de secretário-geral do partido.
A reunião de Costa para negociar novas alianças, à revelia dos órgãos regionais do partido, com a JPP e Paulo Cafofo, foi a gota de água. Entretanto o presidente do PS-M, Carlos Pereira, disse que tomará uma posição ainda hoje. Qual será: A posição de um líder forte, cujas sondagens lhe dão um segundo lugar? Ou a de um líder fraco e apaziguador que vai continuar a apoiar quem quer derrubá-lo?
O mais inacreditável é Cafôfo que ainda se trasveste de independente quando na verdade já se vendeu a Lisboa para tomar de assalto o PS-M e usar o trampolim que Costa lhe está a oferecer para tentar voos mais altos.
Esta inocente visita serviu para esclarecer algumas questões de fundo.
1. Esclareceu que o verdadeiro homem da República, na Região, é Paulo Cafôfo.
2.  Esclareceu que Cafôfo está vendido a Lisboa e de independente não tem nada.
3. Esclareceu que as aspirações da dupla ‘António Costa e Paulo Cafôfo’ não passam pela CMF nem pela cidade do Funchal. O Funchal serve apenas de trampolim.

4. Esclareceu que António Costa continua a desrespeitar a autonomia regional, ao passar por cima do PS-M, que é o mesmo que passar por cima de todos os partidos e das instituições regionais. Não respeita o sistema político regional nem as escolhas do povo madeirense.

Mariana Velosa

'Cuidado com esta estranha forma 
de fazer política'


Cafofo e António Costa devem ter enfiado a viola no saco, depois de Ronaldo ter dito que não era hipócrita, sugerindo claramente que os seus críticos, como Costa e Cafofo, o são. Pois são contra e manifestaram-se para que não se desse o nome, mas não faltaram ao beija-mão. Que nojo. 


Por outro lado, que  estranha forma de fazer politica é esta?, isto não é democracia nenhuma. Primeiro fazem uma inauguração de uma Loja do Munícipe e decidem não convidar o Presidente do Governo nem respeitar o protocolo, e pior, o chefe de Gabinete, o Iglesias ainda tem o descaramento de mentir.  
Em segundo facto, já mencionei em cima, que foi de irem beijar a mão ao "Ronaldo" sendo eles contra a alteração. Por Ultimo e não menos importante, a forma asquerosa e de Mafiosos com que ultrapassaram o PS-MADEIRA nas suas decisões internas, fazendo almoços com o JPP para futuras coligações sem consultarem o líder do Partido a nível Regional. Acho que Jaime Leandro fez bem em bater com a porta. 
Recordo-me que na altura das internas do PS nacional, tanto Cafofo como os amigos de Victor Freitas e respectivo senhor, eram apoiantes de Seguro e agora andam a "Bajular" o António Costa. Estes senhores são muito sabidos. Carlos Pereira que se ponha a pau pois parece que o Victor esta a preparar Cafofo para tomar de assalto o PS juntamente com os seus amigos Iglesias, Caldeira e Paulo Bruno e companhia.  


Victor Freitas está a insinuar que António Costa não é honesto nem serio?
Será que o PS Madeira têm motivos para desconfiar de Costa? Explique-se melhor Victor, alguma coisa você têm escondido debaixo do "Alçapão".

Jacinta Raquel Nunes

ORTOPEDISTAS DÃO O SEU MELHOR E AFECTAM GRAVEMENTE O DESTINO DOS DOENTES


Tornou-se do conhecimento público o problema entre aspas, que ocorre com os doentes que recorrem ao serviço de urgência, com fracturas de membros e que em vez de serem operados pelos ortopedistas, são internados nas enfermarias.

O governo de Miguel Albuquerque  fez um brilhante contrato com médicos de Coimbra para virem ao fim de semana "trabalhar" nas urgências de ortopedia e "dar apoio à prestação de cuidados de saúde nesta área. " "trabalham em equipa e dão o seu melhor para a qualidade dos serviços prestados"... pois, pois, pois.

Ora esse "apoio" e essa "qualidade" são altamente questionáveis, uma vez que os ortopedistas do continente, estão de prevenção (isto quer dizer fora do hospital, talvez a gozar as maravilhas desta ilha encantada) e só operam as fracturas expostas. Por outras palavras, quando há osso à vista.

Os doentes com outro tipo de fracturas como por exemplo as temidas fracturas do colo do fémur, são enviados para as enfermarias onde ficam dias e dias à espera de uma vaga para serem operados.
Isto é grave? Isto é um risco  para os doentes?

Vejamos, doentes idosos com fragilidade geral tanto pela idade como pelas outras doenças que padecem, e pelos medicamentos que tomam, sofrem  quedas estando simplesmente  a andar ou  em actividades tudo menos radicais.  Essas quedas resultam frequentemente na necessidade de intervenção cirúrgica nas primeiras 24 a 48 horas pós admissão afim de diminuir a mortalidade. Atrasos de mais de 72 horas devem ser evitados a todo o custo!!

Haverá sempre alguns doentes, que não poderão ser operados nestes prazos devido a outras complicações de saúde ou por estarem sob efeito de medicamentos que acarretam um elevado risco de hemorragia, isso é normal, contudo os internamentos, sobretudo os sem motivos inerentes ao próprio estado de saúde do doente, são sempre nefastos e agravam o prognóstico.

Como? Provocando estados de desorientação, delírios  dos doentes "amarrados " a uma cama com pesos de vários quilogramas a "esticar" a perna fracturada, com tromboses, com pneumonias, com infeções urinárias, com feridas na pele (as temidas escaras) e se tudo correr menos mal (sobrevivência) com atrasos na recuperação funcional. 

Cerca de 50% dos doentes com fracturas do colo do fémur ficam impossibilitados de viver sós. A mortalidade intra hospitalar pode ultrapassar os 10%. Estes números são para o merceeiro Gonçalves da Camacha.

Estes factos assustadores, ilustram por si só a necessidade de tratar e operar precocemente estes doentes.  Não podem ser abandonados e descartados só porque são idosos. É desumano, é criminoso.

Então o Secretário vem agora num comunicado oficial branquear os ortopedistas e mais, vem elogiar o apoio dos colegas ortopedistas e afirmar que este "apoio" vai continuar?

É altura de exigir explicações, é altura de exigir responsabilização desta má prática médica.

Os madeirenses têm o direito a saber como foram tratados os doentes com fracturas e qual o resultado desses tratamentos (complicações no internamento, dias de espera até cirurgia, mortalidade intra hospitalar, resultados em termos de recuperação funcional...)

Será que vivemos mesmo num mundo alternativo, onde crimes graves contra a saúde da população são permitidos?

NOTA: Veio hoje a público que, infelizmente, já há vítimas desta Política de Saúde de Albuquerque-CR7, Brito toca muito mas não alegra, a Senhora das bananas, Faria Nunes a criança grande, Maria João Monte papa tachos, Tomásia Psicóloga do Conservatório e... Pedro Ramos... (vamos ver, não augura nada de bom).

K-Saúde

A visita




Curvados e de chapéu na mão




Cada vez que arribam à Tabanca uns figurões de Lisboa, ei-los os pavões indígenas em bicos-de-patas à procura de posicionamento para ficarem enquadrados na fotografia e no plano da câmara de TV. Para isso, precisam de 'trabalhar' as vedetas visitantes, talhando programas a preceito.
O primeiro dia em que António Costa andou por aí, só deu Cafôfo. A inauguração de uma lojeca de munícipe, hoje em dia banal em qualquer aldeia de província, serviu para um espavento que deu brado. O Mayor, para garantir exclusivo nas imagens do dia, agarrou-se ao primeiro-ministro e passou as suas recomendações propagandísticas às plataformas, tão bem aceites que ninguém viu ou televiu uma manifestação que protestava precisamente contra o exibicionismo eleiçoeiro de Cafôfo.
O Mayor estava com o sr. primeiro-ministro e na Região só existia ele, Mayor. Nem presidente do governo nem presidente de Assembleia. Nem sequer os peões que puseram o Mayor em Mayor. Nem sequer o líder do PS, partido que meteu Cafôfo nestas andanças e que, supostamente, deveria estar agora na zona do arame farpado onde se trata das eleições autárquicas.
Supostamente. Pois. Afinal, já se percebeu que os pavões de cá invocam o santo nome de Costa para imporem a sua estratégia na tabanca. Se já se percebera que Paulo Cafôfo anunciou a recandidatura deixando aos outros a prerrogativa de o apoiarem ou não, incluindo o PS, agora ficou tudo mais claro. Quem apareceu a brilhar ontem foi Filipe Sousa, ao almoçar em Santa Cruz com Costa, evidentemente com ementa escolhida por Cafôfo. E vai Filipe de explicar à TV que sim senhor, tratou do apoio do JPP à candidatura de Cafôfo. Traduzindo: é Costa e é Filipe Sousa em Santa Cruz na negociação do apoio ao Mayor do Funchal! 
Pergunta-se: o PS-Madeira tem líder? 
Cafôfo tem cada vez mais força para desconsiderar quem julga que manda nos socialistas, e vai entrar pela porta grande no partido, depois de Outubro. Tal como alguns vêm dizendo há muito.
António Costa ainda teve tempo de gozar na curta visita com estes pavões. Disse que é meio hospital e mais nada. Pergunta-se: é o mesmo meio hospital prometido no Cavacas ou é a segunda metade? É que se for mais meio, dá hospital inteiro. Carlos Pereira precisa de saber se pode fazer mais um cartaz a reforçar o 'juntos conseguimos'.
Lastimável. Muito a sério. Esta política regional conseguiu o fenómeno de baixar não sei quantos furos em relação ao passado.
Veja-se Miguel Albuquerque. Depois do criticado 'alapanço' de Cafôfo, com braço por cima de Marcelo, durante os incêndios, eis o chefe Blue a fazer o mesmo, no penoso banho de afectos no aeroporto - que aliás contrastou com o comportamento do homenageado do dia Cristiano Ronaldo (nem um aceno à multidão nem um sorriso às crianças que gritavam pelo seu nome). Albuquerque andou lado a lado com o Sr. PR, fez-se às selfies e às câmaras. Cafôfo, agora perigo número um, estava a léguas. Enfim, uma tarde ideal para as tais revistas de cabeleireiro.
Grandes autonomistas que até para tirar o retrato precisam de artistas convidados?

O Plano de Gestão de Riscos de Inundações


Estimado leitor, o Plano de Gestão de Riscos de Inundações está em fase de consulta pública.
Não vou discutir questões técnicas relativas à elaboração do Plano.
Ele está disponível em:

Alerto que este Plano não tem em conta as obras hidráulicas executadas após 2007, pelo que a zona de inundação das zonas afetadas pelo aluvião de 20 fevereiro de 2010 deveria ser semelhante à das cartas de Zonas Inundáveis T100 (i.e., cheia com um período de retorno de 100 anos, ou a cheia máxima que é expectável que ocorra em 100 anos).
Este plano não tem em conta as inundações costeiras nem as provocadas por um eventual subdimensionamento da rede de drenagem pluvial urbana (i.e., os coletores de águas camarários).

As partes mais importantes do Plano são as Cartas de Risco de Inundação.
Convido o caro leitor a ver se a sua zona/habitação corre o risco de ser inundada, e comparar algumas Cartas de Risco de Inundação com o que viu no aluvião de 20 de fevereiro de 2010.

Pelo ponto 5 do artigo 9º do decreto-lei 115/2010[i] (que estabelece o quadro para a avaliação e gestão dos riscos de inundações) o Plano de Gestão de Riscos de Inundação deve indicar as “zonas adjacentes” que estão sujeitas a restrições à construção (pelos artigos 24º[ii] e 25º da Lei 54/2005). Isto significa que este Plano pode afetar o valor de seu terreno ou de sua casa.

Saliento os seguintes curso de água que, de acordo com o Plano, num caso de uma cheia com um período de retorno de 20 anos, potencialmente afetarão mais de 100 habitantes: Ribeira Brava, Ribeira do Vigário, Ribeira dos Socorridos, Ribeira de São João, Ribeira de Santa Luzia, Ribeira de João Gomes, Ribeiro da Nora, Ribeira de Santa Cruz, Ribeira de Machico, e Ribeira do Faial.
Lembro que é bastante provável que a esmagadora maioria dos leitores esteja viva quando essa cheia com o período de retorno de, pelo menos, 20 anos ocorrer.



Eu, O Santo





Artigo 24.º Zonas adjacentes
1 - Entende-se por zona adjacente às águas públicas toda a área contígua à margem que como tal seja classificada por se encontrar ameaçada pelo mar ou pelas cheias.